Futebol era paixão, agora é só negócio

Ainda me lembro dos jogos das seleções brasileiras de 1974, 1978 e principalmente 1982, essa uma reunião de craques fabulosos sim e que me deixaram muito triste com a derrota inesperada para a Itália. Analisando desde aquele ano, vejo que o futebol foi de Copa em Copa deixando a paixão de lado para virar apenas negócios.

Hoje, e isso começou a partir de 1982 quando os jogadores brasileiros se dirigiam às placas de patrocinadores para comemorar seus gols e assim as imagens da televisão retransmitissem ao mundo as logomarcas, a coisa virou puro marketing. É cerveja prá lá, bola prá cá – até nome elas ganharam – e assim vai.

patria1Os jogadores acertam seus contratos novos, renovações e tudo o mais durante a Copa do Mundo. Enquanto os trabalhadores e trabalhadoras sofrem via televisão com os gols perdidos, gastam dinheiro comprando tudo, os jogadores ampliam geometricamente seus ganhos. Nenhum deles sai chorando com eliminações, exceto honrosas exceções.

Tenho saudades, e sei que a grande maioria da minha idade pelo menos (rsrs), também tem do jogo bem jogado, dos atletas que não trocavam de camisa como trocam de cuecas e que não beijam um escudo de clube a cada seis meses. Quem sabe se as pessoas abrirem os olhos para ver o grande negócio que virou o futebol, ele volta a ser o que era? Vamos pensar?

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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