“A mente e o corpo”, por Jana Costa falando sobre sua vida com o diabetes

Fico feliz quando os leitores e admiradores deste Blog participam com suas produções. Trocam experiências, talentos, histórias de vida, projetos e tantos outros. Pois então, agora recebo mais uma participação da Jana Costa, agora abrindo para todos nós a sua história com uma doença silenciosa, sorrateira, que é o diabetes. Mas nem por isso ela deixou de viver, saudavelmente, e nos passa isso em seu artigo que segue logo abaixo, exclusivamente aqui no Palavra Livre. Obrigado Jana!

“A mente e o corpo”

Você acredita naquele ditado que diz, “mente sã, corpo são”? Pois é, é assim mesmo que nosso corpo funciona. Quando a nossa mente está sã, o nosso corpo também está são. A nossa mente nada mais é do que uma energia consciente e criativa que mantém sã ou não as células do nosso corpo. Antoine Lavoisier, considerado o pai da química, deduziu a célebre lei da conversação da matéria no século XVII, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E o que eu quero dizer com isso tudo? Bem, o que eu escrevo hoje para vocês é um testemunho da minha convivência com Diabetes Tipo 1, doença essa que descobri aos 15 anos de idade e convivo com ela à 17 anos.

Descobri esse problema de uma forma um pouco trágica, meu pai havia falecido em dezembro de 1994 e no início de 1995 eu comecei a sentir os sintomas da doença. Em março de 95 eu comecei a sentir uma fome excessiva e a perder peso, muito peso. No café da manhã eu comia sozinha 7 pães francês ou d’água (tipo de pão joinvillense). No almoço minha mãe cozinhava uma panela de arroz somente para mim e outra para a família, e no jantar eu comia uma pizza média sozinha. Eu sentia muita sede e de cinco em cinco minutos tinha de ir ao banheiro, pois a quantidade de água que eu bebia tinha de sair por algum lugar. Sem falar das câimbras horríveis na panturrilha e o cansaço extremo, eu não tinha vontade de fazer nada porque não tinha energia para tanto. Aos 15 anos eu media 1,70 m, pesava 44 kilos e minha mãe não entendia aonde iria parar tanta comida.

A preocupação com a minha saúde afetou também o pessoal onde eu trabalhava, que vendo a minha situação decidiu marcar uma consulta médica para mim. Fui à consulta, fiz os exames e o resultado não podia ser diferente, Diabetes Tipo 1, insulino- dependente. Aquele momento foi um choque para mim, eu era adolescente, chocólatra, adorava qualquer tipo de doce, morria de medo de injeção, e muito menos podia imaginar que algum dia eu mesma teria de fazer as aplicações no meu próprio corpo. O período de adaptação durou 3 meses e logo depois comecei a levar a vida normalmente tomando insulina todos os dias. O que mais os médicos me parabenizavam na época era que eu tinha descoberto cedo uma doença que costuma levar pessoas ao coma antes mesmo que seja diagnosticado o problema.

Desde que descobri ter Diabetes eu tenho ciência das minhas limitações, mas eu não penso que sou uma pessoa doente, e por isso mesmo que tenho saúde. Nesses 17 anos eu nunca fui internada por problemas decorrentes da doença e nem fiquei muito tempo com exames alterados. Minha endocrinologista costume me usar como exemplo para outros pacientes, modéstia à parte, (risos) ela também diz que sou sua melhor paciente! Você quer saber o segredo? Mente sã, alimentação saudável e exercícios. O conjunto é o segredo, e a mente sã é o mais importante de todos eles porque com ela você consegue atingir os outros itens. O que você mentaliza é o que você adquire!

Jana Costa – Administradora de Empresas e Agente Autônoma de Investimentos certificada pela ANCOR/CVM desde 2007

Email: janayna.eloterio@gmail.com

 

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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