Confira fotos do ano novo em diversas cidades do país

Cem mil fogos de artifício e 6 mil bombas multicoloridas encerraram o ano de 2013 e abriram 2014 na maior cidade do Brasil. O espetáculo pirotécnico em São Paulo durou 14 minutos e foi acompanhado por uma multidão que participa a festa de Réveillon na avenida Paulista, onde acontece a 17 edição da festa.

 

Este ano, o evento homenageia os 460 anos da capital paulista, comemorados no próximo dia 25. Durante a queima de fogos, imagens da cidade foram estampadas em um telão do palco onde se apresentam, desde as 19h50, mais de dez artistas. Já se apresentaram nomes como NXZero, Sampa Crew, Paulo Ricardo, Supla, Toquinho, Marcelo Bonfá e a dupla Fernando e Sorocaba, além de Dom Paulinho, Lucy Alves e Sam Alves, os três, participantes (e Sam, o ganhador) do reality show musical The Voice Brasil.

 

A lista de nomes da festa traz ainda Maurício Gasperini, Max de Castro e Simoninha, com o Baile do Simonal. O encerramento será com apresentação da escola de samba Mocidade Alegre, campeã do Carnaval paulistano de 2013.

Confira as fotos clicando aqui.

ONU está preocupada que avanço de milicianos cause “banho de sangue” no Sudão do Sul

As Nações Unidas (ONU) manifestaram hoje (29) preocupação com um possível “banho de sangue” no Sudão do Sul diante de relato do avanço de milhares de milicianos armados em direção à capital do país.

O porta-voz da missão da ONU no Sudão do Sul, Joseph Contreras, disse que é “extremamente preocupante” as notícias de que um grande número de jovens armados pode estar se preparando para avançar para a capital. “Eles deslocam-se há algum tempo, com a possível intenção de atacar outras comunidades”, disse.

Segundo Contreras, os jovens milicianos são aliados do ex-vice presidente Riek Machar, o líder ‘de fato’ de rebeldes que combatem o governo sul-sudanês. Até 25 mil jovens combatentes podem ter sido recrutados por Machar na tribo Nuer, do estado de Jonglei (Leste) e estão a cerca de 110 quilômetros da capital Bor.

O porta-voz dos rebeldes, Moses Ruai Lat, não negou a presença de forças hostis ao governo naquele estado, contudo, afirmou que não se trata de elementos da tribo Nuer, mas de soldados do exército que decidiram se rebelar contra o governo.

Sem informar números, o porta-voz da missão da ONU confirmou a presença de homens armados a cerca de 50 quilômetros a nordeste de Bor, com base em voos de reconhecimento da missão.

O porta-voz apelou às partes que têm influência sobre os grupos armados que os convençam a suspender imediatamente o seu avanço para evitar mais um “banho de sangue”. A ameaça de um ataque ocorre no momento em que países da África Oriental estabeleceram prazo até terça-feira para pararem todos os combates e iniciarem conversações de paz.

O presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o líder dos rebeldes deram o seu acordo de princípio ao diálogo, mas não marcaram data. Riek Machar exige que Salva Kiir abandone o poder e recusa qualquer cessar-fogo até que os seus aliados sejam libertados.

Segundo o porta-voz do governo, Michael Makuei, o Executivo só está disposto a libertar oito dos onze detidos apenas depois de Machar aceitar um cessar-fogo e iniciar negociações. A violência regressou ao Sudão do Sul em meados deste mês, em resultado da rivalidade entre Kiir e Machar, demitido em julho. Kiir acusa Machar de tentativa de golpe de estado. Marchar nega e acusa Kiir de procurar eliminar os seus rivais.

 

Do EBC.

Marco Civil da Internet será adiado para votação no início de 2014

Ministra das Relações Institucionais, a deputada petista catarinense Ideli Salvatti afirmou, nesta terça-feira, que o projeto de lei do Marco Civil da Internet somente será votado no ano que vem. O texto do relator, deputado Alessandro Molón (PT-RJ), já teria sido aprovado pela maioria dos líderes partidários na Casa, mas será o primeiro assunto a ser debatido pela Câmara na retomada dos trabalhos em 2014. A análise interrompe a pauta há mais de um mês.

Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, nesta manhã, a ministra afirmou que a presidenta Dilma Rousseff “não abre mão” de trechos do projeto que asseguram questões como a neutralidade da rede (utilizado para definir que o acesso a todos os sites precisa ser feito na mesma velocidade e que não podem ser vendidos pacotes específicos) e a armazenagem de dados em território brasileiro.

Para a ministra, a nova mudança no texto do projeto, feita na semana passada pelo relator, Alessandro Molon (PT-RJ), não vai contra a determinação presidencial. A nova versão determina que a disciplina do uso da internet no Brasil tem como fundamento “a liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que não conflitem com os demais princípios estabelecidos na lei”.

Na nova versão do documento, ficou mais claro que os modelos de negócios das empresas não serão afetados desde que se sigam o princípio de neutralidade da rede, utilizado para definir que o acesso a todos os sites precisa ser feito na mesma velocidade e que não podem ser vendidos pacotes específicos. A medida atenderia a uma demanda das operadoras.

Ideli indicou, na conversa, que o Planalto deverá enfrentar rebelião dentro do PMDB, maior aliado do governo, para aprovar o Marco Civil.

– A presidente não mudou a posição no sentido da necessidade absoluta de nós termos a aprovação do Marco Civil. Acredito que temos possibilidade de evoluir, seja no debate e na discussão, seja na votação. Na MP dos Portos nós também enfrentamos e votamos. Então, chega uma hora que no Congresso Nacional você debate, você aprofunda, você discute, você faz acordos – disse Ideli.

Ainda segundo a ministra, os parlamentares peemedebistas que participam de um pesado lobby das operadoras, contra o novo texto, terão que votar, de um jeito, ou de outro:

– Senão a Câmara também não vota mais nada. Neste ano ficou claríssimo que a presidenta não vai retirar a urgência. Vai ser nosso primeiro debate em 2014. Na Câmara, vai ser esse.

Carro cimentado em calçada vira atração turística em Belo Horizonte

O carro que foi cimentado em uma calçada na Avenida Barão Homem de Melo, na Região Oeste de Belo Horizonte, virou uma atração turística. Nesta quinta-feira (12), várias pessoas que param para fazer fotos ou apenas dar uma espiada. Uma discussão entre um revendedor de veículos e o dono de um prédio teria sido o motivo do fato inusitado.

O motorista de táxi Emanuel Tiago, de 29 anos, mudou a rota que faz diariamente apenas para dar uma olhada no carro. “Mudei meu caminho. Tinha que ver. No mínimo faltou um pouco de diálogo entre as duas partes”, falou.

Os dois homens não entraram em acordo em relação ao veículo, que estava na área da construção da calçada do prédio. A empresa responsável pelas obras acabou autorizando os trabalhos, mesmo com o carro estacionado no local.

O frentista Edson Luiz, que trabalha no posto ao lado do local, disse que o episódio mudou a rotina deles. “Desde ontem a noite tem muita gente parando para ver o carro. O povo fica parado olhando, tira foto, filma e até senta no veículo”, explicou.

Discussão
De acordo com o mestre de obras Celso Antônio de Faria, o dono do veículo teria se recusado a retirá-lo da via para que ela fosse cimentada. “Ele disse que eu não podia encostar um dedo no carro.” Faria conta que a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) chegou a ser acionada, mas nada foi feito. Agora, com a calçada pronta, o carro ficou preso em meio ao concreto. “A ordem do meu patrão era concretar e os advogados da firma vão entrar pra resolver.”

Marcos Drumond, responsável pelo carro, afirma que o lugar é uma rua, e que o dono do prédio teria invadido a área. Ele alega que não é proprietário do veículo, mas que estava com o carro para revendê-lo. Segundo Drumond, o lugar é usado para estacionar veículos há mais de 20 anos. Ele disse que vai acionar o dono do prédio, responsável pela construção da calçada, na Justiça.

Do G1.

 

Faltam servidores para ajudar no combate à corrupção, diz Janot

A insuficiência no número de servidores públicos nos órgãos federais de controle tem dificultado as ações de combate à corrupção e improbidade administrativa. A avaliação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Isso compromete realmente o sistema de controle. A gente tem que trabalhar para incentivar ou fortalecer esses órgãos parceiros, para que eles possam atuar em toda a sua plenitude”, disse hoje (9) o procurador, em evento sobre combate à corrupção.

Janot classificou a corrupção como um tema sensível ao bem-estar social e à democracia e citou uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que avalia entre 1,5% e 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), os recursos desviados anualmente no Brasil com crimes de corrupção.

“Todo o dinheiro que você tira com a corrupção é o dinheiro que falta para a saúde, para a educação, e para a segurança. A corrupção, além de ser causa para a deficiência nos serviços públicos, também é barreira para a recuperação dos mesmos serviços”, afirmou.

Durante o evento em comemoração ao Dia Internacional Contra a Corrupção, foram apresentados dados que mostram a deficiência de servidores em órgãos essenciais para o controle das contas públicas, como a Controladoria-Geral da União, que estaria com um déficit de 1.300 servidores para atua na análise de financiamento e controle.

“Temos a preocupação de que o governo esteja abdicando de maior controle das contas públicas, pois tais recursos não sofrem fiscalização efetiva pelos órgãos passadores”, disse a coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria-Geral da República, Denise Vinci.

Segundo Denise, as auditorias quanto a R$ 50 bilhões empenhados este ano na área da saúde, feitas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), “vão sendo restringidas à amostragem, pois eles têm um quadro ínfimo de 127 servidores”. O mesmo problema existe na fiscalização de recursos da educação, de acordo com ela. “No caso do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], eles têm um déficit 645 servidores, 57% do quadro, e por isso as fiscalizações envolvendo os R$ 14 bilhões do fundo se restringirão ao aspecto formal, ou seja, à análise da papelada”, disse.

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, reconheceu a defasagem de servidores e defendeu a importância de parcerias entre os órgãos para dar mais efetividade ao combate à corrupção. “É fundamental que haja esse intercâmbio, não só de informações, mas de investigações, para que se possa fazer frente à corrupção”, disse Hage

De acordo com Hage, também é preciso que a Justiça reduza o número de recursos nas ações judiciais que tratam de corrupção. “É preciso reduzir os recursos jurídicos, principalmente para os réus endinheirados, pois eles fazem com que uma ação dure em média 15 anos e, com isso, o crime acaba prescrevendo, o que leva à sensação de impunidade”, disse o ministro, que defendeu a reforma do processo judicial ao lado da reforma política, como medidas essenciais para o combate à corrupção.

Hage disse que a prisão dos condenados na Ação Penal 470, conhecida como mensalão, é importante, mas que os verdadeiros símbolos da corrupção no país ainda estão soltos. Dados da pesquisa internacional sobre percepção da corrupção, divulgados na última terça-feira (3)mostram que o Brasil caiu três posições em relação ao ano passado, ficando em 72º lugar noranking.

Fonte: EBC.

Nelson Mandela morre na África do Sul aos 95 anos

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos. A informação foi passada pelo atual mandatário sul-africano, Jacob Zuma, em comunicado pela televisão no início da noite. Mandela sofria de problemas respiratórios e estava recebendo cuidados médicos em casa. “Esta nação perdeu um grande filho”, disse Zuma, segundo a agência de notícias argentina, Telam.

Segundo informações da agência pública de notícias sul-africana, Madiba, como Mandela era conhecido, morreu na companhia de parentes, no início da noite de hoje. Zuma disse que o ex-líder da África do Sul, afetuosamente chamado de Pai da Nação, agora está descansando em paz. Ele foi responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid. A bandeira do país estará a meio mastro a partir de amanhã (6). O funeral será com honras de chefe de Estado, informou a Agência Lusa.

Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Mandela conquistou o respeito de adversários e críticos devido aos esforços em busca da paz. Ele foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993. O líder ficou conhecido como Madiba (reconciliador) devido ao clã a que pertencia e recebeu o título de O Pai da Pátria.

De uma família sul-africana nobre, do povo Thembu, Mandela ficou 27 anos preso em decorrência de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Na prisão, ele escreveu sua autobiografia. Preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, Mandela não aceitou o posto e partiu em direção a Joanesburgo para cursar direito e fazer política.

Importância

Em nota de pesar, a presidenta Dilma Rousseff descreveu Mandela como “personalidade maior do século 20”. “Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da  história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul”, disse Dilma. A presidenta acrescentou que os brasileiros receberam consternados a notícia da morte do líder sul-africano.

Também em nota oficial, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, manifestou pesar pela morte de Mandela. “A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de injustiça em qualquer parte do mundo”, disse o presidente do STF.

Para o cientista político Paulo Baía, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em avaliação à Agência Brasil, Mandela era um exemplo não só de resistência, mas de amor. “Nelson Mandela, nas épocas duras, difíceis e sombrias do apartheid, com a brutal discriminação e a violência contra os negros e os pobres na África do Sul, se tornou um símbolo e um intelectual da resistência. Ele, preso, liderou a movimentação política das várias etnias da África do Sul contra o regime do apartheid e conseguiu, de dentro da cadeia, ser um chefe de estado e estabelecer conexões com todo o mundo”, disse.

Outros textos sobre o apartheid

Do Congresso em Foco.

Resposta masculina ao Lulu, Tubby, está proibido no país

O aplicativo “Tubby”, que avalia mulheres, está proibido em todo o páis. A decisão é do juiz de Direito Rinaldo Kennedy Silva, da 15ª vara Criminal de BH, que expediu liminar para impedir a disponibilização do software, que estava previsto para ser lançado nesta quarta-feira, 4.

A decisão atende a pedido de medida cautelar feito por grupos femininos que, com base nalei Maria da Penha, alegaram que o aplicativopromovia a violência contra a mulher.

Para o juiz, a tese exposta é plausível. De acordo com seu entendimento, “há também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la“.

Na decisão, Rinaldo Kennedy Silva proibiu o Facebook, a equipe do próprio “Tubby”, e as lojas de aplicativos do Google e da Apple de permitir a veiculação do aplicativo, sob a pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Tubby x Lulu

O “Tubby”, cujo nome faz referência ao personagem Bolinha, é um aplicativo para homens avaliarem o comportamento e o desempenho sexual de mulheres.

Criado em resposta ao “Lulu”, que permite que apenas as mulheres, usuárias da rede social, façam, anonimamente, inúmeras avaliações dos homens, inclusive atribuindo notas sobre diversos aspectos pessoais como desempenho sexual, caráter e forma de interagir com as mulheres em relações íntimas, o software estava previsto para ser lançado nesta quarta-feira, 4, data que foi adiada para sexta, 6.

Apesar da determinação do juiz, a contagem regressiva continua correndo no site do aplicativo.

#arregou

Desde sua criação, o site do “Tubby” permitia o descadastro de mulheres que não quisessem ser avaliadas. Ao selecionar esta opção, a mensagem “arregou e não faz mais parte do Tubby” aparecia na tela.

Do Migalhas.

Em vídeo, artistas dizem que nunca quiseram censurar biografias

Os cantores Roberto Carlos, Gilberto Gil e Erasmo Carlos assumem uma postura diferente da que vinha sendo defendida anteriormente em relação à publicação de biografias, em um vídeo divulgado na noite desta terça-feira (29) pelo grupo Procure Saber, do qual fazem parte, ainda, artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso. Assista aqui.

Os cantores continuam defendendo seu direito a privacidade e intimidade, mas têm um discurso novo quando abordam a questão das autorizações prévias, e chegam a admitir que já tiveram uma posição mais “radical”, de acordo com as declarações no vídeo publicado no perfil do Procure Saber no Facebook.

“Quando nos sentimos invadidos, julgamos que temos o direito de nos preservar, e de certa forma preservar a todos que de alguma forma não tem, como nós temos, o acesso à mídia, ao Judiciário, aos formadores de opinião”, diz Gil.

“Julgamos ter o direito de saber o que de privado, de particular existe em cada um de nós, em nossas vidas”, afirma Roberto, que ganha um complemento de Erasmo: “Este é um ponto que não podemos delegar a ninguém, decidir o que nos toca, a cada qual, intimamente. Decidir o que nos constrange e nos emociona”.

“Nunca quisemos exercer qualquer censura. Ao contrário, o exercício do direito à intimidade é um fortalecimento do direito coletivo. Só existiremos enquanto sociedade se existirmos enquanto pessoas”, afirma Gil.

“Se nos sentirmos ultrajados, temos o dever de buscar nossos direitos, sem censura prévia, sem a necessidade de que se autorize por escrito quem quer falar de quem quer que seja”, explica Erasmo. “Não negamos que esta vontade de evitar a exposição da intimidade, da nossa dor, ou da dor dos que nos são caros, em dado momento nos tenha levado a assumir uma posição mais radical”, admite Roberto.

“Mas a reflexão sobre os direitos coletivos e a necessidade de preservá-los, não só o direito à intimidade e à privacidade, mas também o direito à informação, nos leva a considerar que deve haver um ponto de equilíbrio entre eles”, acrescenta Gil. “Queremos, sim, garantias contra os ataques, os excessos, as mentiras, os aproveitadores”, diz ainda.

“Confiamos que o poder judiciário há de encontrar uma maneira de conciliar o direito constitucional à privacidade com o direito também fundamental de informação”, acrescenta Roberto.

“O debate nos faz bem, nos amadurece, nos faz mais humanos, mais humildes. Agradecemos a todos os que se expuseram conosco, que tiveram suas vidas expostas em nome de uma ideia e que por isso foram chamados de censores”, diz Gil em outro trecho.

Insistindo no ponto sobre não serem a favor da censura, o vídeo é encerrado por Roberto Carlos, que diz: “não queremos calar ninguém, mas queremos que nos ouçam”.

A divulgação do vídeo acontece dois dias após uma entrevista de Roberto Carlos ao programa “Fantástico”, na qual ele disse ser a favor da publicação de biografias sem autorização prévia, mas com “conversas e ajustes” entre autores e biografados ou seus representantes.
Em 2007, o cantor moveu uma ação contra o jornalista e historiador Paulo César de Araújo, autor de “Roberto Carlos em detalhes”, e conseguiu que o livro fosse recolhido das lojas e tivesse sua venda proibida.

 

Do G1

Paulo Bernardo sai desgastado após acusações de que o PT quer “censurar a mídia”

PauloBernardo_marco_midias_sociais__caricaturaMinistro das Comunicações, Paulo Bernardo saiu ainda mais desgastado das recentes entrevistas à mídia conservadora, nas quais mudou o discurso e passou a defender os marcos regulatórios da mídia, ao contrário do que havia dito na semana passada. Agora, segundo Bernardo, o projeto sobre o tema poderá ser apresentado até o final do governo da presidenta Dilma Rousseff, no próximo ano, possivelmente, após as eleições.

Ele também admite, doravante, usar alguns itens da proposta formulada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins. Ao voltar atrás, Bernardo afirma que sempre defendeu a regulação, mas acusa “alguns petistas” de quererem censurar os meios de comunicação.

– O que às vezes me faz contrapor com meus companheiros, alguns militantes que discutem esse tema, é que algumas pessoas veem a capa da revista e não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para mídia escrita – disse, em entrevista ao diário conservador carioca O Globo.
Na edição da revista semanal de esquerda Carta Capital que está nas bancas, Paulo Bernardo foi apresentado como o ministro do “plim-plim” e do “trim-trim”, em uma clara referência ao possível favorecimento à Globo e às operadoras de telefonia, especialmente a Oi, controlada pelos empresários Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, ambos ligados às forças reacionárias.
Bernardo já estava na alça de mira do PT desde a entrevista ao diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, na semana passada, na qual descartou a discussão, pelo governo, de uma Ley de Medios, nos moldes daquela em vigor na Argentina, para coibir a excessiva concentração nos meios de comunicação. Defensor da regulação da mídia, o presidente do PT, deputado Rui Falcão, criticou abertamente o ministro..
– É um direito do governo não enviar o projeto por conta da correlação de forças. Mas o partido, como é diferente do governo, vai se associar às entidades que estão querendo convencer a sociedade de que esse marco é necessário. Tenho a expectativa de que vai acabar saindo – disse Falcão.
Em Carta Capital, o editor Mino Carta fez uma dura crítica à repartição de verbas publicitárias governamentais e aponta suposto favorecimento às Organizações Globo, que estaria a receber uma “enchente” de recursos. “Situação contraditória. Ou não? A mídia ataca noite e dia, se for o caso inventa, omite e mente, e nem por isso tem êxito junto à maioria dos brasileiros. Haja vista os tais índices de popularidade. Se eleições fossem convocadas hoje, Dilma levaria no primeiro turno. É de estranhar, portanto, que o malogrado aparato comunicador fascine graúdos alvejados e goze de mesuras, afagos e contribuições em matéria. Polpudas. Aconselho aos interessados a leitura da reportagem de capa desta edição, sem se esquecer de passar os olhos sobre os números da publicidade governista garantida aos maiorais da mídia nativa. À Globo, uma enxurrada de grana. Uma enchente”, diz ele
Do Correio do Brasil

Repórteres do CQC em confusões: um leva “tapa na cara” e outro tem microfone quebrado

Equipes de reportagens do ‘CQC’ mais uma vez se envolveram em confusões com políticos. Na tarde dessa terça-feira, 8, o repórter Mauricio Meirelles informou em seu perfil no Twitter que seu microfone foi quebrado por João Claudio Derosso (recém-desfiliado do PSDB), vereador de Curitiba.  No mesmo dia, também por meio da rede social, Felipe Andreoli informou que levou “tapa na cara” do deputado federal Marcio Reinaldo Moreira (PMDB-MG).

Andreoli afirmou que registrou boletim de ocorrência e espera que o parlamentar pague cestas básicas e se retrate pela agressão. O repórter do ‘Custe o Que Custar’ relatou que levar tapa no rosto é humilhante, sendo do mesmo nível que uma cusparada. “Fiz uma pergunta – vocês verão no CQC – que nós nos fazemos todo santo dia. Ele me respondeu com um tapa na cara. Fora os xingamentos”, postou o jornalista da Band. O político ainda não comentou o caso.

A terça-feira teve outra agressão a integrantes do programa. “Perdemos um amigo aqui na Câmara de Curitiba: o microfone do ‘CQC’”, postou Meirelles no microblog. A equipe de comunicação do Poder Legislativo da capital paranaense confirmou o ocorrido. Derosso, que, de acordo com o site Bem Paraná, corre o risco de perder o mandato, não se pronunciou. O político é acusado pelo Ministério Público de contratar funcionários fantasmas.

A reportagem do programa da Band verificava denúncias de irregularidades na Câmara de Curitiba. Meirelles conversou com alguns vereadores, entretanto, Derosso o ignorou e irritado tomou o microfone do repórter do ‘CQC’ o jogou o equipamento da janela do quarto andar da câmara.

Essa não é a primeira vez que Meirelles está envolvido em confusões em suas reportagens. Durante o encontro da secretária de Estado norte-americano, Hillary Clinton, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, em Brasília, no início de Abril, o repórter ofereceu uma máscara de carnaval a Hillary. O encontro estava sendo transmitido ao vivo por outras emissoras e a brincadeira irritou alguns jornalistas que acompanhavam o evento.

Do Comunique-se