Comunicação Pública: Propaganda enganosa não é comunicação de interesse público

Propaganda enganosa, para não dizer mentirosa, quem paga a conta? Quem devolve o dinheiro público gasto? Temos visto todos os dias nas emissoras de televisão, jornais impressos e digitais, campanhas publicitárias do Governo Colombo e Governo Udo!

Seria cômico, se não fosse trágico. Cômico porque anuncia coisas que não são realidades. Por exemplo: das 180 e poucas escolas estaduais do “norte”, dizem os colombistas, 80 e poucas estariam recuperadas! Mentira grossa, informação vaga, imprecisa.

No caso dos Udonistas, vendem a mensagem que a cidade está ficando melhor. Onde seria senhores? Que Joinville está melhor? Exemplos: ruas esburacadas, obras que não andam, ou nem existem, licitações de estacionamento rotativo que não saem, bairros abandonados, praças abandonadas, e por aí vai.

Porque é trágico? Por que gastam-se milhares de reais para produzir fantasia de algo que não existe de fato, e ninguém cobra isso, nem para que devolvam a grana pública que divulga as miragens que tentam incutir na cabeça dos cidadãos! Cadê a Câmara de Vereadores? Os deputados estaduais, federais, senadores? Onde está a oposição? O Ministério Público que não cobra providências? E a sociedade organizada?

Deveria haver uma lei que inibisse tais usos indevidos de dinheiro público em campanhas publicitárias como essas. E não é a primeira vez que se usa a comunicação de massa para ganhos eleitoreiros sem qualquer base real. A população tem de dar a resposta nas urnas, e diariamente cobrando isso dos governantes de plantão! É uma vergonha usar o nosso dinheiro para inventar miragens e informações sem qualquer base real!

* Por Salvador Neto 

 

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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