Direito Garantido – Jovem terá nomes dos pais biológico e socioafetivo em registro civil

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Uma jovem conquistou na Justiça de SC o direito de retificar seu registro civil para fazer constar, além do sobrenome do pai socioafetivo, também o de seu genitor biológico – reconhecido após realização de DNA.

A juíza de Direito Cristina Paul Cunha Bogo, da vara da Família, Órfãos e Sucessões de Balneário Camboriú, admitiu a composição com base no princípio da multiparentalidade.

“[Ela surgiu para] compatibilizar, de um lado, o rigor da lei e, de outro, o dinamismo da sociedade moderna, viabilizando com isso a anotação dos nomes dos pais biológico e socioafetivo no assento registral do filho.”

De acordo com o processo, a menina possui fortes vínculos socioafetivos com seu padrasto, que é também genitor de seus irmãos, e vínculo biológico com outra pessoa, tendo passado a demonstrar grande curiosidade saber de sua própria história e origem biológica.

Na sentença, a julgadora ressaltou que a decisão envolve uma situação de excepcionalidade, que exige a presença de realidade fática segura e verdadeiramente experimentada pelos interessados, com notórios benefícios para a jovem.

“[Ela] contará com dois pais responsáveis, que igualmente não abrem mão de serem reconhecidos como seus pais nos assentos.”

A magistrada também homologou acordo entre as partes para que o pai biológico passe a destinar 70% do salário mínimo em benefício da filha, a título de pensão alimentícia, e possa usufruir de visitas livres à descendente. A guarda permanecerá com a mãe da garota.

Fonte: TJ/SC

Aumenta a adesão de brasileiros ao Mais Médicos

Prefeitos de todo o Brasil pediram 4.146 profissionais ao Programa Mais Médicos para trabalhar na rede pública. Apesar de 1,5 mil municípios estarem aptos a se inscrever no programa, 1.294 solicitaram profissionais ao governo federal, além de 12 distritos sanitários especiais indígenas.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, todos os 1,5 mil prefeitos foram avisados da possibilidade de solicitar médicos, mas pode ser que eles tenham conseguido outras formas de contratação ou não queiram se comprometer com as obrigações do programa.

Diferentemente das outras edições do programa, que tiveram pouca participação de médicos brasileiros, desta vez 15.747 profissionais formados no Brasil se inscreveram para concorrer a uma vaga, mais de três vezes o número de postos oferecidos.

O grande atrativo desta versão do programa é a possibilidade de o médico receber um bônus de 10% nas provas de residência, por clinicar por um ano em local determinado, na especialização de saúde pública.

Foram 11.736 os médicos que fizeram esta opção, enquanto 3.081 escolherem receber os auxílios do Mais Médicos e permanecer três anos no posto de saúde. Do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica são 930 participantes.

Para Chioro, o número de inscritos deve ser avaliado com cautela, porque o local em que os médicos desejam trabalhar pode não coincidir com aqueles em que existem vagas. Os médicos inscritos poderão indicar até amanhã quatro municípios onde gostariam de clinicar.

Criado em 2013 para levar médicos a regiões carentes, o Mais Médicos conta hoje com  11.429 profissionais cubanos, 1.846 brasileiros e 1.187 intercambistas de vários países, como Argentina, Portugal, Venezuela, Bolívia, Espanha e Uruguai.

Da Ag. Brasil

Família: Novos formatos cresceram e prometem novos desafios

A retrospectiva 2014 poderia se basear em um levantamento de números. Quantos casamentos – tanto hetero como homoafetivos –, quantos divórcios consensuais ou litigiosos, quantas uniões estáveis assumidas ou desfeitas.

Reduzir as relações familiares à tabulação em planilhas certamente não dará resposta a vários questionamentos, até porque, superadas as modificações há muito introduzidas em nosso ordenamento jurídico, a vida a dois (ou a três, como alguns já admitem como se natural fosse), caminha para certa normalidade numérica.

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 – que reconheceu em seu artigo 226 a família como base da sociedade, ampliando em seu parágrafo segundo a proteção do Estado à união estável – até as novas regras de sucessão trazidas pelo novo Código Civil para os cônjuges (a partir do artigo 1.829 e seguintes) e companheiros (artigo 1.790 do Código Civil), as inovações jurídicas no Direito de Família seguem nos surpreendendo. Ora por força do legislador, ora por força da aceitação da sociedade que revendo usos e costumes admite em seu convívio novas formas de família.

Melhor assim. O Direito de Família e Sucessões, ao contrário de outros, toca no nevrálgico ponto das relações familiares, que são, ao final, a base de qualquer sociedade. Parece que a última novidade com o que encerramos o ano de 2014 fica com a aprovação do Projeto de Lei originado na Câmara dos Deputados sob o número 117/2.013, que busca regulamentar em uma penada a guarda compartilhada, medida para se ver com reservas.

Apesar de todas essas inovações, o instituto da família persiste forte, ainda que em formatos inusitados. O casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel que forjou a família brasileira não é mais a única opção para a sociedade moderna. Nos deparamos com a família monoparental, onde os filhos são criados só pelo pai ou só pela mãe, e a família anaparental, onde os filhos são criados sem presença materna ou paterna.

Cada vez mais surgem consultas da família pluriparental, que é a reconstrução em um novo lar de uniões desfeitas gerando, quanto aos filhos, os já conhecidos “os meus, os seus e os nossos”. Há quem faça questão de registrar a família eudemonista, construída pela comunhão de afeto recíproco entre seus membros, sendo dispensável o vínculo biológico. A família paralela passa a ter reconhecidos direitos decorrentes das relações extraconjugais. E se muitos e diferentes surgem para formar a mesma família, discute-se na ponta oposta a família unipessoal que é formada por um único indivíduo.

A prole não tem mais como condição obrigatória as figuras de um pai e uma mãe, na medida em que, contornando o que a natureza limita, é possível filhos com ascendentes de apenas um sexo, ao menos na certidão de registro civil. A multiparentalidade, enfim, é uma realidade com a qual já convivemos nos dias de hoje.

A noção de casamento (ou similares) como base da família, instituição arraigada ao ser humano desde os primórdios, sempre foi das mais solidificadas e que soube se aperfeiçoar e demonstrar-se imprescindível. Se no passado vivemos o casamento indissolúvel com injustiçados desquitados que viviam à margem da sociedade, muito especialmente as esposas, caminhamos agora para uma revolução do conceito de família, cujo círculo ainda não fechou.

O ano de 2015 promete novos desafios, sem ainda termos dado respostas concretas àqueles já colocados pela sociedade brasileira. Devemos abraçar todas as opções a qualquer preço e a qualquer título? De um extremo a outro, in médio virtus é o alerta que nos faz o Direito Romano. No meio é que está a virtude. Resta saber até onde pretendemos chegar.

Por Luiz Kignel do ConJur

Caso de Família: Pais que perderam a guarda do filho protestam novamente em Joinville (SC)

Salvador-Neto-forum-criança-Vocês amigos e amigas, que me acompanham por aqui, lembram que há um ano exatamente eu falava de um caso que envolvia um casal joinvilense do qual a Justiça, via Conselho Tutelar, havia tirado a criança do convívio familiar?

Pois então, até hoje a Justiça não se pronunciou, não sentenciou, não fez andar o tal processo. Pode? Pode sim. No Brasil, pode. Os pais, sofrendo há mais de um ano sem o filho, voltará a protestar em frente ao Fórum de Joinville (SC) na próxima segunda-feira (15/12) a partir das 15 horas.

Amigos e amigas, sinceramente, com todo o respeito, mas isso é vergonhoso. Não sou jurista, nem advogado, sou apenas jornalista, mas o princípio do in dúbio pro reu não se encaixaria aqui?

In dubio pro reu é a consagração da presunção da inocência e destina-se a não permitir que o agente possa ser considerado culpado de algum delito enquanto restar dúvida sobre a sua inocência.

Sofrimento maior é da criança pelo afastamento dos pais. Segunda-feira, por conta disso, teremos manifesto em frente ao Fórum… e que se decida de uma vez por todas a questão!

Como já disse Rui Barbosa, a justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta. A foto é do Notícias do Dia de Joinville de um ano atrás.

* Salvador Neto é jornalista e editor do Blog.

Negros já somam 52% da classe média brasileira

Negros, trabalhadores com ensino fundamental incompleto ou sem escolaridade e trabalhadores do setor formal foram os brasileiros que mais contribuíram para aumentar o número de pessoas na chamada “classe média” do país – brasileiros em famílias com renda entre R$ 291 e R$ 1.019 por pessoa, em 2012.

A definição, adotada pelo governo para indicar a população no estamento médio de renda do país, pouco tem a ver com o conceito sociológico de “classe média”, tradicionalmente ligado aos chamados trabalhadores de “colarinho branco” e nível médio de instrução. Nessa classe média, 64% tem, no máximo, ensino fundamental completo. De cada cem novos integrantes nos últimos dez anos, 64 não completaram o ensino fundamental.

O novo perfil da classe média brasileira à qual se agregaram quase 40 milhões de pessoas nos últimos dez anos será divulgado na segunda-feira pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Wellington Moreira Franco, em um fórum promovido para discutir o tema. O estudo da SAE, atualizado com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2011, estima que a classe média representa, hoje, 52% da população brasileira (e não 53%, como se previu no início do ano) e cresceu, nos últimos dez anos, principalmente com o aumento de renda da população negra: de cada cem novos entrantes na classe média, 75 eram negros.

Os autores do estudo da SAE reconhecem ser polêmica a escolha do intervalo entre R$ 291 e R$ 1.019 per capita para definir a classe média, embora útil para verificar as mudanças no nível e na desigualdade de renda no Brasil. Argumentam, porém, que apenas 18% da população mundial ganha acima desse limite, e 54% estão abaixo do limite inferior de R$ 291. Por esse critério, é da classe alta uma família de quatro pessoas em que pai e mãe ganham juntos, R$ 4.077. O critério é reconhecido pela Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que, no entanto, considera frágil a situação econômica dessa classe média emergente.

A SAE constatou que 28% da população, cerca de 50 milhões de pessoas, estão na classe baixa. O estudo mostra que, se o crescimento de renda tivesse ocorrido de maneira homogênea, sem mudar a distribuição de renda, o aumento da classe média teria sido menor. Cerca de dois terços do aumento da classe média nos últimos dez anos se deu, principalmente, pela redução da desigualdade de renda no país.

As regiões com maior número de pessoas que ascenderam à classe média foram o Sudeste (36% dos entrantes) e o Nordeste (34%), que concentram a maior parte da população nacional.

A maior transformação se deu, porém, nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o que, para a SAE, reduziu a disparidade regional no país. O Nordeste, que tinha apenas 22% de sua população na classe média, passou a ter 42%. O Norte passou de 31% a 48% e o Centro-Oeste, de 40% a 57%. O Sul, embora tenha sido a região com a menor expansão de percentual nessa faixa de renda (apenas nove pontos percentuais) é a região com maior proporção de pessoas na classe média, 58%.

Para a SAE, esse contingente da população agora reflete mais fielmente a heterogeneidade da sociedade nacional, ao reunir, por exemplo grande parcela de pessoas com ensino fundamental completo e também de analfabetos funcionais. Aumentou bastante o número de pessoas de classe média entre os trabalhadores informais: eram 38% em 2011; são 52% em 2012. Evolução quase idêntica ocorreu entre os inativos: em 2002, 38% eram dessa faixa de renda; hoje são 51%. No total de pessoas de classe média, porém, os trabalhadores formais são maioria: 58% da população ocupada nessa faixa de renda.

Com a entrada maciça de pessoas negras na classe média, os negros passaram de 38% desse segmento em 2002 para 52% em 2012. Vendo essa mudança por outro ângulo, os especialistas da SAE apontam que não só aumentou o número de negros na classe média como aumentou o número de pessoas de classe média entre os negros. Em 2002, as pessoas de classe média eram 31% da população negra; em 2012, essa proporção está em 52%.

A SAE constatou que, enquanto o número de pessoas de classe média aumentou para a maioria das atividades econômicas, ele se reduziu nos setores de administração pública e de educação, saúde e serviços sociais. Essa queda se deveu, porém, à elevação de renda nesses setores: o percentual de pessoas da classe alta na administração pública subiu de 33% em 2002 para 46% em 2012, e no setor de educação, saúde e serviços sociais aumentou de 35% para 48%. Em ambos os setores, caiu o percentual de pertencentes à classe baixa, com menos de R$ 291 de renda mensal por pessoa da família.

Do Valor Econômico via CNM-CUT

Tarefas domésticas mantém divisão desigual entre homens e mulheres

Pesquisa divulgada na última quarta-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) não traça um cenário exatamente novo para as relações de gênero dentro dos lares brasileiros. Pelo contrário, reforça que continua cabendo às mulheres o desempenho de tarefas domésticas, questão que, para os pesquisadores, demonstra a manutenção de uma visão tradicional sobre o assunto.

O comunicado “Trabalho para o mercado e trabalho para casa” elenca, além da questão cultural direta, alguns fatores indiretos que explicam que 89,9% das mulheres desempenhem afazeres em casa, contra 49,9% dos homens. A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, os especialistas apontam que a jornada no mercado de trabalho é, ainda, maior entre os trabalhadores do sexo masculino, que também obtêm melhores salários, mesmo em funções similares. “Supõe-se que quem aufere maior renda dedica mais tempo ao trabalho remunerado e possui mais poder de barganha para negociar o tempo dedicado ao trabalho produtivo”, observa o Ipea.

Além disso, a maternidade toma mais horas que a paternidade. Mulheres com cinco filhos ou mais gastam 33,8 horas por semana em tarefas domésticas, contra 10,3 horas dos homens nas mesmas condições – entre os que não têm filhos, a média fica em 25,9 e 11,7 horas, respectivamente. “Assim, não importa se a mulher tem uma alta renda, se é considerada chefe de família, se está ocupada; ela sempre gastará mais tempo com afazeres domésticos que os homens nas mesmas posições.”

Para os pesquisadores, é desde cedo que se começa a formar uma cultura de que meninas devem trabalhar em casa, e meninos, fora. Já entre 5 e 9 anos as crianças do sexo feminino despendem 6 horas semanais nas tarefas domésticas, contra 14,6% entre os meninos, que fazem cinco horas, em média.

A conclusão do comunicado é de que o poder público deve ter uma atuação no sentido de desfazer uma cultura de diferenciação por gênero. “Se o pressuposto de que a igualdade entre todos deve ser substantiva e a todos os cidadãos e cidadãs devem ser garantidas oportunidades equivalentes de autonomia, de busca pela felicidade, de acesso aos bens e serviços produzidos pela sociedade e de usufruto de uma vida saudável e com bem-estar, cabe também ao Estado atuar no sentido de reverter o quadro de desigualdade existente no âmbito privado familiar”, aponta.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

Mortalidade infantil: país reduz em 47% a mortalidade infantil segundo IBGE

Os dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destaca que a mortalidade infantil no Brasil reduziu praticamente pela metade (47%) na última década. Em 2000, 29,7 a cada mil crianças nascidas vivas não completavam o primeiro ano de vida. Em 2010, o índice reduziu para 15,6/1.000.

Os dados divulgados hoje estavam dentro das expectativas do Ministério da Saúde e revelam que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acordo internacional, que prevê uma taxa de mortalidade infantil de 15,7/1.000 nascidos vivos no país, para 2015, além de reforçar a política social que vem sendo conduzida pelo governo.

O Ministério da Saúde tem investido fortemente em políticas públicas voltadas para a família, à gestante e à criança. A Rede Cegonha, conjunto de medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou em 2011, 348 leitos neonatais e requalificou mais 86.

A rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar Saudável qualificam profissionais da Atenção Básica para acompanhar e fortalecer ações de promoção, proteção e apoio do aleitamento materno e da alimentação complementar.

A região Nordeste, que historicamente concentra os maiores índices, desta vez apresentou a maior redução, de 59%. Em 2000,44,7 crianças – a cada mil nascidas vivas – morriam antes de um ano. Atualmente, a taxa é de 18,5/1.000.

“Esta significativa redução faz parte da expansão da Atenção Básica no país e reflete ainda o compromisso do Ministério da Saúde para acelerar a redução das desigualdades na região Nordeste e na Amazônia Legal dentro do Pacto Pela Redução da Mortalidade Infantil, da ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF) e de ações já preconizadas para a melhoria da atenção integral a saúde das crianças”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

ADOLESCÊNCIA – A pesquisa do IBGE também traz dados sobre a fecundidade das brasileiras. As famílias estão cada vez menores e as mulheres estão adiando a maternidade. Uma boa notícia é a redução da taxa de adolescentes gestantes. As mulheres entre 15 e 19 anos que se tornaram mães passou de 18,8% a 17,7%.

Criada em 2007, a Política Nacional de Planejamento Familiar prevê a oferta de métodos contraceptivos gratuitamente e a venda de anticoncepcionais na rede Farmácia Popular, com redução de preços em até 90%, além da ampliação do acesso vasectomias e laqueaduras. “Para muitas mulheres, tornar-se mãe é um sonho. É importante que toda brasileira possa escolher o momento para torná-lo realidade”, conclui Padilha.

 

A convivência pede palavrinhas mágicas

Conheça todos os benefícios que a convivência tranquila com o outro proporciona à vida.

Preciso de um abraço!”

Quem tem filhos adolescentes sabe o quanto é difícil receber deles alguma manifestação de carinho. Às vezes, o maridão também pode relutar em demonstrar sua fragilidade e admitir que está precisando de ajuda. Quebre essa barreira invertendo os papéis. Peça você um abraço. É muito mais fácil para eles corresponder a esse carinho do que tomar a iniciativa. Mas o importante é que, usando essa frase, todos vocês vão ficar mais próximos!
Nas relações de amizade a frase também vale. Afinal, nada melhor do que um abraço amigo, nas horas boas e ruins.

“Em que será que você está pensando?”

Perguntas diretas como “Em que você está pensando?” ou “O que você está me escondendo?” costumam colocar as pessoas na defensiva e até fazer com que se sintam invadidos. Se você quer mesmo saber o que está angustiando alguém, suavize a pergunta com a fórmula “Em que será…”. Isso deixa a pergunta menos direta e dá ao outro a sensação de que pode escolher entre abrir ou não seu coração. Mais à vontade, a pessoa provavelmente se abrirá!

“Nós podemos!”

Em vez de dizer “você precisa reclamar do aumento do aluguel na imobiliária” para o marido ou “eu vou te colocar na aula particular” para o filho, prefira usar o pronome “nós” (“nós vamos resolver isso!”). Essa mudança reduz as brigas e promove o espírito de equipe na família.

“Eu te amo!”

Não é preciso esperar nenhuma ocasião especial para dizer “eu te amo”. Ao contrário, ouvir isso inesperadamente nos faz sentir que a frase é espontânea e sincera. Sempre que puder, diga isso aos seus familiares queridos. Eles vão ficar tocados. Afinal, nunca é demais ouvir que somos especiais para alguém. Então, a partir de hoje, inclua ou utilize mais essa frase no repertório da sua família!

“Você escolhe!”

Na convivência com crianças é bom que elas exercitem a habilidade de tomar decisões. Portanto, deixe-as começar por decisões pequenas, como opinar sobre o que querem vestir ou sobre o que pensam fazer a respeito de uma desobediência. Assim, você envia a mensagem de que confia nela. Estudos mostram que isso estimula a autoconfiança delas e as incentiva a fazer escolhas responsáveis.

“Puxa, muito obrigada!”

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que elogiar e agradecer até os mínimos favores estimula as crianças a repeti-los para agradar os pais. Mas é importante saber que ela não se reduz somente a essa relação. Agradeça sempre! “E usar uma expressão de exclamação como ‘puxa!’ ou ‘nossa’ reforça ainda mais o seu agradecimento”, garante a escritora B. J. Gallagher, autora do livro O Sim Vive na Terra do Não. Por isso, não economize no incentivo. 

Mdemulher

Pastoral Antialcoólica, exemplo de cidadania e organização popular

Trabalho voluntário da Pastoral é modelo para a sociedade

Na noite de fria de ontem, segunda-feira, em Joinville (SC), atendi convite do amigo, microempresário e líder comunitário do bairro Fátima, Luiz Carlos Salles, e participei da minha primeira reunião da Pastoral Antialcoólica onde a entidade foi fundada em 1994 – Igreja São João Batista. Apesar do frio intenso, intensa era também a receptividade e o acolhimento que as cerca de 50 pessoas presentes ofereciam a cada um que chegava.

Em cada rosto e olhar, a prova de que não existe o impossível em nossas vidas, se quisermos sair de determinada situação que nos aflige, maltrata ou desagrada. Os cabelos grisalhos de homens e mulheres – sim, havia mulheres também! -, o sorriso de pessoas jovens, de adolescentes e gente de meia-idade, esbanjava alegria por estar ali, comemorando mais um dia sem álcool, mais um dia de sobriedade.

Tudo na Pastoral é feito com método. Desde a hora de inicio, passando pelo silêncio respeitoso a quem está testemunhando sua vida e sofrimento, até o tempo máximo de falação, e chegando à comemoração final com café, água e refrigerante, a organização é perfeita, e a participação é motivada e quase exigida de todos que frequentam.

Fui acolhido com carinho, e apresentado por Salles como um apoiador antigo da Pastoral, coisa que até eu não lembrava mais de ter feito em alguma época. Escrevi projetos, abri caminhos para a criação da logomarca, e outras coisas que meu amigo e fundador da Pastoral me fez lembrar. Agradeci a oportunidade de estar ali, e destaquei que já perdi um irmão por conta do álcool, e sei o que ele causa nas famílias, para a saúde de todos, para a sociedade. E passei a ouvir a reunião, e observar o belo trabalho que fazem.

Emocionou a todos os testemunhos de pessoas que receberam medalhas por três, seis meses, sete anos e até 16 anos de sobriedade. Principalmente quando uma menina e um menino adolescentes falaram sobre a vida que recomeçava com seu pai sem beber álcool, a paz voltando ao lar, e a luta que empreenderam junto com a mãe e uma vizinha para salvar sua família. Simplesmente maravilhoso ver aquilo. Esquenta o coração de qualquer um.

A Pastoral Antialcoólica tem hoje 21 núcleos pela cidade, que certamente ajudam muito na redução de crimes familiares, acidentes e internações, um forte apoio na saúde pública e assistência social na maior cidade catarinense. Um trabalho sério, religioso por ser ligado à Igreja Católica, mas aberto a todas as denominações religiosas – aliás, até um membro da Igreja do Evangelho Quadrangular estava recebendo a medalha – que mostra onde pode chegar um povo se existir vontade, união e determinação.

Exemplos como esse existem em todas as áreas, e devem ser motivados, apoiados e financiados, porque rendem frutos poderosos para a reconstrução da família e da sociedade, tão atacadas que são pelo consumismo, modismos e mudanças culturais de nossos tempos. Parabéns a todos e todas que me receberam tão bem na noite fria de inverno, vocês são as pessoas que realmente fazem a diferença! Continuem esse belo trabalho, e contem com este Blog para divulgar suas atividades.

Dona Isolde completa 73 anos com a vida renovada – Parabéns!

Neste dia 6 de junho dona Isolde da Costa, nascida Bäher, completa 73 anos de uma vida bem vivida. Dura, é verdade, cheia de percalços, surpresas, abdicação, voluntariado, superação e tantas outras coisitas mais. Recentemente uma parte da sua vida foi retratada na seção Perfil do jornal Notícias do Dia de Joinville, pelo jornalista e mago das letras, Roberto Szabunia.

Mãe de criação de quatro filhos – Ernani, Elézio (in memoriam), Eliete e Evelyn – do escriturário Zeny Pereira da Costa, e mãe natural deste jornalista que lhes escreve e também de Zeny Pereira da Costa Júnior, já falecido infelizmente, fruto do casamento com Zeny que durou 23 anos, Isolde largou tudo para se dedicar ao seu amor, aos filhos do seu amor, e depois aos seus filhos.

Ajudou a todos os filhos que adotou para serem algo na vida. Seus anos mais viçosos foram inteiramente entregues ao marido e no encaminhamento dos filhos. Nunca reclamou, nem mesmo quando o marido resolveu vender a casa de alvenaria que tanto tinha sonhado, para pagar dívidas e depois retomar a vida de trabalho com um bar na rua Santa Catarina. Trabalho duro fazendo sorvete, fritando bolinhos, limpando o bar na madrugada.

Zeny então adoeceu e veio a morrer de câncer em 1989, a deixando com uma pequena casa de madeira na rua Ibirapuera, 608 com seus dois filhos, Salvador e Zeny Jr. Pensionista, passou a empreender serviço voluntário no CERJ, apoiando a juventude em busca de trabalho e formação, e com isso lutar para colocar seu filho Zeny, que tinha deficiência intelectual, na vida! Em 2005 perdeu Zeny Jr, e sua vida começou a murchar.

Pouco a pouco foi se entregando, sem notar, ao mal da pressão alta, da falência gradual dos rins, sofrendo um AVC hemorrágico em 2007, do qual se salvou porque é forte e queria finalizar aqui a sua tarefa. Hoje, passados quatro anos do derrame do qual ninguém esperava que sobrevivesse, aí está Isolde, forte, bonita, chegando aos 73 anos contando histórias e recebendo o carinho de sua família, familiares, amigos de verdade, da nora Gi Rabello, da neta Rayssa e do filho que escreve essas linhas.

Seus netos Gabriel, Lucas e João Pedro hoje andam distantes, mas certamente não esquecem o carinho e amor que receberam, mesmo quando o foi de forma tímida devido a tantas incompreensões. Parabéns dona Isolde da Costa, que sua saúde se multiplique para continuar a viver agora sim, os bons tempos da vida. Sem pressões, sem trabalho duro, sem abrir mão das suas convicções.

Que Deus a ilumine sempre, com muita saúde e paz, para nos dar a cada dia o exemplo de dedicação, solidariedade e amor ao próximo que marca o livro da sua vida. Beijos enormes meus, da Gi, Rayssa e de tantos os que a conhecem. Parabéns!