Tragédias ambientais, até quando?

É certo que a natureza vez ou outra nos tira do nosso estado sonolento, de aceitação de tudo, de avalistas que somos da falta de atitude por parte dos inúmeros governos que se sucedem no poder. E ela não tem outro modo de gritar por sua existência senão com suas enchentes, deslizamentos, furacões, tornados e por aí afora.

Essas tragédias ambientais que se abatem sistematicamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e tantos outros estados brasileiros, e em países de todo o mundo, acontecem porque somos coniventes com um modo de pensar o mundo de forma individualista, financista, capitalista, sem qualquer comprometimento com o futuro do planeta.

Até quando nossos governos vão se suceder sem uma atenção realmente verdadeira aos imensos bolsões de miséria que são as favelas e sub-moradias? Até quando vamos continuar liberando empreendimentos habitacionais e empresariais em locais inadequados, acabando com a natureza existente, rios, subindo morros, aterrando mangues e áreas ecológicas que deveriam ser preservadas para sempre?

Que tal o país montar o seu mapa de riscos, os estados, os municípios? Cada um com seus planos de contingência e evacuação com base nestes históricos tão ricamente conhecidos, em que se registram prejuízos incalculáveis e mortes de inocentes? Trabalhei em projeto desse nível em Joinville, mas nunca foi aprovado na Câmara de Vereadores e pelo Governo Municipal. Vamos fazer a nossa parte, e cobrar dos governos uma ação efetiva. Que tal os parlamentares municipais, estaduais e federais iniciarem a obra e aprovarem projetos obrigando tal iniciativa?

Senão amigos, vamos chorar muitas perdas a cada grito da natureza.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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