Carga tributária de produtos supera imposto sobre salários

Carga TributáriaDisfarçada em meio aos preços de serviços, alimentos, bebidas, imóveis, veículos, enfim, de quase tudo que é consumido, vive uma ameaça mais feroz que o leão do Imposto de Renda (IR). A maioria dos brasileiros sequer se dá conta, mas a carga tributária embutida nos artigos de consumo pode ser quase três vezes maior do que aquela paga nos impostos sobre salários, patrimônios e demais rendimentos.

Após colocar na ponta do lápis tudo que tem, ganha e gasta mensalmente, Roque Manuel Moraes, funcionário de uma loja de informática em Salvador, descobriu que dos R$ 850 que recebe de salário, R$ 372,40 (43,81% ) são pagos em impostos ao governo. Destes, R$ 228,40 (26,87% do salário) saem do seu bolso para os cofres públicos, sem que o funcionário sequer perceba. Esta é a parcela de tributos embutida nos artigos de consumo.

Taxação em produtos – Apesar disso, produtos básicos como alimentos ainda sofrem taxações consideradas “bastante altas” por especialistas. No caso do açúcar, por exemplo, 30,37% do preço final é resultado da carga tributária. Ou seja, se o consumidor compra um pacote de 1 kg por R$ 3, pelo menos R$ 0,91 vão direto para os cofres públicos.

“Os impostos embutidos nos produtos pesam mais porque uma pessoa que não tem uma renda muito alta vai pagar o mesmo que uma pessoa que ganha bem. É um sistema injusto”, avalia a advogada tributarista.

A especialista ressalta ainda que existe um agravante: os consumidores, muitas vezes, não têm qualquer noção do quanto pagam de impostos quando adquirem um produto. “A grande maioria das pessoas nem sabe que está pagando imposto embutido. Isso é uma falha educativa”, argumenta.

Fonte site: Jornal A Tarde

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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