Valeu Joinville, 159 anos!

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Rua das Palmeiras, cartão postal que precisa de cuidados urgentes

Nasci no bairro Floresta, quando a zona sul ainda era quase rural, e as ruas eram de chão batido. A parteira que me trouxe ao mundo foi a senhora Helena Jaeger – se não falha a memória – no final da década de 1960… não vou dizer a idade não… é segredo. Comprei muito sorvete na Sorveteria Garcia, carne do Açougue São João, ainda nos tempos de anotar no caderno e pagar por mês na conta do meu pai. Pão era na Padaria Berndt. Lojas May, Odivan, Riachuelo, jogar futsal no Vera Cruz, no Floresta, dançar nos dois clubes, enfim, tantas coisas boas vivi nessa Joinville que se modifica dia a dia.

Terra das oportunidades, e também das dificuldades, Joinville ensina a vencer. Quem não topa desafios, não entende Joinville. Cidade exigente, que cobra de cada um o que tem de melhor, e ao conseguir, se entrega como a mulher amada nos braços de seu amante. Aos 159 anos, muita coisa mudou, ela anda meio abandonada quando chega a maioridade… Mas é sempre a bela e querida Joinville da minha vida, de muitas vidas que ajudam a construir essa que é a maior cidade de Santa Catarina. Viva Joinville, que sejas sempre um lugar maravilhoso de se viver.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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