Mercado financeiro sofreu com outubro

Da analista de mercado financeiro e agente credenciada para atuar no mercado de ações, Janayna da Costa, recebo a contribuição sobre a semana nas bolsas e mercados financeiros. Um outubro que todos querem esquecer… Segue a análise para os leitores do Palavra Livre:

Classificado como o pior mês dos últimos anos, outubro teve uma das maiores quedas fechando com -24,80%, perdendo somente para agosto de 1998 (-39,55%). Apesar disso, a última semana de outubro teve o melhor desempenho com valorização de 18,34% do IBOV. Desde julho a volatilidade no mercado de ações tem aumentado consideravelmente, dificultando, e muito, as operações de curto prazo. 

Os primeiros dias de novembro foram marcados com a continuação da alta no mercado. Nesta quarta-feira (05/11/2008), entretanto, tivemos uma queda de 6,13% no IBOV, que acompanhou o nervosismo dos mercados internacionais. A repercurssão da eleição presidencial dos Estados Unidos com a vitória de Barack Obama dos Democratas, e a divulgação de fracos indicadores econômicos americanos, foram os possíveis responsáveis pela queda nos mercados do mundo todo. O risco-Brasil terminou o dia de ontem com um avanço de 14 pontos, cotado a 458 pontos.

Observando o mercado pela Análise Técnica, o último fundo do IBOV é aos 29.438 pontos (28/10/2008). Esperamos que o mercado não perca esse patamar. Caso a queda continue e esse fundo seja perdido, a expectativa de alta para o fim do ano será frustrada. O ideal seria uma correção do IBOV por volta de 33.900 pontos, retomando a alta depois do teste desse patamar.

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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