Colombo: quando vai começar a governar?

Professores em greve há 43 dias. Saúde ameaçando parar também por falta de respostas do Governo do Estado. Obras paralisadas e sem data para recomeçar. Joinville ainda esperando os R$ 40 milhões prometidos para obras de infraestrutura. E o Governador eleito com mais de 130 mil votos de diferença na maior cidade catarinense, onde anda? Segundo a mídia Colombo está no Oeste, governo itinerante. Itinerante? Paralisado, isso sim.

Enquanto o país corre atrás de produzir e se desenvolver, gerando empregos e renda, Santa Catarina parou após o final do Governo Luiz Henrique. Segundo o governador, tudo ficaria em stand by para economia dos cofres públicos. Economia onde, se até agora uma grande comitiva já foi à Europa e trouxe resultados pífios, e o colegiado viaja junto gastando combustível, diárias, etc por Santa Catarina? Quanto dinheiro vem sendo gasto com essa andança de ônibus com dezenas de assessores prá lá e prá cá? Alguém sabe?

Colombo se elegeu para a continuidade do governo Luiz Henrique, aprovado pela maioria da população catarinense. A bandeira da descentralização – com as regionais por toda Santa Catarina – que levou o governo mais próximo da população, levando-o a ser pressionado a dar resultados, está sendo solenemente ignorada por quem deveria no mínimo manter viva e forte a proposta.

O que espera Colombo com isso: será que é acabar com a descentralização? E o dinheiro que se diz não gasto, atrasando o desenvolvimento do estado, onde está? Até agora não se vê trabalho deste governo, e o prazo de paciência acabou. Afinal, ninguém é contratado com uma moratória de seis meses para ver se começa a trabalhar. Santa Catarina, e Joinville principalmente, pedem urgência de governo. Vamos trabalhar?

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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