10 filmes clássicos sobre o Dia D que deves assistir

A invasão aliada da Normandia em 6 de junho de 1944, conhecida como Dia D, foi um momento extremamente significativo na história da Segunda Guerra Mundial e o Cinema presta-lhe a sua homenagem.

O Dia D chamou a atenção de vários cineastas ao longo dos anos. Eis dez dos melhores filmes sobre o desembarque na Normandia, cada um sugerindo o lugar de destaque da invasão na memória internacional.

1. The True Glory (1945)

Todas as nações envolvidas na Segunda Guerra Mundial produziram propaganda. True Glory é um exemplo notável da abordagem adotada pelos aliados ocidentais.

Um empreendimento anglo-americano combinado (muito parecido com o próprio Dia D), o filme – que foi lançado logo após o fim da guerra – é apresentado pelo General Eisenhower e foi o vencedor do Óscar de melhor documentário em 1945. Começa com os desembarques do Dia D na Normandia e segue depois a marcha do exército aliado pela Europa.

2. Breakthrough (1950)

O filme de guerra emergiu como um género popular na Hollywood do pós-guerra, com vários filmes notáveis ​​produzidos no final dos anos 1940 e início dos anos 1950. The True Glory é um exemplo. Segue um oficial de infantaria recém-formado, o tenente Joe Mallory (interpretado por John Agar), enquanto lidera um pelotão experiente da 1ª Divisão de Infantaria, unidade americana que desempenhou um papel central nos desembarques do Dia D na Praia de Omaha.

3. D-Day: The Sixth of June (1956)

Este filme colocou o Dia D no seu próprio título. Baseado num livro do escritor canadiano Lionel Shapiro, no centro está um triângulo amoroso a envolver um oficial britânico (o tenente-coronel Wynter, interpretado por Richard Todd), um oficial norte-americano (capitão Brad Parker, interpretado por Robert Taylor) e um membro do Serviço Territorial Auxiliar (Valerie Russell, interpretada por Dana Wynter).

O norte-americano e o britânico são membros da Força Especial Seis, unidade fictícia anglo-americana com um papel fundamental nos desembarques na Normandia. Mas competem igualmente pelo coração de Russell. O sucesso do Dia D estará comprometido pelo ciúme ou pela desconfiança?

4. The Longest Day (1962)

Até ao lançamento em 1998 de O Resgate do Soldado Ryan, O Dia Mais Longo foi por muitos anos o filme do Dia D. Baseado num livro de Cornelius Ryan e apresentando quem é quem das celebridades do cinema contemporâneo (incluindo Richard Burton, Robert Mitchum, Sean Connery e John Wayne), o enredo do filme – que se concentra especificamente no próprio 6 de junho – é quase tão vasto quanto a operação original do dia D.

Observe-se particularmente Richard Todd, aqui no seu segundo filme sobre o Dia D. Todd era um veterano do Dia D da vida real, que saltou de paraquedas na Normandia em 6 de junho. Interpreta o Major John Howard, que liderou o famoso ataque de planadores britânicos às pontes sobre o Canal de Caen e o Rio Orne.

5. Overlord (1975)

Tomando o nome da designação militar oficial para a Batalha da Normandia, Operação Overlord, este é um filme bastante incomum e enigmático. Dirigido por Stuart Cooper, segue o jovem Tom (Brian Stirner) desde a vida civil até ao Dia D. Não se trata, porém, de uma celebração de heroísmo marcial; é, antes, uma história triste e sombria que persiste na perda.

6. Big Red One (1980)

Baseando-se nas experiências reais de guerra do seu realizador, Samuel Fuller, o filme centra-se na mesma formação de Breakthrough – a 1ª Divisão de Infantaria (cuja insígnia é “grande e vermelha”).

Segue-se um veterano grisalho interpretado por Lee Marvin enquanto lidera o seu esquadrão de soldados do Norte da África, à Sicília, à Normandia e à Alemanha. Entre eles está um jovem soldado interpretado por Mark Hamill, então no auge de sua fama em Star Wars.

7. Saving Private Ryan (1998)

Talvez o filme do Dia D mais conhecido da era moderna, esta produção de Stephen Spielberg é protagonizado por Tom Hanks como um Ranger do Exército dos EUA numa missão especial. Deve resgatar um paraquedista, o soldado Ryan (Matt Damon), que recebeu uma guia de regresso a casa do alto escalão do exército após a morte em combate dos seus três irmãos.

Comemorado no seu lançamento pela violência visceral das suas cenas de abertura, o filme venceu o Óscar de melhor realizador para Spielberg.

8. Ike: Countdown to D-Day (2004)

A figura do General Eisenhower apareceu em vários filmes do Dia D. Como comandante-geral da operação, era Eisenhower – ou Ike, como era conhecido – quem tinha a responsabilidade final de decidir quando começaria o ataque à Normandia.

As discussões que rodearam esta decisão aparecem com destaque em The Longest Day, mas este filme norte-americano feito para televisão coloca o fardo de Ike no seu centro.

9. Les Femmes De L’Ombre

Os filmes do Dia D tendem a ser centrados nos homens, dando relativamente pouco espaço às contribuições feitas para o sucesso dos desembarques das mulheres.

Este filme francês inverte esta situação e centra-se no papel inestimável desempenhado no esforço de guerra aliado pelas mulheres que serviram no Executivo de Operações Especiais, unidade secreta de espionagem e sabotagem. Segue cinco agentes femininas enquanto ajudam a preparar o terreno na Normandia para o Dia D.

10. The Great Escaper (2023)

Protagonizado Michael Caine no seu último papel no cinema, esta produção é baseada na história real do veterano da Marinha Real Bernard Jordan, que saiu da sua casa de repouso em junho de 2014 para participar das comemorações do 70.º aniversário do Dia D na Normandia.

Curiosamente, outro filme lançado no mesmo ano e interpretado por Pierce Brosnan, The Last Rifleman, também foi inspirado na grande fuga de ‘Bernie’.

Fonte: Impala

Antes da música, o cinema é que encantou Caetano Veloso

Antes de se tornar o ídolo dos palcos, Caetano Veloso sonhava com filmes. Sua apaixonada relação com a sétima arte o levou a tentar uma carreira como crítico antes mesmo de seguir a atividade musical. Em outubro de 1960, aos dezoito anos, estreou a coluna Cinema e Público no jornal O Archote, fundado por seu ex-colega Genebaldo Correia. O título foi escolhido porque o jovem não queria apenas falar sobre as obras em si, mas também sobre a reação das plateias. A vontade de expressar suas opiniões em palavras e o gosto pela polêmica, muito provavelmente, têm origem aí.

Nascido em 1942 em Santo Amaro da Purificação, no interior da Bahia, Caetano passou a adolescência imerso nas sessões do Cine Subaé, a pequena sala da cidade. O apreço do então programador local por produções italianas, francesas e mexicanas, com menos ênfase nos clássicos de Hollywood, teve influência direta sobre o gosto do aspirante a cinéfilo. Apesar de se deixar seduzir por atrizes como Ava Gardner, Bette Davis e Elizabeth Taylor, Caetano era apaixonado pela mexicana Maria Felix, a francesa Brigitte Bardot e as italianas Sophia Loren, Gina Lollobrigida e Claudia Cardinale. Admirava Gene Kely e Fred Astaire, mas queria ser Alain Delon ou Jean-Paul Belmondo.

Cinema novo

Aquela pequena sala foi tão importante para a formação cultural de Caetano que agora batiza a obra que reúne toda a sua produção sobre o assunto: Cine Subaé – Escritos Sobre Cinema (1960-2023), organizado por Claudio Leal e Rodrigo Sombra, traz críticas e colunas de jornais, entrevistas e depoimentos sobre a produção cinematográfica mundial.

Caetano começou a levar o tema mais a sério quando se mudou para Salvador. Ali virou frequentador assíduo dos debates no Clube de Cinema da Bahia, fundado em 1950 pelo crítico Walter da Silveira. Caetano decidiu então que também escreveria profissionalmente.

Sua primeira experiência na grande imprensa veio pouco depois, quando assinou um artigo sobre Fellini no jornal Afirmação, de Salvador, a convite do crítico Orlando Senna. A recepção positiva levou Senna a indicar o pupilo como colaborador no prestigioso Diário de Notícias, editado por um jornalista que entraria para a história do cinema brasileiro: Glauber Rocha, que logo estrearia como diretor em Barravento, marco zero do Cinema Novo.

Em 1962, o diretor de teatro Álvaro Guimarães convidou Caetano para criar a trilha sonora da peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. Foi nos encontros boêmios na casa da atriz Maria Moniz, onde ele convivia com Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Maria Bethânia, que o Caetano dos filmes se tornou o Caetano das canções.

A antologia se aprofunda também em sua produção para o cinema. Traz detalhes de trilhas sonoras, como São Bernardo, de Leon Hirszman, Tieta do Agreste Orfeu, de Cacá Diegues.

O compositor criou ainda canções originais para A Dama do Lotação, de Neville D’Almeida, Índia, a filha do Sol, de Fábio Barreto, e O Bem-Amado, de Guel Arraes, entre outros. Como ator, participou de longas de Julio Bressane e interpretou a si próprio em obras dos espanhóis Carlos Saura e Pedro Almodóvar. O livro aborda ainda a única experiência de Caetano atrás das câmeras, quando dirigiu o filme-ensaio O Cinema Falado, de 1986.

Embora as citações cinematográficas estejam presentes em letras ao longo de toda a sua carreira, no álbum Tropicália 2, gravado em parceria com Gilberto Gil, Caetano confessa que o passado de cinéfilo influenciou na criação de sua persona artística: “A voz do morro rasgou a tela do cinema / E começaram a se configurar / Visões das coisas grandes e pequenas / Que nos formaram e estão a nos formar”.

O Caetano Veloso que o cinema perdeu para a música
“A preguiça mental impede um aprofundamento da cultura cinematográfica no Brasil. Cito como exemplo o fracasso popular de La Dolce Vita, de Fellini, em Salvador. O filme, como se sabe, é o máximo. Entretanto o povo se retirava da sala. E isso é fracasso!” (Crédito:Divulgação )
O Caetano Veloso que o cinema perdeu para a música
Dor e Glória, novo longa de Pedro Almodóvar, me fez chorar muitas vezes. Antonio Banderas está divino. Tudo é de grande beleza. Um filme denso e ao mesmo tempo livre da moda chiaroscuro das séries ditas excelentes, dos filmes novos e até das telenovelas” (Crédito:Divulgação )
O Caetano Veloso que o cinema perdeu para a música
“O que veio a dar no movimento tropicalista nasceu em mim quando vi Terra em Transe, de Glauber Rocha. A audácia dele era propor um cinema inventivo, relevante – e mesmo revolucionário em âmbito mundial – produzido no Brasil. O cinema é a arte da era industrial” (Crédito:Divulgação)

Filme de animação sobre massacre de judeus em Lisboa vem aí

“Leonor e Benjamim” é um projeto de longa-metragem de animação de Humberto Santana e Pedro Brito que se passa em 1506.

Realizadores portugueses preparam filme de animação sobre massacre de judeus em Lisboa

A história de dois adolescentes apaixonados em 1506, ano em que morreram milhares de judeus em Lisboa, vai ser contada numa longa-metragem de animação por Humberto Santana e Pedro Brito, revelou à Lusa o produtor Nuno Beato.

“Leonor e Benjamim” é um projeto de longa-metragem de animação das produtoras Sardinha em Lata e Animanostra e conta com um milhão de euros de apoio financeiro pelo Instituto do Cinema e Audiovisual.

Segundo o produtor de A Sardinha em Lata, a ação de “Leonor e Benjamim” desenrola-se “nos trágicos acontecimentos ocorridos em Lisboa, em abril de 1506, quando, durante três dias, foram barbaramente massacrados mais de três mil homens, mulheres e crianças de origem judaica”.

Na história de Humberto Santana e Pedro Brito, os protagonistas são dois adolescentes apaixonados: “Ela, de uma família tradicional, ele, de uma família de cristãos-novos, de origem judaica”, mas cujo romance vai ser “ceifado na devastação”.

O filme remete para o episódio trágico ocorrido em abril de 1506, em Lisboa, no qual milhares de cristão-novos (judeus forçados a converter-se ao Cristianismo) foram mortos de forma indiscriminada por multidões descontroladas.

Nuno Beato explicou que o projeto da longa-metragem de animação está ainda em desenvolvimento e que está a ser preparada uma apresentação em mercados internacionais, “numa tentativa na pesquisa de outros financiamentos e coprodutores”.

Em paralelo ao trabalho de financiamento, as duas produtoras vão iniciar em 2024 o trabalho de pré-produção, nomeadamente nas vertentes de investigação e sobre o grafismo.

“Leonor e Benjamim” será a primeira longa-metragem de animação tanto para Humberto Santana como para Pedro Brito, dois nomes com larga experiência no cinema de animação em Portugal.

Ao abrigo do programa bienal do Instituto do Cinema e Audiovisual, de um milhão de euros para a produção de uma longa-metragem de animação, foi já atribuído apoio financeiro aos projetos “Nayola”, de José Miguel Ribeiro, “Os demónios do meu avô”, de Nuno Beato – ambos já estreados em sala -, “Dom Fradique”, de Zepe, e “Una”, de Vasco Sá e David Doutel.

  • com apoio de Sapo.pt

Jimmy Kimmel apresenta o Óscar pela quarta vez


O espetáculo de entrega de prémios da academia norte-americana de cinema terá lugar a 10 de março de 2024.

O apresentador de programas de televisão Jimmy Kimmel, vai repetir funções como anfitrião da entrega dos Óscares, anunciou a academia norte-americana de cinema. Será a quarta vez de Kimmel como mestre de cerimónias do evento que terá a 96.ª edição a 10 de março de 2024, com transmissão em direto para todo o mundo.

Kimmel é o apresentador e produtor executivo do programa “Jimmy Kimmel Live” no canal ABC e um dos apresentadores de talk shows mais antigos na história da televisão americana. Antes de ter sido anfitrião da 95.ª edição dos Óscares, conduziu o evento em duas ocasiões consecutivas, em 2017 e 2018.

A próxima entrega dos Óscares, terá lugar durante a madrugada 10 para 11 de março de 2024 (domingo para segunda-feira, hora portuguesa), no Dolby Theatre em Hollywood, com transmissão em direto pela ABC para mais de 200 países. O anúncio dos nomeados está marcado para 23 de janeiro.

Florianópolis lança edital de apoio ao audiovisual

A partir desta segunda-feira, 3 de agosto, a Prefeitura de Florianópolis, por meio do Fundo Municipal de Cinema (Funcine), abrirá as inscrições para o 9º Edital de Apoio ao Audiovisual Armando Carreirão. Serão premiados 24 projetos, divididos em quatro categorias: R$ 120 mil para desenvolvimento, R$ 640 mil para produção, R$ 50 mil para formação e R$ 90 mil para difusão. Os projetos podem ser inscritos até o dia 17 de setembro, às 13h, por estabelecimentos ou residentes em Florianópolis há pelo menos dois anos.

Neste ano, as inscrições poderão ser feitas de maneira online, em função da pandemia de Covid-19. Os interessados podem acessar o edital e acompanhar todas as etapas do processo no site do Funcine, pelo link . A verba poderá ser utilizada na realização e execução dos trabalhos vencedores. O edital vai premiar projetos de desenvolvimento de longas e séries (roteiros), curtas-metragens de diretor estreante e não estreante, mostras de filmes florianopolitanos, publicações de revisitas eletrônicas de crítica cinematográfica, eventos de formação, entre outros.

Incentivo à cultura
A Prefeitura da Capital é grande fomentadora da cena cultural de Florianópolis, principal polo audiovisual de Santa Catarina. Nas oito edições anteriores dos Editais Armando Carreirão, já foram possibilitadas as produções de mais de 40 filmes, o que ajudou a colocar a cidade em destaque na criação de conteúdos do segmento. O mais recente reconhecimento foi da série Crisálida, a primeira produção bilíngue em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português produzida do Brasil, da Netflix, cujo piloto foi premiado na oitava edição do edital, em 2019.

A Capital Catarinense possui o Fundo Municipal de Cinema mais antigo do País, instituído em 1989, e importantes festivais como a Mostra de Cinema Infantil e o Florianópolis Audiovisual Mercosul, festivais consolidados nacional e internacionalmente em mais de duas décadas de existência, completando a cadeia produtiva do município, desde o fomento até a exibição.

Atualmente a TV Câmara de Florianópolis, em uma parceria inédita com o Funcine, passou a exibir para o público local os filmes produzidos através do Edital Armando Carreirão, democratizando ainda mais o acesso às obras produzidas com recursos do Edital. A Capital procura aumentar ainda o interesse de produções nacionais e internacionais que desejam filmar em Florianópolis, devido à qualidade de seus artistas e profissionais, clima favorável, diversidade étnica, estrutura de serviços de hospedagem, cenários e paisagens.

Em maio de 2020 a Prefeitura criou a Comissão do Audiovisual, uma iniciativa que tem o intuito de entender e resolver as demandas do município em relação a produtores e revisar a legislação referente ao setor, buscando dar maior incentivo e visibilidade para a cadeia produtiva local.

Prêmio Catarinense de Cinema está com as inscrições abertas

As inscrições para o Prêmio Catarinense de Cinema 2020 abriram nesta segunda-feira, 6. Nesta edição, o edital irá distribuir R$ 5 milhões a projetos de 13 categorias, divididos em quatro modalidades. Os recursos são do Governo do Estado de Santa Catarina, que promove o Prêmio por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

As inscrições, acompanhadas dos documentos obrigatórios exigidos no Edital, deverão ser enviadas exclusivamente no formato virtual por meio da plataforma especialmente desenvolvida para este fim. O prazo vai até as 23h59 do dia 19 de agosto de 2020.

Podem participar do certame pessoas físicas e jurídicas domiciliadas e/ou registradas em Santa Catarina há, no mínimo, dois anos. Todas as cópias de documentos em formato digital, bem como a cópia do projeto, devem estar impreterívelmente em arquivos no formato PDF, compatível com o sistema operacional Windows, sob pena de desclassificação. 

Todas as dúvidas devem ser enviadas exclusivamente ao Portal de Compras do Governo do Estado, onde serão respondidas pelas comissões de Licitação e de Organização e Acompanhamento do Edital.

Sobre o Prêmio

Promovido pela FCC desde 2001, o Prêmio Catarinense de Cinema tem por objetivo fomentar o setor audiovisual no estado de Santa Catarina. Desde a edição de 2019, as inscrições são feitas inteiramente de forma digital, por meio da plataforma desenvolvida para o envio das propostas e documentações ao longo de todo o processo.

Em 2020, o Prêmio está dividido nas seguintes modalidades: Produção (subdividido nas categorias Longa-metragem Baixo Orçamento; Obra Seriada; Telefilme; Curta-metragem A; Curta-metragem B; e Videoclipe), Desenvolvimento (com as categorias de Projeto de Longa-metragem e Projeto de Obra Seriada), Capacitação (com a categoria Laboratório de Formatação de Projetos Audiovisuais) e Difusão (subdividido nas categorias Festival de Cinema A; Festival de Cinema B; Festival de Cinema C; e Cineclube).

FAM 2020 lança financiamento coletivo para a realização da 24a. edição

Com 832 filmes inscritos no 24º Florianópolis Audiovisual MERCOSUL – FAM 2020 – e com dificuldades para a conquista de patrocínio por conta do momento de pandemia, a organização do Festival lançou a Campanha de Financiamento Coletivo #SomostodosFAMdeCinema. O FAM é um dos 15 festivais mais antigos do Brasil e “sempre foi feito com muita emoção, esforço e convicção da importância do Cinema na vida de todos”, destacam os organizadores.

Contribuindo com a campanha você está viabilizando mais uma edição do FAM, sempre presente na formação cultural de duas gerações de catarinenses. No link da plataforma Benfeitoria (http://www.benfeitoria.com/famdetodos?ref=salvador) você encontra a apresentação do FAM2020 com todos os detalhes do projeto de financiamento coletivo, as recompensas a quem colaborar em vários níveis. O Palavra Livre apoia, apoie você também!

Mostra de Cinema e Direitos Humanos acontecerá em Florianópolis em novembro!

Entre os dias 7 e 12 de novembro, Florianópolis recebe a 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul. A iniciativa tem o objetivo de estimular o debate sobre temas relacionados aos direitos humanos por meio da linguagem do audiovisual.

O evento é realizado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em parceria com o Ministério da Cultura e a Universidade Federal Fluminense (UFF) e, em Santa Catarina, tem o apoio da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Casa Civil.

A programação reúne curtas, médias e longas-metragens que abordam assuntos como direitos da pessoa com deficiência, população LGBT, idosos, negros, mulheres, juventude, comunidades tradicionais, ditadura e democracia.

Além dessas apresentações, serão realizadas sessões gratuitas com audiodescrição para deficientes auditivos; sessões especiais para as escolas nos dias de semana e debates sobre cinema e ditadura com professores, cineastas e representantes do poder público.

Segundo a diretora de Direitos Humanos, Dirlei Maria Kafer Gonçalves, a atuação da diretoria na 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul está centrada na promoção do evento.

“Nosso papel esse ano é de promover a divulgação da Mostra junto aos meios de comunicação locais, redes sociais, entidades de defesa de direitos, escolas públicas, além de participar de debates sobre Direitos Humanos em sessões especiais e articular com as Secretarias de Estado na divulgação da Mostra”, conta a diretora Dirlei.

Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul
Realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da cultura, com a produção da Universidade Federal Fluminense, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul celebra há nove edições o aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Ela ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal e tem o patrocínio da Petrobras e do BNDES.

Serviço
O que: 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul
Quando: 7 a 12 de novembro
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC): Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC)
Entrada Gratuita

Mais informações: karinejoulie@gmail.com / (48) 9146-2142

Apoio local: Diretoria de Direitos Humanos (DIDH) da Secretaria de Estado da Casa Civil, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Museu da Imagem e do Som (MIS/SC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

7 de novembro, sexta-feira

19h30 – Filme de Abertura Lúcia Murat

QUE BOM TE VER VIVA (Brasil, 1989, 95’)

8 de novembro, sábado

14h – Mostra Competitiva

LA JAULO DE ORO – DIEGO QUEMADA-DÍEZ (México, 2013, 108’)

Classificação indicativa: 14 anos

16h – Mostra Competitiva

TEJO MAR – BERNARD LESSA (BRASIL, 2013, 20’)

Classificação indicativa: 10 anos

CESÓ LA HORRIBLE NOCHE – RICARDO RESTREPO (COLOMBIA, 2013, 25’)

Classificação indicativa: Livre

POLINTER – DAFNE CAPELLA (BRASIL, 2012, 56’)

Classificação indicativa: 14 anos

19h – Memória e Verdade

CABRA MARCADO PRA MORRER – EDUARDO COUTINHO (BRASIL, 1984, 119’)

Classificação indicativa: 12 anos

21h – Mostra Lúcia Murat

DOCES PODERES (Brasil, 1997, 93’)

Classificação indicativa: 16 anos

9 de novembro, domingo

14h – Mostra Competitiva

TOMOU CAFÉ E ESPEROU – EMILIANO CUNHA (BRASIL, 2013, 12’33”)

Classificação indicativa: 12 anos

A VIZINHANÇA DO TIGRE – AFFONSO UCHOA (BRASIL, 2014, 95’)

Classificação Indicativa: 12 anos

16h – Mostra Competitiva

JESSY – PAULA LICE, RODRINHO LUNA E RONEI JORGE (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação Indicativa: 12 anos

YVY MARAEY, TIERRA SIN MAL – JUAN CARLOS VALDÍVIA (BOLÍVIA, 2013, 105’)

Classificação: 14 anos

19h – Mostra Competitiva

AS CRIANÇAS DE CHOCÓ – ROLANDO VARGAS (COLOMBIA, 2014, 24’)

Classificação indicativa: Livre

RIO CIGANO – JULIA ZAKIA (BRASIL, 2013, 80’)

Classificação indicativa: 14 anos

21h – Mostra Competitiva

AMEAÇADOS – JULIA MARIANO (BRASIL, 2014, 22’)

Classificação indicativa: 12 anos

MOHAMED MAHMOUD…HERALD DOS REVOLUCIONÁRIOS – INES MARZOUK (EGITO, 2012, 11’)

Classificação: 12 anos

MATARAM MEU IRMÃO – CRISTIANO BURLAN (BRASIL, 2013, 77’)

Classificação indicativa: 12 anos

10 de novembro, segunda-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

GROWING – TARIQ RIMAWI (JORDÂNIA, 2013, 5’)

Classificação indicativa: Livre

RELÍQUIA – RENATA DINIZ (BRASIL, 2013, 15’53’’)

Classificação indicativa: Livre

GALUS GALUS – CLARRISA DUQUE (VENEZUELA, 2013, 12’)

Classificação indicativa: Livre

MEU AMIGO NIETZSCHE – FÁUSTON DA SILVA (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação indicativa: Livre

SANÃ – MARCOS PIMENTEL (BRASIL, 2013, 18′)

Classificação indicativa: Livre

QUILOMBO DA FAMILIA SILVA – SÉRGIO VALENTIM (BRASIL, 2012, 15′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Programa Inventar

PELAS JANELAS – CAROL PERDIGÃO, GUILHERME FARKAS, SOFIA MALDONADO, WILL DOMINGOS (BRASIL,

2014, 35`)

Classificação indicativa: Livre

FILMES CARTA (BRASIL, 2014, 62`)

Classificação indicativa: LIVRE

19h30 – Mostra Competitiva – Sessão com debate

BRAVA GENTE BRASILEIRA (Brasil, 2000, 103’)

Classificação indicativa: 16 anos

11 de novembro, terça-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

O MERCADO DE NOTÍCIAS – JORGE FURTADO (BRASIL, 2014, 94’)

Classificação indicativa: 10 anos

6 CUPS OF CHAI – LAILA KHAN (ÍNDIA, 2014, 7′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Mostra Competitiva

A MORTE DE JAIME ROLDÓS ou rolders? – LISANDRA I. RIVERA, MANOLO SARMIENTO (EQUADOR/ARGENTINA, 2013, 125’)

Classificação indicativa: 10 anos

19h30 – Mostra Memória e Verdade – Sessão com debate

SETENTA – EMILIA SILVEIRA (BRASIL, 2013, 96’)

Classificação indicativa: 12 anos

12 de novembro, quarta-feira

9h – Mostra Lúcia Murat – Sessão com audiodescrição

UMA LONGA VIAGEM (Brasil, 2011, 95’)

Classificação indicativa – 12 anos

14h – Mostra Competitiva – Sessão com audiodescrição e escola

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO – DANIEL RIBEIRO (BRASIL, 2014, 95′)

Classificação indicativa: 14 anos

19h30 – Mostra Memória Verdade

O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA – JORGE FURTADO E JOSÉ PEDRO GOULART (BRASIL, 1986,14′)

Classificação indicativa: 14 anos

AÇÃO ENTRE AMIGOS – BETO BRANT (BRASIL, 1998, 76′)

Classificação indicativa: 14 anos

Cinema: Cineclubes superam dificuldades e mantém tradição

A tecnologia permite que uma pessoa tenha em seu smarthphone, computador ou tabletaplicativos e acesso a sites que possibilitem assistir a filmes online a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas seria a tecnologia uma ameaça a um movimento que tenta manter a tradição do debate e do encontro entre pessoas como os cineclubes? O tema divide opiniões.

A pesquisadora de cinema Berê Bahia conta que o cineclubismo é uma atividade antiga no Brasil. “O primeiro cineclube foi criado em 1928, no Rio de Janeiro. O pessoal da minha geração, acho que 90% , tem formação cineclubista”. Segundo ela, ao longo da história, esses espaços enfrentaram momentos difícieis, como na ditadura, por exemplo, e foram locais de formação para nomes importantes do cinema nacional como Glauber Rocha.

Mas o que são esses lugares? O presidente do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Jorge Conceição, explica: “É um espaço aberto para programar filmes que tenham relação com a realidade da comunidade e, após a exibição, abre-se um debate. Os movimentos cineclubistas são ações de psicopedagogia crítica”. Outra característica é a entrada gratuita. Um fator importante para atrair aqueles que muitas vezes não têm acesso a uma sala de cinema.

Pedro Lacerda, diretor da Associação das Produtoras Brasileiras de Audiovisual, acredita que a tecnologia tenha tirado público dos cineclubes. “A magia da película, do celuloide, foi acabando, e hoje foi substituída por uma projeção tecnológica. As pessoas não se interessam por ir ao cineclube. Hoje elas podem baixar [um filme], assistir no aplicativo, parar o filme quando quiser, analisar uma cena.”

Mas há quem veja na tecnologia uma oportunidade para aprimorar o trabalho na área. Vitor Sarno é um dos organizadores do Jiló na Guela, cineclube que funciona na capital federal há pouco mais de dois anos. Para Vitor, a internet provocou mudanças no cinema: salas menores e em menor quantidade, concentradas geralmente em shoppings. Mas ainda assim, para ele, a maneira tradicional de assistir aos filmes não morreu e é possível ver vantagens na tecnologia.

“A internet facilita que o cineclube tenha acesso a materiais que antes não tinha. Já passamos documentários que não foram lançados aqui”. E mesmo com as mudanças, o organizador acredita que o cineclube ainda consiga se diferenciar. “Na internet tem muita opção e muitas vezes você não consegue filtrar. No cineclube, o que a gente tenta é garantir uma curadoria: selecionamos filmes bons para passar.”

Euler Soares é técnico educacional e integra a equipe do CineCAL, cineclube da Casa da Cultura da América Latina, instituição da Universidade de Brasília (UnB). As exibições ocorrem no Setor Comercial Sul, na área central da cidade, todas as terças e quintas às 12h30. Ele conta que com as facilidades da internet e dos aplicativos é preciso investir em material inédito para chamar a atenção do público, mas defende que o interesse pelos cineclubes ainda existe. “Acredito que as pessoas tenham necessidade desse encontro físico, dessa troca, de conversar com os outros, de comentar o filme.”

Eduardo Ricci é fundador e coordenador do Lanterna Mágica, que existe há 15 anos. O cineclube funciona na Universidade Santa Cecília (Unisanta), na cidade de Santos, em São Paulo, e atende tanto aos estudantes quanto à comunidade. Ele percebeu que com o avanço da internet uma parte do público passou a não ser tão frequente nas exibições. “Depois que a internet ficou mais popular diminuiu um pouco de público. O pessoal mais antenado em tecnologia fica mais em casa. Sinto essa diferença, mas no geral as pessoas continuam indo. Hoje, uma parte desse pessoal trabalha com a gente. Trabalha com aplicativos, dispositivos móveis.”

A pesquisadora Berê Bahia acredita que os cineclubes continuam servindo como “fator de agregação em torno do cinema”. Para os cineclubistas, o ponto forte são os debates ao final das exibições. Esse momento é importante para a formação de público, pois muitos dos espaços exibem filmes que não estão no circuito comercial. Seja com um especialista ou até mesmo com a equipe realizadora dos filmes, para o presidente do CNC, as conversas devem provocar os espectadores. “No debate tem que ter sempre alguém de visão mais crítica para gerar uma educação reflexiva”. Outro papel destacado pelos cineclubistas é a divulgação do audiovisual.

Mas os espaços também enfrentam desafios. Eduardo Ricci, do Lanterna Mágica, destaca a falta de reconhecimento do trabalho. Para ele, falta engajamento de instituições, principalmente no que se refere à inclusão. O presidente do CNC levanta dois pontos: a falta de incentivo e a dificuldade de ter uma metodologia adequada para atuar dentro de certas comunidades. “Tem todo um cuidado para não piorar os conflitos que já existem ali. Além dos desafios materiais, tem esse desafio metodológico.”

Pedro Lacerda destaca a importância de se criar cineclubes dentro das escolas e de ações para preservar a atividade no âmbito das instituições de ensino. “Dentro da escola, no seio do processo educativo, justifica-se muito a criação de cineclubes, mas os projetores estão parados. Na escola, já tem o público e tem a formação de público, que são os alunos, e eles vão aprendendo a gostar de cinema.”

Para que a atividade cresça, algumas medidas governamentais visam ao fomento da atividade. Durante o 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, este ano, um projeto foi lançado pelas secretarias de Educação e Cultura do Distrito Federal. O objetivo é incentivar a montagem de cineclubes dentro das escolas públicas do Distrito Federal. Atualmente, segundo a Secretaria de Educação, 77 escolas têm equipamentos e quase 50 delas já passam projeções para a comunidade. Agora, o projeto pretende investir em outras instituições e na formação de alunos e professores.

Da Ag. Brasil

Dia internacional da doação de livros, saiba maiores informações e partilhe esta ideia

Uma mobilização mundial, que incentiva o hábito da leitura e questiona o consumismo, acontece todos os anos no dia 14 de fevereiro. A data foi escolhida para acolher o Dia Internacional de Doação de Livros, que consiste em presentear alguém com um livro, deixar um livro em uma sala de espera ou doar um exemplar para a biblioteca.

A campanha envolveu, em 2013, 34 países e, este ano, pretende aumentar seu alcance. Por isso, não se assuste se encontrar livros espalhados por sua cidade nesse dia. O desapego deve levar em conta, também, a pessoa que receberá este livro. Por isso, escolha uma forma de participar da doação que beneficie aqueles que mais precisam.

Segundo a International Book Giving Day, iniciativa 100% voluntária que organiza a mobilização, a maioria das crianças nos países em desenvolvimento não possui livros. No Reino Unido, um terço delas não possuem livros e nos Estados Unidos dois terços dos que vivem na pobreza não têm uma encadernação própria.

O blog brasileiro Kids Indoors é o representante nacional do projeto. Algumas informações sobre a data, bem como banners de divulgação do evento estão disponíveis lá.

Aproveite o fim de semana para separar os livros e planejar estratégias de doação!

Fonte: EBC.