Protestos 2: conservadores, baderneiros e responsabilidade

01a_alvo_CCompartilho aqui no Blog mais um texto que escrevi na semana passado sobre os protestos, analisando a postura de muita gente dita “intelectual”, mas que na verdade adora é apagar fogo com gasolina. Gente que viveu e bem, na ditadura, e ao que parece tem muitas saudades daqueles tempos. Eu não tenho. E por isso escrevi antes dos protestos também em Joinville. Ficam as linhas para reflexão e debate a quem interessar:

Fico abismado em ver pessoas, intelectuais até, tentando tachar de baderna, antecipadamente, o ato que acontece em Joinville na tarde de hoje. Percebo o quanto a cidade perdeu ao ter alguns deles no comando de veículos de imprensa, no legislativo, executivo e outros. Com eles, o controle total sempre esteve presente.

Fico em alerta ao ver que vários deles defendem, de forma velada, a presença da força policial, e até do exército, nas ruas para “controlar” a massa. Defendem até a “infiltração” para evitar excessos. Com esses olhares, sob essas óticas é que vivemos a escuridão a partir de 1964. Por isso volto a dizer que há que se ter cuidado na manifestação. 

Que esse status quo joinvilense precisa mudar, e para isso, o povo deve mostrar que não é alienado, nem baderneiro. É cidadão que acordou para a realidade, sabe o que quer e não vai ser seduzido por minorias que desejam o quebra quebra, e com isso, a repressão.

Quem tem a responsabilidade de informar, deve ser isento, equilibrado, objetivo e prestar um serviços à sociedade. Por isso, muito cuidado, faça seu protesto, mas não entre na onda de quem buscar confrontos.”

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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