MPT denuncia M. Officer por utilização de trabalho escravo

moficcerO MPT informou que ajuizará uma ação civil pública contra a M. Officer após a descoberta de trabalhadores em condição análoga à escravidão em oficina que produzia peças para a grife. O parquet vai pleitear a responsabilização da marca pela degradação das condições de trabalho de todos os trabalhadores inseridos em sua cadeia produtiva.

Esta é a segunda vez que a o MPT flagra peças e acessórios, como etiquetas, botões e placas de metal que identificam a marca sendo costuradas em uma oficina clandestina por trabalhadores em condições degradantes.

O caso

Ação conjunta entre MPT, MTE, DPU e Receita Federal resgatou, em 6/5, seis trabalhadores bolivianos em condições análogas à escravidão em uma oficina clandestina de costura. No local foram encontradas diversas peças de roupa com etiquetas da marca M.Officer, algumas prontas, outra em produção.

Ao chegar ao local, a força tarefa descobriu fiação exposta, botijões de gás no ambiente de produção, materiais inflamáveis espalhados pelo local. Os trabalhadores bolivianos, que moravam com suas famílias no mesmo local de produção, eram obrigados a cumprir jornadas exaustivas de trabalho, que chegavam a 15 horas diárias. Por cada peça costurada, recebiam de três a seis reais. A oficina foi interditada e os trabalhadores continuam morando no local.

Do Migalhas.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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