Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana Junho/1

Governador descobre Joinville
Após, pela dor de dois processos de impeachment, aprender que na política é preciso fazer política, o governador Carlos Moisés (PSL) parece ter aprendido alguma coisa. Dias atrás descobriu que Joinville, a maior cidade do Estado, existe. O Bolshoi teve garantidos recursos importantes para continuar seu belo trabalho na dança e cultura, e foram garantidos recursos para o Eixo K, pedido da Acij.

Méritos
Carlos Moisés também entregou equipamentos para escolas da região e falou que somente no norte do estado está investindo um bilhão. Não deu detalhes exatos onde estão estes investimentos. Apesar do atraso, e de ainda serem tímidas as presenças do Governador na região, é preciso dar-lhe o mérito de uma boa administração. Pagou dívidas históricas, como na saúde, e saiu do casulo da Agronômica para governar. Que continue assim.

Movimentos pré-eleição 2022
A eleição do ano que vem já começou. O deputado estadual Kennedy Nunes foi para o PTB, dizem que para ser o candidato a senador ao lado do atual senador Jorginho Mello (PL) que tentará o Governo do Estado. Rodrigo Bornholdt (PSB), ex-vice Prefeito de Joinville quer voltar à cena e deve tentar vaga na Câmara Federal.

Foco na reeleição
Após a derrota na eleição a prefeito de Joinville, o jovem deputado estadual Fernando Krelling (MDB) está focado na meta de continuar na Assembleia Legislativa. Falando à coluna, Krelling disse que busca ajudar a cidade e tem falado com o Prefeito Adriano Silva (Novo).

Uma guerra desnecessária
Esta batalha entre o Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej) e a Prefeitura, leia-se Prefeito Adriano Silva (Novo) é desnecessária. A base do governo na Câmara trata os servidores como inimigos, quando são eles que mantém a cidade funcionando, principalmente na saúde e educação. Os novatos vereadores Alisson Júlio e Érico Pereira (Novo), William Tonezzi (Patriota), estão deslumbrados com o poder. Tudo passa. Até mandatos.

Voltou
Nesta batalha da Reforma da Previdência o Sinsej resgatou um personagem antigo da política partidária e sindical. Carlos Castro, ex-PT, Cidadania e da Comissão de Fábrica da Cipla (lembram?), está na articulação política do embate. Castro está no PSB hoje.

Dário se movimenta
O senador Dário Berger (MDB) resolveu agilizar sua movimentação junto aos convencionais do MDB pelo estado. Apostava no adiamento da convenção de agosto próximo, mas parece que não vai vingar. Na região norte não deve ter apoio de diretórios importantes como de Joinville. O deputado Fernando Krelling deve apoiar o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli na disputa pela indicação do partido ao Governo do Estado.

Fogo em São Chico
Não é incêndio florestal nem químico não. É político mesmo! Acusado de nepotismo e de apadrinhar aliados políticos, o secretário de Governo de São Francisco do Sul é alvo de denúncias por parte de opositores do Prefeito Godofredo. Deyvid Breis e José Roberto Budal fazem as denúncias e dizem que acionaram o MP para investigar.

O que diz Tufi
Por seu lado, Tufi Michreff, afirma que a denúncia não procede, não tem embasamento, e que é atacado pela dupla desde o início do Governo. O Secretário disse que já acionou a polícia e vai tomar as providências jurídicas e legais cabíveis ao caso. “Queriam cargos e outras coisas”, disse Tufi. Essa São Chico não é fácil.

** Por Salvador Neto

Curtas do Palavra #5

Chuva de impeachments agora?
Parece brincadeira de mau gosto, mas não é. Agora um grupo de advogados apresentou outra representação contra o Governador Carlos Moisés (PSL), a vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Administração, Jorge Tasca. Neste, colocaram o caso que está sob investigação na Assembleia Legislativa e Polícia, o caso dos Respiradores de R$ 33 milhões, a tentativa de um hospital de campanha em Itajaí (SC). Tá claro que virou pura política, a busca a qualquer preço da derrubada do Governo. E a pandemia?

Relatório antecipado?
Carlos Moisés terá ainda outro pedido de impeachment para enfrentar na Assembleia Legislativa: o que será proposto pelo relator da CPI dos Respiradores, deputado Ivan Naatz (PL). Antes de encerrar o seu relatório, Naatz já avisou a órgãos de imprensa que irá indiciar o Governador e outros agentes públicos pela fraude, e com isso, pedir seu impeachment. Ou seja, já está culpado antes mesmo da apresentação final do relatório? Estranho não é?

Apoios se ampliando
Enquanto a chuva dos pedidos de impeachment aumenta, e a suspensão de tramitação do primeiro – do aumento salarial aos Procuradores – está valendo, o governador age para ter seus votos para barrar o pedido, e enterrar o impeachment. Lentamente começam a aparecer apoios de deputados estaduais que andavam silenciosos. Vicente Caropreso (PSDB), Marcius Machado e Nilso Berlanda (PL), Jerry Comper (MDB), já quase defendem Carlos Moisés. Juntam-se à líder do Governo, Paulinha (PDT) e seu colega Rodrigo Minotto, Ricardo Alba e Coronel Mocellin (PSL). Para quem tinha zero…

Frente de Esquerda define cabeça de chapa
Nas famosas discussões dos partidos de esquerda, eis que a construção da Frente de Esquerda na capital Florianópolis decidiu pelo nome do cabeça de chapa: o professor Elson Pereira do PSOL. Agora a guerra pela vice está entre PT e PCdoB. Bombeiros andam agindo, mas há risco do PT deixar o grupo, já que o nome indicado, o vereador Lino Peres, estaria rifado para a vaga. Assim, a Frente pode se desidratar com o PT saindo do grupo e levando mais alguma sigla.

Do outro lado…
Pedrão (PL) segue firme na consolidação de seu nome para enfrentar as urnas contra o atual prefeito, Gean Loureiro (DEM). Angela Amin (PP), José Carlos Rauen (MDB) – leia-se Dario Berger -, Gonzalo Pereira (PSL). Alguns novos nomes podem surgir, mas com estes já colocados no campo. A disputa terá de um lado a esquerda com a Frente, ou Frente e PT, e do centro à direita terá MDB, PSL, PP e PL, todos como alternativa à Gean, que tentará a reeleição.

Cenário de guerra no fim?
Após denúncias, mobilização e passeata de empresários, Ministério Público Estadual e Federal envolvidos, pressão via Câmara de Vereadores sobre o Governo de Udo Döhler (MDB), parece que o cenário de guerra das obras do Rio Mathias, no centro de Joinville (SC), começa a ser desmontado. Máquinas foram retiradas, entulhos também, e faltam agora os tapumes. Mesmo assim ficaram os comércios falidos, desemprego, e ainda o que será feito sobre a continuidade das obras. Sim, ainda não sabem como será feito.

Falando em Joinville…
Na maior do estado, Fernando Krelling (MDB) é o candidato do atual governo e Prefeito. Contra ele já a postos para a disputa estão Ivandro de Souza (Podemos), Dalmo Claro (PSL), Assis (PT), Rodrigo Fachini ou Odir Nunes (PSDB), Francesc Boehm (PP), Tânia Eberhardt (Cidadania), Adriano Bornschein (Novo). Nas incógnitas estão PSOL, que pode vir com Adilson Mariano, e Rodrigo Coelho, deputado federal pelo PSB que lutou para sair do partido sem perder o mandato, e não conseguiu. Seu destino seria o PL. Segundo se sabe, Coelho ainda vai tentar vencer a convenção no partido para ser candidato. Darci de Matos (PSD), faz suspense, mas nos bastidores está super ativo nas articulações, e deve ser candidato sim.

Falando em Joinville… (2)
O “MDB velho de guerra” de Joinville está cada vez menor e mais fraco. Além de integrantes históricos que se filiaram recentemente a outras siglas, importantes quadros técnicos apoiados por lideranças emedebistas do porte de um ex-governador e ex-senador Luiz Henrique da Silveira, ou do deputado federal Mauro Mariani, vêm anunciando adesão a pré-candidaturas como a de Rodrigo Fachini, agora no PSDB. Esta semana foi vez de Sérgio Alves e Tufi Michreff Neto, dois ex-secretários estaduais de governos emedebistas, declararem apoio a Fachini.

Experientes
Sérgio Alves, empresário que já presidiu a Acij (Associação Empresarial de Joinville), hoje é vice-presidente da Facisc (Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina). Alves foi secretário da Fazenda de 2006 a 2009, no segundo governo de Luiz Henrique. Depois presidiu a Celesc durante os governos Luiz Henrique e Eduardo Pinho Moreira, entre 2009 e 2011. Já Tufi, que foi secretário de Turismo do então governo de Eduardo Moreira em 2018, ocupou cargos na prefeitura de Joinville e governo do Estado, sempre indicado pelo MDB. Atuou como diretor de Administração e Finanças da Embratur, entre 2012 a 2017, ao lado do então Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz. O último cargo de Tufi foi o de secretário-executivo da Amunesc (Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina), até ser demitido pelo prefeito de Joinville, Udo Döhler, no fim de junho. Döhler tomou decisão arbitrária assim que assumiu o cargo de presidente da entidade.

Covideiros, ou Coveiros? Irresponsabilidade
Os números crescentes de contaminados, e de mortos, pela Covid-19 no Brasil e em Santa Catarina, demonstram o tamanho da irresponsabilidade das lideranças políticas nacionais e regionais. A cada liberação de atividades, transporte coletivo e outros, os números aumentam e a situação de gravidade total se apresenta. O país já chora mais de 100 mil mortos, e Santa Catarina passa dos 1,5 cidadãos que se foram. Quem será responsabilizado? O Presidente, o Governador, Prefeitos, empresários? Alguém tem que assumir o papel de coveiro do povo, que não sabe a quem recorrer para se cuidar, ficar em casa, ter o que comer, sentir-se seguros. Vergonha para o país.

Criciúma
O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) vai à reeleição no município do sul. Contra ele há os nomes de Júlia Zanatta (PL), advogada e jornalista, o médico Aníbal Dário (MDB), Chico Balthazar pelo PT, e talvez o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), que viria para a disputa com apoio do Governador Carlos Moisés. A disputa por lá também será dura.

Blumenau
Na querida Blumenau, a disputa colocará ex-aliados em disputa. O atual prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) vai à reeleição. Enfrentará o ex-prefeito João Paulo Kleinubing (DEM), a ex-prefeita Ana Paula Lima (PT). Os deputados estaduais Ricardo Alba (PSL) e Ivan Naatz (PL) também ensaiam para entrar em campo. Outra disputa interessante no vale.

Reabrir as praias?
Nota da assessoria da Prefeitura de Bombinhas avisa que a Secretaria de Saúde e a Secretária de Turismo estão preparando novos protocolos de segurança dentro do planejamento para a retomada do turismo em Bombinhas. De acordo com o Prefeito Paulinho, o objetivo é estabelecer protocolos rígidos e eficazes para a retomada das atividades com segurança. Se tudo se encaminhar bem nos próximos dias e a quantidade de novos casos do COVID-19 continuar diminuindo, a administração pública pretende reabrir as praias no dia 20 de agosto. O problema aí é sempre o se…

Publicidade na mira dos MPs
A continha de propaganda e publicidade da Prefeitura de Joinville no valor de R$ 18,5 milhões foi para a mira do MPSC, após chegar nas mesas dos procuradores federais do MPF. Uma representação chegou por lá com informações que levaram ao interesse da investigação, que só pode ser realizada pelo Ministério Público de SC, já que se tratam de verbas estaduais. Governo Udo se incomodando no apagar das luzes.

Eleições – Treinamento
O TRE/SC, sob a coordenação da Escola Judiciária Eleitoral (EJESC), abriu inscrições para o curso “Registro de Candidaturas para Partidos Políticos”. O curso objetiva orientar as representações partidárias na etapa do registro de candidaturas para as Eleições 2020. Possui carga horária de 15h e é apresentado no formato autoinstrucional, quando o curso é oferecido sem a presença de tutores. Aos participantes que acessarem integralmente os conteúdos serão emitidos certificados, disponíveis, ao final do curso, na própria página do EaD.

Eleições – Treinamento 2
Para se inscrever e acessar o curso, basta clicar neste link ou através da página da EJESC, no site do TRE-SC. Caso o aluno ainda não tenha participado de nenhum curso da Escola Judiciária Eleitoral, será necessário “criar uma conta”, confirmar seu cadastro por e-mail e, por fim, inscrever-se,  na plataforma, no curso intitulado “Registro de Candidaturas: Partidos Políticos”.


Curtas do Palavra #2

Catarinenses no Prêmio Congresso em Foco
O Prêmio Congresso em Foco é considerado o mais importante da política brasileira. Na lista, ainda preliminar, estão 14 dos 16 deputados federais e um senador dos três de SC. Até dia 16 de julho a lista pode mudar, e a partir d o dia 17 inicia a votação.

Congresso em Foco – 2
Dos deputados catarinenses na lista pelo cobiçado prêmio estão: Ângela Amin (PP), Carlos Chiodini (MDB), Carmen Zanotto (Cidadania), Celso Maldaner (MDB), Coronel Armando (PSL), Daniel Freitas (PSL), Darci de Matos (PSD), Gilson Marques (Novo), Hélio Costa (Republicanos), Rodrigo Coelho (PSB), Geovânia de Sá (PSDB), Rogério Peninha Mendonça (MDB). Apenas dois ficaram de fora desta lista preliminar: Caroline de Toni (PSL) e Pedro Uczai (PT).

Congresso em Foco – 3
Dos três senadores catarinenses, apenas Jorginho Mello (PL) está nesta lista. Esperidião Amin (PP) e Dário Berger (MDB) ficaram de fora. A avaliação é feita pela avaliação do público na internet, de jornalistas que cobrem Câmara e Senado e de um júri especializado. Pelo regulamento podem concorrer apenas congressistas que não respondam a acusações criminais e que tenham ocupado o cargo por ao menos 60 dias este ano.

O libera geral foi precipitado
Com o crescimento geométrico de contaminações pelo coronavírus em SC nos últimos dias, e também de mortes, a verdade é dura, dói, mas tem que quer dita: o libera geral que já falamos aqui foi um erro que resulta nesse grave momento de falta de leitos de UTI. Entre o caminho da vida e o do dinheiro, escolheram o segundo com pressão dos grupos econômicos. Vão colher tragédias sem a economia voltar a girar como desejavam.

Até que enfim
Na Grande Florianópolis, por exemplo, somente nesta sexta-feira (10) é que os prefeitos da Capital, Palhoça, São José e Biguaçú se uniram para agir coordenadamente para definir mais restrições, regras, e buscar junto ao Governo do Estado unir forças para mais leitos. Gean Loureiro (DEM), da capital, reclamava disso, de que ele queria segurar, mas os demais não queriam.

Sem razão
Os prefeitos tem reclamado que o Governo do Estado não tem dado atenção a eles, de que se afastou do problema da pandemia. Isso é desespero de quem pediu para ser protagonista e se assustou com a missão. Há menos de dois meses eles criticavam que o Governador não poderia restringir o Estado inteiro, e que deveria deixar para eles, prefeitos, as decisões em suas cidades. Ganharam. Agora fazem mi, mi, mi. Desnecessário. Unam-se e lutem contra o inimigo comum, o coronavírus.

Tem que escolher o lado
O deputado estadual por Joinville (SC), Fernando Krelling (MDB), e pré-candidato à Prefeito da cidade, precisa definir o lado em que está na pandemia. Há dois meses fez até vídeo de protesto contra a decisão do Governo de SC por manter academias e outros estabelecimentos fechados. Liberaram as academias. Agora diz que o Governo não ajuda o norte com mais leitos, respiradores, e que a situação é grave. Claro que é, liberaram atividades como as academias, e a contaminação acelerou. Não dá para acender velas para dois santos ao mesmo tempo. Ou breca o coronavírus, ou acelera a economia. Não tem segredo.

Incentivo fiscal para automotivas
O deputado federal Celso Maldaner (MDB) declarou no twiter que vai trabalhar para incluir o sul na MP 987/20 que concede incentivo fiscal para indústrias automotivas, instaladas ou que venham a se instalar nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “O sul do país, em especial a região norte de Santa Catarina é um polo do setor e também sofre com os efeitos econômicos da pandemia”, defendeu.

Coronavírus não poupa ninguém
O governador Carlos Moisés (PSL) está em quarentena após ser confirmado com o vírus Covid-19. A líder do seu governo na Assembleia Legislativa, deputada Paulinha (PDT) também, inclusive postando vídeo em redes sociais demonstrando o sofrimento com esta doença terrível. O prefeito da capital também fez o teste, mas deu negativo, após cumprimentar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido/RJ) no sábado passado (4/7). Bolsonaro aliás também disse que está com o vírus agora. Há quem duvide.

CPI dos Respiradores
Já está na hora da CPI dos Respiradores terminar, apresentando relatório e os fatos que apontem, ou não, os culpados pela compra dos 200 respiradores com pagamento antecipado por R$ 33 milhões. Não dá para continuar com interrogatórios que nada trazem de importante, e ainda geram bate-boca entre as testemunhas e deputados. Não acrescenta nada. Até pedido de prisão queriam fazer contra a servidora Márcia Pauli. Menos né. Vamos primeiro confirmar quem foi que errou, falhou ou buscou desviar.

Recomendação ou puxão de orelhas?
O pré-candidato a prefeito de Joinville pelo Podemos, empresário Ivandro de Souza, deixou o atual prefeito Udo Döhler (MDB) em situação desconfortável, para dizer o mínimo. Ele fez vídeo sobre o grave problema das obras do rio Mathias que deixou o centro esburacado, fecha estabelecimentos e desemprega pessoas, e ainda deu indicações de como Udo poderia resolver o problema e normalizar as atividades. Ensinou a quem disse que sabia gerir….

Progressistas animados
O PP de Joinville se anima com o nome de Francesc Boehm, empresário, para retomar o comando da Prefeitura após 28 anos da última conquista com Luiz Gomes, o Lula, em 1992. De lá para cá participou do governo Carlito Merss (PT) entre 2009-2012, e indicou o vice, Eni Voltolini, na tentativa de reeleição em 2012. Em 2016 tentaram a disputa com o Dr. Xuxo, mas a construção da candidatura, erros na coordenação de campanha, e problemas pessoais do candidato deixaram o partido até sem representante na Câmara. Agora tentam conquistar espaço no parlamento, e estão motivados para a Prefeitura.

Anestésicos em falta
O repasse de medicamentos anestésicos utilizados para intubação de pacientes com Covid-19 que precisam usar respirador estará normalizado nos próximos dias. A informação foi repassada ao deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB) pela deputada federal Carmen Zanotto (CIDADANIA), coordenadora das ações para enfrentamento da pandemia no Sul, nesta sexta-feira, 10.

Malandragem
Já pensou ficar sem anestésico e entubado? Infelizmente, o sumiço da medicação teve como principal fator a imposição de preços abusivos por parte das distribuidoras, algo que motivou inclusive ação do Ministério Público Federal”, afirmou  Dr. Vicente. Vamos esperar que apareça logo o anestésico, é desumana esta situação.

Kits de Alimentação em Tubarão
Nesta semana a Prefeitura de Tubarão realizou a entrega da quinta remessa de kits de alimentação com 1,1 mil kits.⁣ Desde março, até o momento, foram distribuídos 4,1 mil kits de alimentos não perecíveis e pães, comprados com recursos próprios, um investimento de aproximadamente R$ 202 mil.⁣ A partir da entrega de maio, foi implantado o kit de hortifruti – já entregues 2.833 kits pagos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), investimento de mais de R$ 57 mil.⁣ Bela iniciativa, essencial neste momento difícil que vivemos.

Uma eleição pandêmica
Vai ter eleição, adiada para novembro, porque é um direito do cidadão previsto na Constituição Federal. Está certo. O resultado dela é que pode ser tão desastroso quanto foi a de 2018, forjada em fake news, campanhas difamatórias nas redes sociais turbinadas por robôs, e que resultou na crise política que aí está em todos os níveis. Se lá a internet foi a base para esse estado de coisas, imaginem agora com distanciamento social, campanha remota? Será preciso mais do que nunca que o eleitor tenha interesse na política, pois após a pandemia, precisará de gente realmente interessada em resolver os problemas coletivos, e não apenas em projetos pessoais.


Coluna Palavra Livre para a Folha Metropolitana

Publico aqui a íntegra da coluna que escrevo para o jornal Folha Metropolitana que circula em Joinville e toda a região norte de Santa Catarina. Aqui ela está como foi para a edição, ou seja, um pouco diferente do que está na edição impressa devido ao espaço. Leia e fique ligado no que é novidade nos bastidores:

Coronavírus é coisa séria!
O mundo anda às voltas com um dos maiores desafios, conter esse misterioso vírus – Coronavírus/Covid-19 – que adoece, e também mata, milhares de pessoas em todos os países. É hora de consciência coletiva, solidariedade, e fazer exatamente o que mandam autoridades da saúde quanto à higiene, e principalmente, reuniões, presenças em eventos que tenham grande aglomeração de pessoas. É aí que ele se espalha. O que o presidente Bolsonaro fez ao sair da sua quarentena, incentivas seus seguidores a se reunir, abraçar, tirar selfies, é uma insanidade, irresponsabilidade que não condiz com quem tem o dever de liderar uma nação. Errou feio.

Nota 10
Parabéns aos deputados Daniel Freitas (PSL) e Angela Amin (PP), e aos senadores Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL), que se recolheram por terem de alguma forma tido contato com pessoas contaminadas ou possivelmente contaminadas. Nota 10.

Nota Zero
Ao presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores insanos. O inimigo comum é o Coronavírus, e não adversários políticos. É hora da prevenção, dos cuidados, de união. Quem vai pagar pelas vidas que podem ser comprometidas? Liderar é coisa séria. Nota zero.

Liderar frente Anti-Coronavírus
O Governo do Estado também titubeou. Demorou a estabelecer o comitê de crise, o que fez muito bem no último sábado (14). Mas falta mais. O governador Moisés tem que liderar a união de todos os prefeitos e suas equipes, todos falando e agindo conjuntamente inclusive nas medidas duras que devem ser tomadas. Deixar cada um pensando no que fazer, ou fazer do seu jeito, não é o melhor caminho.

Prefeitos também
O Governo do Estado tem que liderar, mas também os Prefeitos de todo o Estado devem se unir, talvez via Fecam ou Associações de Municípios, em um comitê único de atenção à crise do Coronavírus-Covid19.

Não vai
Falando em Associações de Municípios, um dos nomes cotados para disputar a Prefeitura era o do secretário Executivo da Amunesc, Tufi Michereff. O Patriotas era o caminho em construção, mas manobras colocam o comando nas mãos do atual vice de Udo Döhler, Nelson Coelho, que é agora o pré-candidato Patriota. Tufi seria uma das novidades na disputa. Será que não vai mesmo?

“Só com o meu aval”
A frase é do deputado estadual por Joinville, Sargento Lima do PSL. Em rápida entrevista ao colunista, questionado sobre o imenso número de candidatos à Prefeitura que dizem ter apoio de Bolsonaro, disparou: só com o meu aval. “Onde estavam estes caras quando o Bolsonaro começou a caminhada? Apoio e depoimento dele, só com o meu aval”, declarou. E agora?

O cajado de Moisés
Lima é desafeto do governador Carlos Moisés, que tenta expulsá-lo do PSL por infidelidade partidária. O governador não declara que seu partido terá candidato, mesmo tendo um na batalha, o secretário Derian Campos. Para onde apontará o cajado de Moisés?

Candidato de Udo a mil
O deputado Fernando Krelling (MDB) vestiu a roupa de pré-candidato do MDB e do prefeito Udo. Anda com agenda cheia a receber vereadores em seu gabinete na Capital, e também visitando lideranças. Ao que parece não dá bola para o abandono da cidade, fruto da gestão de Udo por oito anos. Aposta tudo em seu carisma pessoal. A oposição prepara surpresas.

LHS
A curiosidade é para quem vai “abraçar” o legado de Luiz Henrique da Silveira (LHS) na campanha deste ano. Morto há cinco anos, o líder emedebista foi meio esquecido. Assim como vários querem se bolsonariar, há quem diga que a marca LHS daria mais votos na maior cidade de SC.

Muitos tucanos
O PSDB saiu de zero candidatos à Prefeitura de Joinville para pelo menos tres: Dalmo Claro, Paulo Bauer e agora o vereador Odir Nunes. Fontes do partido avaliam que o melhor nome seria Dalmo, pois Bauer ainda anda as voltas com as denúncias contra ele, e Odir quer só “marcar território”.

Rodrigo Coelho no PL
Tem pré-candidato só a espera desta notícia: a de que o deputado federal Rodrigo Coelho ainda no PSB, vá assinar a ficha no PL do senador Jorginho Melo. Estariam mais a fim de lutar pela vice dele que disputar prá valer. Coelho só espera a liberação oficial do TSE, que deve vir a qualquer momento.

Saúde visual
O deputado Federal Hélio Costa (Republicanos) aderiu à Frente Parlamentar de Optometria. “Santa Catarina é uma referência na área da Optometria”, afirma. A Frente Parlamentar de Optometria foi instalada no ano passado na Câmara dos Deputados. O colegiado conta com o apoio de mais de 200 parlamentares.

Reforma da Previdência em SC
Há muita luta em alguns municípios, como Joinville, contra a reforma da previdência municipal. O que poucos sabem é que a reforma que está na Assembleia Legislativa vai dar o norte para as reformas municipais. E isso muda tudo.

Previdência é pauta
O relator do projeto do governador Carlos Moisés (PSL) na Alesc é o veterano deputado estadual Maurício Eskudlark. Anda as voltas com pressões enormes, e quer reduzir “contrariedades”. Entrega seu relatório na CCJ esta semana.

À esquerda outra vez
Com a chegada do ex-petista e ex-deputado federal Claudio Vignatti à Presidência do PSB catarinense, o partido sai da direita e volta à esquerda. Conhecido como um trator no trabalho político, Vignatti busca retomar o protagonismo dele e do partido na política regional.

Nova sede
O PT de Joinville se reorganiza a partir do comando do ex-deputado Francisco de Assis, da posse do ex-prefeito Carlito Merss com deputado por um mês, e com a abertura de sua nova sede. A meta é eleger vereadores. Carlito seria a locomotiva para isso, mas diz, por enquanto que não vai disputar para a Câmara de Vereadores.

Tânia
A ex-vereadora, ex-secretária municipal do Bem Estar, ex-secretária da Saúde de Joinville e ex-secretária estadual da Saúde e que também dirigiu o Hospital Regional Tânia Eberhardt é a única mulher com o nome colocado na disputa em Joinville. Também ex-MDB, Tânia organiza seminários do seu partido, Cidadania, pelos bairros.

Kennedy ou Darci?
A eterna dúvida continua: vai Kennedy ou vai Darci? O PSD não sabe o que fazer, e ambos também não. Uma eleição imprevisível, em tempos nebulosos. Apostas dizem ser Darci o nome. O deputado federal age nos bastidores para ver se vale a pena disputar mais uma vez.

Mais um
O empresário Anelísio Machado se filiou ao Avante e avisa que também e pré-candidato a Prefeitura de Joinville. Reclamou que não estava na lista da coluna na edição passada. Agora está.

Impeachment dá a largada para as eleições

O pedido de impechment do governador de SC, Carlos Moisés da Silva, protocolado por um defensor público que foi chefe do órgão em que trabalha no governo anterior, dá a largada do que devem ser as eleições de 2020. Uma lástima sob o ponto de vista de evoluirmos enquanto sociedade.

Digo isso porque desde a eleição de 2018, quando uma onda provocada por grandes interesses financeiros mundiais foi impulsionada por intensas atividades da grande mídia, que elegeu Bolsonaro e inúmeros deputados, senadores, alguns governadores conservadores, e de extrema direita, o que se vê não é nada novo. Nova política? Zero.

As práticas continuam as mesmas. Denúncias, ataques, baixarias. Vide deputados do PSL na Assembleia Legislativa despejando ódios e preconceitos, vide governo Bolsonaro e seus “ministros” de baixíssimo nível, citando até Goebbels e trazendo as sombras do nazismo sobre o nosso pobre país.

Esta denúncia contra Moisés é mais do mesmo. Cria embaraços, tenta colar negatividade, eleva o valor envolvido para garantia de maioria para governar, e também para estabelecer estratégias nas eleições municipais. Nada mais que isso. Este processo é mais um ato midiático que prático.

Santa Catarina precisa urgentemente de inovações e investimentos que promovam a geração de empregos. É preciso inovação para gerir o Estado, e dar uma infraestrutura muito melhor que motive turistas a visitarem nosso estado. É preciso mais ação para ampliar a qualidade da educação, e também dar retorno ao cidadão na saúde.

Não se enganem. A nova política não chegou não. Temos muito a trabalhar para que ela realmente aconteça.

Novos velhos tempos, novo retorno

Jornalismo com credibilidade e independência está de volta

Olá amigos do Palavra Livre, tudo bem? Estivemos algum tempo fora do ar por motivos profissionais – estava atuando em assessorias e trabalhos que eticamente me impediam de atuar no jornalismo – e agora retomamos o trabalho jornalístico independente que sempre marcou o Palavra Livre nestes 11 anos de existência dele na rede mundial de computadores.

Como vivemos tempos ditos novos, mas com tintas fortes do passado na política e até economia, costumes, relações humanas, nada mais importante do que informar, opinar, ouvir todos os lados, avaliar as medidas deste novo momento para governadores, senadores, deputados e presidência da república.

Mais uma vez contamos com todos os leitores, leitoras, lideranças políticas, econômicas, sociais, de todos os segmentos da sociedade para oferecer aos leitores e leitoras um panorama equilibrado e consistente da nossa vida cotidiana, sem perder os laços com o passado. Vamos cobrir Assembleia Legislativa e Governo de SC com mais proximidade a partir da capital Florianópolis (SC), sem deixar nada de Brasília e outros estados de fora.

Agradeço o apoio que sei que receberei novamente, vamos em frente!!

Salvador Neto, jornalista e editor chefe do Palavra Livre.

Redução da Maioridade Penal é o principal tema na Câmara dos Deputados esta semana

A votação da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é o principal assunto da semana na Câmara dos Deputados.

O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcou o início da votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 171/93) que trata do tema para terça-feira. Segundo Cunha, a PEC da maioridade penal é o único item da pauta.

De acordo com o presidente, se não acabar [a votação] na terça-feira, ela continua na quarta, na quinta, até acabar. – Depois da PEC da maioridade penal, tenho de votar a PEC da reforma política em segundo turno – acrescentou.

Desde que foi eleito presidente da Câmara, Eduardo Cunha defende a votação da proposta, em tramitação há mais de 20 anos.A PEC teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sob forte pressão de movimento sociais contrários à medida.

Na comissão especial encarregada de apreciar o mérito da proposta, os deputados contrários à redução da maioridade penal protestaram durante toda a tramitação da PEC, com o argumento de que não se deve mexer na Constituição para reduzir a maioridade. Esse parlamentares concordaram em alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para modificar as penas para menores infratores.

Os defensores da redução da maioridade, maioria na comissão, pressionaram e conseguiram aprovar o parecer apresentado pelo relator, deputado Laerte Bessa (PR-DF). Na primeira tentativa de votação, com o plenário lotado de jovens contrários à proposta, os seguranças chegaram a usar spray de pimenta para esvaziar o local. A votação e aprovação do parecer do relator ocorreu em reunião fechada.

Como o presidente da Câmara já tinha anunciado que a votação no plenário também seria sem a presença de manifestantes, lideres estudantis recorrem ao Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiram liminar da ministra Cármem Lúcia, do STF, para que representantes da União Nacional do Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) entrem na Câmara para acompanhar a votação da PEC.

A proposta foi aprovada na comissão por 21 votos a 6, após muitas negociações e alterações no texto do relator. Para conseguir o apoio e os votos para aprovação, Bessa aceitou a redução da maioridade apenas para casos de crimes hediondos (como estupro e latrocínio), lesão corporal grave e roubo qualificado.

Nesta semana, as comissões técnicas e especiais terão suas atividades normais, com apreciação de projetos e realização de audiências públicas. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras terá audiência pública na terça-feira, quando serão ouvidos Pedro Aramis de Lima Arruda (ex-grente de Segurança Empresarial da Petrobras) Paulo Teixeira Brandão (presidente da Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras) e Fernando Leite Siqueira (vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras) .

A acareação marcada também para terça-feira entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor Paulo Roberto Costa foi adiada para 6 de agosto. O adiamento ocorreu porque o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo, comunicou à CPI a impossibilidade do comparecimento de Youssef para a acareação nos dias 30 de junho, 7 e 14 de julho.

Com informações do Correio do Brasil

Mantega: Compromissos da área econômica serão mantidos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou, há pouco, o compromisso de fortalecer os fundamentos da economia brasileira nos próximos quatro anos. Segundo ele, permanecem os compromissos de manter a inflação sob controle e a geração de empregos, com o mercado em expansão.

“É claro que, para manter os empregos, temos de manter os estímulos aos investimentos e fortalecer as empresas brasileiras, com a expansão do mercado de capitais. Temos que manter o sistema financeiro sólido, porque é ele que financia a expansão da economia e do consumo”, afirmou o ministro, em entrevista coletiva.

De acordo com o ministro, o Brasil tem um grande desafio para conseguir retomar o desenvolvimento ante a crise internacional. “Isso só será possível se houver grande mobilização com trabalhadores e empresários, junto com o governo, para entramos com o novo ciclo da economia brasileira”, disse ele.

Mantega mostrou-se satisfeito com com a vitória da presidenta Dilma Rousseff sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial. “Estou feliz com o resultado das eleições. Isso prova que a população está aprovando a política econômica”,afirmou. Ele reconheceu que as eleições provocam volatilidade, mas ressaltou que fatores externos têm influência. “Houve forte queda das commodities [produtos básicos com cotação internacional], e que a Bolsa de Valores foi afetada, mas, com o fim das eleições, esse cenário passa a amainar”, afirmou.

Durante as eleições, os pessimistas ficam mais pessimistas e os otimistas, mais otimistas, observou o ministro. “O Datafolha [instituto de pesquisas] verificou que os brasileiros estão ficando mais otimistas com a ecocomia. Além disso, teve a CNI [Confederação Nacional da Indústria], mostrando a melhora da expectativa do consumidor. A indústria de transformação também avançou, e isso mostra que a confiança tende a voltar. E, mais importante, a confiança do investidor externo voltou a melhorar. Portanto, os investidores externos, que olham para o médio e longo prazos, estão mais confiantes, poque eles estão colocando o dinheiro deles no Brasil. A economia voltou a crescer, e tudo indica que continuará a crescer no terceiro e quarto trimestres”, afirmou.

Perguntado sobre nomes para compor a equipe no segundo mandato de Dilma,  Mantega respondeu que essa pergunta tem que ser feita à presidenta. “Estou apresentando as políticas que devem ser adotadas, e é o que importa. Mencionei os passos que devem ser dados, mas não me cabe falar sobre os nomes”, enfatizou.

Reeleita ontem (26) para mais um mandato de quatro anos, Dilma anunciou, durante a campanha eleitoral, que, se fosse vitoriosa, faria um governo novo, com uma equipe nova. Candidata à reeleição por uma coligação de partidos liderada pelo PT, no segundo turno, Dilma ficou com 51,54% dos votos válidos, contra 48,36% de Aécio Neves, candidato de uma aliança de partidos que tinha à frente o PSDB.

Na entrevista coletiva, o ministro Guido Mantega destacou também que ainda há muita coisa a fazer até o fim deste ano para fortalecer a economia brasileira. Segundo ele, é preciso que todos se mobilizem para caminhar rumo ao fortalecimento da economia. Perguntado sobre novos estímulos a setores econômicos, disse que o período pós-eleitoral não é o momento adequado para anunciar tal tipo de medida. O ministro adiantou, porém, que as medidas estão sendo estudadas e serão tomadas, mas não agora.

Da EBC

Política: Saiba o que cada cargo pode fazer pela saúde pública

PalavraLivre-sus-saúdepública-cidadania-eleições-cargospolíticosEm época de eleições, é comum encontrarmos candidatos fazendo as mais variadas promessas. Entre elas, as que apelam para a melhoria do atendimento de saúde,  uma das principais reivindicações da população. Mas boa parte dessas promessas, seja por falta de conhecimento ou até por má-fé, não podem ser concretizadas porque alguns candidatos simplesmente desconhecem os limites das funções para as quais tentam se eleger.

Para não deixar se levar por falsas promessas, veja abaixo como funciona o sistema de saúde público no país e quem responde pela oferta de serviços e atendimento da população nessa área.

O SUS
O Sistema Único de Saúde surgiu a partir do estabelecimento da saúde como direito do cidadão na Constituição de 1988. Atualmente ele é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e o único a garantir acesso integral, universal, igualitário e completamente gratuito para a totalidade da população (aproximadamente 202  milhões de habitantes), desde o atendimento ambulatorial às cirurgias complexas, como as de transplante de órgãos.

Antes de sua implementação, a saúde não era considerada um direito social. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo de saúde pública vigente até então marginalizava uma parte expressiva da população, já que só tinham direito ao acesso aqueles que eram segurados pela previdência (trabalhadores com carteira assinada) e nem todos tinham condições de arcar com os custos dos serviços de saúde particular.

Além do atendimento de saúde por meio de consultas, exames médicos e internações, o SUS atua em ações de prevenção de doenças e de vigilância sanitária, como campanhas de vacinação, fiscalização de alimentos e registro de remédios.

Saúde: responsabilidade de quem?
Ao se converter em um direito constitucional assegurado a todos os brasileiros, a saúde passou a ser uma responsabilidade solidária da União, estados e municípios.

Os entes federativos até podem dividir funções, mas todos devem atuar em parceria, como o fazem desde o Pacto pela Saúde, de 2006, para garantir os serviços de atendimento à saúde da população. Confira quais são os compromissos de cada ente federativo quanto à prestação desses serviços:

1. Prefeito
No que diz respeito à área da saúde no Brasil, o município aparece como principal responsável. A figura do prefeito é quem responde pelo compromisso de prestar ações e serviços de saúde em sua localidade, por meio de uma secretaria ou departamento voltado exclusivamente para a gestão municipal de saúde, sendo o governo estadual e o federal parceiros na oferta desse atendimento.

Assim, compete ao município criar suas políticas de saúde e também colaborar com a aplicação das políticas nacionais e estaduais dessa área, coordenando e planejando as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito local e, para isso, aplicando recursos próprios (mínimo de 15% de sua receita) e os repassados pela União e pelo estado.

2. Governador
Compete ao governador, por meio de uma secretaria estadual de gestão de saúde, criar suas próprias políticas de saúde, bem como apoiar a execução das políticas nacionais de saúde, aplicando recursos  próprios (mínimo de 12% de sua receita) e os repassados pela União no atendimento à saúde em seu território, o que inclui o planejamento e a coordenação de ações do SUS no estado, assim como o repasse de verbas aos municípios.

3. Presidente
Apesar de não ser o principal responsável pela prestação dos serviços de saúde, o governo federal é o principal financiador da rede pública de saúde. Fica a cargo do presidente escolher a pessoa que comanda o Ministério da Saúde, assim como avalizar as políticas nacionais de saúde formuladas pelo órgão e os repasses dos recursos federais para que os municípios, os estados e o Distrito Federal as coloquem em prática.

O Ministério da Saúde também responde pelo planejamento, criação de normas, avaliação, fiscalização e controle das ações do SUS em todo o país. Além disso, ele tem respondido pela aplicação de metade dos recursos gastos com saúde pública em todo o Brasil, com recursos previstos anualmente no Orçamento da União, que devem ser no mínimo iguais ao do ano anterior corrigidos pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Emenda Constitucional nº. 29.

No caso específico do Distrito Federal, que não atua exatamente como um estado nem suas regiões administrativas funcionam como municípios, o governo distrital responde pelas ações correspondentes aos governos estadual e municipal na prestação do atendimento de saúde à sua população.

É importante ressaltar que os cargos legislativos (deputado estadual ou distrital, deputado federal e senador) também desempenham importante papel na oferta de saúde pública à população na medida em que compete a eles a criação e/ou aprovação das leis que instituam os programas que executem as políticas públicas para o setor, assim como a aprovação do orçamento da saúde e a fiscalização dos atos do governo.

* Com informações do Ministério da Saúde

Projeto de Blairo permite redução do horário para refeição do trabalhador

almoçoO limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido se houver um pedido do empregador ou em caso de acordo ou convenção coletiva de trabalho. A mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é proposta pelo senador Blairo Maggi (PR-MT) em projeto de lei (PLS 8/2014) que também determina que essa redução deve ser feita por ato do Ministério do Trabalho e Emprego, que deverá checar se o estabelecimento conta com refeitórios. A medida só valeria para empregados que não cumprem regime de trabalho prorrogado com horas-extras.

A CLT (Decreto-lei 5.452/1943) já permite a redução do período mínimo de alimentação ou descanso, mas apenas por ato do Ministério do Trabalho. O senador Blairo Maggi esclareceu que o texto atual da lei trabalhista impede a liberdade de acordos firmados entre empregadores e empregados. “Em decorrência, o Poder Judiciário tem negado a validade de redução de intervalo fundada em contrato ou convenção coletiva, mesmo quando amparada por ato do ministério”, acrescentou o senador de Mato Grosso.

A Consolidação das Leis do Trabalho determina que sempre que a jornada diária de trabalho for superior a seis horas, o empregado tem direito a um descanso de no mínimo uma hora e de no máximo duas horas. Em jornadas de seis horas, é obrigatório um intervalo de 15 minutos. Essas interrupções não são computadas na duração do trabalho. O PLS 8/2014 vai ser avaliado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Do Senado.