Exportações – SC tem queda de -11,3% até maio

Resultado foi puxado pela queda nos embarques de carne de aves (-35,9%), motores elétricos (-12,5%) e partes para motor (-18,7%), mostram dados do Ministério da Economia, divulgados pelo Observatório FIESC.

As exportações catarinenses de janeiro a maio totalizaram US$ 3,4 bilhões. O valor é -11,3% menor que o registrado no mesmo período em 2019, mostram dados do Ministério da Economia divulgados pelo Observatório FIESC. O desempenho negativo foi puxado pela queda nos embarques de carne de aves, motores elétricos e partes para motor. Clique aqui e veja a análise completa

Entre os principais produtos exportados por Santa Catarina no acumulado do ano encontram-se carnes de aves, que representa 17,7% da pauta exportadora, mas recuou -35,9% em relação ao mesmo período de 2019; carne suína, com participação de 12,7% e crescimento de 45%; soja, com participação de 11,5% e alta de 54,9% no período. Outros itens de maior participação nos embarques do estado são motores elétricos (4,2%) e partes de motor (4,1%), que registraram variação negativa de -12,5% e -18,8%, respectivamente.

Com relação aos parceiros comerciais, a China continua sendo o principal destino das vendas externas catarinenses. De janeiro a maio, os embarques para o país asiático representaram 23,8% do total. O crescimento foi de 63% em relação ao mesmo período de 2019. Os Estados Unidos aparecem na sequência com participação de 14,9%, mas registraram retração de -8,5% nas exportações no mesmo período.

Já o Japão, terceiro principal destino dos embarques do estado, tem participação de 4,6% na pauta. Argentina e México ocupam, respectivamente, a quarta e quinta colocação. Juntos, os cinco países respondem por 51,5% das exportações de Santa Catarina.

Brasil tem superávit primário recorde de R$ 30,25 bilhões

superávit primário recorde em janeiro e a perspectiva de reação da atividade econômica indicam cenário mais favorável para as contas públicas este ano. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. O superávit primário, esforço para o pagamento de juros da dívida, do setor público consolidado (governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais) chegou a R$ 30,251 bilhões, em janeiro. É o maior resultado mensal da série histórica iniciada em 2001.

Em 12 meses encerrados em janeiro, o resultado ficou em R$ 109,187 bilhões, o que representa 2,46% de tudo o que o país produz  Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 155,9 bilhões.

Maciel lembrou que o resultado de janeiro refletiu o aumento das receitas. O Tesouro Nacional informou que as receitas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentaram crescimento de R$ 14,9 bilhões (14,5%), ante janeiro de 2012. Segundo Maciel, o aumento das receitas reflete expansão da atividade no final do ano, com arrecadação feita em janeiro. “Mas é preciso aguardar um pouco mais para a gente ter um quadro mais definido do comportamento das receitas”, disse.

Maciel negou que o aumento do esforço fiscal em janeiro tenha ocorrido porque o Orçamento deste ano ainda não foi aprovado, o que cria dificuldades para o governo fazer despesas. Eles destacou que o Executivo editou medida provisória para despesas com investimentos, que ficaram em R$ 9,6 bilhões, em janeiro deste ano, contra R$ 7,7 bilhões, de igual mês 2012.

O esforço fiscal do setor público foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 22,649 bilhões, em janeiro, contra R$ 19,661 bilhões de igual período do ano passado. Com isso, o superávit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 7,602 bilhões, no mês passado, contra o déficit nominal de R$ 6,355 bilhões de igual mês de 2012. O superávit nominal é o melhor para meses de janeiro já registrado pelo BC.

Do Correio do Brasil

BNDES e Bradesco firmam contrato para financiar exportações para África e AL

O BNDES e o Banco Bradesco S/A firmaram o primeiro contrato de financiamento a exportações que poderá ser utilizado para a venda de bens de capital fabricados no Brasil para países africanos. A linha de crédito, de até US$ 200 milhões, será repassada por agências internacionais do Bradesco e utilizada para financiar importadores de máquinas e equipamentos brasileiros. Além da África, também serão financiadas exportações para a América Latina.

Os financiamentos serão realizados por meio do BNDES Exim Automático, linha de crédito criada no final de 2010 pelo BNDES. O Exim Automático opera com a concessão de limites de crédito para bancos no exterior, que fomentam as operações com seus clientes locais e assumem o risco de crédito perante o BNDES. Os desembolsos são feitos ao exportador, no Brasil, após o embarque, à vista e em reais.

Desde o início das operações, 30 bancos já obtiveram limites de crédito, totalizando US$ 1,4 bilhão, para financiar importadores em países latino-americanos, na aquisição de bens exportados do Brasil.

Entre os produtos exportados, destacam-se máquinas e implementos agrícolas, máquinas e ferramentas industriais, ônibus e caminhões, máquinas rodoviárias, geradores, transformadores e equipamentos de telecomunicação de fabricação nacional.

Com prazos de pagamento de até cinco anos e taxas competitivas, o BNDES Exim Automático contribui para ampliar as vendas das empresas brasileiras no exterior, principalmente no concorrido segmento de bens de capital, o que deverá ser agora incrementado, com a participação internacional do Bradesco na África e na América Latina.