Páscoa sem culpa, confira dicas de um nutricionista

chocolateSer e estar bem consigo mesmo é uma questão de escolha. Relaxar, desencanar, comer sem culpa pode ser uma opção na vida. Malhar, cuidar do corpo, fazer dieta pode ser outra. Mas pode haver um equilíbrio entre as duas opções.

Sabe aquela coisa, amplamente difundida no século XX, de que cuidar do corpo era coisa de gente fútil e alienada. Esqueça.

No século XXI, buscar uma alimentação equilibrada, rica em fibras e se exercitar pelo menos três vezes por semana, durante uma hora, fazem parte de uma tomada de consciência importante: tanto mais saudável será a nossa existência quanto mais entendermos o nosso corpo.

E não é culto ao corpo, à estética, embora isso seja importante para a autoestima. É a consciência do corpo. O fundamental aqui é a conquista de qualidade de vida para evitar doenças crônicas e degenerativas que possam afetar o nosso corpinho e seus órgãos vitais…

Você sabia, por exemplo, que uma pessoa que corre regularmente protege mais seu cérebro contra doenças degenerativas do que uma pessoa que não se exercita?

Alienação, portanto, é jacar todo dia.

Os conceitos estão sempre em evolução. Não se apegue a pieguices e livre-se de dietas que contam calorias. Esse também era um conceito do século passado. As dietas atuais levam em conta a densidade nutritiva dos alimentos e o aporte ideal de nutrientes.

Mas ninguém é de ferro, certo? Aqui e ali, colocamos de lado a consciência do corpo e pronto: acabamos na pizzaria, na feijoada, na sorveteria cheias de culpa.

Relaxe, as dietas contemporâneas já contam com isso. Basta que você não torne isso um hábito e limite a jacada (a comilança) à duas refeições por semana.

TENHA UMA PÁSCOA FELIZ, E COM CHOCOLATES

Agora, por exemplo, temos o choque de chocolate da Páscoa. Quem resiste? Vamos encarar o domingão entre chocolates e alegrias. Seguem aqui algumas recomendações que o nutricionista Daniel Costa (@danielcostanutricionista), um dos mais conceituados do País, fez a pedido do blog:

1- Praticante de atividade aeróbia : Pode MANDAR VER na Páscoa. Tire uma refeição do dia para consumir a quantidade que quiser!!! Aproveite o chocolate para repor o glicogênio (açúcar no músculo). Feito isso, no dia seguinte, acorde cedo e pratique uma hora de treino aeróbio em jejum e coloque, como pós-treino, oleaginosas (castanhas) com uma fruta a fim de compensar a liberdade para consumir os ovos de chocolate. Neste caso, o treino aeróbio poderá ser em jejum pois com o glicogênio muscular cheio o organismo suporta até 30 km de corrida somente com a ingestão de água durante a atividade. O que não deve-se ser feito é realizar tal atividade tarde. Iniciar o treino, no máximo, até as 7 horas da manhã.

2- Fibras solúveis como farelo de aveia, chia e vegetais folhosos são hipoglicêmicos, ou seja, regulam a chegada de açúcar no sangue. Caso a pessoa exagere no consumo de chocolates, consumir de três a cinco colheres de sopa de farelo de aveia com 200 ml de Ades zero ou água de coco ou suco light. É uma forma de compensar o pico elevado de insulina. Ela transporta açúcar para a célula. Se está alta, terá muita chegada de açúcar na célula, o que favorecerá excesso = síntese de gordura.

3 – Consumir 50 g de chocolate amargo por dia é saudável, e não causa nenhum malefício. Ao invés de consumir todo o ovo de chocolate na Páscoa, uma dica é consumir um pedaço diariamente, o que  não deixa de ser mais saboroso.

4- O chocolate é um ótimo repositor de glicogênio e muito usado por atletas de endurance. Neste caso, após uma corrida de 50 a 60 minutos,  50 g de chocolate, com pelo menos 50% de cacau, é um ótimo pós treino.

5 – Esqueça o consumo de chocolate branco. Este é zero beneficio para a saúde. É rico em gordura saturada e açúcar.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Estadão.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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