Covid em Manaus: sem oxigênio, pacientes dependem de ventilação manual para sobreviver em Manaus

Junto com as notícias da falta de equipamentos e de cilindros de oxigênio para tratar pacientes com covid-19, vieram também do Amazonas relatos dramáticos da alternativa à qual algumas equipes de saúde estão recorrendo para lidar com a falta de aparelhos de ventilação mecânica: a ventilação manual.

Em ambos os casos, o objetivo da ventilação é fazer artificialmente o trabalho do qual os pulmões e o corpo do paciente já não estão mais dando conta de garantir a respiração e a circulação de oxigênio.

Aparelhos de ventilação mecânica eletrônicos são mais eficazes, mas, na falta deles, equipes costumam recorrer ao chamado reanimador manual autoinflável, conhecido também como “ambu”. Estes são impulsionados por uma bombinha de borracha apertada com as mãos, conectada por canais até chegar ao paciente em uma máscara facial ou em tubos inseridos em sua traqueia.

“A ventilação manual tem sido usada frequente, e aconteceu desde os primeiros meses de pandemia. Isto porque a deficiência de ventiladores (mecânicos) e leitos de UTI no Amazonas é histórica”, contou à BBC News Brasil por áudios de WhatsApp o médico Pierre Souza, especializado em pediatria e cirurgia geral.

O médico, que relata prestar serviço em unidades de emergência de Manaus vinculadas ao governo estadual, diz que já participou em diversos plantões da chamada “escala do ambu” — um rodízio para realizar a ventilação manual, que exige esforço e tem duração variada para cada paciente.

“Essa situação caótica muitas vezes exigiu passar noites inteiras ao lado do leito do paciente, fazendo uma escala do ambu, com colegas, técnicos e enfermeiros se revezando por longos períodos — às vezes meia hora, uma hora, uma hora e meia.”

“Nós fazemos isso até duas situações acontecerem: ou o paciente é transferido para um ventilador (mecânico) disponível, ou o paciente falece. Vi isso acontecer algumas vezes: apesar da ventilação manual, o paciente precisava de mais suporte, de parâmetros que o ambu não tem capacidade de fazer”.

O Jornal Nacional, da TV Globo, também obteve depoimento de um funcionário do hospital 28 de Agosto, em Manaus, segundo o qual foi igualmente necessário “ambuzar” pacientes ali.

“A ventilação manual aconteceu desde o início da pandemia. É triste ver que vivemos uma segunda onda e os mesmos problemas (da primeira) continuam”, resume Pierre Souza.

Crise

Manaus vive uma crise aguda neste mês — com falta de oxigênio e uma nova variante do coronavírus. A cidade já registrou 93 mil casos de covid-19 e 3.892 mortes desde o começo da pandemia.

O jornal A Crítica relata que nas últimas 24 horas foram registrados 3,8 mil casos novos — um número inédito na pandemia. No mesmo período, 51 pessoas morreram com diagnóstico de covid-19.

A capital do Amazonas sofre um novo pico de internações por causa do coronavírus, após as festas de fim de ano.

Diversos veículos de imprensa confirmam a situação desesperadora em muitos dos hospitais da cidade.

Os cilindros com oxigênio são essenciais para manter e estabilizar os pacientes com covid-19 grave — além de pacientes com outras enfermidades. Sem esse insumo básico, muitos indivíduos hospitalizados vão acabar morrendo.

Em meio à dramática falta do gás para tratamento de pessoas internadas com covid-19 em Manaus, a Secretaria de Saúde do Amazonas determinou nesta quinta-feira a requisição administrativa de “eventual estoque ou produção de oxigênio” de 17 empresas, como montadoras e produtoras de eletrodomésticos localizadas no Polo Industrial de Manaus (PIM): Gree Eletric, Moto Honda, Yahama Motor, Electrolux, TPV, Whirlpool, Sodecia da Amazônia, Denso Industrial da Amazônia, Caloi, Flextronics International e Cometais.

Também foram impactadas pela requisição LG Eletronics, Semp TCL, Ventisol, Carrier, Daikin e Samsung.

Manaus voltou a ter dezenas de enterros por causa da covid
Legenda da foto,Em 2021, Manaus voltou a ter dezenas de enterros por causa da covid

Para suprir tanto os hospitais públicos quanto os hospitais privados, as três empresas fornecedoras de oxigênio local — White Martins, Carbox e Nitron — precisavam entregar 76.500 m³ diariamente, diz o governo do Amazonas. No entanto, a capacidade de entrega das empresas tem sido somente de 28.200 m³/dia.

Para sanar o déficit de 48.300 m³ diários, o Governo do Amazonas e o Ministério da Saúde estão realizando juntos a “Operação Oxigênio”.

“A logística da operação (para levar mais oxigênio a Manaus) prevê também rota terrestre com o insumo saindo de Fortaleza e indo até Belém, para chegar a Manaus por meio de aviões. Para atender com urgência as redes, o transporte terrestre e fluvial, que seria o procedimento mais comum, foi descartado”, informou a Secretaria de Saúde.

Com uma demanda por oxigênio e outros suprimentos que parece não ter fim, Manaus precisa urgente da ajuda de outras cidades, Estados e, claro, do Governo Federal. Nas últimas horas, 235 pacientes começaram a ser transferidos para hospitais de Goiás, Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte.

  • informações e imagens da BBC Brasil


Covid-19: Florianópolis divulga estratégia da 1a. fase de vacinação

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde, informa que os primeiros lotes de vacina contra Covid-19 da primeira fase da campanha serão destinados para profissionais de Saúde e idosos em Instituição de Longa Permanência (ILPI).

Entre os profissionais de saúde, a prioridade serão para os que atuam no cuidado de pacientes graves. A estratégia é começar pelas UTIs e posteriormente seguir para os profissionais que atendem diretamente pessoas com sintomas do novo Coronavírus, que serão vacinados em seus locais de trabalho. As ampliações para a imunização de outros profissionais ocorrerá conforme os quantitativos de vacina forem chegando.

O plano de imunização completo da capital será divulgado dentro dos próximos dias, conforme orientação de quantitativo de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Toda a parte logística e de insumos já estão no almoxarifado da Prefeitura.

Mulher – Cresce o número de deferimentos de medidas protetivas em Lages (SC)

O ano atípico vivido em todo o mundo por conta da pandemia teve reflexos também nos números de casos de violência doméstica em Lages. Durante o recesso forense, entre 21 de dezembro e 6 de janeiro, a 2ª vara Criminal da comarca local deferiu 37 medidas protetivas a lageanas. No mesmo período, entre os anos de 2019 e 2020, a Justiça atendeu a 15 pedidos em caráter emergencial de mulheres que buscavam não sofrer outras violências. O que também aumentou foram as denúncias desses atos por vizinhos e parentes.

O juiz Alexandre Takaschima acredita que a única grande alteração foi a pandemia para justificar o aumento dos casos, considerando o distanciamento social. “Tem me chamado a atenção que muitos casos de violência doméstica estão sendo comunicados por terceiras pessoas e não pelas vítimas”, destaca. Na semana passada, o magistrado deferiu as medidas protetivas de urgência solicitadas pela mãe em favor da filha adolescente, apesar da vítima tentar amenizar a violência doméstica praticada pelo namorado, que inclusive quebrou o celular dela por ciúme. “Essa comunicação da violência doméstica por terceiras pessoas tem auxiliado bastante para podermos identificar e atender essas mulheres que estão sofrendo violência física, moral, psicóloga, patrimonial”, reforça.

Todos que identificarem esse tipo de caso podem ajudar na prevenção e enfrentamento. “Temos uma rede de atendimento que pode ser acionada 24 horas por dia, 365 dias por ano. Em caso de estar acontecendo a violência, basta ligar para o 190, da polícia Militar, indicando o local em que a vítima e o agressor se encontram. Existe também a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, que é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial com a preservação do anonimato”, garante o juiz.

A pandemia também fez parar os trabalhos com grupos de homens autores de violência doméstica. Takaschima pretende retomar em breve os encaminhamentos das atividades de reflexão com eles de forma presencial, seguindo os regramentos sanitários, ou por videoconferência.

Livro infantil da Epagri é um dos finalistas de prêmio internacional

A obra “O Solo está Vivo”, de autoria de sete técnicos da Epagri, ficou em 7º lugar no concurso de livros científicos infantis sobre a biodiversidade do solo, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), União Internacional de Ciência do Solo (IUSS) e Aliança Global pelos Solos (GSP). Para o concurso foi encaminhada a versão em inglês “The Soil is Alive”, que faz parte de um projeto do grupo Solo e Água da Empresa. A divulgação do resultado aconteceu em 5 de dezembro, Dia Mundial do Solo.

Os autores são os pesquisadores Argeu Vanz, Elisângela Benedet da Silva e Leandro do Prado Wildner, e os extensionistas Josiane de Souza Passos, Leonir Claudino Lanznaster, Liagreice Pereira de Medeiros Cardoso e Célio Haverroth. Esse grupo está elaborando uma proposta de trabalho em educação ambiental com as escolas, tendo como tema gerador o solo e a água. Dentro dessa iniciativa está o uso do livro para ser trabalhado como projeto piloto em algumas escolas da rede de ensino fundamental de Santa Catarina em 2021 pela extensão rural da Epagri.

Segundo Elisângela, a obra fala de forma lúdica sobre fatos científicos de um conjunto de elementos (animais, vegetais e minerais) que interagem e contribuem para a formação e manutenção da biodiversidade presente no solo e o importante papel das funções do solo para a existência da vida no planeta.

A produção do livro envolveu outros técnicos da Epagri: Kátia Marly Zimath de Mello e Ilaini Marli Maihack Brassiani participaram com desenho e pinturas;  Lucia Morais Kinceler e Marcia Janice Freitas da Cunha Varaschin fizeram a revisão do texto em inglês e Laertes Rebelo revisou a versão em português. O livro será lançado pela Epagri nas versões inglês e português, em data ainda a ser confirmada, e estará disponível aos interessados também no formato digital. A versão em inglês poder ser acessada no portal da FAO.

O Concurso

O concurso de livros científicos para crianças sobre biodiversidade do solo foi lançado pela FAO, IUSS e  GSP como parte das comemorações do Dia Mundial do Solo. Com o tema “Mantenha o solo vivo, proteja a biodiversidade do solo”, a premiação teve como objetivo mostrar a importância da biodiversidade do solo e aumentar a conscientização sobre a urgência de proteger esse recurso natural para a manutenção da vida no planeta.

Os livros, destinados a crianças entre 6 a 11 anos, deveriam mostrar o papel vital que a terra e a biodiversidade exercem para garantir o bem-estar humano, assegurando a produção agrícola futura e a sustentabilidade do meio ambiente. Além do grupo da Epagri, mais duas equipes de brasileiros ficaram entre os dez finalistas. O Brasil registrou 12 inscrições e ocupou o 3º, 7º e 9º lugares e ainda registrou cinco menções honrosas. Participaram do concurso mais de 100 livros de 60 países.  Os 10 primeiros colocados farão parte de um livro publicado pela FAO/IUSS/GSP.

Confira aqui entrevista com os autores da obra no programa de rádio Panorama Agrícola. Faça o download dos livros que ficaram entre os 10 primeiros lugares no concurso no site da FAO.

Vem aí o IX Colóquio Catarinense de Educomunicação

A Educomunicação em tempos de pandemia: práticas e desafios é o tema dos colóquios, que ocorrem simultaneamente desde 2012, e que serão realizados em 2021 nos dias 09, 10, 11, 12, 16, 17, 18 e 19 de março, na modalidade online, com três horas de programação diária. O evento é realizado pela UDESC, Educom Floripa e ABPEducom SC com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), através do edital PROVENTOS de 2020.

O objetivo dos eventos é difundir e ampliar a discussão em torno da temática das interfaces entre Educação e Comunicação. Especialmente por meio  do aprofundamento na análise crítica das práticas pedagógicas educomunicativas, desenvolvidas em espaços escolares e não-escolares.

Todas as discussões propostas perpassam a cultura digital, a formação de professores, o desenvolvimento de uma prática pedagógica vinculada aos modos de ser e de viver de uma infância e juventude conectadas. Essas discussões terão como pano de fundo as práticas desenvolvidas no contexto da pandemia da COVID-19, e os desafios que essa nova realidade trouxe à educação. É importante salientar que os eventos visam contribuir com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propiciando reflexões, aprofundamento, debates e a socialização de pesquisas sobre diversos temas.

A programação dos eventos se desenvolve ao longo de oito dias, com um total de 16 atividades que somam 24 horas. Serão contemplados, entre outros, o debate sobre a prática pedagógica na escola básica e em contextos socioambientais, levando em conta a Agenda 2030 do desenvolvimento sustentável. A reflexão sobre a incorporação dos avanços tecnológicos à educação, em contexto ibero-americano, estará presente na fala de convidados do Brasil, Peru, Espanha e Portugal.

O público-alvo dos eventos inclui pesquisadores, professores e estudantes das redes públicas e privadas de ensino básico, superior e de pós-graduação, agentes públicos municipais e profissionais da educomunicação. Os participantes poderão conferir ainda a apresentação de pesquisas recentes em âmbito de mestrado e doutorado envolvendo pesquisadores de diversos grupos, estudantes do ensino superior e pós-graduação, profissionais do campo da educomunicação e representantes das esferas municipais e estaduais.

Os eventos terão duas grandes conferências, cinco palestras, socialização de pesquisas, quatro mesas redondas, sete debates e uma oficina. Sendo 10 palestrantes do Estado de Santa Catarina, dois de outros estados e cinco palestrantes estrangeiros. Toda a programação terá tradução em Libras.  As conferências, palestras, painéis e debates irão compor artigos que serão reunidos em um livro do evento.

Uma novidade deste ano é a Oficina de Cobertura Colaborativa, feita para e pelos inscritos. Poderão participar pesquisadores, estudantes, profissionais de diferentes áreas e toda e qualquer pessoa acima de 18 anos que tenha interesse em experienciar práticas educomunicativas, com uso de diferentes linguagens e ferramentas midiáticas. A proposta visa a criação de equipes (com capacidade máxima de 20 pessoas em cada uma delas) no total de 80 participantes para a realização da Cobertura Colaborativa (Cob-Colab), em quatro diferentes núcleos de produção: Vídeo, Design, Podcast e Textos para Web. Ao todo, serão 12 horas de conteúdos práticos e formativos, com certificação ao final do projeto.

O evento conta também com as seguintes instituições parceiras: Associação Brasileira de Profissionais e Pesquisadores em Educomunicação (ABPEducom) Núcleo Regional de Santa Catarina; Laboratório de Educação Linguagem e Arte (LELA/UDESC); Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Planalto Catarinense (PPGE/UNIPLAC); Observatório Ibero-Americano de Educomunicação Bernunça n.0 (OIE Bernunça n.0); Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Mídias (Edumídia/UFSC); Grupo de Pesquisa Mídia & Conhecimento (GPM&C/UFSC); Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino de Filosofia e Educação Filosófica (NESEF/UNIPLAC); Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Educação e Cultura Digital (EducDigital) do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense (PPGE/UNESC); Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação (PPGTIC/UFSC); Projeto Toninhas – UNIVILLE; Diretoria de Educação Fundamental da Secretaria de Educação de Florianópolis (DEF/PMF); e Movimento Nacional ODS Santa Catarina.

Fica o convite para participação no VIII Colóquio Ibero-americano de Educomunicação e IX Colóquio Catarinense de Educomunicação que almeja, numa construção coletiva, criar um ambiente propício ao surgimento de ideias  inovadoras. Conheça a programação do evento e realize sua inscrição no site até o dia 05/02/2021, para quem quiser participar da oficina, e até 08/03/2021, para quem vai participar só no período do evento. Para saber mais sobre o evento  e conhecer a linha do tempo dos colóquios visite o site.

SERVIÇO:  
O que: VIII Colóquio Ibero-americano de Educomunicação e o IX Colóquio Catarinense de Educomunicação
Quem: Promovido pelo EDUCOM FLORIPA e parceiros
Onde: Modalidade Online – Inscreva-se no site: https://www.educomfloripa.com.br/
Quando: 09, 10, 11, 12, 16, 17, 18 e 19 de março de 2021 (ver os horários na programação  disponível no site do evento).
Por quê:  Com a temática Educomunicação em tempos de pandemia: práticas e desafios, os eventos têm como pano de fundo as práticas pedagógicas desenvolvidas no contexto da pandemia de COVID-19 e os desafios que essa nova realidade trouxe para a inclusão das tecnologias na educação.  O objetivo central dos colóquios é difundir e ampliar a discussão em torno da temática  em torno das possíveis interfaces entre Educação e Comunicação, buscando o aprofundamento do conhecimento na análise crítica das práticas pedagógicas educomunicativas desenvolvidas em espaços escolares e não-escolares. 
O público-alvo dos eventos inclui pesquisadores, professores e estudantes das redes públicas e privadas de ensino básico, superior e de pós-graduação, agentes públicos municipais e profissionais da educomunicação. Os participantes poderão conferir ainda a apresentação de pesquisas recentes em âmbito de mestrado e doutorado envolvendo pesquisadores de diversos grupos, estudantes do ensino superior e pós-graduação, profissionais do campo da educomunicação e representantes das esferas municipais e estaduais.
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Nome: Ademilde Silviera Sartori
Fone: 48 991648162
E-mail: ademildesartori@gmail.com
Nome: Rafael Gué Martini
Fone: 48 991298990
E-mail: rafael.martini@udesc.br

Projeto prevê a inclusão da quilometragem do veículo no documento de licenciamento

O Projeto de Lei 5336/20 determina que o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) deverá informar a quilometragem do veículo no momento da inspeção de segurança veicular realizada pelo Detran.

O texto é de autoria do deputado Hélio Costa e acrescenta um parágrafo ao artigo 131 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, para obrigar o registro da quilometragem constante no hodômetro do veículo no Certificado de Licenciamento Anual.

Com a medida, o deputado espera coibir os casos de adulteração do hodômetro dos veículos, fraude rotineira no comércio de usados. A adulteração é feita para diminuir a real quilometragem rodada pelo carro.

“Com tal exigência (inclusão da quilometragem no CRLV), não há mais como o proprietário do veículo ‘voltar’ o hodômetro, como se faz atualmente no momento da venda. A proposta termina com essa sacanagem”, disse o parlamentar.

Essa proposta já foi objeto de alguns projetos de lei na Câmara Federal. Uma delas, de 2008, chegou a ser aprovada pelos deputados e encaminhada ao Senado Federal para apreciação. No entanto, ao final daquela legislatura, a proposição foi arquivada sem apreciação final pelo Senado, conforme regras dispostas no regimento interno daquela Casa, que prevê o arquivamento automático de proposição em tramitação há duas legislaturas.

“Essa medida é importante e precisa ser novamente debatida para se tornar lei, acabando de vez com a trapaça dos vendedores de carros usados”, finalizou Hélio Costa.

Ford anuncia fechamento de fábricas no Brasil

A Ford anunciou, nesta segunda-feira (11,) o fechamento de suas fábricas no Brasil, como parte do plano de reestruturação da empresa na América do Sul. Em nota, Jim Farley, presidente e CEO da Ford, afirmou que a decisão foi “muito difícil”, mas necessária, para a criação de um negócio saudável e sustentável.

Ainda de acordo com a nota, serão encerradas as operações nas plantas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller (em Horizonte, CE) em 2021. A assessoria de imprensa da Ford disse que as vendas dos modelos Ka, EcoSport e do Troller T4 serão interrompidas quando acabarem os estoques dos veículos. Afirmou ainda que a montadora manterá apenas as fábricas na Argentina e no Uruguai, o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo.

Os serviços de assistência ao consumidor seguem funcionando nas operações de vendas, peças de reposição e garantia para seus clientes no Brasil.

A empresa disse que, com a decisão, 5 mil funcionários da Ford devem ser demitidos no Brasil e na Argentina. Segundo a assessoria, a montadora vai trabalhar “em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção”.

“Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro”, diz a nota divulgada pela Ford.

Crise na indústria automotiva brasileira

Sergio Vale, economista-chefe e sócio da MB Associados, avalia que a indústria automotiva está passando por grandes desafios nos últimos anos, motivados tantos por fatores estruturais, como o menor desejo das pessoas por automóveis, até questões mais pontuais, como a crise econômica de 2015 e a pandemia.

“Na saída desta crise, especificamente, será certo o aumento da desigualdade de renda e a demora para a queda do desemprego. Haverá menos espaço para compra de automóveis no ritmo que se viu na primeira década do século. Por isso, continuaremos a ver reestruturações na indústria como nesse caso”, diz Vale.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, comenta que a Ford já vinha sinalizando que pretendia encerrar a produção no Brasil. “Eles já vinham com essa estratégia, tanto que em 2019 a empresa encerrou as atividades da fábrica de caminhões no ABC Paulista, mas a pandemia acelerou a saída do país. É uma notícia extremamente ruim para o mercado brasileiro, não só por conta dos empregos diretos que a Ford gera, mas também pelos indiretos, por meio das empresas-satélite, como os fornecedores de autopeça. O impacto vai ser bem significativo”, diz.

Agostini destaca ainda que a montadora deve passar a importar mais veículos para o Brasil de fábricas instaladas em países vizinhos, que possuem ambientes de negócio mais favoráveis que o brasileiro. “A Ford anunciou que vai continuar produzindo carros na Argentina, que tem custos menores de produção, principalmente porque nossos encargos trabalhistas e custos de energia são muito altos. Então, ela deve manter operações no Uruguai e Argentina e os carros da Ford devem passar a ser ainda mais importados desses países”, completa.

Em 2020, a Ford representou 7,4% do mercado de automóveis no Brasil, segundo dados da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos. Vale ressaltar que o Ford Ka foi o 5º carro mais vendido no Brasil em 2020. Se somados os emplacamentos das versões hatch e sedã (Ka Plus) do Ka, o modelo teria sido o 2º mais vendido do país no ano passado. A marca torna a notícia ainda mais impressionante, já que é uma das primeiras vezes na história da indústria automotiva brasileira que uma montadora anuncia o fechamento da produção no país, mesmo com seus modelos figurando entre os top 5 mais vendidos no Brasil.

Ainda segundo especialistas, o EcoSport, que também não será mais produzido em território nacional, foi um dos carros que inaugurou no Brasil e no mundo o conceito de SUV compacto – um dos modelos de maior sucesso de vendas na atualidade, não só no caso da Ford, como de outras montadoras.

A Anfavea, a associação que representa as montadoras, mas a entidade disse que não vai fazer comentários sobre a saída da Ford no Brasil. “Trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos. Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

Próximos passos

A Ford seguirá atendendo a região com seu portfólio global de produtos, incluindo alguns dos veículos mais conhecidos da marca, como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados.

“Os consumidores na América do Sul terão acesso a um portfólio de veículos conectados, e cada vez mais eletrificados, incluindo SUVs, picapes e veículos comerciais, provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados, ao mesmo tempo em que a Ford Brasil encerra as operações de manufatura em 2021”, disse a empresa em nota.

Ações da Ford sobem em Nova York

As ações da Ford, listadas na Nyse, a bolsa de valores de Nova York, apresentavam alta de mais de 3% por volta das 17h20, em meio à queda dos principais índices acionários do mercado americano.

Andres Castro, analista de ações da Berkana Patrimônio, afirma que a receita gerada pela Ford na América do Sul vinha caindo ao longo dos últimos anos. “Já chegou a representar quase 10% em 2010 e hoje em dia não passa de 3% do total gerado pelo grupo. Além disso, a rentabilidade operacional das operações na América do Sul é muito volátil e baixa quando comparada à rentabilidade da unidade da América do Norte. Logo, como uma operação pequena e baixa rentabilidade, os investidores gostaram da medida”, comenta.

  • Com informações de Ag. de Notícias e InfoMoney

MPSC quer cronograma e informações sobre os planos de vacinação do Estado e Capital

A 33ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição estadual na área da saúde, requisitou informações sobre os planos e cronogramas de vacinação contra a covid-19 no estado e na Capital às Secretarias de Saúde do Estado e do Município de Florianópolis. O prazo para o envio das respostas é de cinco dias a partir do recebimento dos ofícios, que foram enviados na tarde desta segunda-feira (11/01).

As requisições às autoridades sanitárias do Estado e do Município são as primeiras providências pedidas pelo Promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng no Procedimento Administrativo 09.2021.00000050-1 aberto para acompanhar o “Plano Estadual de vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina e o Plano de vacinação contra a Covid-19 em Florianópolis”, conforme consta na portaria de instauração publicada hoje.

O objetivo das requisições, segundo Naschenweng, é obter informações que permitam ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) conhecer as medidas que estão sendo adotadas e qual o planejamento para permitir a imunização da população do estado e da Capital de forma eficaz de maneira a evitar o contágio pelo coronavírus. Com as respostas será possível acompanhar as iniciativas e, se for o caso, exigir providências mais efetivas para proteger a saúde da população, explica o Promotor de Justiça.

Baleia Rossi (MDB/SP) prega parlamento independente em sua passagem por SC

O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), foi recebido nesta segunda-feira (11) em Florianópolis pelo presidente do partido em Santa Catarina, o deputado federal Celso Maldaner, e lideranças estaduais em apoio à sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Na disputa pelo cargo, o parlamentar paulista já conta com um bloco de outras 10 legendas a seu favor (PT, PSL, PSDB, PSB, DEM, PDT, Cidadania, PCdoB, Rede e PV) que, somadas, têm 261 votos. São necessários 257 para vencer a eleição, marcada para o dia 1º de fevereiro.

De acordo com Baleia, as prioridades imediatas em uma eventual vitória serão buscar soluções para o enfrentamento da pandemia e para começar a vacinação contra a covid o quanto antes. Além disso, ressaltou, é preciso reforçar – “dentro do orçamento, sem ultrapassar o teto” – o bolsa-família ou encontrar uma alternativa ao auxílio emergencial neste momento em que a população passa por grandes dificuldades. Em paralelo, o deputado pretende avançar com a reforma tributária, da qual é autor do projeto.

— Essa é proposta mais madura para gerar emprego e renda e devolver a esperança aos 14 milhões de desempregados. Temos que continuar nesse esforço de uma agenda de responsabilidade fiscal — disse.

O candidato afirmou ainda que sua candidatura não é de oposição, embora seu adversário, Arthur Lira (PP-AL), seja o preferido do Planalto. Ele lembrou que o MDB esteve aliado ao governo federal em muitos projetos importantes para o país e a Câmara aprovou todas as medidas urgentes para o enfrentamento da pandemia.

— Defendemos um Parlamento independente, conectado com os anseios da sociedade: mais união, mais compaixão, mais liberdades — destacou.

Além do presidente Maldaner, estiveram no ato em apoio a Baleia Rossi o senador Dário Berger; os deputados federais Carlos Chiodini e Rogério Peninha; os deputados estaduais Ada De Luca, Luiz Fernando Vampiro, Mauro de Nadal e Valdir Cobalchini; a presidente do MDB Mulher-SC, Dirce Heiderscheidt; o presidente da JMDB-SC, Filipe Schmitz; o vice-presidente do MDB-SC, Edinho Bez, e o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, bem como representantes de outros partidos, ex-deputados, prefeitos e vice-prefeitos.

Foto: Antonio Carlos Mafalda

 Texto: Comunicação MDB-SC

Covid leve pode deixar sequelas nos pulmões, aponta estudo

Fadiga e dificuldade para respirar são sequelas relativamente comuns em pacientes que se recuperaram da covid-19, exigindo, muitas vezes, um longo período de reabilitação. Até agora, não se sabe se essas complicações estão associadas à gravidade da doença, com pessoas que precisaram de internação devido à infecção pelo Sars-CoV-2 sendo mais propensas a apresentarem esse tipo de complicação. Um estudo irlandês sugere que as sequelas pulmonares, porém, independem da severidade da infecção.

Na pesquisa, os autores acompanharam 153 pacientes recuperados da covid-19 por até 75 dias após o diagnóstico. Essas pessoas sofreram graus variados da doença. “Conforme esperávamos, problemas como falta de ar e cansaço foram comuns depois da covid-19. Porém, os sintomas não pareceram estar relacionados à gravidade da infecção inicial”, diz Liam Townsend, pesquisador do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital de St. James.

Para avaliar a relação entre sequelas e severidade da covid-19, os autores dividiram os pacientes em grupos: sem necessidade de internação, internados e internados na unidade de terapia intensiva (UTI), sendo esses últimos os mais graves. Quase metade dos 153 participantes do estudo foi hospitalizada na fase aguda da infecção. No período, quando já estavam livres da doença, foram submetidos a exames diversos, incluindo de imagem e testes que avaliaram a capacidade cardiorrespiratória.

A equipe de Townsend comparou, então, a gravidade inicial da covid-19 com o resultado dos exames de radiografia torácica e o desempenho em testes de caminhada (durante seis minutos, os voluntários andaram em um ritmo normal, sendo monitorados), além dos relatos de percepção de esforço. Os médicos perguntaram se os pacientes se sentiram cansados durante a caminhada e se consideravam que já estavam plenamente recuperados. As respostas foram classificadas em escalas.

Nas radiografias do tórax, os pesquisadores investigaram a presença de fibrose — cicatrizes pulmonares — e sinais de infecção persistente. Naqueles que apresentaram anomalias, foi feita uma tomografia computacional. Além disso, todos fizeram exame de sangue para verificar a proteína C reativa, um marcador de inflamação.

Inesperado

Townsend afirma que os resultados o surpreenderam, porque esperava um número alto de radiografias com fibrose, o que não aconteceu: somente 4% dos pacientes apresentaram esse problema na tomografia computadorizada. Mas o que mais chamou sua atenção foi que as sequelas — inflamação, cicatriz, infecção persistente e desempenho ruim no teste de caminhada — não estavam relacionadas ao grau de severidade inicial da doença.

De acordo com Townsend, 62% dos pacientes sentiram que não haviam se recuperado totalmente, enquanto 47% afirmaram ter fadiga. Aqueles que se esforçaram mais em exercícios moderados também demonstraram percepção maior de saúde frágil. Porém, não houve associação estatística entre a gravidade da covid-19 e essas sequelas — as complicações tardias foram relatadas em pacientes de todos os grupos observados.

A única associação foi entre o tempo de internação e o desempenho no teste de caminhada: quanto maior tempo de hospitalização, menor a distância percorrida em seis minutos. Segundo Towsand, os resultados do estudo têm implicações para o tratamento clínico de pessoas que se recuperaram da infecção por Sars-CoV-2. “Eles demonstram a importância de acompanhar todos os pacientes que foram diagnosticados com a covid-19, independentemente da gravidade da infecção inicial. Não é possível prever quem terá sintomas contínuos”, diz.

Readmissão

“Os casos de covid-19 diminuíram e, depois, ressurgiram em muitos lugares. Assim, é crucial que entendamos o curso da pós-hospitalização e os fatores de risco para uma futura reinternação”, observa Anuradha Lala, pesquisadora do Hospital de Mount Sinai, em Nova York, e autora de um estudo publicado, em dezembro, sobre a readmissão hospitalar de ex-pacientes da covid-19 que, depois, sofreram complicações pulmonares. “À medida que avançamos para uma fase em que a covid-19 não é mais uma doença nova, devemos focar nossa atenção para a fase pós-aguda para entender como manter os pacientes bem e fora do hospital”, destaca.

No estudo norte-americano, dos quase 2,9 mil pacientes de covid-19 que receberam alta, mais de 100 (3,6%) retornaram para atendimento de emergência, com queixas pulmonares. Assim como no trabalho irlandês, não houve associação entre gravidade da infecção inicial e aparecimento de sequelas. Ao contrário, a maior parte das pessoas que voltaram ao hospital queixando-se de falta de ar e cansaço não havia necessitado de cuidados intensivos, quando internadas. De acordo com Lala, são necessárias mais pesquisas de longo prazo para predizer quais ex-pacientes têm risco maior de sequelas pós-covid.

Prazo de 72 horas para usar o plasma

Um estudo argentino publicado na revista The New England Journal of Medicine mostra que a administração de plasma de convalescente em pacientes com a covid-19 nas primeiras 72 horas da doença reduz pela metade o risco de quadro crítico. “É uma alternativa se alguém com mais de 65 anos se infectar. Mas é como um seguro-saúde, você tem que receber o tratamento quando ainda está saudável, porque não há tempo a esperar e ver o que acontece: se você está mal, o plasma é inútil”, diz o líder da pesquisa, o infectologista Fernando Polack, da Fundação Infant.

Com base nos resultados, “o estudo diz que, em todos os pacientes, a incidência da doença grave foi cortada pela metade”, diz Polack. “Temos certeza de que o plasma é útil nos primeiros três dias de doença, ou seja, você tem (um prazo de) 72 horas de sintomas para recebê-lo”, afirma o cientista à Rádio Con Vos. Polack explicou que os resultados dependem da quantidade de anticorpos presentes no plasma.

“Os melhores provedores são os pacientes que foram hospitalizados, porque eles têm mais anticorpos, além das pessoas que foram vacinadas”, diz ele, definindo essas últimas como “doadores privilegiados em potencial”. “Em uma sociedade desamparada contra o coronavírus, ser vacinado significa estar protegido e também ter a possibilidade de doar plasma, o que significa seis tratamentos para seis idosos para cada pessoa que doa duas vezes no mês”, ilustra.

O estudo envolveu 200 doadores de plasma e 120 pacientes voluntários, metade tratada com placebo, bem como mais de 200 profissionais da saúde. No entanto, a Argentina não tem, atualmente, capacidade para aplicar esse tratamento em seu sistema de saúde. “Hoje, não existe, é algo em construção dentro dos sistemas público e privado. É preciso gerar um arsenal (de plasma), que será uma ponte até que haja uma vacina para a maior parte da população”, explica Polack.

  • com informações do C B