Artigo: Ineficiência e prejuízos

Quem já não produziu prejuízos com algum ato não planejado, não pensado, seja em sua casa ou empresa? A maioria das pessoas já passou por momentos assim, e como dói no bolso não é mesmo? A experiência da vida pode nos ajudar a evitar esses erros, claro, com boa dose de humildade em reconhecer o erro para fazer melhor da próxima vez. Não é o que vemos no setor público, notadamente Prefeitura de Joinville e Governo de SC. E digo por quê.

Vejam o caso da rua Guanabara, via movimentadíssima da zona sul na maior cidade catarinense. Do dia para a noite o governo Udo Döhler resolve implantar um corredor de ônibus. Pintaram a sinalização, colocaram placas, mandaram relises para a imprensa e… colocaram para funcionar. Funcionar não exatamente, porque a medida se mostrou desastrada, colocando em risco motoristas, pedestres e ciclistas!

Não contentes, e logicamente incomodados com o barulho vindo da comunidade, inventaram mais uma medida: compartilhar um corredor de ônibus mal feito, de alto risco para o transito em geral, com as bicicletas. Resultado: aumento da gritaria, sustos em pedestres, ciclistas, motoristas, e um lance midiático da presença do Prefeito na rua para “ouvir” os comerciantes, a população. Meio tarde não é mesmo?

Tarde porque o gestor não foi eficiente, eficaz, competente na ação. Não planejou algo com base nas pessoas, mas sim com base no efeito de marketing. O que mostra este fato (há outros deste governo que logo comentarei aqui): ineficiência da gestão, do planejamento, o que acarretou desperdício de dinheiro público. Fez, refez, fez de novo, e vai refazer novamente. O que é pior, sem saber se a última tacada vai dar certo! Isso é gestão moderna? Não, desculpem, não.

Vamos ao nosso voluntarioso Governo Colombo. Forte na mídia, pífio na prática, arrasta obras que deveriam estar prontas há pelo menos três anos. Pavimentações das ruas Rui Barbosa, Tuiuti, Albano Schmidt; Estrada Rio do Morro; abertura da Almirante Jaceguay e pavimentação; Binário da Vila Nova (vixe!), abertura da rua Max Colin até a rua XV de Novembro, e alargamento e levantamento da rua Minas Gerais… acho que não esqueci de nada. O que resta pronto até agora? Talvez a Tuiuti…

Mas, além destas, arrastadas obras que vira e mexe voltam às propagandas oficiais para multiplicar o efeito de milhões anunciados, reanunciados, etc, criaram a duplicação da avenida Santos Dumont. Assinaram, Colombo e Udo, em meio à chuva e o caos da grande e movimentada via em horário de pico, a ordem de serviço. Esta também virou uma bela propaganda em 3D, mostrando a via já quase duplicada…!! Mentira paga com dinheiro público.

O que vemos hoje? Um trecho de 100 metros, isso mesmo, 100 metros, onde colocaram uns tubos, mexeram na terra, fizeram bastante poeira e encheram de cones para mostrar serviço. E largaram 100 metros de asfalto… Agora só falta mandar relise para anunciar a inauguração do trecho. Piada de mau gosto com um povo trabalhador, que de sol a sol produz a riqueza e impostos que deveriam retornar exatamente nestas obras essenciais para melhorar a vida das pessoas. Não vamos nem entrar no caso de escolas estaduais interditadas e abandonadas, porque é tem de outro post.

O que resulta disso tudo? A ineficiência, falência de um governo que não existe na prática na maior cidade catarinense. Os manifestos de junho mostraram que a população está até a testa de indignação com atos como estes. Mas, ao que parece, nossos governantes preferem continuar a prática nefasta de má gestão, ineficiente, que joga nosso dinheiro pelos ralos, ou tubos, como queiram. Senhores, menos discursos e gastos em propaganda enganosa, e mais trabalho. Até agora o que se vê é só ineficiência e prejuízos para o bolso de quem paga a conta: o trabalhador.

Autor: Salvador Neto

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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