Mutirão da solidariedade

Solidariedade nos tempos em que vivemos é uma chama difícil de encontrar. Há voluntários por todas as partes, em todos os cantos do mundo fazendo alguma coisa por alguém. E isso é fundamental em nossas pequenas e rápidas vidas. Quem sabe você não possa ajudar algumas crianças que sofrem com uma doença terrível como o câncer? Uma colega chamada Juliana Filippe, economista e assessora parlamentar de alto nível, está coletando principalmente leite para a Associação das Crianças com Câncer no bairro Floresta em Joinville (SC).

Pense um pouquinho, que só com um pouquinho de boa vontade e amor ao próximo você pode ajudar! Veja abaixo o que Juliana pede e faça a sua doação. Ela informa ainda que pode buscar as doações, bastando entrar em contato com ela pelo e-mail juliana@cvj.sc.gov.br ou ainda pelo telefone celular (47) 9918.1328. Fique mais feliz fazendo algo pelo próximo. O Palavra Livre agradece.

Os produtos são:

– leite isosourde Soya
– leti Ensume
– Leite Nutren Activia
– Leite Sustagem
– Leite Longa Vida
– Fralda descartável adulto
– Cesta básica

Trabalho escravo?

“Mais de 1,8 mil pessoas já assinaram o abaixo-assinado eletrônico e outras milhares firmaram o documento em papel pedindo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que determina o confisco da terra onde for constatada a exploração de trabalho escravo.

A iniciativa partiu do “Movimento Nacional pela Aprovação da PEC 438 e pela Erradicação do Trabalho Escravo”, que realizou ato público no Congresso Nacional com presença de autoridades do Poder Executivo, representantes de instituições públicas, parlamentares e integrantes de organizações da sociedade civil no dia 12 de março.

A proposta está estagnada desde agosto de 2004. Foi aprovada em primeiro turno no Plenário da Câmara dos Deputados e aguarda apreciação em segundo turno. A emenda já passou pelo Senado e, se aprovada, deverá ser remetida novamente aos senadores por causa de mudanças efetuadas na Câmara. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou que está disposto a colocar a matéria em pauta, mas recomendou a intensificação de mobilizações em torno do tema. 

Outros 11 projetos relacionados ao combate à escravidão continuam estagnados no Parlamento, como ocorre com a “PEC do Trabalho Escravo”. 

“A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos – crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 28 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal”, justifica o texto do abaixo-assinado.

De acordo com Xavier Plassat, que coordena a Campanha Contra o Trabalho Escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o abaixo-assinado está sendo distribuído Brasil afora por organizações de base e certamente será referendado pelo conjunto dos trabalhadores rurais. “Está claro que quem comete o crime de escravidão precisa ser punido. E nada mais justo que as terras sejam destinadas à reforma agrária”, analisa.  

Integram o movimento: a Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo no Senado Federal, Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, Degradante e Trabalho Infantil na Câmara dos Deputados, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, OIT, CPT, Fórum Nacional da Reforma Agrária, MST, Via Campesina, Contag, Fetraf, Coetrae-MA, Coetrae-TO, CDVDH, CRS, Sinait, Anamatra, ANPT, ANPR, AMB, Ajufe, OAB, Abra,Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, Movimento Humanos Direitos, Repórter Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, entre outros. 

O texto do documento salienta que a PEC 438/2001 é um instrumento relevante para a abolição da escravidão contemporânea. “Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro”.  

Esta matéria foi produzida pela equipe do Portal de Notícias Repórter Brasil, e mostra o quanto ainda temos que caminhar para acabar com as desigualdades sociais em nosso país. E se você pensa que isso só acontece no norte e nordeste, não se engane! Há notícias de que aqui por perto existem casos muito parecidos. E estamos investigando.

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