Barrar o fascismo!

O ataque aos jornalistas equivale a agressão à sociedade. A busca por calar a voz da imprensa com base em violência, agressões, intimidações, são típicas de sociedades gravemente adoecidas. O mundo já experimentou o fascismo e o nazismo. Ambos geraram morticínios, fim das liberdades individuais, ditadura violenta, terror. Milhões foram assassinados por regimes assim que sempre iniciaram por calar a imprensa, censurar e violentar o jornalismo. Assim começa o desastre que representam estes movimentos políticos que só se criam diante da inércia do povo, ou pior, a manipulação do povo em acreditar que as verdades dos fascistas e nazistas vão resolver para sempre as suas vidas.

As agressões e intimidações ao jornalista da CNN Brasil, Pedro Duran, neste domingo (23/5) no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro em pleno exercício do seu trabalho mostra que é preciso barrar a escalada fascista no Brasil. A partir do início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), já eleito em um movimento criado pela extrema direita do exterior e inoculada por aqui – escolha de um inimigo a ser exterminado – com uso de fake news, farsas e uso das redes sociais de forma criminosa, há um roteiro seguido passo a passo. Ele começa com atacar a imprensa e jornalistas que denunciam o movimento, as mentiras, a violência, a manipulação e a corrupção destes movimentos.

Os poderes da República que ainda resistem precisam sair da resistência para a ação efetiva. STF, Congresso Nacional, Governadores e Prefeitos, Vereadores, precisam unir forças à entidades como Fenaj, Sindicatos, movimentos sociais diversos, lideranças que acreditam no valor da democracia e enfrentar definitivamente este movimento capitaneado pelo líder maior: o Presidente da República, seus filhos e alguns militares. Diante da catástrofe na gestão da pandemia que já enlutou mais de 450 mil famílias no Brasil, Bolsonaro intensifica a radicalização contra a democracia e suas instituições. Incita seu bando de fascistas a agredir e intimidar jornalistas, emissoras, adversários políticos. Descumpre medidas de combate à Covid-19 promovendo aglomerações suicidas, em uma loucura que destrói o país. Ele antevê sua derrota em 2022 e continua sua saga em derrubar o sistema democrático.

Daqui da minha pequena e humilde tribuna, o Palavra Livre, farei minha parte para denunciar e barrar o fascismo. O Brasil não precisa de um ditador, regimes totalitários, golpes militares, violência de Estado, para ser uma nação próspera e feliz. Os brasileiros que já viveram uma ditadura sabem o preço que foi pago em vidas, atraso e mortes. Após tudo o que fizeram, os militares e poderes civis envolvidos na ditadura ganharam uma anistia, foi o acordo que desaguou no fim da censura em 1979, eleição indireta para Presidente em 1984 que resultou na eleição de Tancredo Neves e José Sarney, e no voto direito somente em 1989 onde o resultado da ditadura apareceu: eleição de Collor, deposto três anos depois por corrupção. A história não pode se repetir. O Brasil precisa avançar para ter uma democracia robusta para enterrar de vez estes movimentos fascistas.

  • Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre.

Opinião – Um freio aos fascistas

Já passava da hora de as instituições da democracia agirem contra o fascismo e seus fascistas. A determinação da prisão da “ativista” Sara Winter e mais cinco do tal Grupo dos 300 ligados à família e esquema de Bolsonaro na manhã desta segunda-feira (15) é um freio real ao crescente avanço do que eles representam: autoritarismo, violência, ódio e disseminação do medo na população.

Ameaçar juízes, atirar foguetes no STF, tentar invadir o Congresso Nacional, agredir enfermeiros que se manifestam pela vida e contra a incapacidade do Governo Bolsonaro em cuidar dos brasileiros e brasileiras, já foi muito para um pequeno grupo que faz o serviço que o “presidente” não pode fazer sem ser apeado do poder por afrontar a Constituição e a democracia.

Além do inquérito das fake news e da CPI no Congresso Nacional, as instituições tem de aprofundar as investigações para descobrir os reais financiadores deste desejo fascista. Quais são os empresários que colocam dinheiro nesta escalada que vai inviabilizando o Brasil? Quanto investem nessa loucura, e por onde essa grana passa? Todos que atentem contra a democracia devem pagar por isso, na forma da lei, e como estes doidos varridos incitadores da violência, presos. Com fascistas não se dialoga, se utiliza o que na democracia existe, as leis e suas instituições.

Fascismo – Cardeal de São Paulo é agredido em missa na Catedral da Sé

O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, foi atacado na manhã desta quinta (24), na Catedral da Sé, por uma mulher que acusou-o e à CNBB de serem comunistas infiltrados na Igreja Católica.

 Aos gritos, ela dizia: “Você e a CNBB são comunistas infiltrados; não podem fazer isso com a minha Igreja”.

Ela avançou sobre o cardeal e arrancou sua mitra, derrubando-o ao chão e ferindo-o no rosto.

Dom Odilo levantou-se com ajuda das pessoas em volta e seguiu caminhando e abençoando as pessoas na catedral lotada.

Tudo aconteceu durante a missa dos Santos Óleos, que abre as celebrações do Tríduo Pascal.
A Igreja tratou o assunto com discrição. Dom Odilo não falou do assunto publicamente.

Segundo a cúpula da Igreja em São Paulo, a mulher não identificada apresentava evidentes sinais de desequilíbrio, mas os padres ouvidos por por Jornalistas Livres estavam preocupados com a agressão no contexto da crise política nacional.

O padre Luiz Eduardo Baronto, cura da Sé, afirmou não entender a origem da agressão: “Não sei se ela agiu por orientação de alguma organização ou por conta própria.”

De acordo com nota divulgada pela Arquidiocese de São Paulo, Scherer está bem e vai presidir todas as celebrações da Semana Santa.

Com informações do Jornalistas Livres, Ag. Brasil