Empreendedores individuais já geraram quase 20 mil empregos com carteira

Os empreendedores individuais – profissionais que empreendem um negócio com faturamento de até R$ 36 mil por ano cadastrados em programa do governo federal – já geraram quase 20 mil empregos com carteira assinada. O dado consta da radiografia desse público, apresentada nesta quarta (6) pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa).

Segundo o levantamento, até 15 de março deste ano, dos mais de um milhão de empreendedores individuais cadastrados, 19.750 contrataram empregados com carteira assinada.

Outro dado mostra que 6.283 destes empreendedores já ultrapassaram o teto de R$ 36 mil por ano, se transformando em microempresa (cuja configuração prevê faturamento de até R$ 240 mil anuais).

Áreas
Os vendedores de roupas e cabeleireiros lideram o número de formalizações, mas a lista também é integrada por atividades como donos de bares e lanchonetes, costureiras, pedreiros, eletricistas, pintores de parede, donos de minimercados e mercearias, serviços ambulantes de alimentação, serviços de reparação e manutenção de computadores e periféricos, fornecedores de alimentos entregues em domicílio, vendedores de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal.

Segundo o levantamento, a maioria dos empreendedores individuais está localizada em São Paulo (20,71%). Em seguida vem o Rio de Janeiro (com 13,04%), Minas Gerais (9,73%), Bahia (9,32%), Rio Grande do Sul (5,56%) e Paraná (5,27%).

Segundo a radiografia, há empreendedores individuais formalizados de outros 99 países, além do Brasil. Os bolivianos reúnem 646 registros. A lista conta também com argentinos, chilenos, portugueses, chineses, italianos, angolanos, libaneses, alemães e japoneses.

Idade
Na análise por idade, o levantamento mostra que as formalizações abrangem desde empreendedores de 16 a 70 anos. A maioria está na faixa entre 31 e 40 anos, e depois, entre 21 e 30 anos.

No recorte por estado, aquele com maior índice de empreendedores entre 16 a 17 anos é Santa Catarina, com 0,24%. No grupo de 18 a 20 anos, lidera o Acre, com 4,54%. Já o estado com o maior índice acima de 70 anos é o Rio de Janeiro, com 0,49%.

Gênero
Os homens são maioria no gênero dos empreendedores individuais: 55%. Um dos estados destaque nesta questão é o Piuaí, onde metade dos empreendedores individuais é composta por mulheres. No Acre, Roraima e Sergipe elas são 49%. Nos estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo e Maranhão as mulheres ficam com 48% da participação. Já na análise que leva em conta as capitais, as mulheres estão na frente em Teresina (PI), com 52,80% dos registros; São Luiz (MA), com 52,57%; e Aracaju (SE), com 51,29%.

Em outras capitais, os homens superam as mulheres com índices acima de 50%. As maiores diferenças foram registradas em Recife (PE), onde os homens são 59,86%, e em Florianópolis (SC), na qual representam 59,62%. Os homens são maioria em todas as regiões do País, sendo o maior índice registrado no Centro-Oeste, com 55,53%, e o menor, no Sudeste, com 54,44%.

Domicílio
Mais de 70% dos empreendedores individuais exercem a atividade em domicílio. Em todas as regiões, o índice dos que trabalham em domicílio supera os 70%, com exceção do Sudeste, que tem percentual de 66,65%. O maior índice é registrado na região Norte, com 77,68% atuando em casa. Quanto à forma de atuação, o levantamento mostra que 58,09% atuam em estabelecimento fixo; 20,32% no serviço porta a porta, postos móveis ou ambulantes; 8,52% trabalham em local fixo, mas fora da loja; 6,75% atuam com internet; 3,18% com televendas; 2,16% com Correios; e 0,94% com máquinas automáticas.

Segundo o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, os dados mostram que o programa está atendendo ao seu público-alvo e está contribuindo para fortalecer o crescimento dessas atividades, a exemplo da migração para a microempresa. Ele também acrescenta que as informações poderão orientar políticas específicas para os empreendedores individuais.

“O fato de que mais de 70% dos empreendedores exercem a atividade em domicílio pode contribuir para a definição de políticas públicas que facilitem o licenciamento de empreendimentos domiciliares”, destaca Quick.

Do InfoMoney

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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