CIA: AI 5 transformou o Brasil em abertamente autoritário

Notícia do AI-5 no JTDocumentos relacionados à ditadura militar e que foram divulgados apenas nesta quinta-feira (9) apontam que a CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, criticou a expedição do Ato Institucional nº 5 (AI-5) conforme informações do jornal O Globo.

A CIA classificou o AI-5, em documentos considerados confidenciais, como fator potencial de aumento da violência cometida por grupos extremistas, que representou uma guinada do Brasil rumo a políticas abertamente autoritárias.

O AI-5 foi expedido em 13 de dezembro de 1968 pela ditadura militar e considerado, na época, o mais duro golpe na democracia, dando poderes quase absolutos aos militares.

O AI-5 impôs, por exemplo, censura prévia aos meios de comunicação, deu poder ao presidente da República de assumir as funções legislativas, proibia atos de natureza popular, entre outras ações.

O documento da CIA datado em fevereiro de 1969 dizia que “a proscrição em dezembro (AI-5) de canais democráticos de oposição ao governo certamente levará mais brasileiros em direção ao extremismo”.

“Violência atribuída a grupos esquerdistas provoca reação violenta por direitistas, e vice-versa. Uma continuação de atos terroristas vai provocar constrangimento à administração e vai fortalecer a posição de quem é linha-dura no governo e acredita que o presidente Costa e Silva deveria ser mais vigoroso em empregar seus poderes de repressão”, disse a Agência de Inteligência norte-americana na época. Confira a reportagem na íntegra.

Com informações do Congresso em Foco e o Globo

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.