60% dos assassinatos ocorridos no Brasil está ligado ao tráfico de drogas

armaMais de 60% dos assassinatos ocorridos no Brasil em 2010 tiveram qualquer tipo de ligação com o tráfico de drogas, o número aumenta ainda mais, se excluirmos as mortes e destacarmos apenas os crimes convencionais, como roubos e furtos, o que eleva o número para mais de 80%.

De acordo com informações obtidas pelos jornalistas do Grupo UN, a maior parte dos usuários de entorpecentes cometem crimes unicamente para sustentar o vicio, geralmente roubam e furtam para pagar dividas com traficantes. Já as mortes são causadas por acerto de contas entre bandidos e dividas entre vendedores e usuários.

Os problemas mais graves de crimes causados pelo tráfico estão no interior dos estados de São Paulo, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o número de assassinatos em função do consumo e venda de entorpecentes é líder nas ocorrências policias. Entre as capitais com maiores dificuldades em combater o tráfico destacam-se: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Campo Grande e São Paulo.

As outras regiões do Brasil não estão em situação privilegiada, pois, o tráfico é responsável por mais da metade dos crimes considerados comuns e metade dos assassinatos. Os homicídios com maior requinte de crueldade motivados pelo tráfico, acontecem na fronteira do Brasil com o Paraguai, em especial no Mato Grosso do Sul, com destaque para a guerra entre traficantes pelo controle da venda de entorpecentes que entram no país.

Para se ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 90% dos homicídios ocorridos em Recife, Salvador,Campo Grande e região metropolitana de Cuiabá tem ligação direta ou indireta com o tráfico. De cada 100 mortes, 90 são motivadas pelo consumo de entorpecentes. As administrações dessas regiões se mostram incapazes de elaborar projetos sociais que combatam o avanço do tráfico, o mesmo acontece no restante do país que esta a mercê dos traficantes e padece nas mãos da criminalidade.

Do site anti-drogas

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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