Centrinho divulga lei sobre a Fissura Labiopalatina na Câmara de Vereadores

centrinhojlleProfissionais do Centrinho Prefeito Luiz Gomes vão apresentar o serviço nesta quinta-feira (4/4), às 17 horas, no momento cedido por vereadores no uso da Palavra Livre, na Câmara de Vereadores de Joinville. “Será oportuno para divulgar a Semana Municipal de Educação, Conscientização e Orientação sobre a Fissura Labiopalatina (Lei 6.048/2008), instituída para alertar sobre o preconceito que as pessoas fissuradas ainda sofrem e, também, para convidar todos os cidadãos a conhecerem o tratamento de excelência que oferecemos”, enfatiza a coordenadora e assistente social Jacirema Bentes.

O serviço completou 23 anos de funcionamento, no último dia 27 de março, e se destaca nacionalmente por ser referência do SUS em dois tipos de atendimento: um é o Núcleo de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Labiopalatinas, que funciona das 7 às 13 horas, e o outro é o de Reabilitação aos Portadores de Deficiência Auditiva, que atende das 13 às 19 horas. O Centrinho é um dos serviços de referência da Secretaria da Saúde.

O serviço, que atende pacientes com fissura labiopalatina, realiza, mensalmente, uma média de 1200 atendimentos e ainda recebe 40 novos casos de pacientes. Sessenta cirurgias de lábio, palato, enxerto ósseo e otorrinolaringológicas são realizadas a cada mês pelos profissionais. Mais de 3.500 pacientes de todo o estado catarinense estão registrados no cadastro de atendimento, sendo que a maioria dos usuários ainda recebe acompanhamento e atendimento.

“A fissura labiopalatina exige um acompanhamento ambulatorial constante. Costumamos dizer que o paciente daqui só recebe alta quando completa 18 anos, em função das mudanças físicas causadas pelo crescimento. Caso ele volte a ter algum transtorno estético facial, funcional ou psicossocial, depois de adulto, ele volta a ser atendido normalmente pelos nossos profissionais”, garante Jacirema, que já teve a oportunidade de conhecer centenas de pacientes que frequentam o Centrinho há anos.

Periodicamente, funcionários do Centrinho também participam voluntariamente da Operação Sorriso Brasil, realizada em vários locais diferentes do país. A ação contempla o pré e pós-operatório de labiofissurados, que, muitas vezes, nunca tiveram a oportunidade de acesso a qualquer tratamento e passaram a vida inteira sofrendo rejeição. Nas mais de duas décadas de atuação dessa organização não governamental (ONG) foram atendidas milhares de pessoas voluntariamente, muitas de outros países da América Latina.

Jacirema complementa que o Centrinho é um serviço mantido pela Prefeitura de Joinville e que também recebe apoio financeiro de uma entidade sem fins lucrativos: a Profis (Sociedade de Promoção Social do Fissurado Labiopalatal e de Deficientes Auditivos de Joinville). Com as doações financeiras que a entidade recebe e com as campanhas que faz, a Profis consegue prestar o serviço de assistência social aos pacientes e familiares cadastrados no serviço, oriundos de 255 dos 293 municípios catarinenses.

Serviço de Atenção à Saúde Auditiva
O Serviço de Atenção à Saúde Auditiva (Sasa) é outro espaço que caracteriza os atendimentos especializados. Os profissionais realizam a parte de avaliação, diagnóstico e protetização auditiva de pacientes encaminhados pelo SUS. “A prioridade de atendimento são as crianças, mas os idosos já são a maior parcela de atendidos, já que a perda da audição é uma consequência do envelhecimento e a prótese auditiva é o aparelho que compensa essa perda”, esclarece a fonoaudióloga, Ana Luísa Molz.

* Para agendamento de visita ao Centrinho de Joinville ligue: (47) 3433-1800
Endereço: Rua Borba Gato, 685, Atiradores.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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