Repórter da Carta Capital e Marcelo Tas discutem jornalismo feito pelo “CQC”

A nova temporada do ‘CQC’ mal começou e as discussões a cerca do jornalismo feito pelo programa já começaram. Na última segunda-feira, 25, a matéria feita com o ex-presidente do PT, José Genoino, foi criticada pelo repórter da Carta Capital em Brasília, Leandro Fortes, em artigo publicado na versão online do veículo. Sobre o assunto, Marcelo Tas disse que o jornalista quer defender o político “custe o que custar”.

Com pouco mais de oito minutos, a reportagem feita pelo humorista Mauricio Meirelles fala sobre a condenação de Genoino e questiona o motivo de o político não responder as questões feitas pelo ‘CQC’. Para contornar a situação, a produção levou até o escritório do petista uma criança acompanhada do pai, que, pautada, questionou o político sobre corrupção ativa e o motivo de ele estar solto. O deputado só soube do envolvimento do programa no final da conversa.

Sobre a atitude, Fortes considerou que “a violência do ‘CQC’ contra Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo”. O repórter pontuou que não existe “repórter-mirim”, assim como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins e que a presença da criança na reportagem “revela o grau de insanidade” do programa.

“Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o ‘CQC’ com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter”, lamentou Fortes, em texto intitulado “Nazijornalismo”.

Pelo Twitter, Tas rebateu as críticas e afirmou que Genoino não precisa gastar dinheiro com advogados, já que tem os funcionários da revista comandada por Mino Carta para defendê-lo. “Pra que Genoino, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, gasta $ com advogado. Tem de graça os colunistas da Carta Capital”. “Sou do tempo que jornalista honrado era crítico ao governo. Agora os ‘honrado’ são patrocinados pelo governo”, disse o apresentador do ‘Custe o Que Custar’ em outro post.

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Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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