“Seu Pipa” – Conto para ler e voar na imaginação

No Dia do Escritor deste ano (13/10) escrevi um novo conto para comemorar, após longo inverno criativo… Publiquei apenas no Facebook e agora aqui em meu blog que sobrevive há 13 anos, rumo aos 14, incrível não é? Espero que gostem!

Seu Pipa, Por Salvador Neto

“Se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, jamais teria acreditado. Já fui criança também, e inventava meus amiguinhos imaginários, meus heróis, ou usava os famosos bonequinhos para fantasiar o que via nos livros e gibis. Por isso que ao ouvir o que Miguel me falava naquele instante, uma tarde luminosa no Morro da Luz, área central da pequena Vem quem Quer, entendi que era um daqueles momentos que também tive lá pelos 10 anos de idade, mesmo tempo de estadia na terra que o pequeno garoto de olhos pretos, cabelos ondulados e claros, pele queimada do sol, me contava ali ao lado da venda do seu Manoel.

Passava pelo vilarejo vendendo minhas mercadorias, uma batalha diária para ganhar o pão de cada dia, e ao vender meus aviamentos no Mercado do Manel, assim mesmo, sem o “o” do Manoel, eis que me aparece o Miguel logo na porta da vendinha. Pés descalços, calção curto e surrado, o garoto me perguntava se havia visto a sua pipa falante. – Pipa falante? Retruquei. – Sim, eu mesmo que fiz com varetas de bambu, linha de costura da minha mãe, cola emprestado da vizinha e papel de seda que ganhei da minha vó Elza! Pensei que ele estava era arrumando uma desculpa para pedir alguma coisa. – O que você quer garoto? Bala, um doce? Diga-me logo que estou com pressa.

Estava cansado da viagem que já durava umas três semanas por aquelas bandas secas, pobres e poeirentas. – Não é mentira não seu moço, é verdade! Ela é grande assim ó – mostrava com as mãozinhas pequenas e sujas de brincar na rua. Comprei umas balas de goma, umas paçocas e lhe dei, mas não adiantou. Ele insistia e já estava triste por não ver mais a sua pipa, sua primeira pipa criada por ele mesmo. Senti um aperto no coração ao ver no rosto de Miguel a mesma decepção que tive quando era criança, ao perder um brinquedo querido.

– Tá bom, falei. Toma aqui essas balas, vamos procurar a sua pipa, mas só um pouquinho, entendeu? Ele abriu um largo sorriso, pegou minha mão e puxou.- Estava com ele amarrado ali naquela árvore, ele estava bem alto. Fui pegar uns gravetos para levar para minha casa para fazer fogo, e quando voltei ele não estava mais ali! – Vai ver que alguém a levou, devia ser bonita, respondi. Miguel fechou a cara e disse que não, ele era muito inteligente e que não sairia dali nas mãos de outro menino. E que não era “ela”, mas sim “ele”. Intrigado, resolvi entrar na brincadeira do garoto.

– Pipa é ela, não ele, larguei. – Você não sabe de nada, disse ele franzindo a testa. – Seu Pipa é menino, homem como eu! Tentei consertar o engano. – Tá bom, ele então. E porque seu Pipa? – Porque quando ele acordou e viveu, ele se apresentou e pronto, completou Miguel. Decidi então partir para a ajuda na busca ao “Seu Pipa”. – Como ele é então garoto? Ainda chateado com a minha falta de atenção ao seu problema, ele descreveu em detalhes a pipa que fala. Era das grandes, feita com papel de seda em quatro cores: azul, vermelho, rosa e verde, e tinha o rabo também comprido, com duas cores, amarelo e roxo em papel crepom. A linha era forte, e o carretel de tamanho médio, com bastante linha, dizia meu amiguinho de Vem quem Quer.

Mas tinha mais: quando ele falava, uma boca sorridente se abria na parte de baixo, e olhos redondos e grandes na parte de cima piscavam sem parar. – Seu Pipa me disse que quando ele nasceu bateu um vento forte, e ele ficou assim, piscador, alertou Miguel. Já entediado com aquilo, não questionei. – Vamos encontrar o seu Pipa então, falei e saí com ele ao meu lado na rua em frente à vendinha. Ele mostrou a árvore onde ele, seu Pipa, deveria estar. Decidimos seguir em meio à mata que tinha poucas árvores naquela área do Morro da Luz. Era um pequeno caminho, uma trilha que moradores usavam para ir de um lado a outro daquela comunidade, explicava Miguel. Estava um dia quente, e eu com sapatos, calça comprida jeans e camisa de manga longa, já suava as bicas.

O vento era só uma brisa morna, e o garoto seguia com suas pequenas pernas no chão batido, e olhos abertos mirando de um lado a outro na mata em busca da sua pipa. Ou melhor, do Seu Pipa. Já estava decidido em acabar com aquela brincadeira em que havia entrado quando ouvimos uma voz grave que dizia: – Estou aqui, olhem para cá! Enquanto tentava ver quem nos chamava, Miguel já corria à minha direita em meio aos tufos de mato gritando de alegria: – Seu Pipa, seu Pipa, você está aí! Incrédulo eu avistava então aquela imagem coloridíssima tal qual o menino tinha descrito, engatado em uma goiabeira de tamanho médio.

Espantado fiquei quando aquela figura de papel seda, crepom, bambus, linha e cola se mexia e falava! – Miguel, quem é esse aí com você, um desconhecido perigoso? A pipa emitia frases nítidas, e uma espécie de boca abria e fechava, e olhos piscavam sem parar! Também pisquei várias vezes, esfreguei meus olhos, me belisquei para ver se não estava era acordando de uma soneca, mas não! Aquele ser realmente se mexia no galho da goiabeira, e falava, e olhava cobrando do pequeno Miguel aonde ele havia se metido e o deixado voar por aí.

– Você não deveria andar por esse mato com gente assim. Nem sabe quem é! O pequeno, feliz da vida por ter encontrado a sua pipa, opa, seu Pipa, esbanjava um sorriso após algumas marcas de lágrimas em suas bochechas, pedia desculpas: – Foi só um instante que o deixei amarrado no poste, só para pegar gravetos para a minha mãe seu Pipa, e quando olhei você não estava mais lá. Ai fiquei desesperado e encontrei esse homem. Ele aceitou ajudar a te procurar, falava sem parar o Miguel. Ainda atordoado pelo que via, fiquei mudo vendo o garoto resgatar seu Pipa daquela árvore com todo o cuidado e carinho.

Enquanto isso aquele ser contava como tinha chegado até ali. Um jovem havia passado de bicicleta e visto a pipa ali amarrada. Deu meia volta e maldosamente soltou o fio do poste e seguiu pedalando em seu caminho. – Foi tão inesperado que quando vi a ventania já tinha me arrastado para cá Miguel, explicava a… o Pipa. Já com o seu amigo brinquedo à mão e no chão, o garoto sentou em um tronco grande à beira da trilha e pediu que eu sentasse também. – Não chegue muito perto não!, gritou a pipa… o Pipa. – Não se preocupe, não farei mal algum a você. Encontrei o menino na venda, e ele me pediu ajuda. Não acreditei na história de uma pipa falante, mas resolvi ajudar ao ver a sua aflição.

Miguel então agradeceu o meu apoio, pediu desculpas à Pipa por sua falta, e disse: – Acredita agora que tenho uma pipa que fala, escuta, enxerga e também voa? O que poderia dizer diante daquilo… – Posso tocar em você Pipa? Meio desconfiado, Pipa deixou não antes que eu mostrasse se não tinha nenhum canivete ou outra coisa nas mãos. O garoto me passou o Pipa cuidadosamente. Segurei na vareta central, uma mão em cima, outra embaixo. Era incrível!- Satisfeito? Perguntou a pipa enquanto se movia para um lado e outro, balançando o rabo colorido e piscando os olhos quase sem parar.

– Como isso pode ser verdade, acontecer, perguntei em voz alta. – Acontecendo, respondeu seu Pipa. – Quando a pureza de uma criança linda como Miguel acredita e precisa, o senhor Universo autoriza que objetos como eu tenham vida, falou seu Pipa. – Minha mãe cria eu e meus cinco irmãos sozinha, e não temos brinquedos. De tanto eu pedir minha vó apareceu um dia com bastante papel de seda, crepom, cola e me disse para fazer uma pipa, pandorga. Meu amigo José me ajudou, e assim nasceu o seu Pipa, explicou Miguel. Devolvi com cuidado o seu Pipa ao garoto, não queria estragar aquele momento de reunião entre criador e criatura após terem se perdido um do outro.

– Mas como foi que começou a falar, a ter boca e olhos? – Todos os dias a gente reza pedindo uma vida melhor para nossa casa. Uma noite eu resolvi pedir a Deus que seu Pipa falasse, fosse vivo para que eu tivesse um amigo de verdade para conversar. Eu ouvia com atenção, enquanto seu Pipa dançava com o vento para lá e pra cá. – No dia seguinte quando voltei da escola, fui direito pegar a pipa para soltar, tinha bastante vento! Chegando ao quarto levei um susto quando ele me deu oi! Mas entendi que Deus tinha me ouvido. Mas é segredo, e agora segredo nosso viu moço?

Emocionado com aquela história, mexi a cabeça afirmativamente. Seria o nosso segredo para sempre. Olhando fixamente em meus olhos, seu Pipa ainda disse: – Nunca esqueça que o que se promete a uma criança é sagrado! Mantenha o segredo que o Universo saberá recompensá-lo! Daquele dia em diante minhas vendas aumentaram, consegui melhorar de vida e posso ajudar a outras pessoas em momentos de dificuldades. E toda semana vou a Vem quem Quer colocar a nossa conversa em dia lá no Morro da Luz. Eu, Miguel e seu Pipa viramos grandes e inseparáveis amigos. Para sempre”.

Covid-19, relato de um sobrevivente

Há um ano estive cara a cara com a morte. Ela buscava tirar-me o ar, as forças, e quase me seduziu. A Covid-19 me deixou quase em trapos, fraco, e sentia que minha energia vital se esvaia… Nasci de novo. Perdi parte da capacidade pulmonar, tenho algumas sequelas de memória, cansaço que chega do nada, piorou minha fibromialgia, depressão, mas estou aqui de pé, como manda o protocolo de quem ama a vida.

Vale também para repetir: a Covid-19 não acabou. Continua aí firme e forte. Use máscara em todos os lugares, não relaxe. Lave bem as mãos, use álcool gel, não aglomere e mantenha ao máximo possível – afinal somos humanos – o distanciamento social. Não faça parte do exército dos negacionistas, vendedores de falsos remédios, responsáveis pelo morticínio de mais de 600 mil vidas de pais, mães, filhos, avós…

E tome vacina, uma, duas doses, reforços, o que for indicado. E viva, faça o bem, acumule momentos com quem ama e te quer bem. Conheça lugares, culturas, estude, leia, aprenda, crie, produza. Valorize seu tempo, ele é vida pura.Hoje celebro meu primeiro ano da vida que ganhei de volta. Minha gratidão final a todos os profissionais da saúde que não param um segundo sequer nesta batalha. Sem vocês, eu não estaria aqui escrevendo mais um texto… Muita força e luz para todas e todos!

* as fotos são de um ano atrás, mascarado em hospital, e de hoje mesmo.

No reencontro com os leitores, um conto: “O reencontro de Natal”

Olá pessoal como estão todos vocês? Espero que estejam bem, vacinados, em cuidados permanentes para evitar a Covid-19, e com saúde. Há sete anos fui desafiado a escrever um conto para a antologia natalina da Associação das Letras de Joinville (SC), da qual fui co-fundador e diretor. Jamais havia escrito um conto, e fui à luta a pedido do nosso então presidente, o escritor David Gonçalves. Mestre como é, conseguiu arrancar deste vivente uma produção.

Como o Natal está chegando mais uma vez, resolvi republicá-lo aqui em meu Blog para compartilhar um pouco do valor da solidariedade, da simplicidade, da alegria de uma época em que é possível ver famílias em confraternização. Tempo em que se espera paz, união, amizade, amor e muito mais. Espero que gostem, comentem, e se puderem, compartilhem com mais pessoas. Gratidão é o que tenho desde já por todos que nos apoiam aqui!

Segue o conto:

“O reencontro de Natal

“Estavam os três ali, sacolejando ao balanço do caminhão, dentro de um caixote que não parava de pular na carroceria. Pudera, em ruas tão esburacadas como queijo suíço… Fred, um carrinho de madeira, Joana, uma boneca descabelada, e Jujuba, um velho pião com as cordas surradas de tanto rodar por aí, já estavam há dias naquele vai, não vai. Já usados, velhos de tanto brincarem com seus donos, não tinham mais esperanças de voltar às mãos de crianças brincalhonas, arteiras e felizes. Estavam ali entre tantos outros brinquedos abandonados.

É a vida, pensavam os velhos companheiros de tantas crianças! Conheceram várias delas por algumas gerações, doações, mas agora competiam com poderosos concorrentes internacionais que falam, voam, pulam, choram, andam em velocidade sem serem jogados pelas mãozinhas. O Natal estava à porta, e em meio às campanhas solidárias, lá se foram Fred, Joana e Jujuba para uma caixa entre tantas dispostas naquele shopping luxuoso. Sequer tiveram tempo de se despedir de seus donos! E o pior, até ali, ninguém os pegara para cuidar e brincar…

Joana era a mais sentida. Com seus belos olhos azuis, cabelos loiros, já um pouco ralos, sim é verdade, vestida com uns paninhos coloridos e sem sapatinhos, não aceitava a solidão. – Sou muito bela para estar aqui! Mereço uma bela cama com lençóis de seda!, reclamava. Fred, do alto da dureza do seu ser, madeira bruta, apesar de bem arrebentado por muitas corridas e carregamentos de barros e batidas (já não tinha mais a caçamba…), retrucava. – Ora, eu sim, um forte, parceiro para todas as durezas, preciso de quem me valorize, que goste de aventura! E Jujuba… ah, este não tinha ambições.

– Eu quero é girar logo por aí. Sei que perdi um pouco a graça, afinal tem uns novos colegas aí bem mais modernos, mas ainda tenho muito a rodopiar e dar show!, dizia. A verdade é que em meio a tantos outros brinquedos, uns mais quebrados, outros não, a rota do caminhão solidário de Natal dirigido pelo velho voluntário Sebastião estava chegando ao final. Tião, como era conhecido em tantos anos de corridas pelos bairros da cidade, já tinha os ralos cabelos brancos. Se na próxima parada sobrasse algum daqueles brinquedos, o jeito era deixar por aí, ou jogar no lixo. – Tenho pena, quando eu era criança nem tinha um desses para brincar, pensava enquanto dirigia-se ao ultimo ponto de parada.

Nas paradas anteriores a maioria da criançada tinha pegado os brinquedos mais novos, modernos, com menos uso. O que estava ali na carroceria do velho Mercedes cara chata talvez não agradasse aos meninos e meninas que o esperavam nos fundões do Paranaguamirim, bairro da periferia. Afinal, o que sobrara ali eram brinquedos antigos, bem velhinhos e uns tão usados e quebrados que… bom, era melhor não pensar nisso e seguir a missão. Junto com Tião ia João, vestido de vermelho como manda o figurino. Não via a hora de terminar o serviço que durava o dia todo.

Mas lá no Panágua, como o povão chama seu próprio lugar mais ao gosto da simplicidade, a gurizada esperava. Mães e pais também, na esperança de que os filhos ficassem felizes com a chegada do bom velhinho e seus brinquedos. Famílias pobres, lutavam todos os dias para por comida na mesa, e não sobrava para dar brinquedos novos e modernos como os de hoje, que dirá tablets, celulares. Então, aguardavam amontoadas no pátio da igreja, local de encontro daquele ano. Era uma festa. No meio do povo, vendedores ambulantes ofertavam algodão doce, pipoca, doces, também na busca dos últimos trocados para garantir as festas de final de ano.

De repente, lá na esquina surge o cara chata com o bom velhinho acenando! Alvoroço na comunidade. Era só criança correndo para ver quem chegava primeiro para abraçar o Noel, e ver o que podia ganhar. Tião dirige com todo o cuidado, porque nessas horas a multidão não tem controle. Ao parar o caminhão, João Noel desce e distribui balas e doces. Uma alegria só, e um empurra-empurra generalizado! Imagine o desejo infantil do brinquedo adorado, e o sonho de pais em ver seus filhos felizes. De repente o vozeirão avisa: – Atenção! Vamos organizar a fila gente! Era o padre Felício tentando organizar a desorganização de sempre.

O povo o respeitava muito, afinal ele era o homem de Deus na região, e também sabia das coisas. Cobrava das autoridades uma vida melhor para aquele povo. Magro, com seus óculos quadrados, pretos, mas com fala firme e olhar decidido, padre Felício liderava movimentos em favor de mais saúde, infraestrutura, e agora, ajeitava tudo para que não faltassem brinquedos para a criançada. O motorista Tião já sabia que, se faltasse brinquedo ali a bronca seria enorme! No roteiro de visitas pela cidade, cuidava para que nada faltasse até o final no encontro com o padre.

Se o alvoroço era grande lá fora, imagine naquela caixa. Entre os colegas brinquedos, Fred, Joana e Jujuba tentavam se ajeitar para serem notados, afinal, queriam voltar para a alegria das crianças, viver em animação nas ruas, animar histórias nas mãos infantis. E começou a entrega dos brinquedos. Uma a uma as crianças saiam com seus troféus, já a brincar com os coleguinhas. Quase ao final da fila estava José. Com seus dez anos, pequeno para a idade, olhos miúdos e castanhos, cabelos da mesma cor, ondulados, tinha chegado atrasado.

A tristeza já tomava o seu coração. Será que ainda sobraria brinquedos para ele seus irmãos? A cada metro que a fila avançava, mais sua respiração acelerava, parecia que o coração saltaria boca afora. Seu pai e sua mãe garantiam o sustento da casa com a pesca artesanal. Seu atraso se justificava: estava até a pouco cuidando dos manos pequenos. Quando os pais chegaram, ele correu até a igreja. Será que daria certo? Conseguiria ao menos um presente? E a fila andava… e não chegava a sua vez!

E João Noel não aguentava mais de entregar presente para a meninada agitada. Tião preparava o caminhão para ir embora ver a sua família. E o padre avisava a todos que daqui a pouco tinha a missa, não poderiam faltar! Deus não perdoa, dizia ele. Fred se batia ao lado de Jujuba, e aquele barulho de madeira batendo o deixava furioso! Joana, já quase perdendo o vestidinho, lamentava a sua má sorte: nenhuma criança a tinha escolhido! E agora! Será que ficariam sem dono, sem eira nem beira em pleno Natal?

Chegou a vez de José. Ansioso, olha nos olhos do Papai Noel como quem espera o prato de comida. Tião empurra a caixa que ainda tinha algo dentro. – É o que sobrou filho, diz ele a José. Um brilho nos olhos surgiu, e por trás dele, lágrimas de alegria, pois sobraram apenas três brinquedos! Era muita sorte! – Obrigado!, disse José já pegando nas mãos aqueles três brinquedos, exatamente o que precisava para que todos em casa ficassem contentes. Ao espiar cada um deles nos pacotes de presente meio rasgados, parece que via alegria também vinda daqueles brinquedos! Seria possível?

Correu para casa sem parar! O trecho da igreja até a sua pequena casa de madeira que beirava o rio parecia ter milhares de metros, não acabava mais! Os cabelos esvoaçavam ante os ventos do inicio da noite. Fred, Joana e Jujuba percebiam o chacoalhar, diferente dos pulos na carroceria do Mercedes de Tião. O que acontecia, imaginavam. José chegou finalmente. Seu pai e sua mãe o receberam enquanto limpavam seus peixes. A pequena Sara, a caçula, e Mateus, irmão do meio, pularam em sua frente. – O que nós ganhamos, o que veio, gritavam!

José então entregou a cada um o seu presente. Sara não sabia o que dizer da boneca loira que tinha nas mãos… era a mais linda que tinha ganhado, na verdade, inteira, era a única. Mateus pegou o pião nas mãos e saiu a atirar ele ao chão e ver rodar. Já tinha visto os amigos com alguns, mas agora tinha o dele. E José, enfim teve seu caminhão. Faltava a caçamba, mas isso dava para enjambrar. Saiu também a fazer vruummm, vruummm, pelo terreiro da casa. Depois do susto, era a realização de sonhos, sonhos natalinos dele, dos pais, da família. O reencontro da alegria que só o Natal faz.

E Fred, Joana e Jujuba? Bom, eles também se reencontraram com a alegria da brincadeira, dos inventos, e sentiram-se úteis e felizes. No dia seguinte, Fred já tinha sua caçamba feita de casca de ostra. Joana ganhou novo vestido feito pela mãe de Sara, todo florido! E Jujuba, ah, Jujuba agora roda mais forte que nunca! Ganhou uma nova corda reforçada e sai por aí rodando o mundo a partir do Panágua!”

* Escrito por Salvador Neto em 8 de dezembro de 2014, especial para a sétima mini antologia Letras da Confraria da Associação Confraria das Letras

Prefeito de Joinville (SC) nega saída do partido Novo

Diante de nota publicada por este colunista na edição da Folha Metropolitana que circulou esta semana na região norte de SC, onde fala sua possível troca de partido, o prefeito Adriano Silva, de Joinville, enviou nota de esclarecimento ao jornal, e não ao colunista. Também postou em suas redes sociais uma imagem de parte da coluna, sem o nome do jornalista, afirmando que a nota é uma “fake news”. O Palavra Livre existe há quase 15 anos, e sempre se pauta nas boas regras do jornalismo, e combate as fake news. Não produzimos mentiras aqui e em todos os lugares onde a coluna é publicada.

A informação que colocamos tem base em fontes muito próximas ao Prefeito, e foram analisadas e comparadas com recentes declarações dele a jornais de fora da sua cidade e estado. Cada vez mais bolsonarista, Adriano Silva busca se alinhar com parte do eleitorado joinvilense, majoritária por sinal, que apoia o atual Presidente da República. Aliás, Presidente este que ataca a imprensa com fake news todos os dias, divulga fake news sobre a vacina, sobre cloroquina, e outras de farto conhecimento público.

Adriano Silva pode negar, enviar nota de esclarecimento, que vamos publicar aqui, mas não deveria ter atacado a coluna e jornal tentando carimbar como veículos de informação falsa. Simplesmente porque ambos, colunista e jornal, tem história na comunicação, longevidade no jornalismo, e reputação suficiente para garantir o que publica. De nossa parte, Palavra Livre mantém a informação que deu, e causou tanta animosidade por parte do Prefeito. Aliás, ele passa recibo ao agir tão duramente a uma simples informação que poderia tão somente ser negada. O tempo vai dizer quem faz e divulga fake news. Nós não.

Em sua nota Adriano afirma não serem verdadeiras as especulações. Claro, são somente especulações, ainda. Negar especulação não é algo tão complexo. O resto da nota é perfumaria, não responde nada. Se ele respeita a diversidade de opiniões, deveria respeitar esta coluna e a opinião dela. De nossa parte, respeitamos a negativa do Prefeito, mas não a sua tentativa de desqualificação do jornalismo que praticamos há muitos anos. Esta prática é típica da tirania, algo que o atual Presidente da República tem disseminado e formado seguidores.

Segue a nota do Prefeito:

“Esclareço que não são verdadeiras as especulações sobre uma suposta mudança de partido. Quando decidi ingressar na vida pública, encontrei, no partido NOVO, o caminho para construir a nova política que tanto desejamos.

Uma das diretrizes do partido NOVO é a prática da liberdade com responsabilidade, isso inclui a diversidade de opiniões, sempre pautada no respeito ao próximo e em busca do bem comum.

Adriano Silva”

Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana – Julho/2

Adriano Silva fora do NOVO?
A coluna recebeu informações de que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), prepara saída para outro partido, que deve ser o PL do senador Jorginho Mello e do presidente da Câmara de Vereadores, Maurício Peixer. Pode até não ser agora, mas vai mudar. Peixer tem ligações históricas com o Laboratório Catarinense, com o pai do Prefeito, e deve tentar, mais uma vez, vaga na Assembleia Legislativa.

Prefeito de Joinville é o único eleito pelo Novo no país, e está cada vez mais próximo do bolsonarismo

Joinville cobra
Em baixa diante da falta de protagonismo estadual, perdendo espaços e força, Joinville finalmente foi cobrar, de forma unida, ações do Governo Carlos Moisés para a cidade. Política é também pressão, e a presença de todos os parlamentares cobrando do Secretário da Saúde, André Ribeiro, a insulina, vacinas, e também na Assembleia Legislativa para pedir apoio ao seu presidente Mauro de Nadal, para os pleitos da cidade, pode surtir efeito. Já não era sem tempo. Pelo menos a Câmara se mexeu.

Falta sinergia
Os joinvilenses, saudosos de prefeitos atuantes e fortes politicamente como Pedro Ivo, Luiz Henrique da Silveira, Freitag, Tebaldi, que sabiam articular junto a deputados, sofrem hoje até com falta de insulina. Nota-se também que há um abismo entre os vereadores e os deputados estaduais da cidade. A falta de sinergia e união é evidente. Trabalham cada um no seu quadrado, e o todo, Joinville, perde.

Covid-19
Interessante a iniciativa do vereador joinvilense, Cassiano Ucker (Cidadania), com o seu projeto de lei que pretende garantir à família o direito de identificar corpos de vítimas de pandemia, epidemia ou surtos. Hoje, quando uma pessoa morre vítima de Covid-19, os familiares não podem fazer a identificação do corpo, por conta do risco de contágio pela doença. O projeto obriga as funerárias a disponibilizar local seguro de identificação do corpo, para não gerar dúvida de que corpo que está sendo sepultado é do familiar.

No fundão do poço
Depois a classe política reclama da imagem que tem com o povão. Não tem como reclamar de nada, é só ver a vergonhosa armação para aprovar um salto triplo no Fundão Eleitoral, de quase R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, o que vai transformar as campanhas de 2022 como as mais caras da história. A imagem da classe política foi ao fundão do poço com essa aprovação. Mostram que não dão a mínima para a tragédia dos brasileiros com a Covid-19, desemprego, fome e falta de vacinas.

No fundão do poço 2
Dos 16 deputados catarinenses, apenas quatro votaram contra essa manobra do aumento do Fundão Eleitoral: Carmen Zanotto, Gilson Marques, Pedro Uczai e Rodrigo Coelho. Os deputados da região norte que votaram a favor da LDO com o Fundão foram Fabio Schiochet, Darci de Matos e Coronel Armando, enquanto Carlos Chiodini esteve ausente. Dos senadores, só Dario Berger foi contrário, enquanto Esperidião Amin e Jorginho Mello não estavam presentes. Até os filhos do presidente Bolsonaro votaram a favor dessa vergonha, e agora jogam vídeos em redes sociais para limpar a barra. Não vai dar não.

Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana – Julho/1

Protestos se ampliam

Diante do descalabro que tem sido a gestão de combate à Covid-19 pelo Governo Bolsonaro, que decidiu apostar em medicamentos sem ação efetiva e comprovada contra a doença em detrimento de correr atrás das vacinas como o resto do mundo – já são mais de 520 mil mortes – os protestos contra o Presidente avançam Brasil afora e aqui em SC não é diferente.

Queda na popularidade

O recorde de mortes na pandemia, o desemprego, e a falta de perspectivas para o brasileiro tem refletido nas pesquisas que mostram a queda da aprovação de Bolsonaro. E tem a CPI do Senado que vem mostrando outras situações de possível corrupção no Governo Federal. A oposição desgasta o Governo a pouco mais de um ano das eleições de 2022.

Reflexos em SC

Palco da última motociata de Bolsonaro em Chapecó, SC tem uma bancada federal quase toda abraçada ao Presidente, sem que isso represente algo de bom para o Estado. O senador Jorginho Mello (PL) e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), este que tem se assanhado para disputar majoritária no ano que vem, disputam o “noivado” com o Presidente. Com a queda de popularidade, será que continuarão tão defensores?

Validade de receitas

Avança na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 814/20 que estende o prazo de validade de receitas para medicamentos em situação de emergência pública, como a pandemia da Covid-19. Boa medida, evita que pessoas possam se contaminar ao ter que renovar receitas quando hoje já existe até a telemedicina. O PL tem participação do deputado federal joinvilense Coronel Armando (PSL).

Tucanos próximos

Na coluna passada citamos o PSDB e suas caravanas com a presidente do partido, deputada federal Geovânia de Sá, mas que não estavam voando pela região norte. Agora já se aproximam, já que estarão por Guaramirim, Massaranduba, Schroeder, Corupá, São Bento do Sul, nesta semana, informa a assessoria.

Turismo em Joinville, agora vai?

A turismóloga e consultora do Sebrae, Alessandra Koerich, esteve na cidade para apresentar o Case Ratones Rural, projeto implantado em Florianópolis. A iniciativa reuniu empreendedores do turismo rural e entidades do setor que lutam há muitos anos por melhorias e avanços no turismo. Joinville tem potencial interessante com saída para o mar, serra, área rural, mas ainda faltam investimentos e políticas públicas para alavancar o setor. A iniciativa partiu do vereador Henrique Deckmann (MDB).

Previdência dos Servidores

O governador Carlos Moisés (PSL) vai aproveitar o atual estado de amor mútuo com a Assembleia Legislativa de SC para aprovar uma nova Reforma da Previdência dos Servidores Estaduais. Após audiências e muitos debates, e protestos, deve conseguir aprovar a medida que promete economizar bilhões. Será? Em Joinville a reforma do prefeito Adriano Silva (Novo) aguarda a auditoria nas contas do Ipreville para continuar a tramitação na Câmara de Vereadores. Vai dar o que falar também.

Protagonismo

O prefeito Adriano Silva deve ter lido, e ouvido, muita coisa a respeito da maior cidade do Estado estar distante do protagonismo político de outros tempos. Resolveu dar uma passada em Secretarias do Governo do Estado para mostrar atividade. Joinville precisa de muita energia para conquistar o que lhe é de direito.

Vacinas A melhor vacina é aquela que está no seu braço. Desde a primeira vacina que tomamos desde a infância, nunca se quis saber de marca essa ou aquela. O importante era se proteger. Agora não é diferente. Chegou a sua vez, vacine-se e proteja a sua vida e dos seus familiares e amigos.

Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana Junho/2

Obras do Rio Mathias – Agora é com o Ministério Público

Sem pizza e com mais de 300 páginas chegou ao fim a CPI do Rio Mathias, a obra que afundou o centro de Joinville. Encabeça a lista de responsáveis o ex-prefeito Udo Döhler (MDB), e depois seus ex-secretários do seu governo como Miguel Bortolini e Romualdo França e Jalmei Duarte. Relatório é robusto, com documentação que deve embasar o trabalho dos Ministérios Público Estadual e Federal. Será que alguém vai devolver o prejuízo à sociedade joinvilense?

Parabéns à CPI

Meritório o trabalho desenvolvido pelos vereadores integrantes da CPI, Willian Tonezi (Patriota), Neto Petters (Novo), e os membros Claudio Aragão (MDB) e Luiz Carlos Sales (PTB), e o relator Diego Machado (PSDB), que produziu o relatório final com equilíbrio e seriedade. Afinal, é para isso que o povo elege seus representantes, para fiscalizar o Executivo.

Previdência

Bancada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), uma auditoria no Ipreville vai dizer quem tem razão, se o Governo Adriano Silva (Novo) e sua base na Câmara, ou os servidores que denunciam o projeto de Reforma da Previdência e o déficit alegado pelo Governo. O tempo da auditoria é curto, mas os resultados podem deixar imagens no chão.

Candidatíssimo

Carlos Moisés tem dado mostras de que pegou o gosto pela governança, e quer mais. Após sobreviver a dois processos de impedimento, o Governador desandou a correr SC. Leva recursos, entrega obras e anuncia que vai pagar acima de R$ 5 mil aos professores. E vem mais por aí. Atitudes de quem não quer ir para casa e aposentadoria de bombeiro militar.

MDB adia

Soou a voz da razão no velho Manda Brasa. Em reunião na segunda-feira (21/6), as prévias que aconteceriam em agosto, foram adiadas. Não há data para acontecerem, e talvez aconteçam somente no início de 2022. Com o partido dentro de postos chave no Governo Carlos Moisés, seria um suicídio político no momento.

Tucanos retomam voo

Após se aventurar no apoio à vice-governadora Daniela Reihner na tentativa de derrubar o governador do cargo, o ex-deputado Gelson Merisio (PSDB) procura retomar o espaço no ninho tucano rumo ao Governo de SC em 2022. Tem andado com a presidente do partido, a deputada Geovânia de Sá, em roteiros notadamente no sul do estado.

Sem voos no norte

Merisio precisa andar pelo norte do estado para afagar seus correligionários e organizar o time. Antes referência para as disputas majoritárias nos tempos de Marco Tebaldi e Paulo Bauer, hoje as coisas anda mornas na região.

Fora do circuito

Joinville está perdendo seu protagonismo estadual, antes tão presente com LHS, Tebaldi, Freitag, Pedro Ivo e outros. No tabuleiro para o Governo do Estado para o ano que vem, não se fala na cidade. A maior do Estado perdeu musculatura política, e o atual prefeito ainda não consegue ser protagonista para tanto. Enquanto isso, Jaraguá do Sul ocupa seu espaço.

OAB

A disputa na OAB/SC virou eleição comum. Tem até torcida e pedidos de votos de lideranças políticas para alguns advogados da lista. Pelo menos acabou a hipocrisia, porque sempre houve política também na busca por espaços no TJSC.

Só motociatas?

O presidente Bolsonaro virá a SC mais uma vez, para passear. Em plena campanha por reeleição, cria eventos que aglomeram e poe em risco a saúde da população com a Covid-19. E nada de novidades para obras novas, e mais dinheiro para o Estado.

Luto Perdi muitos amigos e amigas para a Covid-19. Sofri com a doença, sei como ela age e faz sofrer. Já perdemos 500 mil vidas para a doença por falta de ação correta do Governo Federal, negacionismos, erros graves. A coluna se solidariza com todos que perderam seus entes queridos. Ao chegar a sua vez, vacine-se. Sua vida vale muito.

Coluna Palavra Livre – Folha Metropolitana Junho/1

Governador descobre Joinville
Após, pela dor de dois processos de impeachment, aprender que na política é preciso fazer política, o governador Carlos Moisés (PSL) parece ter aprendido alguma coisa. Dias atrás descobriu que Joinville, a maior cidade do Estado, existe. O Bolshoi teve garantidos recursos importantes para continuar seu belo trabalho na dança e cultura, e foram garantidos recursos para o Eixo K, pedido da Acij.

Méritos
Carlos Moisés também entregou equipamentos para escolas da região e falou que somente no norte do estado está investindo um bilhão. Não deu detalhes exatos onde estão estes investimentos. Apesar do atraso, e de ainda serem tímidas as presenças do Governador na região, é preciso dar-lhe o mérito de uma boa administração. Pagou dívidas históricas, como na saúde, e saiu do casulo da Agronômica para governar. Que continue assim.

Movimentos pré-eleição 2022
A eleição do ano que vem já começou. O deputado estadual Kennedy Nunes foi para o PTB, dizem que para ser o candidato a senador ao lado do atual senador Jorginho Mello (PL) que tentará o Governo do Estado. Rodrigo Bornholdt (PSB), ex-vice Prefeito de Joinville quer voltar à cena e deve tentar vaga na Câmara Federal.

Foco na reeleição
Após a derrota na eleição a prefeito de Joinville, o jovem deputado estadual Fernando Krelling (MDB) está focado na meta de continuar na Assembleia Legislativa. Falando à coluna, Krelling disse que busca ajudar a cidade e tem falado com o Prefeito Adriano Silva (Novo).

Uma guerra desnecessária
Esta batalha entre o Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej) e a Prefeitura, leia-se Prefeito Adriano Silva (Novo) é desnecessária. A base do governo na Câmara trata os servidores como inimigos, quando são eles que mantém a cidade funcionando, principalmente na saúde e educação. Os novatos vereadores Alisson Júlio e Érico Pereira (Novo), William Tonezzi (Patriota), estão deslumbrados com o poder. Tudo passa. Até mandatos.

Voltou
Nesta batalha da Reforma da Previdência o Sinsej resgatou um personagem antigo da política partidária e sindical. Carlos Castro, ex-PT, Cidadania e da Comissão de Fábrica da Cipla (lembram?), está na articulação política do embate. Castro está no PSB hoje.

Dário se movimenta
O senador Dário Berger (MDB) resolveu agilizar sua movimentação junto aos convencionais do MDB pelo estado. Apostava no adiamento da convenção de agosto próximo, mas parece que não vai vingar. Na região norte não deve ter apoio de diretórios importantes como de Joinville. O deputado Fernando Krelling deve apoiar o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli na disputa pela indicação do partido ao Governo do Estado.

Fogo em São Chico
Não é incêndio florestal nem químico não. É político mesmo! Acusado de nepotismo e de apadrinhar aliados políticos, o secretário de Governo de São Francisco do Sul é alvo de denúncias por parte de opositores do Prefeito Godofredo. Deyvid Breis e José Roberto Budal fazem as denúncias e dizem que acionaram o MP para investigar.

O que diz Tufi
Por seu lado, Tufi Michreff, afirma que a denúncia não procede, não tem embasamento, e que é atacado pela dupla desde o início do Governo. O Secretário disse que já acionou a polícia e vai tomar as providências jurídicas e legais cabíveis ao caso. “Queriam cargos e outras coisas”, disse Tufi. Essa São Chico não é fácil.

** Por Salvador Neto

SC terá a segunda edição da Feira Virtual do Mel

A partir de 1º até 30 de junho vai acontecer a 2ª Feira Virtual do Mel de Santa Catarina. Mais uma vez, por conta da pandemia e em respeito a tantas perdas, os apicultores e meliponicultores do estado optaram pelo formato virtual da feira, que até 2019 aconteceu nas ruas do Centro de Florianópolis. O formato virtual permitiu ampliar as vendas para todas as cidades de Santa Catarina e demais estados brasileiros, mostrando a qualidade do nosso mel para todo o país.

Aproximadamente 20 produtores estarão com seus produtos à venda pelo site www.faasc.com.br/feiradomel, que estará no ar dia 1º de junho. São produtores de diversas regiões de Santa Catarina oferecendo mel e derivados.

Produtos que serão comercializados:
Balas
Bolachas de mel
Bolo de mel
Cera de abelha
Extrato de própolis
Favo de mel
Mel com certificação orgânica
Mel composto
Mel de diversas floradas
Mel de melato com certificação orgânica
Mel de melato de bracatinga
Pão de Mel
Pólen
Própolis
Vinagre de mel

A Feira é uma realização da FAASC (Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina), Epagri e Sebrae/SC. De acordo com o presidente da FAASC, Ivanir Cella o objetivo é aproximar o produtor do consumidor, divulgar o potencial, a qualidade e a diversificação do produto catarinense. “Com o site estamos estabelecendo novos mecanismos de comercialização do nosso mel, buscando o desenvolvimento territorial e agregando valor aos produtos. Assim também podemos expandir a feira do mel de Santa Catarina para consumidores de todo Brasil, que vai ter acesso aos melhores méis, todos com certificação”, diz Cella.

A plataforma não é um e-commerce, ela é para aproximar o consumidor do produtor. Através dela o comprador pode escolher um fornecedor para a sua cidade e entrar em contato diretamente com ele. A venda do mel será tabelada como todos os anos, porém os demais produtos são negociados junto ao produtor, assim como o frete.

A 1ª Feira Virtual do Mel de SC, realizada no ano passado, foi um sucesso, de acordo com o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Durieux da Cunha. “Foi um sucesso pela grande repercussão que teve o mel catarinense, que ganhou alcance nacional oportunizando a divulgação e muitos contatos comerciais aos feirantes. Durante um mês, a feira alcançou 13 mil pessoas e elevou as vendas dos expositores em 10%”, comemora Rodrigo. Devido a esse sucesso, organizadores e feirantes decidiram por manter a feira no formato virtual, mesmo quando ela já puder acontecer no formato presencial.

Preços tabelados:

Mel silvestre, de eucalipto e uva Japão
Pote de 1 kg: 30,00

Mel com certificação de orgânico
Pote de 1 kg: 35,00

  • com informações da Ascom do Evento

Epagri/Ciram lança novo site

site da Epagri/Ciram mudou. O novo visual e as novas funcionalidades foram apresentadas à imprensa, lideranças e sociedade em geral em evento on-line realizado nesta segunda-feira, 24 de maio. O produto tem cerca de 1 milhão de acessos ao mês. São pessoas à procura de informações confiáveis de previsão do tempo e monitoramento ambiental em Santa Catarina.

Site da Epagri/Ciram recebe em média 1 milhão de acessos aos mês

Ângelo Massignam, gerente da Epagri/Ciram, explicou que a novo site vem sendo desenvolvido há mais de um ano, num trabalho multidisciplinar realizado pelos profissionais da Epagri, uma empresa do governo de Santa Catarina. “Há alguns meses colocamos a nova versão no ar, o que nos permitiu testar e aprimorar as funcionalidades apresentadas neste evento”, detalha.

O Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca de do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, ressaltou que “quem não tem dado, não gerencia, quem não gerencia, não planeja”, destacando assim a importância das informações geradas pela Epagri/Ciram para o planejamento das propriedades rurais catarinenses.

Edilene Steinwandter, presidente da Epagri, declarou que as informações de previsão de tempo e clima publicadas no site representam o início de um processo. Isso porque, a partir do previsto para os próximos dias, os agricultores podem preparar suas propriedades com objetivo de mitigar os efeitos dos eventos meteorológicos previstos, como aconteceu no frio intenso de agosto de 2020 e com a estiagem que atinge principalmente a região Oeste atualmente.  

O Ciram é um dos centros de pesquisa da Epagri geradores de informações para a sociedade, no caso de recursos ambientais e de hidrometeorologia. Assim, o seu site se destinada a disponibilizar o maior número de informações ambientais possíveis, com celeridade e precisão.

Novidades

Rafael Canan, profissional do setor de tecnologia da informação da Epagri/Ciram e líder do projeto, apresentou as novidades no evento, destacando que o novo layout está alinhado aos portais virtuais do governo do Estado e da Epagri. Outra mudança que se percebe imediatamente é que o site se tornou responsivo, ou seja, seu formato adapta-se automaticamente quando visualizado em telas de dispositivos móveis, como celulares e tablets.

Agora, quem abre o site da Epagri/Ciram enxerga no topo os avisos meteorológicos, hidrológicos e marítimos, que estarão destacados com uma caixa vermelha quando estiverem ativados. Logo em seguida aparece a seção Soluções para a Sociedade, que reúne os produtos mais acessados pelos usuários.

A primeira aba dentro de Soluções é Agricultura, que reúne os produtos criados prioritariamente para esse público: AgroconnectApis on-lineZoneamentoCebolaNetBoletim da Maçã e Previsão de Geada. Este último passou por reformulações e agora apresenta a previsão de ocorrência do fenômeno para os próximos cinco dias e em três mapas: probabilidade média, máxima e mínima.

Tempo e clima

Ainda dentro do campo Soluções, o internauta pode acessar a aba Tempo e Clima, que reúne 16 itens com diversos boletins de previsão para Santa Catarina, atualizados diariamente. É possível ver a previsão por município, para os próximos cinco e dez dias em todo o Estado e a previsão por regiões, que se diferencia das outras por apresentar os dados em tabelas.

A aba Tempo e Clima traz ainda produtos que atendem à sociedade em geral e também à imprensa, como previsões em áudio em vídeo, recordes de frio e de calornotas meteorológicas e um campo em que o usuário pode calcular automaticamente índices de calor e sensação térmica.

Também podem ser visualizados em Tempo e Clima produtos de interesse mais específico para conhecedores de meteorologia, como é o caso da Previsão Modelo. A previsão de chuva, que consta dentro de previsão modelo, foi um dos primeiros produtos melhorados no site, devido à grande demanda, explica Rafael. “Ampliamos as imagens e melhoramos as cores para facilitar a visualização dos dados especializados”, descreve ele. Os mapas de chuva representam a previsão acumulada diária e para cinco dias.

Rios e litoral

Voltando à aba Soluções para Sociedade o usuário vai encontrar dois links com conteúdos importantes para o cotidiano de muitos catarinenses. No link Rios é possível acessar três produtos, entre eles a plataforma Rio on-line, que sistematiza os dados do monitoramento hidrológico realizado pela Epagri/Ciram.

No link Litoral estão reunidas informações para o público que pratica pesca e outras atividades náuticas, como a plataforma Litoral on-line, dados de marégrafostábuas de marés e previsão para o mar, entre outros. O item Previsão de Clorofila-a é o mais novo do link Litoral e fornece dados sobre a concentração de clorofila na água, o que permite, por exemplo, acompanhar o surgimento de concentrações de algas na costa catarinense.

Navegando pelo site da Epagri/Ciram o internauta vai encontrar ainda diversas outras informações que se destinam não só a prestar serviço à sociedade, como também dar transparência às atividades desenvolvidas pela equipe, como a quantidade de projetos em desenvolvimento, a média de dados ambientais coletados e o número de pontos monitorados por estações hidrometeorológicas.

Referência

Agora reformulado, o site da Epagri/Ciram continua sendo uma referência em informações seguras para a sociedade catarinense, comprovada pelos cerca de 1 milhão de acessos mensais. “Nos momentos de previsão ou de ocorrência de fenômenos meteorológicos intensos, como muita chuva ou neve, essa quantidade de acessos se eleva exponencialmente, o que demonstra a relevância dos serviços prestados”, finaliza Ângelo. O site já chegou a 190mil acessos em um único dia.

No evento, Leda Limas, diretora de jornalismo da TV Barriga Verde, afiliada da BAND em Santa Catarina, destacou a importância das informações oferecidas à imprensa pelo site da Epagri/Ciram. Ela lembrou que a emissora é usuária diária das informações em previsão do tempo, exibidas em dois telejornais.

Roseli Oliveira, presidente da Associação Catarinense de Meteorologia (Acmet), declarou na live que “o site da Epagri/Ciram nos mostra um processo sério de informação, gerando conhecimento baseado em dados confiáveis”. Para ela, o novo site segue contribuindo para a sociedade com seu diferencial de credibilidade e pela importância dos serviços prestados.

  • Com informações da Ascom/Epagri-Ciram