- Da Redação
Dois anos após o início da guerra, Gaza permanece como território devastado. O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 não trouxe a paz prometida: ataques continuam, violações são denunciadas diariamente e a crise humanitária atinge níveis sem precedentes.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza — números considerados credíveis pela ONU — mais de 70.100 palestinos foram mortos desde 2023, a maioria civis. Outros 170 mil ficaram feridos. Nos últimos dois dias, sete palestinos morreram e 30 ficaram feridos em operações israelenses, apesar da trégua formalmente em vigor.
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, deixando 1.200 mortos e sequestrando 251 pessoas. Desde então, Israel retaliou com bombardeios que destruíram bairros inteiros. Recentemente, o corpo de um dos últimos reféns foi entregue via Cruz Vermelha, mas ainda há desaparecidos.
A ONU alerta que “todos os pilares da sobrevivência foram minados”. Estima-se que serão necessários 70 bilhões de dólares para reconstruir Gaza. Enquanto isso, famílias enfrentam frio, chuvas e doenças em campos de refugiados alagados. Crianças sofrem com hipotermia e epidemias respiratórias, num inverno que se repete pela terceira vez em deslocamento.
Israel acusa o Hamas de violar o cessar-fogo; o Hamas acusa Israel de ataques sistemáticos. A trégua, que deveria abrir caminho para negociações, tornou-se apenas um intervalo frágil em meio à destruição.
Gaza, hoje, é símbolo de um mundo incapaz de deter a espiral da violência. A contagem de mortos não é apenas estatística: é o retrato de uma população inteira condenada à sobrevivência precária, enquanto a comunidade internacional debate soluções que parecem sempre tardias.
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