UFSC – Inscrições abertas para o Processo Seletivo do primeiro semestre

As inscrições no processo seletivo para os candidatos às vagas dos cursos de graduação da UFSC para entrada no primeiro semestre de 2021 poderão ser realizadas até 4 de março.  A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na terça-feira, 26 de janeiro, o edital do Processo Seletivo não presencial.

Serão disponibilizadas 2.516 vagas, sendo que 1.801 serão preenchidas pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, 2018, 2019 ou 2020 e outras 715 vagas com utilização da nota de um dos cinco últimos vestibulares presenciais da UFSC (2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020).

As inscrições serão exclusivamente pela internet no endereço https://www.processoseletivo2021.ufsc.br, por pessoas que concluíram ou estejam em vias de concluir o Ensino Médio (curso de 2º Grau ou equivalente). A taxa de inscrição é de R$ 80,00.

No momento da inscrição, deve-se indicar o sistema de notas desejado (Enem ou Vestibular). Cada candidato terá direito a apenas uma inscrição e deverá optar por um sistema de notas. A Coperve disponibilizará uma ferramenta de suporte que permitirá ao candidato verificar qual o sistema de notas que melhor o atende: a nota no Vestibular escolhido ou analisar a nota do Enem.

Haverá dois quadros de vagas com todos os cursos de graduação, sendo que 70% delas serão preenchidas pelo critério de média do Enem (1.801 vagas) e 30% pela nota do Vestibular (715). Por exemplo: o curso de Administração (diurno) oferecido no campus de Florianópolis vai disponibilizar 35 vagas neste processo seletivo, das quais 25 são destinadas à seleção pelas médias do Enem e 10 vagas serão preenchidas pela nota do vestibular. A distribuição das vagas segue os critérios da Política de Ações Afirmativas da UFSC nos dois sistemas de notas, sendo metade para concorrência geral e a outra metade na modalidade de reserva de vagas (cotas) para estudantes de escolas públicas.

Enem

Para participar do processo seletivo usando a média do Enem, o candidato deverá ter participado efetivamente de pelo menos uma das quatro últimas edições do Enem (2017, 2018, 2019 ou 2020). Além disso, precisará ter no mínimo 200 pontos na disciplina de Redação e nota superior em 10% à nota mínima daquela edição do exame em cada uma das seguintes disciplinas: Ciências Humanas e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias; Linguagens e Códigos e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias. Quem fez o Enem como “treineiro” não poderá utilizar a nota para concorrer às vagas, conforme estabelecido nos respectivos editais do Inep.

Os candidatos que irão utilizar a média do Enem devem ficar atentos na hora de preencher os dados da inscrição. De acordo com o edital, “as notas das disciplinas do Enem serão recuperadas, a partir do CPF informado pelo candidato, na base de dados do Inep e serão confrontadas com as informações fornecidas pelo candidato no ato de inscrição”. A inscrição só será confirmada se os dados coincidirem.

Vestibular

Quem pretende concorrer usando nota de vestibular deverá ter participado efetivamente de pelo menos uma das edições do Vestibular da UFSC de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020. Neste caso há uma diferença em relação ao Enem: os candidatos por experiência do Vestibular de 2020, exclusivamente, poderão usar a nota daquele concurso para concorrer.

A nota final será composta de duas partes: o número de acertos das questões de múltipla escolha e outra parte baseada em nova correção das questões discursivas e da Redação, a ser realizada por banca examinadora composta para esta finalidade. Serão recorrigidas as redações e questões discursivas dos candidatos que alcançarem uma pontuação mínima (conforme tabela que acompanha o edital) nas disciplinas de Primeira Língua, Segunda Língua, Biologia, Matemática, Ciências Humanas e Sociais, Física e Química.

Datas

Junto com a abertura das inscrições, em 27 de janeiro, começa também o período para solicitar isenção no pagamento da taxa, que vai até 9 de fevereiro. A partir de 10 de março inicia o prazo de confirmação das informações de inscrição. Em 5 de abril, a Coperve pretende divulgar a confirmação da inscrição preliminar com as notas com as quais o candidato concorrerá às vagas do processo seletivo.

A confirmação da inscrição definitiva – com informações sobre o curso pretendido, o sistema de notas e as notas a serem utilizados na seleção – será publicada em 16 de abril. Essa confirmação de inscrição deverá ser guardada pelo candidato. Conforme o cronograma, o Boletim de Desempenho Individual Preliminar será publicado em 3 de maio e em 14 de maio o resultado final do concurso. Todos esses eventos terão publicidade no site https://www.processoseletivo2021.ufsc.br.

O processo seletivo não presencial é parte de um conjunto de modalidades de seleção aprovado pelo Conselho Universitário (CUn) em sessão realizada no dia 8 de dezembro de 2020. Após uma dedicada avaliação da questão, e na impossibilidade de realizar um vestibular presencial pelo agravamento da pandemia de Covid-19, o Conselho Universitário decidiu que o ingresso aos cursos de graduação da UFSC no ano letivo de 2021 deveria se dar através de um processo seletivo não presencial, do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de um vestibular presencial no início de segundo semestre de 2021, caso as condições sanitárias permitam.

Agenda

27 de janeiro – Início das Inscrições e do prazo para pagamento da taxa de inscrição
27 de janeiro a 9 de fevereiro – Período de solicitação de isenção total do pagamento da taxa de inscrição
22 de fevereiro – Resultado das solicitações de isenção
23 de fevereiro até 18h – Data para interposição de recursos quanto ao indeferimento da isenção
26 de fevereiro – Resposta de recursos quanto ao indeferimento da isenção
4 de março – Fim do período de Inscrições
5 de março – Último dia para Pagamento da taxa de inscrição
8 de março – Confirmação das Informações de Inscrição
15 de março – Prazo final de correção de dados da Inscrição
5 de abril – Confirmação de Inscrição Preliminar com Notas (contém as notas com as quais o candidato irá concorrer às vagas do processo seletivo)
16 de abril – Confirmação de Inscrição Definitiva com Notas
3 de maio – Boletim de Desempenho Individual Preliminar (resultado preliminar do processo seletivo contendo o conjunto total de notas do candidato).
14 de maio – Resultado Final

Confira todas as datas importantes e o Edital no site https://processoseletivo2021.ufsc.br/

Grande Reportagem Parte 2 – À espera de uma nova tragédia?

Ontem publicamos a parte 1 da grande reportagem produzida por Salvador Neto em fevereiro de 2020 (acesse aqui), e ao que parece, continua atualíssima. Nosso compromisso de publicação foi explicado aqui em post do editor. Tragédias anunciadas que se repetem, e a reportagem vem para chamar a atenção de autoridades públicas para o tema. Vidas seguem em jogo. Segue a parte 2, leia, comente, compartilhe com seus amigos, grupos, listas de transmissão, e apoie o jornalismo do Palavra Livre:

“À espera de uma nova tragédia? – Parte 2”

Áreas de Risco na Capital
Falta ação do poder público na prevenção dos desastres

O jornalismo acompanha há anos essa história de esquecimento das áreas de risco, só lembradas quando alguma tragédia ou alagamento que para a Capital acontece. Foi assim em 1995 quando choveu em um dia mais de 550 milímetros, quase cinco vezes mais do que o normal de chuvas na região. Durante quase três dias a cidade ficou paralisada, deslizamentos, pessoas sem abrigos, falta de energia elétrica. Em 2008 e 2011 novos fatos graves foram noticiados (seguem algumas matérias para exemplo – https://ndmais.com.br/noticias/areas-de-risco-em-morros-de-florianopolis-seguem-sem-solucao/ e https://ndmais.com.br/noticias/inspecao-federal-aponta-irregularidades-nas-obras-do-pac-do-macico-em-florianopolis/) inclusive com o deslizamento do Morro da Mariquinha e a morte de Claudete Ferreira. As reportagens mostram que a CGU apontava irregularidades nas obras do PAC do Maciço e pedia providências à Prefeitura e Caixa Econômica Federal. O relatório de 2017 apontava muros de contenções sem alicerces, obras sobrepostas e inacabadas entre as principais ocorrências. A Prefeitura de Florianópolis afirmava então que as obras do PAC do Maciço estavam “praticamente” finalizadas, que o município tinha saldo de R$ 5 milhões que só poderiam ser liberados mediante a contrapartida que desejam “baixar” para dar continuidade aos trabalhos. Questionada, a Prefeitura não respondeu sobre estas obras até o fechamento desta reportagem.

Questionamos também a Prefeitura sobre as áreas de risco e o que foi e está sendo feito para dar mais segurança às comunidades, áreas mais vulneráveis, monitoramento e condições de trabalho para a Defesa Civil. Segundo informações enviadas pelo Gabinete do Prefeito as áreas são: Saco Grande; Costeira do Pirajubaé, Maciço do Morro da Cruz; Comunidade Alto da Boa Vista – áreas de possíveis deslizamentos. E Rio Vermelho, Campeche, Rio Tavares, Ingleses – principais áreas com histórico de alagamentos. A resposta acerca da orientação para os moradores destas regiões é de que “em período de chuvas mais intensas, no que se refere à relação de quantidade x tempo (chuva), as pessoas em locais já consolidados de risco, não devem permanecer no local, ou seja, é perguntado se a família tem capacidade própria para o deslocamento a um local seguro ou necessita de auxilio para operar, tal medida”, destaca a nota da Prefeitura.

O diálogo constante com os moradores destas comunidades, algo cobrado pelas lideranças e que segundo elas não vem acontecendo há muito tempo, se confirma como importante nas explicações da Defesa Civil municipal. “Como consequência em áreas de alagamentos é determinante a avaliação in loco dos moradores, sobre a necessidade de saída da residência, pois os mesmos conhecem o ambiente melhor do que qualquer outra pessoa, profissional ou não…”. Sobre a política de prevenção as obras do PAC aparecem como importantes.

“A partir de 2008, foi desenvolvido um projeto de mapeamento iniciado no Maciço do Morro da cruz, no qual foram realizados diversas contenções, rede sanitária e abertura de acessos, resumidamente uma urbanização da área, permitindo uma redução significativa de ocorrências na Defesa Civil e em outros setores da Prefeitura”, destaca a nota. A política de prevenção fica apenas na catalogação as áreas de risco detectadas em “solicitações feitas por munícipes”, e que “conforme permite a capacidade financeira” são implementadas novas obras. A comunidade está à espera destas obras de manutenção há tempos.

Falta mais estrutura para a Defesa Civil e sistemas de alerta mais efetivos
Sobre a existência de algum sistema de alertas, a Prefeitura diz que existe um monitoramento permanente. “E quando a meteorologia detecta riscos, de eventos adversos sobre a região da Cidade de Florianópolis, se socializa em redes sociais e outros canais de comunicação a existência de previsões adversas, no intuito de preparar as pessoas na necessidade de se prevenir quanto a possíveis danos”.

Nestas situações a Defesa Civil Estadual e a Epagri atuam conjuntamente para socializar os alertas através de SMS, rede social, sites institucionais, imprensa e jornais. Não há nenhum sistema de alerta por sirenes, ou outro método. Questionamos também como deveria ser a ação do órgão para evitar futuras tragédias. Para a Defesa Civil, o trabalho continuo no mapeamento de áreas de risco, posteriormente na intervenção com obras e informações aos moradores, objetivando implementar uma cultura de prevenção, tanto no que é de responsabilidade pública e particular seria o ideal. E para garantir a prevenção, o que é preciso para avançar?

“Tudo o que foi citado na pergunta. Dinheiro, equipamentos, recursos de pessoal e algo determinante que é a transformação cultural nas pessoas, onde a consciência de buscar profissionais adequados para a construção de moradias, verificar locais adequados para se construir e quando possível primeiro preparar o local, no quesito segurança, para depois se transformar em moradia”. Mais uma vez fica claro que é preciso urgência na execução de uma política permanente de prevenção e diálogo permanente com as comunidades. O PAC do Maciço foi eficiente para dar mais qualidade de vida no Maciço. No projeto foram previstas construções de 438 habitações mapeadas pelas equipes técnicas que estavam em assentamentos precários e em áreas que necessitem de remoção habitacional, por alterações no sistema viário ou por estar inserida em uma área de risco. Nos dados que conseguimos acesso, já que a Prefeitura não retornou as nossas perguntas sobre a existência de política pública habitacional para a Capital, até junho de 2016 foram construídas 91, distribuídas de acordo com os contratos assinados pela PMF; outras 55 estavam aguardando início das obras e 292 seriam migradas para o Minha Casa Minha Vida, em conjuntos habitacionais que serão erguidos no maciço. Até o momento não se tem notícias de realocações das famílias. Muitas delas retornaram para as áreas de risco.

Legislativo omisso institucionalmente
O Poder Legislativo também tem grande responsabilidade sobre o que é ou não feito para promover melhor qualidade de vida em Florianópolis, e também a prevenção. Afinal é a caixa de ressonância daquilo que a população deseja e precisa. Mas não foi isso que vimos nas entrevistas com os moradores em situação de risco ou precariedade. Eles se sentem abandonados também pelos vereadores, com raras exceções. Cobram presença e diálogo – novamente. Solicitamos uma resposta institucional por parte da Câmara de Vereadores, mas o Poder Legislativo preferiu não emitir opinião institucional.

Via assessoria de comunicação, indicou dois vereadores para falar sobre o tema: Renato da Farmácia (PL) e Lino Peres (PT). O vereador Renato da Farmácia disse que já trabalhou fortemente nestas áreas, e que realmente a situação requer atenção urgente. Ele diz que a Câmara se preocupa sim, mas que é difícil conter e manter o risco baixo.  “Seria preciso uma força tarefa para cuidar e inibir problemas e conter avanço de invasões, ocupações e reduzir riscos. Se você andar lá todo dia, todo dia tem uma casa nova lá no Maciço”, declarou. Renato avalia que se deve recomeçar a discussão sobre as áreas de risco. “É uma tragédia anunciada, um problema muito sério”, finalizou.

O vereador Lino Peres (PT) é arquiteto e professor aposentado da UFSC. Trabalhou nas pesquisas de campo no Maciço, e cita para além dos casos de áreas alagadiças e o Maciço do Morro da Cruz, também área no Pantanal, a qual ele chama de Pantanal Alto, onde existem casas abandonadas há anos após deslizamentos. “E lá a terra continua a se movimentar também, é da geologia da região da Capital”, destaca Peres. Para ele a Câmara de Vereadores realmente tem sido omissa e às vezes contribuindo com o avanço indevido nas áreas de risco, já que se aprovam nomes para ruas que sequer tem qualquer infraestrutura, como drenagem, saneamento, iluminação, coleta de lixo.

“Já tivemos enxurrada de projetos de lei, cerca de 500 projetos somente para nominar ruas nestas situações. É preciso primeiramente ver a urbanização correta, para depois avançar”, relata o vereador petista. Segundo ele, a implementação das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) a partir de 2005 permitiram a ação do poder público sobre áreas como as do Maciço, mas é preciso ter vontade política e investir de fato nestas áreas. A Câmara de Vereadores precisa ter presença mais ativa no debate e na cobrança de ações urgentes para as áreas de risco, afirma Lino.

A Prefeitura de Florianópolis enviou em novembro de 2019 o Projeto de Lei Complementar 1.801/2019 que dispõe sobre atos infracionais contra a ordem urbanística, ou seja, mais fiscalização e aplicação de penalidades para construções irregulares, autos de infração e multas. O PLC iria à votação nesta semana (à época, fev/2020), sem pareceres das comissões, mas foi retirado de pauta pelo líder do Governo para correções. Esta iniciativa da Prefeitura deve ser uma resposta tardia à pressão do Ministério Público de Santa Catarina.

Em maio do ano passado (2019), o prefeito Gean Loureiro (DEM) assinou acordo com o MP se comprometendo a regularizar núcleos urbanos informais, cerca de 130 loteamentos irregulares implantados até 2016 que eram alvos de ações civis públicas e inquéritos civis do órgão fiscalizador. O Ministério Público afirma que talvez a maior dificuldade encontrada nos processos administrativos e judiciais que tramitam na 32ª Promotoria de Justiça em relação à tutela das áreas de preservação permanente, incluindo as áreas de risco, é a resistência do município de Florianópolis em adotar as providências que lhe são cabíveis para a gestão de seu território, das quais se destaca a intensificação das fiscalizações urbanística e ambiental.

O MP destaca ainda que o futuro da Capital, “que possui mais de 50% de seu território considerado como área ambientalmente sensível (área de preservação permanente ou algum outro tipo de classificação que limite a ocupação), se as coisas continuarem como estão, é trágico”. De acordo com o Código Florestal (Lei n. 12.651/12) também são consideradas como Áreas de Preservação Permanente as destinadas a conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha, desde que declaradas como de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo1. No Município de Florianópolis, essa mesma previsão se encontra estampada no art. 44, inciso I, do Plano Diretor de Urbanismo (Lei Complementar n. 482/2014), sendo que esse Plano criou áreas especiais de intervenção urbanística (tipos de zoneamento), das quais se destaca a, sobre o assunto, o zoneamento denominado Área de Risco Geológico (ARG) (art.125, inc. VI), cuja classificação detalhada está prevista nos artigos 134 a 136 do Plano Diretor, destaca o Ministério Público.

Segundo o MP, essas previsões são determinantes para compreender a responsabilidade dos gestores do Município de Florianópolis na gestão das áreas de risco desta Capital. “Nesse contexto é que as áreas de risco então podem ser consideradas de preservação permanente, a partir da interpretação das previsões contidas no art. 6º, I, do Código Florestal e dos artigos 125, VI, e 134 a 136 do Plano Diretor de Urbanismo de Florianópolis”. Via assessoria de comunicação, a Promotoria informa ainda que visando a proteção do meio ambiente em todos os seus aspectos, foram ajuizadas mais de ações 100 (cem) ações cíveis pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital desde o ano de 2017, abrangendo centenas de edificações irregulares, em muitos núcleos urbanos, consolidados ou não, norte da ilha.

O Ministério Público ressalta ainda que muita dessas ações tem como objeto específico a tutela das áreas de preservação permanente, inclusive as assim consideradas por serem classificadas como de risco. Quase todas as ações tem no polo passivo o Município de Florianópolis, que “deveria ser o maior gestor de seu território”. Ao mesmo tempo, no âmbito criminal, foram apresentadas quase 90 (noventa) denúncias relacionadas a crimes ambientais, muitas por conta de construções irregulares em áreas de preservação permanente, entre elas, diversas caracterizadas como as mencionadas áreas de risco. Além dessas providências judiciais que adotadas nos últimos anos para impedir as ocupações das encostas, tramitam administrativamente nesta 32ª Promotoria de Justiça mais de 100 (cem) investigações denominadas “Inquérito Civil Público”, cuja grande quantidade trata de ocupações irregulares em áreas ambientalmente sensíveis.

Para que se evitem tragédias como a que ceifou a vida de dona Claudete no Morro da Mariquinha, reduzam-se prejuízos materiais e econômicos para a vida da Capital, e a população residente nas áreas de risco permanente e expostas ao risco iminente como as mais de 20 comunidades do Maciço do Morro da Cruz, é preciso que a Prefeitura de Florianópolis, a Câmara de Vereadores e demais órgãos tomem providencias urgentes. Prevenção custa sete vezes menos que a reconstrução.

***

Aqui seguem informações do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina como serviço para a prevenção e ação diante de eventos e catástrofes:

ANTES*

– Avalie se sua casa, escola ou local de trabalho está em áreas de risco;

– verifique se há acúmulo de lixo e de materiais, como troncos e árvores que possam bloquear o curso de rios e riachos nas proximidades bem como bueiros nas ruas da vizinhança;

– mantenha limpos o telhado e canaletas de escoamento de água para evitar entupimentos;

– avise aos seus vizinhos sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco. Convença-os a adotarem coletivamente medidas preventivas, entrando em contato com a Defesa Civil para orientações;

– verifique quais estradas e rodovias são afetadas por inundações e escolha uma rota para evitá-las;

– estabeleça planos de comunicação com familiares e conhecidos para trocarem informações em caso de emergência;

*Em épocas de chuvas:*

– reúna um kit emergencial com alimentos, água potável, roupas, documentos e medicamentos, com fácil acesso;

– planeje um lugar seguro onde você e sua família possam se alojar em caso de inundação;

– desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica para evitar curtos circuitos nas tomadas;

– feche o registro de entrada de água;

– retire todo o lixo e leve para áreas não sujeitas a inundações;

– feche bem as portas e janelas;

– desligue a chave geral da energia elétrica de sua residência;

– se você tiver que deixar o local inundado, pegue seus pertences e não se esqueça de incluir os materiais de seu animal de estimação;

– mantenha eletrônicos essenciais, como telefone celular e rádio, carregados;

– coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido

*DURANTE O PROGRESSO DE INUNDAÇÃO*

– acompanhe junto ao noticiário local e a Defesa Civil as atualizações sobre a situação da inundação em progresso;

– não deixe crianças trancadas em casa sozinhas;

– busque áreas elevadas, não alagáveis, se você está em um local sujeito a alagamentos;

– siga as ordens de evacuação dos órgãos de Defesa Civil e fique atento às orientações;

– evite transitar por locais alagados. Nunca é seguro dirigir ou caminhar por áreas alagadas;

– seja proativo. Deixe o local com risco de inundação antes que isso não seja possível de ser realizado com segurança

*DEPOIS*

– continue acompanhando o noticiário local e as orientações da Defesa Civil sobre a situação;

– evite o contato com a água em áreas alagadas. A água pode estar contaminada, provocando doenças ou lesões, ou ainda esconder fios de energia elétrica que podem causar choques e problemas mais graves;

– evite áreas onde ocorreram desastres. Sua presença pode atrapalhar a atuação das equipes de emergência;

– aguarde em local seguro as orientações das equipes de socorro, que determinarão quando o local poderá ser reocupado. As informações são gerais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina – Câmara Técnica de Busca e Resgate em Inundações e Enxurradas, que faz parte da Coordenadoria de Força-Tarefa do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

  • reportagem produzida por Salvador Neto em fev/2020, todos os direitos reservados.
  • Agradecimentos especiais a todas as lideranças que tiveram extrema paciência ao aguardar a publicação da reportagem que tanto esperavam para fevereiro de 2020 e que não ocorreu. Agora ela está aqui disponível.

Telemedicina – Pesquisadores catarinenses desenvolvem sistema para consultas médicas a distância

Imagine pegar o seu celular, clicar em um aplicativo e começar uma transmissão online com um médico. Isso parecia algo improvável há alguns meses, mas a pandemia causada pelo novo coronavírus levou o setor da saúde a buscar soluções para evitar a contaminação. Além de proteger as pessoas, o uso da tecnologia pode ampliar a oferta de serviços e ainda reduzir custos.

É o que defende uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que desenvolve um sistema de teleatendimento para a rede pública de saúde. Todos os municípios catarinenses poderão contar com a plataforma, que tem previsão de ser finalizada até novembro deste ano. O projeto foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), que destinou R$ 97 mil para o grupo. O desenvolvimento do sistema deveria durar um ano, mas os pesquisadores vão antecipar a conclusão para disponibilizar a plataforma o quanto antes para a Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo o professor Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, do Departamento de Ciência da Informação da UFSC e coordenador do projeto, a proposta pode melhorar significativamente os níveis de saúde dos pacientes, além de dar mais agilidade no atendimento. “Imagine pessoas que estão em condição enferma em casa, doentes tendo que sair de casa, muitas vezes tendo que pegar conduções públicas. Nesse momento nem está tendo condução para chegar de fato ao local que está dando assistência à saúde. Imagine conseguir fazer a consulta de casa”, explica o professor.

Santa Catarina já é destaque no país no desenvolvimento de tecnologias para a saúde, mas não havia um sistema semelhante porque a legislação não permitia. Até então os gestores públicos não imaginavam uma crise mundial sanitária e a necessidade de atendimento remoto. A pandemia causada pelo novo coronavírus veio mudar esse cenário. Um projeto de lei federal já foi aprovado e sancionado, permitindo as consultas a distância durante o período da pandemia, cenário que poderá ser mantido com regulamentação específica.  

O professor Douglas reforça que o sistema de teleatendimento desenvolvido na UFSC não é só uma videoconferência como se tem visto no mercado. Há um rigoroso trabalho para garantir a privacidade dos profissionais de saúde e dos pacientes, além da geração de dados para abastecer os prontuários eletrônicos e garantir acesso às informações durante o tratamento. “Há toda uma tarefa de gestão até esse paciente chegar numa sala virtual em que o médico esteja esperando ele”, destaca.

Essa gestão inclui a criação de um fluxo para que a pessoa receba a informação sobre a consulta, saiba como acessar a sala virtual e tenha todo o atendimento necessário, o que não exclui a consulta presencial. Pelo contrário, o sistema de teleatendimento será um complemento ao serviço já disponível, ampliando as ferramentas de acompanhamento do paciente.

O projeto coordenado pelo professor Douglas se propõe a pensar tudo isso de forma segura e dentro dos procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde e na realidade da saúde pública catarinense e do país. Mas para que o sistema faça parte do dia a dia dos profissionais e dos pacientes, vai passar por validações técnicas além de aprovação dos governos, que serão os responsáveis pela gestão da plataforma. “Nosso projeto é completamente focado na rede pública. Quem vai avaliar essa viabilidade e de fato fazer a oferta são o Estado e os municípios. Na nossa avaliação, isso implicaria numa melhora significativa nos níveis de saúde para os pacientes”, defende.

O projeto-piloto deve estar pronto em setembro, quando passará por melhorias. Já em outubro serão feitas as validações para entregar ao Estado em novembro, na metade do prazo inicial que seria de um ano. “É uma meta muito ousada. Mas a gente precisa responder isso para a sociedade. É muito importante que isso seja feito dessa forma”, destaca o professor.

Telemedicina já desenvolvida no Estado

Não é a primeira vez que a tecnologia é uma aliada da rede de saúde em Santa Catarina. O Estado já conta com um robusto sistema de telediagnóstico responsável hoje por mais de 80 mil exames por mês. A rede começou a ser desenvolvida em 2004 para reduzir o transporte de pacientes dos pequenos municípios para as grandes cidades para fazer desde exames simples até os mais complexos.

De lá para cá, a rede foi se expandindo e hoje está presente em todos os 295 municípios catarinenses. Conta com 650 instituições de saúde conectadas, desde unidades básicas até hospitais de alta complexidade. São aproximadamente 35 mil profissionais da saúde operando o sistema. Com essa integração foi possível realizar 9,5 milhões de exames desde 2005.

Segundo o coordenador do Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) da UFSC, o professor Aldo von Wangenheim, só foi possível desenvolver essa rede tecnológica pela parceria da universidade com o Governo do Estado. “Hoje o STT é provavelmente a maior rede de telemedicina que existe no hemisfério sul. Nós realizamos em média 80 mil exames por mês. São 80 mil pacientes que deixam de pegar a estrada para fazer um exame, para serem atendidos, para ter um resultado. Isso é uma revolução na saúde do Estado”, destaca.

Além da parceria com a Secretaria Estadual da Saúde, o projeto contou com apoio da Fapesc para desenvolvimento de pontos específicos da plataforma. Um exemplo foi a teledermatologia, que permitiu a realização a distância de exames dermatológicos. Essa parte do projeto foi aprovada no Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), também da fundação e que está agora com inscrições abertas até 5 de outubro.

Já em operação, o serviço de teledermatologia está disponível em 300 pontos espalhados por todo o Estado, o que colaborou para reduzir o tempo de espera de exame dermatológicos de seis meses para 72 horas. “Com isso, uma quantidade enorme de filas de pessoas que estavam esperando pelo atendimento médico se eliminou. É impensável hoje você imaginar o Estado de Santa Catarina sem a telemedicina”, confirma o professor Aldo.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o uso da tecnologia, da ciência e da inovação sempre fez parte das ações relacionadas à saúde, desde os equipamentos para exames até estruturas para realização de cirurgias, por exemplo. “O teleatendimento é mais uma aplicação da tecnologia na área da saúde, onde o profissional especializado numa das áreas da medicina pode atender diversos casos em várias regiões, reduzindo tempo e custo. A Fapesc é apoiadora de estudos ligados à telemedicina desde seus primeiros projetos no Estado de Santa Catarina e continuaremos na vanguarda”, reforça.

Já a gerente de Ciência e Pesquisa da Fapesc, Deborah Bernett, destaca o quanto o projeto do STT é um exemplo de sucesso em pesquisa com resultados aplicados diretamente na sociedade. “O projeto está subdividido em diferentes etapas e metas que se estendem a atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em tecnologias móveis distribuídas na área da saúde, todas apoiadas pela fundação em programas de apoio específicos” comenta.

Live sobre as novas tecnologias

O coordenador do projeto do teleatendimento, o professor Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, participará junto com o professor Aldo von Wangenheim de uma live para falar sobre os projetos de teleatendimento e telemedicina. A transmissão contará com a participação do presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen, junto com a gerente de Ciência e Pesquisa, Deborah Bernett.

Quem quiser acompanhar, basta acessar na próxima quinta-feira, 10, às 17h, o canal do YouTube da Fapesc ou a página do Facebook.

  • com informações da Ascom/Fapesc

Coronavírus – Vacina da pólio será testada para o Covid-19 em SC

Um grupo de médicos e professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário de Florianópolis pretende avaliar o uso da vacina contra poliomielite para prevenção e redução dos sintomas da Covid-19. Os testes começam já em junho com 300 profissionais da saúde da Grande Florianópolis. Até agora, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) é a única financiadora do projeto ao destinar quase R$ 100 mil via edital de fomento.

Segundo o coordenador do estudo, o médico e professor Edison Fedrizzi, o objetivo é encontrar uma solução emergencial para a doença, já que uma vacina específica para a Covid-19 pode demorar mais de um ano para ser desenvolvida. A ideia inicial da equipe foi mapear entre as imunizações já conhecidas alguma que pudesse ajudar no combate à doença. “Nessa avaliação, o que nós observamos é que há vacinas no mercado que podem nos dar proteção por certo tempo, criando uma barreira protetora nas vias respiratórias”, explica.

Entre as vacinas encontradas com esse perfil estão a BCG, a do sarampo e a da poliomielite. Todas têm em comum o uso de micro-organismos vivos, de forma atenuada, para que o corpo possa reagir e criar imunidade. Estudos com a BCG já foram registrados nos Estados Unidos para avaliar o impacto contra o novo coronavírus e a Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza testes com a do sarampo. Mas, conforme Fedrizzi, ainda não há nenhuma pesquisa em andamento envolvendo a imunização contra a poliomielite.

Como funciona a pesquisa
Os profissionais da saúde foram escolhidos como público-alvo nesta primeira fase por causa da exposição do grupo à contaminação. Inicialmente, serão acompanhados 300 voluntários. Metade receberá a vacina e a outra, um placebo. A partir daí, cada um deles será testado periodicamente para saber quem pegou a doença e como foram os sintomas. Para isso, serão realizados dois tipos de testes: o rápido para confirmar a contaminação e o sorológico para saber se houve produção de anticorpos.

Os trabalhos serão realizados no Centro de Pesquisa do Hospital Universitário de Florianópolis e devem se estender ao longo de 2020. Mas a expectativa é divulgar os primeiros dados em três ou quatro meses.  Já em seis meses será possível ter um resultado final.

Segundo Fedrizzi, o objetivo agora é confirmar se a vacina será capaz de garantir imunidade inata, prevenindo a contaminação contra a Covid-19 pelo período de quatro a 10 semanas após a imunização. Em seguida, teria o efeito de estimular a produção de anticorpos, capazes de reduzir os sintomas da doença. “Por enquanto, são hipóteses muito bem embasadas. Agora vem a verificação”, esclarece o médico.

Financiamento
O estudo contará com quase R$ 100 mil aprovados em edital de combate à Covid-19, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). Na mesma chamada, foram selecionados outros quatro projetos envolvendo a ativação de um novo laboratório para realização de testes na Serra catarinense, a criação de um teste rápido com resultados mais seguros, o desenvolvimento de um sistema de telemedicina e o mapeamento do genoma do vírus e a propagação em Santa Catarina, totalizando quase R$ 500 mil em investimento.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o Governo do Estado tem direcionado um grande esforço no enfrentamento à Covid-19, especialmente em ações ligadas à Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). “A fundação tem buscado no ecossistema de CTI propostas capazes de auxiliar nesse momento difícil. Temos desafiado pesquisadores e empreendedores e, sem surpresa, temos recebido excelentes propostas”, explica.

O resultado do edital 06/2020 da Fapesc para pesquisas no combate à pandemia e seus efeitos pode ser conferido diretamente no site da fundação www.fapesc.sc.gov.br. Lá também estão disponíveis as empresas selecionadas na chamada pública 07/2020 com soluções de aplicação imediata contra o novo coronavírus.

Coronavírus – Estudo da UFSC aponta risco em flexibilização de isolamento

Um grupo formado por engenheiros e matemáticos da Universidade Federal de Santa Catarina (campi de Florianópolis, Blumenau e Joinville) e da Univille de Joinville, e pelo professor Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, preparou uma análise técnico-científica, encaminhada nesta sexta-feira, 10 de abril ao reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar. O estudo aponta uma significativa expansão recente da Covid-19 no estado de Santa Catarina.

“Esses dados só confirmam e reforçam a seriedade e responsabilidade das medidas que estamos adotando.  Fiquem em casa”, reforçou o reitor da UFSC. Os dados serão encaminhados ainda nesta data ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Os especialistas trabalharam com modelagem matemática e usaram os dados reais da infecção que está acontecendo em Santa Catarina, no Brasil e no resto do mundo. Os dados demonstram que, como provável consequência da retomada parcial das atividades no estado durante as últimas duas semanas, é possível observar, desde a quinta feira dia 1° de abril (ver gráficos abaixo), um aumento muito significativo e imprevisto no número de casos positivos para Coronavírus, que deverá continuar durante os próximos dias e semanas.

Da mesma forma, “o número registrado de óbitos por Covid-19 mais do que triplicou no nosso estado durante a última semana (passou de 5 para 18), mostrando que não é fácil evitar um desenlace trágico na evolução de muitos pacientes”.

A conclusão dos cientistas é que, em nenhum país até agora foi observada uma taxa de óbito da população geral inferior a 0,7%. “Nem nos países com a melhor tecnologia de diagnóstico e controle de espalhamento da infecção; isto representaria um número mínimo de mais de 1,4 milhão de mortes no país e mais de 50 mil mortes no estado de Santa Catarina”.

Portanto, escreve Bruna-Romero, “não existe qualquer justificativa científica para a flexibilização de medidas de isolamento social restrito (quarentena total) mantido até o controle da pandemia”.

>> Leia, na íntegra, o estudo encaminhado ao reitor da UFSC

Cenários

Os gráficos gerados a partir dos dados oficiais mostram que, até o dia 1° de abril, havia um efetivo “achatamento” da curva dos números de infectados.

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No entanto, após essa data, observa-se um aumento cada vez menos controlado dos casos. “Após o relaxamento do isolamento social (coincidindo com a ‘janela de infecção-patologia’ da Covid-19, ou seja o tempo desde que o vírus entra até que os sinais e sintomas aparecem) esse ‘achatamento’ desapareceu e a curva retomou uma tendência exponencial de crescimento, como pode ser observado a seguir”.

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‘Verticalidade Exponencial’

A nova curva, concluem os cientistas, “está atingindo as características (verticalidade exponencial) de países com altíssimo crescimento do numero de casos, como são a Itália ou os Estados Unidos (ver a seguir), e mostrando também que, ainda dentro do nosso país, temos no estado algumas das cidades com maior aumento do numero de casos”.

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Tendência

A mesma tendência da curva é observada também no cenário nacional. “Acreditamos que possa ser consequência de algum pronunciamento a respeito do relaxamento da quarentena proferido por alguma autoridade nacional entre os dias 24-26 de março (5-7 dias antes do efeito observado, como corresponde com a janela infecção-patologia da Covid-19)”.

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As conclusões do documento apontam que “a situação está longe de ser controlada”. O grupo reforça que “não existe qualquer justificativa científica para a flexibilização de medidas de isolamento social estrito (quarentena total) mantido até o controle da pandemia”.

“De posse destes dados, somente podemos concluir que está acontecendo uma aceleração descontrolada da curva epidêmica, e que a flexibilização da quarentena, sem a possibilidade de identificação dos infectados pela falta de testes diagnósticos, levará de forma irremediável à subsequente infecção de milhares de pessoas, e à convergência quase imediata com as terríveis taxas de contágio e morte associadas que estão sendo observadas em outros países do mundo”.

A indicação do professor Bruna-Romero é que haja “teste exaustivo de todos os possíveis indivíduos infectados e seus contatos próximos, somente permitindo uma liberação gradual e controlada de indivíduos curados ou que não representem riscos, após ter alcançado essa massiva capacidade diagnóstica”.

** com informações da Ascom/UFSC

UFSC abre inscrições para o vestibular no dia 16 de setembro

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), divulgou  o Edital 05/Coperve/2014, referente ao Concurso Vestibular UFSC/2015, para a ocupação das vagas dos seus cursos presenciais de graduação.

O quadro geral de vagas indica que serão oferecidas 6.511 vagas, distribuídas em 98 opções de cursos, nos cinco campi da instituição, localizados nas cidades de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville. A novidade deste ano é o desmembramento do curso de Engenharias, no campus de Joinville, em oito diferentes cursos: Engenharia Aeroespacial, Engenharia Automotiva, Engenharia de Infraestrutura, Engenharia de Transportes e Logística, Engenharia Ferroviária e Metroviária, Engenharia Mecatrônica, Engenharia Naval e Bacharelado Interdisciplinar em Mobilidade. As inscrições  poderão ser feitas a partir de 16 de setembro a 15 de outubro, exclusivamente pela internet, no endereço www.vestibular2015.ufsc.br.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 105, exceto para os cursos de Licenciatura e para o curso de Pedagogia, cuja taxa é de R$ 52,50. O candidato que desejar utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012, 2013 ou 2014 e/ou concorrer às vagas destinadas à Política de Ações Afirmativas (PAA/UFSC) deverá fazer sua opção no Requerimento de Inscrição.

De acordo com as resoluções nº 41/2014 e 22/2014, do Conselho Universitário e da Câmara de Graduação da UFSC, respectivamente, serão reservadas 37,5 % das vagas de cada curso/turno a candidatos que cursaram o ensino médio em escolas públicas (Lei 12.711/2012); 10% das vagas de cada curso/turno a candidatos autodeclarados negros que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas e 16 vagas suplementares a candidatos autodeclarados indígenas. Os candidatos optantes pela PAA também concorrerão às vagas da classificação geral.

Isenção do pagamento da taxa de inscrição
Os candidatos ao Concurso Vestibular UFSC/2015 poderão requerer isenção total do pagamento da taxa de inscrição via CadÚnico (Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007) ou nos termos da Lei n. 12.799, de 10 de abril de 2013.

Para solicitar isenção deste pagamento o candidato deverá acessar o site www.vestibular2015.ufsc.br/isencao no período de 16 de setembro a 6 de outubro, preencher o formulário específico para essa finalidade e observar os requisitos e procedimentos requeridos para cada uma dessas modalidades de isenção, conforme o Edital.

De acordo com as resoluções nº 41/2014 e 22/2014, do Conselho Universitário e da Câmara de Graduação da UFSC, respectivamente, serão reservadas 37,5 % das vagas de cada curso/turno a candidatos que cursaram o ensino médio em escolas públicas (Lei 12.711/2012); 10% das vagas de cada curso/turno a candidatos autodeclarados negros que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas e 16 vagas suplementares a candidatos autodeclarados indígenas.

Os candidatos optantes pela PAA também concorrerão às vagas da classificação geral. As provas do Vestibular UFSC/2015 serão realizadas nos dias 13, 14 e 15 de dezembro de 2014, com início, impreterivelmente, às 14h e duração de quatro horas, em 23 cidades do Estado de Santa Catarina: Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Brusque, Caçador, Balneário Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Miguel do Oeste e Tubarão.

Os candidatos que optarem por realizar as provas em Florianópolis serão distribuídos nos municípios da Grande Florianópolis (Florianópolis, Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São José). Essa distribuição, dependendo de espaço físico, será realizada de acordo com o Código de Endereçamento Postal (CEP) indicado no Requerimento de Inscrição.

Mais informações no site do concurso (www.vestibular2015.ufsc.br), pelo e-mail Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. ou pelo telefone da Coperve (48) 3721-9200.

Educação: UFSC oferece graduação gratuita em administração pública

brasao_UFSC_vertical_siglaEstão abertas até o dia 17 de junho as inscrições para o processo seletivo do curso de Administração Pública oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no pólo de Joinville da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A graduação ocorre à distância, com encontros presenciais, em uma parceria entre a instituição e a secretária de Educação de Joinville.

Segundo a coordenadora interina, Roberta Sellmer Pereira, o curso tem quatro anos de duração e um cronograma de aulas presenciais que é divulgado a cada semestre pela UFSC. A faculdade é totalmente gratuita. “Vale lembrar que o diploma final é da UFSC, em um dos curso a distância mais prestigiados da instituição”, comenta.

O público alvo é formado por quem concluiu o ensino médio e demonstre interesse pela área ou pela continuidade dos estudos. O curso possibilita a aplicação de conhecimentos em Administração em órgãos do governo, ONGs, fundações com políticas de responsabilidade social, concessionárias de serviços públicos e organizações internacionais.

De acordo com Roberta, a primeira turma em Administração Pública do pólo de Joinville se forma este ano, com 23 novos profissionais qualificados. A UAB também tem turmas de Matemática, Pedagogia e de especialização em gestão da saúde e gestão pública. O objetivo do projeto é oferecer cursos superiores em diferentes áreas e estabelecer um amplo sistema nacional de educação superior à distância.

Há 35 vagas disponíveis. O link para o edital do processo seletivo pode ser acessado em http://www.vestibular2013ead.ufsc.br/. Mais informações no site polouabjoinville.blogspot.com, ou na rua Luiz Niemeyer, 54, no Centro, telefone (47) 3445-2839.

Joinville sedia Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes

Acontece entre os dias 28 de outubro a 01 de novembro, no Centro de Convenções do Hotel Bourbon, em Joinville (SC), o XXVI ANPET – Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes. O evento, realizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conta com o apoio das principais universidades do país e incluirá em seu temário aspectos técnicos, gerenciais, políticos, ambientais, econômicos e sociais relativos a todas as modalidades de transporte.

O XXVI ANPET deverá reunir aproximadamente 400 participantes e nele serão apresentados e discutidos mais de 250 artigos técnicos e científicos relativos a transportes. O Congresso abrigará também Workshops, Minicursos e Conferências que irão discutir os avanços tecnológicos e científicos do setor.

Está será a primeira vez que o Congresso da ANPET será realizado fora de uma capital brasileira. Segundo o Presidente da Comissão Organizadora, Acires Dias, diretor geral da UFSC Joinville, a cidade foi escolhida porque concentra o setor de produção e escoamento do estado. É um referencial para buscar alternativas de mobilidade e tem condição geográfica para o evento.

Objetivo
O Congresso permitirá a discussão de temas de grande interesse para os profissionais que atuam no setor, possibilitando que todas as esferas ligadas às atividades de transportes, seja acadêmica, científica, profissional, governamental ou privada, possam apresentar seus problemas e soluções, discuti-las e refletir sobre possíveis ações num ambiente cooperativo e instrutivo.

O XXVI ANPET espera contribuir para o aprimoramento científico e tecnológico de todas as modalidades de transportes e para a adoção de políticas que atuem como fatores de desenvolvimento e inclusão social para o Brasil, e em particular para a Santa Catarina. O Congresso promove a congregação da comunidade técnico-científica do setor de Transportes e tem como objetivos, dentre outros:

  • Fomentar a transferência de tecnologia gerada nos centros de pesquisa para o setor produtivo por meio de incentivos à participação de interlocutores extra-acadêmicos no evento e pela inclusão de atividades que possibilitem ocasiões para essa transferência de tecnologia;
  • Fortalecer a presença da ANPET, das Instituições de Pesquisa e Ensino em Transportes e do setor produtivo do País na definição e execução das políticas e dos programas setoriais regionais e federais;
  • Ampliar a discussão sobre atividades e ações no setor de transporte que envolvam a participação conjunta de pesquisadores, acadêmicos, profissionais, gestores públicos e setor produtivo fomentando a constituição de redes cooperativas para o desenvolvimento conjunto de pesquisas;
  • Permitir a troca de experiências entre pesquisadores de instituições de pesquisa dedicadas ao tema transportes, contribuindo para o avanço quantitativo e qualitativo da pesquisa em transportes no país;
  • Melhorar a qualidade e o rigor científico dos trabalhos apresentados, contribuindo assim para o avanço quantitativo e qualitativo da pesquisa em transportes no país.

Público-alvo

Pesquisadores, professores e alunos de pós-graduação e graduação da área de transportes do Brasil e do exterior. Autoridades, dirigentes, técnicos e especialistas de órgãos e empresas do governo, nos níveis federal, estadual e municipal. Membros de associações e entidades e profissionais de empresas que atuam na área de transporte, energia e infraestrutura, concessionárias de rodovias, portos e aeroportos; empresas de transporte de carga e de passageiros; empresas de consultoria; empresas de construção de sinalização e outras.

Programação

28 DE OUTUBRO DE 2012 – DOMINGO
Credenciamento (a partir das 16h)
Solenidade de abertura/Lançamento da Revista ANTT
Coquetel (20:30h)
29 DE OUTUBRO DE 2012 – SEGUNDA-FEIRA
Reunião: Sociedade Brasileira de Planejamento em Transportes
Reunião Diretoria ANPET /
Minicursos, Seminários, Mesas Redondas, Workshops e Painéis
Lançamento do livro: Polos Geradores de Viagens Orientados à Qualidade de Vida e Ambiental (Hall interno)
Entrega de Prêmios: Concurso De Monografia CBTU
30 DE OUTUBRO DE 2012  – TERÇA-FEIRA
Minicursos, Seminários, Mesas Redondas, Workshops e Painéis
Sessões Técnicas
Jantar de Confraternização
31 DE OUTUBRO DE 2012 – QUARTA-FEIRA
Minicursos, Seminários, Mesas Redondas, Workshops e Painéis
Sessões Técnicas
Sessão Solene de Encerramento
01 DE NOVEMBRO DE 2012 – QUINTA-FEIRA
Visitas Técnicas

 

Vestibular: UFSC e Secretaria de Educação SC lançam cursinho preparatório

A Universidade Federal de Santa Catarina, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, e a Secretaria de Estado da Educação, lançam oficialmente o Edital de inscrições para o Pré-vestibular da UFSC/SED. A proposta do projeto é oferecer gratuitamente cursinho preparatório para o vestibular a estudantes da rede pública de ensino, auxiliando, desta forma, o acesso ao ensino superior.

Serão oferecidas 3.200 vagas, distribuídas em 29 cidades do Estado. De acordo com a reitora em exercício, Lúcia Helena Pacheco, o curso Pré-Vestibular adquiriu uma proporção bastante significativa na comunidade catarinense. “Para os estudantes, essa é uma oportunidade excelente de aprendizagem. Para a UFSC, o curso é importante porque aumenta a abrangência da inclusão social e também da permanência na universidade, uma vez que esses alunos conseguem trabalhar no Pré-Vestibular os conteúdos que serão necessários também para a graduação”, explica Lúcia Pacheco.

A iniciativa é voltada para jovens que tenham concluído ou estejam cursando o terceiro ano do Ensino Médio exclusivamente em escola pública; e para quem não esteja cursando nem tenha concluído curso superior. Também é necessário ter disponibilidade para frequentar o curso de 2ª a 6ª feira, no respectivo horário de aula da unidade do Pré-vestibular escolhida pelo candidato. Há uma equipe técnica preparada para fazer a seleção dos inscritos, analisando a situação socioeconômica e o desempenho escolar por meio do histórico.

“Queremos contribuir com o ingresso dos nossos alunos no ensino superior e, com dedicação, muito estudo e auxílio do cursinho, com certeza teremos bons resultados e muitos estudantes da rede pública na universidade no ano que vem”, comenta o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps. Para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o site oficial do projeto  (www.prevestibular.ufsc.br) ou o da SED (www.sed.sc.gov.br), ler o Edital e preencher o formulário. As inscrições ficam abertas até o dia 13 de julho. As aulas iniciam em 13 de agosto, indo até dezembro, véspera dos vestibulares.

Sedes do Pré-vestibular:

  • Araranguá: EEB de Araranguá;
  • Balneário Camboriú: EEB Presidente João Goulart;
  • Biguaçu: EEM Profª Maria da Glória Viríssimo de Faria;
  • Blumenau: EEB Pedro II;
  • Brusque: EEB Feliciano Pires;
  • Caçador: EEB Paulo Schieffler;
  • Canoinhas: EEB Almirante Barroso;
  • Chapecó: EEB Bom Pastor;
  • Concórdia: EEB Prof° Olavo Cecco Rigon;
  • Criciúma: EEB Sebastião Toledo dos Santos;
  • Curitibanos: EEB Casimiro de Abreu;
  • Florianópolis: Campus da UFSC e Instituto Estadual de Educação;
  • Imbituba: EEM Eng° Annes Gualberto;
  • Itajaí: EEB Dep. Nilton Kucker;
  • Jaraguá do Sul: EEB Roland Harold Dornbusch;
  • Joaçaba: EEB Celso Ramos;
  • Joinville: EEB Dr. Tufi Dippe;
  • Lages: EEB de Lages;
  • Laguna: EEM Almirante Lamego;
  • Mafra: EEB Barão de Antonina;
  • Navegantes: EEB Julia Miranda de Souza;
  • Palhoça: EEB Gov. Ivo Silveira;
  • Rio do Sul: EEB Paulo Zimmermann;
  • Santo Amaro da Imperatriz: EEB Nereu Ramos;
  • São Bento do Sul: EEM Roberto Granti;
  • São José: EEB Profª Maria José Barbosa Vieira;
  • São Miguel do Oeste: EEB São Miguel;
  • Tubarão: EEM Dite Freitas;
  • Xanxerê: EEB Pres. Artur da Costa e Silva.

    Dentre os documentos necessários, estão:
    Fotocópia do histórico escolar do Ensino Médio;
    Declaração da escola caso esteja cursando o 3º ano. A declaração deverá ser apresentada com o histórico escolar da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio;
    Fotocópia do RG e do CPF;
    Comprovante de residência;
    Comprovante de aluguel ou financiamento da casa própria;
    Comprovante de renda dos responsáveis pelo sustento familiar;
    Imposto de Renda dos responsáveis (não é necessário caso seja isento).

    Locais de entrega da documentação:

O envelope contendo o Comprovante do Requerimento de Inscrição e a documentação comprobatória devem ser encaminhados para o Pré-vestibular da UFSC até o dia 13 de julho de 2012, através de um dos seguintes meios:

  • Via correios por SEDEX ou carta registrada com Aviso de Recebimento (AR) para “Pré-vestibular da UFSC – Solicitação de Inscrição”, 2º andar do prédio da Reitoria, Campus Universitário, Bairro Trindade, CEP 88040-900, Florianópolis/SC;
  • Pessoalmente, no período de 11 a 13 de julho de 2012 nas Escolas Públicas de Santa Catarina (listadas abaixo), entregando o envelope para o diretor da escola (ou pessoa por ele designada).

Mais informações

Site: www.prevestibular.ufsc.br

Site: www.sed.sc.gov.br

Fone: (48) 3721-8319

Mobilidade Urbana é tema de evento da Câmara dos Deputados na maior cidade catarinense

Quando se fala em Mobilidade Urbana, a Universidade Federal de Santa Catarina – campus Joinville – é referência no assunto com o curso de Engenharia da Mobilidade. Pensando nisso, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados (CDU) promove na cidade o 2º Seminário sobre Mobilidade Urbana, etapa preparatória para a XIII Conferência das Cidades que será realizada em Brasília, no final do ano.

Apenas cinco cidades irão receber a CDU para debater sobre o tema – Fortaleza (CE) foi a primeira. Joinville representará a região Sul e é a única cidade que receberá o evento sem ser a capital de seu estado. O Município foi defendido pelo deputado federal Mauro Mariani (PMDB/SC), vice-presidente da Comissão, responsável, também, por coordenar a etapa Sul dos seminários. Integra também a CDU o deputado joinvilense Marco Tebaldi (PSDB/SC).

“Um dos maiores desafios dos gestores municipais é a questão do trânsito, e em Joinville não é diferente. Queremos trazer a CDU para a cidade e proporcionar aos estudantes este debate, trocar experiências com técnicos e pessoas que há anos trabalham buscando soluções para a mobilidade urbana. Realizar o Seminário dentro do campus da UFSC vai enriquecer ainda mais o debate”, observa Mauro Mariani.

O Seminário de Mobilidade Urbana acontece no dia 25 de maio (sexta-feira), a partir das 8h30, no auditório da UFSC Joinville – Rua Presidente Prudente de Moraes, 406, Santo Antônio. O evento é aberto ao público. Veja os palestrantes:

Os palestrantes:

– Visão Geral Mobilidade Urbana – Professor Acires Dias – Diretor Geral da UFSC Joinville, Centro de Engenharia da Mobilidade Urbana;

– Tarifa Transporte Público como Política Pública – Professora Eliana Bittencourt – Consultora do Laboratório de Transportes e Logística da UFSC;

– Desoneração da Tarifa de Transporte Público – Antônio Lauro Valdivia – Assessor Técnico NTC & Logística, e Marcos Bicalho dos Santos – Diretor Administrativo e Institucional da NTU;

– Políticas Nacionais de Mobilidade Urbana – Idivar Parsinato – Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Ministério das Cidades);

– Custos dos Diversos Modais – Fernando Araldi – Analista de Infraestrutura da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Ministério das Cidades.