Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana – Julho/2

Adriano Silva fora do NOVO?
A coluna recebeu informações de que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), prepara saída para outro partido, que deve ser o PL do senador Jorginho Mello e do presidente da Câmara de Vereadores, Maurício Peixer. Pode até não ser agora, mas vai mudar. Peixer tem ligações históricas com o Laboratório Catarinense, com o pai do Prefeito, e deve tentar, mais uma vez, vaga na Assembleia Legislativa.

Prefeito de Joinville é o único eleito pelo Novo no país, e está cada vez mais próximo do bolsonarismo

Joinville cobra
Em baixa diante da falta de protagonismo estadual, perdendo espaços e força, Joinville finalmente foi cobrar, de forma unida, ações do Governo Carlos Moisés para a cidade. Política é também pressão, e a presença de todos os parlamentares cobrando do Secretário da Saúde, André Ribeiro, a insulina, vacinas, e também na Assembleia Legislativa para pedir apoio ao seu presidente Mauro de Nadal, para os pleitos da cidade, pode surtir efeito. Já não era sem tempo. Pelo menos a Câmara se mexeu.

Falta sinergia
Os joinvilenses, saudosos de prefeitos atuantes e fortes politicamente como Pedro Ivo, Luiz Henrique da Silveira, Freitag, Tebaldi, que sabiam articular junto a deputados, sofrem hoje até com falta de insulina. Nota-se também que há um abismo entre os vereadores e os deputados estaduais da cidade. A falta de sinergia e união é evidente. Trabalham cada um no seu quadrado, e o todo, Joinville, perde.

Covid-19
Interessante a iniciativa do vereador joinvilense, Cassiano Ucker (Cidadania), com o seu projeto de lei que pretende garantir à família o direito de identificar corpos de vítimas de pandemia, epidemia ou surtos. Hoje, quando uma pessoa morre vítima de Covid-19, os familiares não podem fazer a identificação do corpo, por conta do risco de contágio pela doença. O projeto obriga as funerárias a disponibilizar local seguro de identificação do corpo, para não gerar dúvida de que corpo que está sendo sepultado é do familiar.

No fundão do poço
Depois a classe política reclama da imagem que tem com o povão. Não tem como reclamar de nada, é só ver a vergonhosa armação para aprovar um salto triplo no Fundão Eleitoral, de quase R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, o que vai transformar as campanhas de 2022 como as mais caras da história. A imagem da classe política foi ao fundão do poço com essa aprovação. Mostram que não dão a mínima para a tragédia dos brasileiros com a Covid-19, desemprego, fome e falta de vacinas.

No fundão do poço 2
Dos 16 deputados catarinenses, apenas quatro votaram contra essa manobra do aumento do Fundão Eleitoral: Carmen Zanotto, Gilson Marques, Pedro Uczai e Rodrigo Coelho. Os deputados da região norte que votaram a favor da LDO com o Fundão foram Fabio Schiochet, Darci de Matos e Coronel Armando, enquanto Carlos Chiodini esteve ausente. Dos senadores, só Dario Berger foi contrário, enquanto Esperidião Amin e Jorginho Mello não estavam presentes. Até os filhos do presidente Bolsonaro votaram a favor dessa vergonha, e agora jogam vídeos em redes sociais para limpar a barra. Não vai dar não.

Começam as convenções partidárias em SC

De hoje (31) até o dia 16 de setembro, os partidos políticos podem realizar as suas convenções partidárias para definir os nomes de seus candidatos à Prefeito, Vice, e também suas nominatas a vereador. É importante destacar que acabaram as coligações nas disputas proporcionais, ou seja, à vereador, como eram antes. Cada partido tem que lançar suas nominatas completas conforme a lei. Estão liberadas as alianças para a majoritária, ou seja, à Prefeito e Vice, mas sem as antigas tradicionais mesclagens entre times de partidos, como por exemplo, o PYC juntando com o PUV, cada um colocando 15 nomes. Isto acabou.

Na maior cidade catarinense, Joinville (SC), o PSDB é o primeiro a definir o seu nome para a disputa pela cadeira ocupada hoje por Udo Döhler (MDB), que está no cargo há oito anos. Rodrigo Fachini deve ser confirmado na noite de hoje (31) como o candidato a Prefeito, já que seu oponente interno, o também vereador Odir Nunes, declinou da disputa e anunciou apoio e unidade partidária. A última vez que o PSDB esteve à frente da Prefeitura de Joinville foi entre 2002-2008. Tenta agora com o ex-emedebista Fachini, que tem família tradicional na política. Seu pai João Fachini, foi vereador pelo PT, e secretário de Estado no governo de Luiz Henrique da Silveira. Seu tio, Padre Luiz Fachini, fez história com as cozinhas comunitárias e sua Fundação que leva o seu nome. Os tucanos ainda vão deixar com a executiva a tarefa de escolher vice em aliança com partidos ainda não definidos.

O Novo, com o empresário Adriano Silva e Rejane Gambin de vice, também define hoje em convenção online, os seus nomes para tentar chegar ao comando do executivo joinvilense. Adriano tem participações em voluntariados ligados à defesa civil, Corpo de Bombeiros Voluntários e outros. Busca trilhar a vertente da novidade, e do empresário gestor, como o atual prefeito Udo Döhler.

O Podemos realizará sua convenção no próximo sábado (5/9), e tem apenas um nome definido, o do empresário do ramo da construção civil, ex-secretário municipal, Ivandro de Souza. Segundo o presidente municipal, Cleonir Branco, o partido vai confirmar Ivandro, a nominata de vereadores e deixar em aberto as negociações para composições para a vice. Farão a convenção via aplicativo Zoom. Na mesma direção e dia vai o DEM, presidido por Adalto Moreira. O partido realiza sua convenção também no sábado, 5, mas com um ponto já definido: não terá candidato a Prefeito, e encaminha para compor com o Podemos de Ivandro de Souza, indicando o vice-Prefeito. Nomes para a vaga são o do ex-deputado Patrício Destro, da ex-vereadora e ex-secretária municipal Angélica Ponciano, e o próprio presidente da legenda, com chances reais para Patrício Destro. Segundo Adalto, Republicanos, PP e outros estão no meio destas conversas.

O Patriota tem no atual vice-Prefeito, Nelson Coelho, o seu nome preferencial para a disputa pela Prefeitura. Não definiu a data da sua convenção, nem se será presencial ou online. Segundo Coelho, que se diz rompido com o prefeito Udo Döhler (MDB), já há nominata completa e um partido junto, que não revela ainda, e que na nominata à Câmara não tem estrelas. Para a vice, estão me negociações com outros partidos. Questionado se pode compor como vice em outra chapa, descartou porque assim o partido decidiu.

O MDB confirma sua convenção para o dia 15, para valorizar o número do partido. O deputado estadual Fernando Krelling é o nome definido que será oficializado pelos convencionais emedebistas para ser o candidato e suceder Udo, que é o seu principal cabo eleitoral. Segundo Krelling, que é o presidente do MDB de Joinville, as conversas continuam até a data da convenção para composições para a vaga de vice, e alianças com partidos como o Pros e PTB, que já estariam alinhados. O deputado é considerado favorito pelo apoio da máquina da Prefeitura, a força do partido, e já divulga pesquisas que o colocariam em primeiro lugar nas consultas populares.

Darci de Matos deve ser confirmado como o candidato a Prefeito pelo PSD. Ele vem aparecendo em pesquisas eleitorais próximo ao candidato do atual Prefeito. O deputado federal não descarta e não confirma a sua candidatura, bem como o partido nada fala sobre a convenção. Kennedy Nunes seria o outro nome pessedista, mas está mais focado em sua atuação parlamentar na Assembleia Legislativa. Darci foi derrotado por Udo Döhler nas eleições de 2016 em segundo turno. Tem longa trajetória política na cidade e região, e pode tentar mais uma vez a Prefeitura, principalmente diante do desgaste da administração de Döhler.

O PT não respondeu às perguntas do Palavra Livre sobre data da sua convenção partidária, mas é decidido que o seu candidato será o ex-deputado Francisco de Assis, com a vaga de vice ficando em aberto para a composição com outras siglas. O partido, que governou Joinville com Carlito Merss entre 2009-2012, deseja retomar o protagonismo e vagas na Câmara de Vereadores. O Cidadania (ex-PPS), que tem em Tânia Eberhardt o nome para a Prefeitura, deve realizar a sua convenção entre os dias 12 a 16 de setembro, segundo o presidente Djeverson Pretto. Segundo ele, as tratativas para composições seguem firmes para a vice com diversos partidos, e a nominata vai completa para a disputa da Câmara de Vereadores. Anselmo Fábio de Moraes, ex-reitor da Udesc, e Fernando Bade, ex-presidente da Ajorpeme, são nomes ventilados para a vaga de vice. Moraes está no Solidariedade, e Bade no Cidadania.

O PP, via assessoria de imprensa, afirma que a sua convenção será entre os dias 11 a 16, e online. O partido, que está longe de comandar a Prefeitura há 28 anos, deve ir com o nome do empresário Francesc Boehm, articulador de bastidores do partido durante anos, e que agora vai enfrentar as urnas pela primeira vez. A convenção deve deixar em aberto as possibilidades de coligações, e inclusive de composição com outra candidatura a Prefeito . Fontes afirmaram ao Palavra Livre que o PP deve compor com PSD ou até com o PSL do Governador Carlos Moisés. Mas tudo é possível até mesmo após as convenções.

O PSB também não fala ainda sobre a convenção, e o atual presidente, Victor Vargas, se coloca como pré-candidato do partido. Curiosamente o partido tem um deputado federal pela legenda, mas não tem. Explicamos. Rodrigo Coelho era um nome cotado para a Prefeitura, mas no ano passado brigou com a legenda por votar a favor da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Foi suspenso pela direção nacional, tentou sair via judicial, e não conseguiu. Em SC o ex-deputado Claudio Vignatti assumiu o comando partidário e começou uma reestruturação, levando o PSB novamente ao campo ideológico da esquerda, o que afastou ainda mais a possibilidade de Coelho ser o candidato. Há uma grande probabilidade de compor a vice, talvez com o PT.

O PSL também não confirma a data da convenção que deve confirmar o nome do médico Dalmo Claro como candidato à Prefeito. O deputado federal Fábio Schiochet é o presidente da sigla no estado e está dando toda a força ao projeto que visa também fortalecer o governador Carlos Moisés. O partido esteve há um passo de estar ao lado do MDB na eleição, mas o quadro mudou radicalmente. Dalmo é ex-deputado e já foi secretário de Estado da Saúde. A convenção também deverá deixar em aberto as composições para a chapa majoritária e com partidos aliados.

Os demais partidos foram procurados, mas não se manifestaram até o momento da publicação desta matéria. Assim que informarem seus movimentos e datas, aqui serão publicados.

O Palavra Livre se prepara para uma cobertura que informe você, leitor, sobre o que é fundamental para a decisão do voto. As escolhas feitas no dia 15 ou 29 de novembro vão impactar diretamente a vida de todos nas cidades, que é onde realmente as coisas acontecem. Os eleitos, se forem bons, bons frutos trazem para as cidades, que forma os estados, que formam o país. Portanto, nosso compromisso é trazer a informação correta, objetiva, direta, iluminando o que está errado, e noticiando tudo o que você precisa saber. Conte conosco.

Coronavírus em SC – Suspensão da circulação de ônibus é prorrogada em Joinville

A Prefeitura de Joinville emitiu nesta sexta-feira (14/08) o Decreto 39.103, que prorroga por mais sete dias, contados a partir de 16 de agosto, a suspensão da circulação de veículos de transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal de passageiros.

A mesma portaria também autoriza, pelo mesmo período, a circulação de motocicletas e motonetas nas faixas exclusivas para ônibus no Município de Joinville.

A medida é embasada no cenário propagação do coronavírus na cidade. Conforme registro do dia 13 de agosto, a ocupação dos leitos de UTI voltados ao tratamento exclusivo de pacientes acometidos de COVID-19 estava em 91%. Por isso a necessidade da prorrogação da medida preventivas.

Obras infindáveis do Rio Mathias mobilizam manifestação em Joinville (SC) nesta terça-feira (7)

O prefeito Udo Döhler está finalizando o seu mandato este ano após oito anos, e vai enfrentar talvez a manifestação mais dura e incisiva contra uma ação do seu Governo que deixou o centro de Joinville (SC) minado de buracos de uma obra que nunca acaba, a do rio Mathias. Pior que não acabar é o que ela tem gerado, fechamento de comércios, restaurantes, demissões de trabalhadores, e uma destruição total de uma rua que já foi um marco turístico e gastronômico da maior cidade catarinense, a rua Visconde de Taunay.

Descontentamento a olhos visto na antes festiva avenida gastronômica em Joinville (SC)

Por isso tudo e mais um pouco, empresários e trabalhadores cujas empresas foram severamente afetadas pelas obras do rio Mathias no centro da cidade farão uma manifestação nesta terça-feira (6/7). A imagem de abertura da matéria é do movimento dos empresários e mostra a tensão instalada. A passeata sai da rua Visconde de Taunay às 12h e segue em direção ao centro, passando pela Rua Engenheiro Niemeyer, Av.JK, Praça Nereu Ramos, Rua do Príncipe e terminando na Jerônimo Coelho, uma das mais afetadas. Este é o trecho onde dezenas de lojas e restaurantes faliram em decorrência das obras.

A ação deve chamar a atenção do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado, que já receberam denúncias formais, e da população para os resultados desastrosos e gravíssimos provocados pelas obras de Macrodrenagem do Rio Mathias. O objetivo principal da manifestação é exigir do Prefeito de Joinville um posicionamento mais efetivo sobre a solução do problema. Os empresários querem que Udo Dohler resolva o problema antes de deixar o governo da cidade.

Obra mal planejada, parada há anos e sem previsão de retorno ou cancelamento
As obras de macrodrenagem do rio Mathias estão paradas há meses, muito antes da pandemia. O Consórcio formado pelas empresas Motta Júnior e Ramos está em guerra com a Prefeitura de Joinville, que sinalizou a intenção de rescindir o contrato com a empreiteira responsável pelas obras. A Motta Júnior e Ramos recolocaram as máquinas nas ruas, porém, não retomaram os trabalhos. A Prefeitura não teria comparecido à reunião com os responsáveis pelo Consórcio naquela ocasião.

Desde então, as obras estão paradas e não existe uma decisão à respeito. O projeto prevê a construção de uma galeria de 2,5 km por debaixo das ruas na área central da cidade, além de um sistema de contenção e escoamento do Rio Mathias, a fim de diminuir as cheias causadas pela alta de maré no Rio Cachoeira.

As obras começaram em 2014, com previsão de término em dois anos. O atraso já supera seis anos e incontáveis prejuízos para o comércio local. Segundo dados da Prefeitura, o valor do investimento previsto na licitação foi de R$ 45.872.405,22, mas devido aos aditivos, os gastos ultrapassam os R$ 53 milhões.

Perigo a vista com tubulações da fiação elétrica que era subterrânea

Segundo denúncia apresentada ao Ministério Público, a obra tem graves problemas desde o início. O projeto executivo apresenta quase 70 falhas pontuais o que geraram diversos aditivos de contrato. Peças fora das especificações técnicas foram adquiridas. Algumas, inclusive, teriam sido instaladas em parte de Jerônimo Coelho, e que não teriam sido aprovadas no teste pressão e que não suportariam o peso do trânsito de veículos. Obras paradas, buracos abertos, máquinas na pista, tapumes espalhados na cidade.

Luto no comércio da Jerônimo Coelho e Via Gastronômica destruída
A Jerônimo Coelho abrange um ponto onde o comércio de rua era efervescente até o início das obras. Uma referência em Joinville. Depois de seguidas falhas na operação das obras, quase todas as lojas da região faliram, deixando centenas de desempregados. Isso provocou um colapso na economia de toda a cidade. O mesmo aconteceu na Visconde de Taunay, conhecida como Via Gastronômica. Dos sete restaurantes do trecho entre o Hotel Tannenhoff e a R. Jacob Eisenhut, apenas um continua com as portas abertas, amargando 70% a menos de faturamento e 80% dos funcionários demitidos.

Imagem da rua Jerônimo Coelho, que nos bastidores dizem que não pode mais receber peso diante da má qualidade das galerias

Serviço:

O quê: Manifestação Obras do Rio Mathias.
Quando: 6 de julho (terça-feira)
Hora: 12h.
Como: Saída Rua Visconde de Taunay (Slice Pizza), rua Engenheiro Niemeyer, Avenida JK, Praça Nereu Ramos, Rua do Príncipe, Rua Jerônimo Coelho.

Em primeiro ato na Amunesc, Udo Döhler (MDB) demite o Secretário Executivo sem assembleia geral

O prefeito de Joinville (SC) mal assumiu a presidência da Associação dos Municípios do Norte e Nordeste de SC, a Amunesc, e já causa o primeiro mal estar: em decisão solitária, demitiu o secretário Executivo Tufi Michreff Neto, que estava no cargo desde março de 2019. A intenção de Udo Döhler é colocar sua correligionária do MDB, a ex-presidente do partido, Simone Schramm, no cargo.

A iniciativa causou espanto nos prefeitos e na equipe da Amunesc, já que faltam apenas seis meses para que Döhler encerre o mandato, e a troca causa instabilidade nos projetos que estavam em andamento na Associação. Tufi foi notificado da decisão por ofício, mas a decisão têm de ser aprovada em assembleia geral convocada para a análise e aprovação ou não da mudança pretendida. Para isso a assembleia deveria ser convocada com 10 dias de antecedência, mas ainda não houve a chamada para tanto.

Prefeitos ouvidos pelo Palavra Livre se dizem surpresos porque na assembleia que decidiu por Udo na presidência houve consenso na recomendação de manter os projetos e equipe até o final dos mandatos de todos, já que haverá eleições ainda este ano e mudará todo o quadro associativo e de comando na Amunesc a partir de 2021. Em 2019 a entrada de Tufi Michreff precisou ser referendada pela Assembleia Geral. Dos nove Prefeitos, cinco votaram a favor do nome dele, e quatro contra, entre eles, Udo Döhler.

Uma crise pode ser instalada apenas pela falta de habilidade política e respeito às tradições e legalidade na Associação, já que a decisão unilateral de Udo pode ser derrubada pelos demais Prefeitos em votação na assembleia geral. Ficaria péssimo para a imagem do Prefeito de Joinville que já amarga baixíssima aceitação na maior cidade de Santa Catarina. Vamos acompanhar os próximos capítulos.

Covid-19 – Comitê de Solidariedade é criado por movimentos populares em Joinville (SC)

Diante da crise provocada pela pandemia da Covid-19, organizações populares, sindicatos, associações de moradores, coletivos sociais, políticos, culturais e de defesa dos direitos humanos se uniram e lançaram na semana passada o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus.

Apesar de ter sido lançado apenas na quinta-feira, 14 de maio, o comitê e as entidades envolvidas já se organizam e articulam ações há um mês. Neste período, o comitê já articulou a arrecadação e a doação de uma tonelada de alimentos não perecíveis entre as entidades que integram o coletivo. Agora, com o lançamento oficial, o comitê pretende ampliar estas ações em Joinville.

No comitê, há organizações que realizam campanhas de solidariedade e outras com demandas de segmentos que não têm acesso aos auxílios do governo, como associações de moradores, conselhos comunitários e coletivos sociais.

Conforme o manifesto de lançamento do comitê, seu objetivo é “compartilhar informações sobre arrecadação de recursos que cada entidade está organizando por meio de suas campanhas de solidariedade, tais como cestas básicas, materiais de higiene e de limpeza e itens de proteção à saúde”. Ou seja, o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus não substitui as campanhas já realizadas, mas serve como apoio das entidades, articulando as arrecadações e doações e ampliando a divulgação das ações.

As organizações que integram o comitê e seus representantes também auxiliam na questão logística das ações em Joinville. Na quinta-feira (14), por exemplo, foi feito o transporte de algumas doações para a comunidade indígena Piraí, em Araquari. As entidades também disponibilizam seus espaços físicos para receber e armazenar as doações.

Articular a luta por direitos
Ainda de acordo com o manifesto de lançamento, o comitê tem o objetivo de articular a luta por direitos, durante e depois da pandemia do Coronavírus. “Para além das iniciativas de solidariedade, o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus pretende articular ações para pressionar o poder público sobre a promoção e garantia de direitos da população nas áreas sanitárias, de saúde pública, de proteção da classe trabalhadora, de segurança alimentar das comunidades e populações em situação de vulnerabilidade”, conclui o manifesto.

Adesão de novas organizações
Outras entidades podem participar do comitê, insrevendo-se num formulário disponibilzado pelo coletivo. O comitê publica suas ações no Facebook e no Instagram, além de ter uma conta no Medium.

Medium: medium.com/@comitesolidariojoinville/
Facebook: facebook.com/ComiteSolidarioJoinville/
Instagram: instagram.com/comitesolidariojoinville/
Formulário: https://forms.gle/5dyUhJJszMGQJaNP8

Escritor lança e-book em seis idiomas e vendas serão revertidas para ajuda a comunidade carente

O escritor Jura Arruda, paulista radicado em Joinville (SC) há 35 anos, lançará um novo livro infantil nesta quinta-feira (14/5). O conto “Esse Mundinho Gigante” foi produzido na primeira semana do decreto estadual de isolamento social em Santa Catarina e conta uma história extremamente atual: a de Fabito, um menino que tenta compreender o que está acontecendo com o mundo quando “animaizinhos invisíveis” impedem que as pessoas circulem pelas ruas com segurança. O desejo de buscar uma bola chutada longe demais e a preocupação com o avô permeiam a história e fazem da repetição da rotina mais um motivo para a inquietação de um menino que só queria voltar a “brincar lá fora”.

“O ilustrador Fabrício Porto me mandou mensagem com a ideia de escrevermos um livro curto para disponibilizar por meios digitais, abordando o isolamento social. Falei que ia pensar em algo. Isso foi em uma quinta-feira. No sábado, sentei para escrever e a história simplesmente aconteceu. Foi bem rápido. Antes do meio-dia, mandei o texto para ele”, conta Jura Arruda.

Jura e Fabrício já tinham uma parceria com o livro infantil “Dona Zica Roda Mundo”, lançado em 2018; e com o também infantil “Berenice, se Você Visse”, contemplado pelo Edital Elisabete Anderle 2019 e que tinha lançamento previsto para o fim deste semestre, mas precisou ter a data adiada por causa da pandemia.

Comunidade de voluntários para tradução em seis idiomas
Além desta colaboração entre autor e ilustrador, “Esse Mundinho Gigante” também contou com uma verdadeira comunidade de voluntários. O livro será disponibilizado em seis idiomas: além do português, poderá ser encontrado em inglês, espanhol, italiano, francês e em esperanto (este último, um idioma criado em 1887 com o objetivo de que virasse uma linguagem universal). Para que isso fosse possível, escritores, professores e estudantes de Letras trabalharam gratuitamente fazendo a tradução para os outros idiomas.

“O primeiro contato foi com o escritor Donald Malschitzky. Eu sabia que ele aceitaria fazer a versão em inglês. Depois, fui lembrando de amigos com domínio de outras línguas. A Georgia Cagneti, que já traduziu o meu livro ‘Uma Arvore que Dá o que Falar’ para o inglês e que, atualmente, mora na Itália, o transformou para o italiano; e Cristiane Beluzo Bonezzi, que é professora e tradutora, o fez para o francês. Para o espanhol, pedi à Fernanda Arruda, minha sobrinha, que está no penúltimo ano do curso de Letras e faz estágio como revisora e tradutora em uma start up. Quanto ao esperanto, sou um admirador da ideia e da língua, então pedi ao Fernando Pita, do Rio de Janeiro, que aceitou na hora”, detalha Jura.

Para ajudar as crianças da Comunidade Juquiá
Todas as versões do livro estarão à venda a R$ 3,99 na plataforma da Amazon (os valores serão equivalentes mesmo nas moedas de outros países, exceto nos Estados Unidos, onde será vendido a US$ 1,99). Os recursos arrecadados com a comercialização da obra serão revertidos em doações para as crianças do Juquiá, comunidade instalada em uma área de ocupação irregular no bairro Ulysses Guimarães, na zona Sul de Joinville. A doação será feita por meio da Fundação 12 de Outubro, instituição focada na assistência de crianças e idosos criada há 33 anos e que, atualmente, é administrada pela Associação Diocesana de Promoção Social (Adipros), da Igreja Católica.

“A ideia inicial era disponibilizar gratuitamente o livro digital. Mas as plataformas mais importantes não aceitam a gratuidade. Mandei mensagem para o padre Ivam Macieski e ele me falou das famílias do Juquiá, onde vivem mais de cem crianças. Elas estão fragilizadas por causa da situação que atravessamos”, explica o escritor.

Jura Arruda e Fabrício Porto participarão de um bate-papo ao vivo na noite desta quarta-feira (13/5) nas redes sociais do escritor para lançar a nova obra e conversar com os leitores sobre o momento atual, compartilhando como têm sido suas próprias experiências com o isolamento social. Durante a live, serão disponibilizados os links para download da obra.

  • com informações do Fazer Aqui e Jura Arruda

Movimento denuncia Prefeitura de Joinville por paralisia nos processos imobiliários

Um movimento de empresários ligados à construção civil e imobiliárias acusa a Prefeitura de Joinville por paralisar os negócios do setor ao não dar prosseguimento aos processos de licenciamentos ligados ao segmento que já estão protocolados nos órgãos da Prefeitura comandada por Udo Döhler (MDB).

Segundo a assessoria, o Movimento Descarimba Joinville, uma ação conjunta da ACCA – Associação Catarinense de Construtores e Afins, AJECI – Associação Joinvilense de Engenheiros Civis, e CEAJ – Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville, vem atuando em busca de uma melhoria no ambiente de negócios na cidade, realizou 2 importantes ações neste mês de março no sentido de tentar minimizar os impactos que a necessidade de atender aos decretos de Isolamento vem causando.

Primeiramente o movimento protocolou via ouvidoria, e divulgou na imprensa da cidade, um documento sugerindo várias ações para a Prefeitura de Joinville para evitar a paralisação do setor. Já num segundo momento denunciou publicamente, que diferentemente de outros órgãos da burocracia de licenciamento da construção civil, a prefeitura de Joinville é a única integrante do processo que tem atividades fundamentais para a cadeia produtiva que não está funcionando.

“Apesar de não receber processos novos, não dá prosseguimento para concluir os processos por meio dos poucos setores que estão em funcionamento”, diz a nota. Enquanto isso, os registros de imóveis, o corpo de bombeiros, os cartórios, e os bancos continuam atendendo e recebendo e emitindo todos os documentos necessários para o trâmite dos financiamentos imobiliários.

A principal sugestão do movimento é a aplicação da Lei da Liberdade Econômica que, segundo o Movimento, institui que o poder público pode aplicar o princípio da boa-fé nas relações com o cidadão e agilizar a maioria dos processos. “Algo que que a prefeitura, por ainda trabalhar com processos arcaicos e em papel, não está fazendo”, finaliza a nota enviada ao Palavra Livre.

É, a vida do prefeito Udo Döhler não anda fácil na maior cidade catarinense. Está em baixa com o povo e também com setores empresariais.

Udo Döhler e o Atrasômetro de Hang

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, vai “inaugurar” na tarde desta quinta-feira (27/2) no bairro Floresta em Joinville (SC) a segunda placa do “Atrasômetro”. Sim, ele cobra assim que a Prefeitura de Joinville, governada pelo também empresário Udo Döhler (MDB) não atrase mais um ano a obra de mais uma das lojas do brusquense.

Segundo Hang, já são quase mil dias em que espera pela burocracia do governo para poder gerar empregos. Em postagem na sua página do Facebook, onde avisa eu fará uma live do “evento” às 17 horas, Hang explica: “Hoje infelizmente vou colocar a segunda placa do atrasômetro em Joinville (SC). Estamos há quase MIL dias (2 anos e 8 meses) esperando por alvarás, carimbos, licenças e liberações que não chegam. Às 17h estarei ao vivo no Facebook, junto com a comunidade do bairro Floresta, inaugurando o quarto atrasômetro no Brasil. O outro terreno em Joinville está parado há quase 500 dias. O município perde e a população também. É menos arrecadação e menos 400 empregos diretos”.

Recentemente Luciano Hang teve que publicar em suas redes sociais um pedido de desculpas a um promotor de Balneário Camboriú por acusações que fez sobre atrasos em obras naquela cidade. O empresário responde a vários processos na Justiça, cíveis e criminais, por políticos, promotores, uma guerra quase santa em favor de liberdade total na economia.

A oposição vibra, já que acusam Udo da mesma coisa: atrasar a cidade. Desde o início dos seus governos (2012), Döhler fez mudanças administrativas, mudou de uma Fundação (Fundema) para uma Secretaria (SAMA), e a reclamação de empreendedores e empresários continua. Nada anda para agilizar novos empreendimentos, dizem.

A Prefeitura de Joinville deve dar algumas resposta ao empresário. Afinal, em ano eleitoral…Vamos ver como ficará o final desta história com ares de Sucupira. Enquanto os grandes brigam, o povo paga a conta.

Opinião – Câmara de Vereadores fica devendo mais uma vez à população joinvilense

Câmara de Vereadores vira cartório de homologação da Prefeitura
Câmara de Vereadores vira cartório de homologação da Prefeitura

A Câmara de Vereadores de Joinville ficou devendo mais uma vez para a população joinvilense na composição das comissões técnicas da Casa de Leis. Eu estive lá, vi e ouvi tudo. Acompanhei os acontecimentos.

Ao impedir a presença de não governistas em comissões chave, nega a possibilidade de fiscalização, transparência e abertura ao contraditório em projetos essenciais para a cidade. Uma lástima, uma vergonha.

As exceções chamam a atenção e pedem um olhar bem apurado pelo inusitado: um petista presidindo a Comissão de Urbanismo, lugar antes ocupado pelo maior oposicionista ao governo Udo Döhler (PMDB), Maycon César (PSDB).

Para quem não sabe, nas comissões técnicas é que verdadeiramente se decide se o projeto será ou não aprovado. Simples assim. Em plenário, dificilmente a decisão da comissão é revertida.

Ou seja, temos a LOT que vai impactar profundamente a vida das pessoas na área urbana e fora dela, e rapidamente podem passar e valer, contra o debate intenso que merece.

Outra coisa que a população na vê: nas eleições de 2012 o PSDB foi posto na oposição, mas seus vereadores Mauricio Peixer, Roberto Bisoni e Fabio Dalonso logo se “aliaram” ao governo Udo.

A cooptação do governo Udo causa estragos no ninho tucano, já que a cúpula partidária tinha decidido oficialmente, e fechado questão, da indicação de Odir Nunes ou Maycon César para líder do PSDB. Os tucanos governistas ignoraram. Vem briga de bicudos aí.

Uma Câmara de Vereadores virar cartório de homologações da Prefeitura é derrota do cidadão que paga impostos. Sem independência, há submissão, que pode levar a graves erros contra a população que trabalha e exige atenção às suas demandas.

Mais do que nunca cabe ao eleitor ficar de olho, individualmente, e por suas representações sociais, no que vem por aí nas votações.

Por Salvador Neto, editor do Blog Palavra Livre