Nenhuma medida judicial irá pôr fim à greve

greveEm evidente desespero, a Prefeitura de Joinville recorreu outra vez à Justiça para tentar encerrar a greve dos servidores municipais. Esta atitude mostra a força que a mobilização atingiu. É importante ressaltar que o governo induziu novamente o Judiciário ao erro, na medida em que omitiu documentos e informações.

A nova decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina foi publicada na tarde de hoje (26/5). Ela é uma complementação da primeira liminar, publicada na quarta-feira (21/5), e determina que todos os servidores de estabelecimentos de saúde, creches e ensino fundamental voltem ao trabalho. Para o Sinsej, esta medida é arbitrária. A suspensão do direito constitucional de greve dos trabalhadores só tem precedentes no período de ditadura militar.

O sindicato vai recorrer da decisão e tomará todas as medidas legais necessárias, indo até a última instância, para garantir a plena continuidade do movimento. Diante disso, a greve segue normalmente.

O Sinsej ressalta ainda que sempre esteve aberto à negociação e que, no momento em que a Prefeitura iniciou a judicialização da greve, havia acabado de solicitar uma reunião sobre a garantia do atendimento essencial à população. O governo, por sua vez, até o momento não apresentou nenhuma nova proposta à categoria e optou por tentar encerrar o movimento com intimidação.

Demonstração disso ocorreu na reunião convocada pelo Conselho Regional de Enfermagem para hoje, com o governo e o sindicato, à qual a Prefeitura não compareceu. O Coren, preocupado com o bem-estar dos servidores, da comunidade e com o respeito ao direito constitucional de greve, sugeriu que o Executivo abra negociação para colocar fim à greve.

Do Sinsej.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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