Após representação de Marco Feliciano, MPSP abre investigação por vídeo do Portas dos Fundos.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu procedimento para investigar se houve ofensa a cristãos por um vídeo publicado pelo grupo Porta dos Fundos no seu canal no You Tube. A decisão é uma resposta a uma representação apresentada pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no início do mês.

A decisão foi divulgada pelo próprio Feliciano. No seu perfil no Twitter, ele postou uma cópia do ofício assinado pelo procurador de Justiça Marco Antonio Zanellato. No documento, o integrante do Ministério Público de São Paulo disse que a “representação (…) noticiando violação de direitos difusos de cidadãos cristãos foi encaminhada à douta Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – Inclusão Social, para as providências cabíveis”.

A investigação será conduzida pelo promotor José Paulo França Piva. A expectativa é que ele repasse o inquérito à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), da Polícia Civil de SP para apuração da denúncia. Feliciano pede a retirada do vídeo do ar e indenização de R$ 1 milhão ao Porta dos Fundos. Ele considerou a esquete do grupo de comédia “podre”.

Publicado em 23 de dezembro, o especial de Natal do Porta dos Fundos é descrito como a “videografia não autorizada da vida de um dos maiores ícones de todos os tempos”. Com duração de 16 minutos, já atraiu 4,9 milhões de visualizações no You Tube e mais de 19 mil comentários, boa parte de pessoas se apresentando como cristãos reclamando da interpretação dada pelo grupo ao nascimento de Jesus Cristo.

Veja a íntegra do vídeo em: http://goo.gl/Tp9hLd

 

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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