Alerta! Rotary Internacional não está doando cestas básicas e avisa que é fake news

Chega até a redação do Palavra Livre uma denúncia do Rotary Internacional sobre envio de mensagens às pessoas com pedido de doação de cestas básicas em nome da organização na qual pedem dados pessoais. O Rotary International alerta que é mais uma “fake news”, uma fraude. Portanto, se você receber mensagem em alguma postagem em redes sociais para “ganhar” cesta básica bastando para isso preencher seus dados, não faça isso.

Denuncie caso alguma mensagem neste sentido chegue até você pelo email: imagempublica4652@gmail.com, ou acesse os clubes de cada cidade clicando aqui. O Rotary também orienta para que o cidadão faça o registro em um boletim de ocorrência, o famoso B.O. para deixar registrado oficialmente o caso.

Segue a nota oficial do Rotary Internacional sobre o caso:

“O Rotary Internacional comunica que NÃO está distribuindo cestas básicas através do preenchimento de dados cadastrais. Esta informação é inverídica e trata-se de uma FAKE NEWS. O Rotary não compactua com este tipo de ação. São fraudadores utilizando o nome e a marca do Rotary para coletar seus dados pessoais.

Se você receber uma mensagem (postagem) solicitando dados para cadastrar e então ganhar cesta básica do Rotary International, NÃO ACESSE. Comunique um dos integrantes do Rotary da sua cidade a respeito deste episódio, pois é fraude e crime! No momento os clubes de Rotary estão realizando ações em prol da comunidade, mas não estão solicitando dados cadastrais via aplicativos de conversa (como WhatsApp) e pelas redes sociais. Fique alerta! Isso é golpe!

Adriano Zanotto
Governador do Rotary International – Distrito 4652
www.rotary4652.org.br “

Denúncia dos respiradores: agora a culpa é de uma servidora?

Ontem, após eu ter publicado o post cobrando o governador de Santa Catarina e seu Secretário da Saúde, Carlos Moisés e Helton Zeferino respectivamente, a comunicação do Governo enviou uma nota à imprensa que nada responde, nada esclarece, e pior, atira a culpa de uma compra feita em cinco horas no valor de R$ 33 milhões para a compra de respiradores para pacientes da Covid-19 que já se vê é uma fraude gigante, em uma servidora de terceiro escalão.

Quem conhece um pouquinho da administração pública sabe que há um processo documentado, e que vários servidores assinam a papelada, e inclusive o senhor Secretário de Estado. Jogar a responsabilidade de uma compra de R$ 33 milhões em uma servidora chega a ser desonesto. Em nenhuma empresa do mundo, e inclusive no setor público, jamais uma operação destas seria delegada totalmente a uma pessoa sem o conhecimento, anuência e aprovação do seu superior, ou superiores, o dono da coisa toda.

Os deputados estaduais devem abrir imediatamente uma CPI para ir a fundo nesta questão específica. O modus-operandi é o mesmo utilizado para o falecido hospital de campanha em Itajaí. É preciso descobrir o que está por trás dessa operação que envolve empresas de fachada, que passou por Joinville – porque lá, quem lá conhece a pessoa envolvida? – feita em apenas cinco horas e totalmente paga à vista, e sem os respiradores entregues! O governo Carlos Moisés tem uma comunicação pífia com a imprensa, é fechado, não gosta do diálogo. Mas será preciso sim prestar contas.

O Ministério Público Estadual e também o Federal, afinal é para existir aí uma operação alfandegária, internacional, precisam se manifestar e também investigar. O Tribunal de Contas, idem. Combater esta pandemia que arrasa com famílias, promove a morte por asfixia, não dá a qualquer gestor público carta branca para fazer o que bem entender do dinheiro público, e sem prestar contas disso. Ainda esperamos que o governador e secretário se manifestem sobre essa operação que tem cara, nome e jeito de fraude.

Aí não dá Governador Moisés, R$ 33 milhões em respiradores pagos sem receber os equipamentos?

Atuar no jornalismo profissional – profissional, repito – não é para os fracos. Dias atrás compartilhei uma notícia real, fonte de alta credibilidade, matéria publicada, que deixava claro o envolvimento do filho do Presidente da República no time das fake news do Governo Federal. Eis que fui interpelado por um oficial da PM, tenente coronel com cargo público em SC, que aquilo era fake news, fruto do trabalho de um bandido, no caso o jornalista multipremiado Gleen Greenwald, editor do The Intercept Brasil.

Respondi: jornalista, e o jornalismo, não são bandidos. Que a matéria era real, verdadeira, de fonte creditada, e que Greenwald não roubou informações. Ele recebeu e tem a garantia da preservação de identidade da fonte prevista na CF. Assim como a polícia dá ao denunciante de crimes o privilégio do anonimato. É lógico, quem entregaria esquemas e malfeitos com gente graúda, ou perigosa, sem garantia de não se queimar. Digo isso porque fazer jornalismo em um país atrasado culturalmente como o Brasil, eivado de coronelismos e governantes que acham que podem tudo e sem prestar contas, é um serviço público que merece estabilidade e ganho de insalubridade. Dito isso, vamos lá.

Governador Carlos Moisés (PSL) e o seu Secretário da Saúde, Helton Zeferino, precisam explicar com urgência os fatos relatados em matéria publicada hoje no The Intercept Brasil que denuncia que o Governo de SC aceitou propostas forjadas para a compra de respiradores no valor de R$ 33 milhões pagos antecipadamente (!!??) e sem receber os equipamentos até hoje! Que é isso gente? Após o caso da compra, sem licitação (!!) para a construção de hospital de campanha em Itajaí/SC no valor de R$ 76 milhões também em tempo recorde de edital e definição, graças à reação da sociedade foi cancelada, eis que o mesmo método é utilizado para os respiradores…

Parabéns aos grandes jornalistas Fábio Bispo e Hiury Potter que assinam a corajosa, bem apurada e escrita matéria para o The Intercept. Por isso que jornalistas profissionais tem de ser respeitados, apoiados e protegidos. Sem o trabalho minucioso e correto, talvez os catarinenses jamais saberiam disso tudo acontecendo em meio a tragédias familiares por conta da Covid-19, a mesma doença de que se utilizam governos para realizarem atos nada republicanos e muito menos legais e corretos. Esperamos a reação rápida na resposta clara e objetiva do Governador e seu Secretário, a apuração dos responsáveis, cancelamento da compra e ressarcimento dos valores ao Estado. Aos deputados estaduais cabe a investigação imediata do caso.

O dia a dia do jornalista é assim mesmo. Um dia nossas matérias contentam descontentes. Amanhã, os que ficaram contentes podem ir para o time dos descontentes porque a reportagem os atinge. Ces’t la vie. Jornalista não é bandido. Jornalista é fundamental para a manutenção da democracia e para a informação da sociedade.

Situação de Eduardo Cunha (PMDB) se agrava com novas denúncias no STF

PalavraLivre-cunha-cvm-stfO Presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é um homem de sorte. Muita sorte. É o que concluiu a Procuradoria Geral da República (PGR), no relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual pede o afastamento do parlamentar do cargo, com urgência, após constatar que ele lucrou R$ 917 mil com papéis no mercado de capitais.

A sorte de Cunha, no entanto, explica-se no fato de que os lucros nas operações financeiras eram destinados à sua conta pessoal, enquanto os prejuízos eram absorvidos por um fundo de pensão público. As transações suspeitas ocorreram entre abril de 2004 e fevereiro de 2005 e foram alvo de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável pela fiscalização do mercado.

Na época, a CVM concluiu que o então gestor da Companhia de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro (Cedae) obteve “lucros indevidos” com papéis emitidos por fundos de investimento movimentados pela Prece, o fundo de pensão dos funcionários da companhia. Cunha foi afastado do cargo e responde, até hoje, a um processo no Tribunal de Justiça.

A Prece operava na época em sete fundos de investimento por meio de diversas corretoras, entre as quais a Laeta, que tinha Cunha como um dos clientes, e o corretor Lúcio Bolonha Funaro. No curso de um inquérito que tramita no STF sobre Cunha, derivado da Operação Lava Jato, a PGR teve acesso ao inquérito que investigou os lucros de Cunha. O documento foi exibido na edição deste sábado do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo e mostra, com detalhes, as conclusões da CVM e as avaliações da Procuradoria.

Segundo a PGR, “a apuração da CVM constatou que as taxas de sucesso de Cunha nas operações foram de 100% no mercado de dólares e de 98% em outro papel. Cunha teria atuado em 23 pregões. A CVM apontou ‘indissociável indício de ocorrência de irregularidades’ nas operações e a PGR afirmou que a taxa de sucesso do deputado e de Funaro ‘somente se tornava viável mediante a manipulação na distribuição dos negócios fechados, pela fraude verificada, com a conivência dos ‘perdedores’, ou seja, os fundos da Prece”, afirma o jornal.

Nas contas da Procuradoria “para se ter uma ideia, a probabilidade de se obter uma taxa de sucesso de 98% ocorre em uma vez para cada 257 septilhões (de vezes). Sabendo-se que a chance de ganhar a Mega Sena quando se faz a aposta mínima é de 1 em 50 milhões, verifica-se que a chance de uma taxa de sucesso de 98% é praticamente nula e decorre claramente de uma fraude”. Ao todo, as perdas da Prece somaram, entre 2003 e 2005, R$ 56 milhões em valores da época não atualizados.

O esquema, segundo a PGR, acontecia assim: “após tomar conhecimento prévio do resultado que as operações iriam gerar, os operadores deixaram para os fundos todos os negócios com preços desfavoráveis, enquanto alguns clientes determinados das corretoras realizaram compras e vendas do mesmo contrato futuro que, invariavelmente, resultavam em ‘ajustes do dia’ positivos. Em outras palavras, todos os prejuízos ficavam para os fundos e todos os lucros para determinados clientes das corretoras, dentre eles Eduardo Cunha e Lúcio Funaro”.

A PGR está convencida de que havia um esquema “preordenado e preparado dentro de cada uma das corretoras e distribuidoras intermediárias envolvidas”. A CVM apontou ainda que Cunha “estava inserido, de acordo com ele mesmo, dentro de um contexto político, na época, que o aproximava dos dirigentes da Cedae, inclusive”.

Na época, Cunha afirmou à CVM, em sua defesa, na apuração feita pelo órgão, segundo o documento produzido pela PGR, que seu excelente desempenho no mercado de capitais decorreu de operar “com convicção”. A reportagem do Correio do Brasil tentou, sem sucesso, um contato com Eduardo Cunha, neste sábado.

Lúcio Funaro, outro envolvido no processo de fraude, alegou apenas que o processo na CVM “está sob sigilo e a defesa será apresentada no tempo oportuno”.

Mais suspeitas sobre Cunha
A PGR também localizou, nas mensagens de celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro — preso no âmbito da Operação Lava Jato — um total de 94 pedidos de “encontro, ligação ou contato”, entre ele e Eduardo Cunha. Os fatos reforçam o pedido de afastamento do presidente da Câmara.

Nas mensagens, eles acertam mudanças em projetos de interesse da OAS na Câmara e doações eleitorais, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta serem propina em troca da ajuda que Cunha dá no em projetos no Legislativo.

“Em contraprestação, Eduardo Cunha recebia vantagens indevidas, para si e para outrem, em forma de `doações’ eleitorais”, resume Janot.

Nas trocas de mensagens de Léo Pinheiro e Cunha, há “94 pedidos em dias diferentes para encontro, ligação ou contato”, 18 comunicações que indicam que um deles estaria em um local para encontro, 35 “pedidos/solicitações/cobranças/agradecimentos” de Cunha para o empreiteiro e 30 de Pinheiro para Cunha.
As conversas indicam, por exemplo, que a OAS escrevia emendas para Cunha apresentar em medidas provisórias no Congresso.

Ainda segundo a PGR, Cunha conta ter combinado uma doação com a Odebrecht para a campanha do correligionário Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) ao governo do Rio Grande do Norte e pede para Léo Pinheiro “acertar” com ele depois.

“Tive com Júnior (da Odebrecht) pedi a ele para doar por você ao Henrique, acho que ele fará algo, tudo bem?”, escreveu Cunha a Léo Pinheiro. O deputado tem afirmado que nunca recebeu propina e, em nota divulgada na noite passada, afirma que “existe uma investigação seletiva do PGR” contra ele.

Com informações do Correio do Brasil e Agências

Outro escândalo: Audi admite que 2,1 milhões de veículos estão com emissão de poluentes adulteradas

A Audi adiantou hoje (28) que 2,1 milhões dos seus veículos a diesel em todo o mundo estão equipados com o software que falsifica os resultados dos testes anti-emissões, concebido pela empresa-mãe Volkswagen.

Só na Alemanha, 577 mil veículos foram afetados e nos Estados Unidos 13 mil carros, adiantou um porta-voz da Audi à agência de notícias France Presse.

A Volkswagen provocou na semana passada indignação mundial quando admitiu que 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo estão equipados com os chamados dispositivos de descativação, que ativam controles de poluição durante os testes, mas automaticamente os desligam quando o carro está em condução.

O escândalo manchou o nome da Volkswagen, deixando-a exposta a bilhões de dólares em multas nos Estados Unidos, com investigações ocorrendo desde a Noruega até a Índia, e que desvalorizou a empresa em um terço do seu valor na bolsa, em uma semana.

Na última sexta-feira (25), após uma maratona de reuniões de crise, o Conselho de Supervisão da líder de mercado mundial de automóveis designou o presidente da Porsche, Matthias Mueller, para substituir Martin Winterkorn como presidente executivo do grupo alemão.

As autoridades alemãs estabeleceram um cronograma até 7 de outubro para que o grupo Volkswagen garanta que todos os seus carros a diesel cumpram as normas nacionais de emissões, sem usar a tecnologia que fraudou os resultados.

Na sessão da bolsa de valores da Alemanha de hoje, as ações da gigante do ramo automobilístico continuavam a deslizar quase 7%.

Com informações da Ag. Brasil e Ag. de Notícias

PF desmonta quadrilha que fraudava loterias da Caixa

A Polícia Federal realizou operação nesta quinta-feira para desarticular quadrilha que fraudava o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal no Estado de Goiás com o envolvimento de um ex-jogador de futebol da seleção brasileira, que, segundo reportagens, seria o pentacampeão mundial Edílson.

De acordo com a PF, a fraude ocorria por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria, e os valores desviados podem atingir cifras milionárias. Só em 2014, ganhadores deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios das loterias.

– Os investigadores constataram que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude – disse a Polícia Federal em comunicado.

– Dentre esses correntistas foi identificado, inclusive, um ex-jogador de futebol da seleção brasileira – acrescentou. Procurada pela agência inglesa de notícias Reuters, a PF informou que não divulgaria o nome dos suspeitos, mas reportagens em sites de jornais disseram que o acusado é o ex-atacante Edílson, que defendeu o Brasil na conquista do pentacampeonato mundial em 2002.

Edílson, de 44 anos e conhecido como “Capetinha”, passou por grandes clubes do país ao longo da carreira, como Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo.

A chamada Operação Desventura contou com cerca de 250 policiais federais para cumprimento de 54 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão nos Estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.

Em nota, a Caixa informou que está colaborando com as investigações em andamento. “A Caixa está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco.”

Com informações do Correio do Brasil

Polícia Federal desarticula quadrilha suspeita de fraudar R$ 19 bi da Receita

A Policia Federal (PF) deflagrou hoje (26) a Operação Zelotes, com o objetivo de desarticular organizações que atuavam no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) — o antigo Conselho de Contribuintes da Receita —, manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos. O prejuízo estimado aos cofres da União pode chegar a R$ 19 bilhões, valor economizado pelas empresas envolvidas, segundo a PF. Participam também da operação o Ministério Público Federal, a Corregedoria do Ministério da Fazenda e a Receita Federal.

As investigações começaram em 2013, quando foi descoberta uma organização que “atuava no interior do órgão, patrocinando interesses privados, buscando influenciar e corromper conselheiros com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infrações da Receita Federal”. De acordo com a PF, servidores repassavam informações privilegiadas obtidas dentro do conselho para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia em Brasília, São Paulo e em outras localidades, para que esses realizassem a captação de clientes e intermediassem a contratação de “facilidades” dentro do Carf.

As investigações identificaram que, em diversas ocasiões, foi constatado tráfico de influência no convencimento de empresas devedoras ao Fisco. “Eram oferecidos manipulação do andamento de processo, pedidos de vista, exame de admissibilidade de recursos e ainda decisões favoráveis no resultado de julgamentos de recursos a autos de infrações tributárias, por meio da corrupção de conselheiros”, informou a PF.

Polícia Federal Operação Zelotes

Outra destaque da investigação, segundo os agentes, é que o grupo utilizava outras empresas para dissimular as ações e o fluxo do dinheiro, que era lavado, retornava como patrimônio aparentemente lícito para essas empresas.

A PF informou ainda que os investigados responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O termo Zelotes, que dá nome à Operação, tem como significado o falso zelo ou cuidado fingido. Refere-se a alguns conselheiros julgadores do Carf que não estariam atuando com o zelo e a imparcialidades necessários.

Da Ag. Brasil e Polícia Federal

Seguro Desemprego: Operação da PF combate fraudes

Policiais federais prenderam pelo menos cinco pessoas na manhã de hoje (15) em Brasília. As detenções, temporárias, são resultado da Operação MAC 70, deflagrada na capital federal para desarticular uma organização suspeita de desviar mais de R$ 15 milhões do seguro-desemprego.

Segundo a Polícia Federal (PF), os investigados contavam com a ajuda de funcionários do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para inserir dados falsos no sistema do seguro-desemprego.

Durante as investigações, que começaram em outubro de 2014, os policiais identificaram que as pessoas cujos dados pessoais eram usados são reais e estão espalhadas por mais de dez unidades da Federação.

A PF ainda apura se essas pessoas tinham conhecimento de que seus dados pessoais estavam sendo usados indevidamente e se elas eram ou não beneficiárias do esquema.

Com base nos indícios já recolhidos pela PF, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva (quando o investigado é levado para prestar depoimento e liberado em seguida) e quatro de prisões temporárias – o quinto preso, segundo a assessoria da PF, é o pai de um dos investigados, em cuja casa, alvo de um mandado de busca e apreensão, foi encontrada uma arma.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa. Além disso, serão feitas investigações a fim de garantir o ressarcimento do prejuízo suportado pela União. Os suspeitos responderão pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.

Da Ag. Brasil

Eleitores de dois municípios catarinenses voltam às urnas em março de 2013

Os eleitores dos municípios catarinenses de Balneário Rincão e Criciúma voltarão às urnas no dia 3 de março de 2013 para a escolher os futuros prefeitos e vice-prefeitos. A decisão foi definida ontem (27) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC). O presidente em exercício do TRE-SC, desembargador Eládio Torret Rocha,  disse que a decisão foi tomada com base na Lei da Ficha Limpa.

Nos dois municípios, os candidatos que obtiveram mais de 50% dos votos válidos foram considerados impedidos para tomarem posse. Nas eleições de outubro, venceu o pleito em Balneário Rincão, Jairo Celoy Custodio (PMDB), que obteve 100% dos votos. Em Criciúma, a vitoriosa foi Romanna Remor (PMDB), que conseguiu 80,93% dos votos.

Até as eleições de março, os presidentes das câmaras de vereadores dos municípios assumirão interinamente a partir de 1º de janeiro. O desembargador disse ainda que em mais cinco municípios catarinenses os candidatos eleitos concorreram sub judice, indicando que novas eleições podem ocorrer também nesses locais.

Além de Balneário Rincão e Criciúma, os cinco municípios catarinenses onde os eleitores poderão voltar às urnas são Benedito Novo, Campo Erê, Ponte Serrada, Tangará e Videira. No caso dessas cidades, se o TSE reformar a decisão e deferir os registros, os candidatos estarão eleitos. Caso venha a manter o indeferimento, será necessária também a realização de novas eleições.

O presidente em exercício do TRE-SC acrescentou que será iniciado o processo de organização das eleições suplementares nos municípios, promovendo convenções partidárias, pedidos de registro de candidaturas, eventuais impugnações e definição de tempo de propaganda eleitoral. Segundo ele, são necessários 50 dias para a organização.

Da Ag. Brasil

Banco Central alerta para tentativas de golpes por telefone

O Banco Central fez hoje (24) um alerta para que a população fique atenta à ação de golpistas que se passam por funcionários da instituição. Segundo o BC, fazendo-se passar por servidores da área jurídica e da ouvidoria, criminosos têm oferecido vantagens e cobrado para resolver problemas ligados ao banco, entre outras ações irregulares.

De acordo com nota do BC, a autarquia não faz contatos com pessoas físicas ou jurídicas para tratar do andamento de pendências administrativas, judiciais ou solicitação de documentos. A exceção é para as partes interessadas em processos administrativos cujos processos foram devidamente protocolados e que estejam em análise no Banco Central.

O BC informou ainda que uma linha telefônica com código de área do Distrito Federal (61) e de número 4063-6199 foi identificada, mas podem existir outras utilizadas nas fraudes. As ocorrências estão sendo encaminhadas para a Polícia Federal.

Ag.Brasil