Trabalhador deveria ganhar salário mínimo de R$ 2,7 mil para viver bem

A estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é de que o salário mínimo para outubro deveria ser R$ 2.729,24, 4,03 vezes o mínimo em vigor, de R$ 678. Em setembro, o mínimo necessário era menor e equivalia a R$ 2.617,33 ou 3,87 vezes o piso vigente. Em outubro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.617,33, o que representava 4,21 vezes o mínimo de então (R$ 622).

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese de outubro, divulgada nesta quinta-feira (7), mostra que os gêneros alimentícios essenciais que compõem a cesta básica do trabalhador tiveram aumento em 15 das 18 capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro (5,86%), Curitiba (4,80%), Porto Alegre (4,35%) e Vitória (4,06%). Os decréscimos no valor da cesta ocorreram em João Pessoa (-2,06%), Manaus (-1,23%) e Recife (-0,08%). Essa situação se repete todos os finais de ano, em qeu os preços ficam descontrolados por causa das festas e da entrada no mercado do 13º salário.

Porto Alegre ficou em primeiro lugar, apresentando a cesta mais cara (R$ 324,87) do país. Desde outubro do ano passado, o maior valor para os produtos básicos vinha sendo apurado na capital paulista, que desta vez ficou com o segundo lugar com o valor de R$ 321,14. Logo em seguida vieram Vitória (R$ 313,78) e Rio de Janeiro (R$ 312,90). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 222,55), João Pessoa (R$ 254,45) e Salvador (R$ 256,78).

A pesquisa mostra também que entre janeiro e outubro deste ano, somente em duas capitais – Florianópolis (-0,58%) e Goiânia (-0,27%) –, a variação acumulada do preço da cesta básica apresentou queda. Nas demais 16 localidades houve alta, com os maiores aumentos verificados em Salvador (13,06%), Rio de Janeiro (11,02%), Natal (10,95%) e Porto Alegre (10,36%). As menores elevações foram apuradas em Brasília e Fortaleza, ambas com variações de 2,96%.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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