Câncer de mama mata 10 mil mulheres por ano no Brasil

cancer de mamaSegundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) são diagnosticados cerca de 50 mil novos casos de câncer por ano. Destes, 10 mil levam a óbitos por câncer de mama. São mulheres em faixa etária economicamente ativa que muitas vezes por falta de informação deixam de fazer o exame preventivo.

O importante é procurar um mastologista, uma especialidade recente que surgiu para o tratamento das doenças da mama, não apenas o câncer, mas também nódulos, cistos e dores.
No entanto, o médico chama a atenção para uma questão pouco difundida: o exame de toque é válido? Para o especialista, o exame conhecido como mamografia é o que tem a capacidade de detectar um tumor sem ser no ponto em que ele passa a ser palpável. “O ideal é descobrir nesta fase. Se ele está palpável tudo bem, ainda está pequeno e passível de tratamento, mas, se o encontrarmos ainda mais no início, através da mamografia e algumas vezes pelo exame de ultrassom, é muito melhor”, explica De Vitto.

Por outro lado, o médico vê o autoexame como uma forma da mulher se conscientizar da importância da prevenção. Porém, ela não deve descartar o exame, ou rastreamento, anual, a partir dos 40 anos, com o profissional especializado. “O exame de sangue não é 100% confiável. Ainda estamos caminhando, já que este exame só detecta, ainda que dificilmente, as células liberadas quando o câncer chegou à fase de metástase, ou seja, quando ele começa a se espalhar”, revela. Para De Vito, a melhor prevenção é o conhecimento e o acesso à mamografia.

Novos tratamentos. De acordo com o mastologista, são muitas as pesquisas relacionadas ao câncer, mas o que mais tem chamado a atenção é o desenvolvimento de novos medicamentos para tratamento de câncer de mama. “Todos conhecem a quimioterapia que causa queda de cabelo, gerando mal-estar, mas existem as drogas inteligentes ou drogas alvo, para casos de cânceres que comportam-se de forma particular. Estuda-se hoje um remédio que atuaria de forma específica para cada pessoa, sem complicações e com menos efeitos colaterais”, revela De Vito.

Mitos e verdades. Mulheres que fazem reposição hormonal à base de estrógeno, durante a menopausa, por mais de quatro anos, possuem um fator agravante para o desenvolvimento de câncer. “Mas isso não quer dizer que elas não devem tomar o hormônio. Ele é muito benéfico quando bem indicado, no período certo, com o ginecologista acompanhando de perto”, afirma De Vito

Fonte site: Jornal Manhã

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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