Alunos da Udesc Joinville em intercâmbios

Conforme a Coordenação de Mobilidade Acadêmica, da Udesc Joinville, cerca de 15 alunos do centro estão realizando intercâmbio atualmente e outros 15 já tiveram a viagem aprovada e aguardam para embarcar.

A maioria dos acadêmicos viaja por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal, e outros pelo Programa de Mobilidade Estudantil (Prome), da Udesc. Entre os destinos mais escolhidos estão Canadá, Austrália, Espanha, Portugal, Holanda, Irlanda e Reino Unido, mas há também os que optam por lugares como Finlândia e até China.

Wagner de Campos Galuppo, de 25 anos, aluno de Engenharia Mecânica da Udesc Joinville, foi um dos que já vivenciaram o intercâmbio. No ano passado Wagner passou seis meses na University of Calgary, no Canadá, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras e recebeu todo o apoio da Udesc.

Segundo o estudante, que nunca havia viajado para fora do país, a experiência não poderia ter sido melhor. A ida para Calgary foi com o intuito de participar de pesquisas científicas em laboratório, mas de acordo com o estudante, o aprendizado foi bem maior.

“A bagagem cultural adquirida foi um marco definitivo no meu modo de agir e pensar. Quanto à minha vida acadêmica, surgiram novas oportunidades e novos caminhos a seguir”, conclui. Para os acadêmicos interessados realizar um intercâmbio, Wagner aconselha: “Se fosse possível todos os estudante deveriam ir”.

Mais informações sobre Mobilidade Acadêmica podem ser obtidas no site http://www.joinville.udesc.br/portal/ensino/mobilidade.php.

Seminário aborda intercâmbios na Austrália

Na próxima segunda-feira, 26, será realizado na Udesc Joinville o Seminário Ciência sem Fronteiras e a Austrália. O seminário será ministrado pela diretora do Latino Australia Education Porto Alegre, Debora Machado, sobre a assessoria gratuita oferecida pela organização.

Ela falará aos participantes sobre o país com maior número de estudantes internacionais em educação superior e um dos mais educados do mundo, além de tirar dúvidas dos alunos que desejam realizar intercâmbio em uma das oito universidades da Austrália que possuem convênio com o governo brasileiro.

Além de conhecer as oportunidades e orientações para estudar no exterior, os acadêmicos também concorrerão a um guia da Austrália. O evento será às 10h30 no auditório do Bloco F.

Ciência sem Fronteiras
Ciência sem Fronteiras é um programa que incentiva o intercâmbio e a mobilidade internacional entre os estudantes brasileiros. A partir do terceiro semestre do curso de ensino superior, seja em instituição pública ou privada, o aluno pode se inscrever para estudar em uma das diversas instituições de ensino, programas de intercâmbio e institutos de pesquisa ao redor do mundo.

O estudante recebe passagens gratuitas de ida e volta, e recursos mensais para se manter no país escolhido, além de auxílio-instalação e auxílio-saúde. Para complementar os estudos na instituição de origem, os acadêmicos devem optar por disciplinas relacionadas ao seu curso e que tenham equivalência com as oferecidas pelas universidades brasileiras.

Atualmente, seis alunos da Udesc Joinville estão estudando no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras e mais seis acabam de ser contemplados. Canadá, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Inglaterra são alguns dos países escolhidos pelos estudantes para realizar o intercâmbio. O setor de mobilidade acadêmica da universidade incentiva e orienta esses alunos. “Auxiliamos principalmente com relação à documentação necessária para viajar e se manter no exterior”, explica o professor, Jacimar Nahorny.

Jacimar lembra ainda que novas chamadas para intercâmbios pelo programa brasileiro já estão abertas. Todas as informações estão disponíveis no site www.cienciasemfronteiras.gov.br.

O Ciência sem Fronteiras é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.

Além disso, o programa busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. “O governo investe nos estudantes porque tem um retorno na formação dos profissionais retornarão ao Brasil”, explica Nahorny.

Governo anuncia 100 mil bolsas de estudos para intercâmbio no exterior

Cem mil estudantes terão oportunidade de fazer intercâmbio em faculdades do exterior custeados pelo programa “Ciência Sem Fronteira”, divulgado nesta terça-feira (26) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

O programa vai custear bolsas de estudos nas principais universidades fora do Brasil, desde a graduação ao pós-doutorado, e priorizará cursos nas ciências exatas, como Engenharia e áreas tecnológicas. Segundo Mercadante, o objetivo principal é atrair jovens talentos e pesquisadores altamente qualificados para trabalhar no país.

Para a presidenta, a prioridade em selecionar estudandes de ciências exatas não significa que a área de humanidades tenha sua importância diminuída. Segundo ela, o Brasil precisa se reequilibrar para atender ao mercado, que carece de profissionais de ciências exatas.

Os estudantes contemplados vão ser escolhidos a partir do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), além dos que atingirem nota superior a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Poderão ser computados ainda outros requisitos, como prêmios em olimpíadas de matemática.

“A ideia do programa é criar ações orientadas pelo mérito, garantindo que o país possa continuar, aqui dentro, gerando reconhecimento e avanço tecnológico”, afirmou Dilma, pontuando que os critérios não excluirão as camadas mais humildes da população. “Nós vamos formar a base de pensamento educacional do país”, ressaltou.

Da Rede Brasil Atual