Escolas públicas recebem R$ 100 milhões para projetos culturais

mais-culturaComeçam a ser executados a partir deste mês de julho os 4.823 planos de atividades culturais selecionados pelo Mais Cultura nas Escolas, programa lançado pelos ministérios da Cultura e da Educação com objetivo de levar atividades culturais a escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o Brasil. Nesta primeira etapa, estão sendo repassados às escolas selecionadas cerca de R$ 100 milhões. Cada projeto irá receber entre R$ 20 mil e R$ 22 mil. 

O Mais Cultura nas Escolas pretende potencializar processos de ensino e aprendizado por meio da democratização do acesso à cultura e da integração de práticas criativas e da diversidade cultural brasileira à educação integral, promovendo o diálogo entre escola e comunidade. Os recursos devem ser usados na contratação de serviços culturais relacionados às atividades artísticas e pedagógicas. Os projetos contemplados devem ter duração de, no mínimo, seis meses, podendo ser estendidos ao próximo ano letivo.

Os repasses estão sendo feitos diretamente às 4.823 escolas selecionadas, em duas etapas, por meio do Programa Dinheiro Direto nas Escolas (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O valor é calculado conforme o número de alunos matriculados. Os repasses podem ser acompanhados no endereço https://www.fnde.gov.br/sigefweb/index.php/liberacoes. Os projetos começarão a ser executados tão logo os recursos estejam em conta. As escolas selecionadas que ainda não receberam recursos devem entrar em contato com o PDDE/FNDE para verificar se há pendências que impeçam o repasse.

Cada um dos planos de atividades selecionados deve trabalhar com um dos nove eixos do projeto: criação, circulação e difusão da produção artística; cultura afro-brasileira; promoção cultural e pedagógica em espaços culturais; educação patrimonial; tradição oral; cultura digital e comunicação; educação museal; culturas indígenas; e residências artísticas para pesquisa e experimentação nas escolas. 

Entre os planos de atividades selecionados está o do Colégio Municipal João Paulo II, em Ferreiros (PE). Com suporte do mestre da cultura popular Severino Miguel, conhecido como mestre Tíndara, a escola promoverá oficinas de dança, canto, percussão e costura. No final do projeto, será criado um grupo de percussão e uma ala de baianas, que representarão os folguedos maracatu baque-solto e baque-virado. Os figurinos serão confeccionados pelos próprios alunos na oficina de bordados e costura.

Em João Pessoa, na Paraíba, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Jornalista Raimundo Nonato Batista desenvolverá um projeto em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e com a Associação Cultural e Esportiva da Paraíba, promovendo ações de integração escolar. Elementos culturais e artísticos do Hip Hop – como a dança de rua, o grafite e o rap – serão utilizados como ferramenta de mobilização e formação. Os alunos participarão de palestra e debates que abordarão os temas Violência e Juventude, Sexualidade na Juventude, Combate às Drogas, Protagonismo Juvenil e Juventude e Trabalho. 

Universidades
Ainda neste semestre, o Ministério da Cultura lançará edital do Programa Mais Cultura nas Universidades, com o objetivo de ampliar e fortalecer programas e cursos voltados para a formação, pesquisa e extensão em arte e cultura. Poderão participar universidades e institutos federais. Serão repassados na primeira etapa cerca de R$ 20 milhões para planos de dois anos de duração. 

Acompanhe informações atualizadas periodicamente no endereço virtual www.cultura.gov.br/maisculturanasescolas

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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