Semana do Lixo Zero começou no sábado (1/11) e vai até dia 9/11 em Joinville (SC)

Com mais de 30 eventos simultâneos em diversos locais da cidade, a Semana Lixo Zero Joinville inicia neste sábado (1º/11) e as atividades do projeto seguem até o dia 9.

Como um convite à reflexão sobre a produção excessiva de resíduos, o evento é realizado pelo Instituto Lixo Zero e cria alternativas dinâmicas de conscientização sobre a gestão do lixo.

Segundo Arthur Racantti, um dos organizadores do evento, a iniciativa pretende trazer a conscientização sobre o lixo para a população joinvilense.

“A gestão do lixo é uma ação individual, mas que exige um trabalho em conjunto para gerar resultados positivos, pois o processo começa dentro de casa e está presente no dia a dia”, explica Arthur.

A abertura oficial do evento teve a data antecipada para terça-feira passada (28), antes da partida do JEC contra o Bragantino, na Arena Joinville.

A programação é voltada para todas as idades, como o passeio ciclístico, que incentiva o transporte não poluente na cidade das bicicletas e será realizado no domingo (2/11), com saída às 9 horas do estacionamento do Centreventos Cau Hansen. O passeio é aberto ao público, com inscrições feitas na hora, e os participantes concorrem no sorteio de uma bicicleta.

Entre as atividades promovidas durante a semana, serão realizadas intervenções urbanas, palestras, workshops, debates, limpeza dos parques, coleta seletiva e ainda o 1º Congresso Nacional da Juventude Lixo Zero, para integrar e conscientizar a comunidade.

A ação conta com o apoio e a participação de cerca de 50 empresas patrocinadoras, além de organizações públicas, como a Prefeitura de Joinville e o Núcleo de Educação Ambiental, que estará no estande “Destine Consciente: Seja Inteligente, Separe Corretamente”, e irá distribuir sacolas ecológicas e repassar informações sobre a separação correta do lixo e ações para minimizar a produção de resíduos.

Conscientização em níveis nacional e internacional
A Semana do Lixo Zero é iniciativa do Instituto Lixo Zero Brasil, organização civil e sem fins lucrativos que faz parte do Zero Waste International Alliance.

Com sede em Florianópolis, o instituto foi fundado em 2010 com o objetivo de disseminar o conceito de lixo zero e articular programas de conscientização nas empresas, destacando a importância da certificação, reestruturação e controle sobre o lixo que elas produzem.

Confira a programação no link http://semanalixozerojoinville.com.br/.

Lixo gerado pelos portos poderia proporcionar renda de até R$ 6 milhões

PalavraLivre-portos-transatlanticos-lixo-reciclagem-rendaO lixo gerado pela atividade portuária brasileira poderia significar um retorno de até R$ 6 milhões para os terminais do país. Hoje, ao contrário, os operadores gastam para se livrar dos detritos acumulados nas proximidades dos portos cerca de R$ 300 por tonelada — valor seis vezes superior à despesa com o trabalho de retirada do lixo nas cidades.

“Isso é aumento do custo Brasil. O que também tem reflexos na competitividade dos nossos produtos”, alerta Marcos Freitas, coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), ligado à Coppe-UFRJ. Em conjunto com outras 16 universidades, a instituição acaba de concluir o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes, que apresenta soluções para a melhoria da eficiência da gestão do lixo em 22 terminais do país.

Elaborado por meio de um contrato de R$ 16 milhões, firmado em 2012 com a Secretaria dos Portos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o trabalho contou com a participação de aproximadamente 280 pesquisadores do país que imergiram na realidade portuária brasileira e do exterior para fazer um diagnóstico da situação dos resíduos produzidos em cada um dos terminais do país.

A conclusão a que eles chegaram é que os portos podem não apenas tornar mais eficiente o tratamento do lixo e ganhar dinheiro com a reciclagem, como até mesmo produzir energia para consumo próprio a partir dele. “Há momentos em que o porto do Rio, por exemplo, tem oito transatlânticos parados ao mesmo tempo. O que eles consomem é como se houvesse uma termelétrica de 80 MWh ligada só para isso”, calcula Freitas.

Atualmente, para atender à demanda, os portos geram energia utilizando diesel ou bunker, um óleo mais pesado que provoca grande acréscimo na poluição das cidades, além de produção de gases de efeito estufa. “Em alguns portos, como o de Paranaguá, podemos aproveitar os resíduos sólidos para a produção de biodiesel e instalar uma termelétrica de pequeno porte para atender o terminal”, exemplifica.

Segundo Freitas, os portos apresentam também boas condições para geração de outras formas de energia limpa, como a solar. Além disso, com uma gestão ambiental mais eficiente, podem economizar ainda outros recursos naturais, como a água. “Os terminais apresentam uma área de telhados extensa, o que torna possível o aproveitamento da água da chuva”, ressalta o especialista.

As conclusões do programa foram compiladas pelo Ivig em manuais de boas práticas para cada um dos portos pesquisados. Uma segunda fase do projeto, que implicará em um novo contrato de R$ 17 milhões com a Secretaria de Portos (SEP), prevê a transformação dessas ações em projetos básicos, para atrair investimentos privados.

“Haverá a participação da iniciativa privada em portos grandes, em que há bons negócios. Em outros, menores, serão feitos investimentos públicos em parceria com as prefeituras”, afirma o diretor do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária da SEP, Antonio Mauricio Ferreira Netto. Em uma terceira etapa, segundo ele, o programa será estendido aos 15 portos restantes no país que não foram incluídos inicialmente.

Da primeira etapa, participaram os terminais do Rio e Itaguaí (RJ), Fortaleza, Natal, Recife, Suape, Cabedelo (PB), Maceió; Vila do Conde e Belém/PA; Itaqui/MA; Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus/BA; Vitória/ES; São Sebastião e Santos/SP; São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba/SC; Paranaguá/PR e Rio Grande/RS. Juntos, eles geraram, aproximadamente, 5,3 mil toneladas de material reciclável (metal, papel e plástico).

O Programa constatou que apenas dois portos – Itajaí e Recife – não precisam construir ou adequar uma área para destinação de resíduos porque já a possuem. Em relação aos efluentes sanitários, o Ivig concluiu que 17 dos 22 portos estudados necessitam buscar soluções, como a implantação de redes de coleta de esgoto.

Do Brasil Econômico

Conferência Regional do Meio Ambiente em Joinville define 20 propostas voltadas à área de resíduos sólidos

DSCF4258Com foco na Política Nacional de Resíduos Sólidos, aconteceu em Joinville, nesta quarta-feira, 24, a 4ª Conferência Regional do Meio Ambiente. Treze municípios do Nordeste do Estado discutiram e aprovaram 20 propostas voltadas ao manejo de materiais descartados e elegeram a delegação que levará as sugestões para a etapa estadual do evento.

Escolhidas por representantes do poder público, sociedade civil e setor empresarial, as ações têm relação com quatro eixos debatidos: produção e consumos sustentáveis, redução dos impactos ambientais, educação ambiental e geração de emprego e renda.

No próximo mês, em Florianópolis, ocorre a 4ª Conferência Regional do Meio Ambiente, onde serão apresentadas as iniciativas de todas as regiões de Santa Catarina. As delegações irão sugerir vinte medidas para compor um único documento, que será exposto na conferência nacional, programada para acontecer em outubro, na Capital Federal.

As deliberações decorrentes do encontro formarão o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Entre outras ações, devem constar no plano alternativas de prevenção e redução na geração de resíduos sólidos e práticas de consumo sustentável e instrumentos de incentivo ao hábito da reciclagem e da reutilização dos materiais.

Realizada na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Joinville, a Conferência Regional do Meio Ambiente reuniu representantes das cidades de Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder.

Da SDR Joinville – Ass. Imprensa

Trabalhadoras de reciclagem da Vigorelli em Joinville (SC) passam dificuldades

Cerca de dez trabalhadoras do Galpão Vigorelli, unidade de separação e reciclagem de lixo da região da Vigorelli, em Joinville, estão passando por dificuldades. O espaço, aberto para estes serviços no início do ano, agora não recebe mais o material da coleta seletiva da Ambiental. Segundo as mulheres, o líder do grupo foi embora com todos os recicláveis que haviam sido separados durante todo o mês de março.

Este material seria vendido e, em seguida, o lucro deveria ser repartido entre todos. O esquema de pagamento funciona bem em todas as Associações de Recicladores, mas neste caso, há oito dias, as trabalhadoras foram surpreendidas com o galpão praticamente vazio. Conhecido como “Márcio”, o líder que desapareceu chegou a ser procurado, mas sem sucesso.

Por conta deste impasse, as mulheres que até então tinham serviço de sobra, agora estão sem condições de trabalho. A Ambiental não envia mais caminhões ao local e o grupo, que tem família para sustentar, precisa lutar para sobreviver.

Recentemente, este galpão foi incluído no Projeto Coleta de Embalagens Metalizadas, por isso, a equipe da Ong Impacto Social visitou o local na manhã desta segunda-feira (9/04) e viu de perto a situação. “Tem mulheres que estão catando papel de bala para ganhar centavos por um quilo, com isso podem levar leite pra casa, pois muitas delas têm criança de colo”, conta a presidente da Ong, Sandra Regina Sievert.

A maior preocupação destas trabalhadoras agora é com a continuidade do trabalho. Elas não sabem se a Ambiental vai voltar a enviar caminhões com os recicláveis. De acordo com o supervisor do setor de Limpeza Pública da Seinfra, Fábio Elling, a situação citada já é conhecida e as mulheres foram orientadas a limpar primeiro o terreno para em seguida voltar a receber o material de separação.

“Recebíamos muitas reclamações de vizinhos por causa do lixo acumulado, por isso a entrega dos recicláveis foi suspensa”, conta ele. A orientação da Seinfra é o grupo efetuar a limpeza da área, pois ainda tem muito lixo orgânico, e procurar o setor de Geração e Renda da Secretaria de Assistência Social: “A Secretaria pode auxiliar na legalização, pois este galpão não tem estatuto, nem nada”, argumenta Fábio.

Para reduzir as dificuldades, medidas paliativas já estão sendo feitas. Procurado pela Ong Impacto Social, o Rotary Clube Leste está se mobilizando e ajudando com alimentos. Um casal do bairro João Costa, Leonor Pedro e Olinda Hammes, também se sensibilizou com a situação e deverá entregar na tarde desta segunda-feira caixas de leite e outros insumos. Se você também quiser ajudar, pode entrar em contato com o telefone (47) 8449 8733, que é o telefone celular da Ong Impacto Social.

Da ONG Impacto Social – Leandro Schmitz

Casa Sustentável é referência em inovação no Amazontech

Foi construída em 15 dias uma casa sustentável que possui 44 metros quadrados. A base é feita de concreto leve, uma tecnologia que utiliza isopor reciclável. O projeto inovador tem o apoio do Inova Tocantins executado pelo governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência e Tecnologia e o Sebrae-Tocantins.

José Almi Pereira é catador há cinco anos e faz parte da Associação de Reciclagem de Palmas. Durante a visita ao Amazontech ele explicou que as pessoas não colaboram com o seu trabalho de separar o lixo. “Nós ajudamos a limpar o meio ambiente, chegamos às casas e orientamos as pessoas, mas eles acabam misturando alimentos com os materiais reciclados e isso dificulta o nosso trabalho”, relatou seu José.

E o que muita gente não sabe é que o lixo pode ser transformado em construção por exemplo. Prova disso, é a empresa Eletro Rural que está no Amazontech. Ela desenvolveu uma estrutura de Painel Modular de Fechamento Pré-Moldado em concreto leve, uma tecnologia que utiliza isopor triturado no processo de industrialização dessas estruturas.

“O isopor é matéria-prima na nossa indústria e por isso temos parceria com a Associação de Catadores para fornecimento de isopor. Esse é o grande diferencial do nosso projeto, pois substituímos em 100% a utilização da brita pelo isopor reciclável triturado”, informa o economista Harry Hamming, coordenador do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação daempresa Eletro Rural, sediada em Porto Nacional.

A empresa garante que a estrutura funciona com a mesma sustentabilidade e gera uma economia de 10% e um ganho de 50% em relação ao prazo de construção que pode chegar até 48 horas.

De acordo com Harry, o edital Inova Tocantins, resultado da parceria entre Sebrae-TO, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Governo do Estado por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia possibilitou que o produto fosse testado. O programa oferece financiamento para projetos de inovação com taxas baixas.

No Amazontech os visitantes poderão conhecer de perto a Casa Sustentável construída com concreto leve. A casa possui 44 metros quadrados e foi construída em 15 dias. A previsão é que em janeiro de 2012 a Eletro Rural tenha instalações em Palmas.

O Girassol

Apenas 8% dos municípios fazem a coleta seletiva de lixo

Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O destino adequado do lixo é um problema que afeta a maioria das cidades – apenas 8% dos 5.565 municípios adotam programas de coleta seletiva.

Os dados são de um estudo realizado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem e mantida por empresas privadas.

O Brasil tem hoje uma Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Considerada uma vitória do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, o projeto tramitou por 20 anos no Congresso Nacional.

“Nós entramos no circuito porque a primeira lei sequer citava os catadores”, explica Severino Lima Junior, da coordenação nacional do movimento. Segundo ele, a lei é uma das melhores da América Latina .”Hoje a gente tem dados mostrando que 90% do material reciclado passou pela mão de um catador, seja ele de cooperativa ou de rua e lixões.”

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro, diz que a aprovação da lei foi o resultado de uma grande mobilização de todos os setores envolvidos: a sociedade, o setor produtivo, o governo e os catadores. “A demora da tramitação foi necessária para a adequação de todos os interesses destes setores, do próprio mercado, para atender as exigências, e dos governos, para entender a importância de uma política para os resíduos sólidos.”

A partir do segundo semestre de 2012 os brasileiros poderão ter regras fixas e determinadas pelo governo federal para o descarte adequado de produtos como eletroeletrônicos, remédios, embalagens, resíduos e embalagens de óleos lubrificantes e lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista .

Pela lei, os governos municipais e estaduais têm dois anos de prazo para a elaboração de um plano de resíduos sólidos .

Agência Brasil