Tecnologia – Telegram passa a ter a opção de chamadas por vídeo

A mais nova atualização para a versão beta do Telegram trouxe uma das novidades mais esperadas pelos usuários do mensageiro: a possibilidade de fazer chamadas em vídeo. A opção está disponível na versão 7.0.0 do aplicativo, que inclui ainda novas bolhas de notificação para quem tem um celular com Android 11.

As chamadas em vídeo estão disponíveis na versão beta do aplicativo para Android, iOS e macOS. Para começar uma chamada, basta abrir o menu de três pontinhos no canto superior direito de qualquer conversa e tocar em “Chamada de vídeo”. Já as bolhas de notificação funcionam de forma semelhante às conversas do Messenger, permitindo que você responda alguém rapidamente, sem precisar parar o que está fazendo para abrir o Telegram.

Ainda não há muitos detalhes sobre o funcionamento dessas ferramentas porque elas não foram anunciadas oficialmente pelo Telegram, o que deve acontecer no dia do lançamento para a versão estável do aplicativo. Vale apontar que o recurso, ainda em fase de testes, também não está disponível para todos os usuários da versão Beta.

Novidade anunciada

As chamadas em vídeo surgem na versão beta apenas quatro meses após a empresa ter revelado que trabalhava na função e pretendia lançá-la ainda em 2020, após muitos pedidos dos usuários. O curioso é que esse será um caso raro em que o Telegram sai atrás do seu principal concorrente, o WhatsApp, ao lançar uma função que já existe no mensageiro há um bom tempo.

Não há data prevista para quando veremos as chamadas em vídeo na versão estável do Telegram, mas novidades que aparecem na versão beta costumam levar apenas algumas semanas até serem levadas para todos os usuários.

* Com informações de CanalTech e Olhar Digital, Telegram

WhatsApp Pay – Fecomércio/SC critica suspensão da nova forma de pagamento

O lançamento da função de pagamento no WhatsApp, o WhatsApp Pay, agitou o mercado brasileiro, porém, menos de dez dias depois, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o funcionamento do serviço por tempo indeterminado. Segundo eles, é necessário preservar um ambiente competitivo, garantir o funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e avaliar os riscos, principalmente em relação à proteção de dados.

A funcionalidade permite transferir dinheiro e fazer compras em estabelecimentos por meio do aplicativo, com cartões de débito ou crédito de bancos parceiros. Para a Fecomércio SC, a suspensão sinaliza para uma evidente proteção de mercado, uma vez que ocorreu através de alteração imprevista das normativas que já regulavam os pagamentos eletrônicos e digitais, o que constitui intervenção arbitrária que prejudica o ambiente de negócios.

“A nova forma de pagamento online pode trazer competitividade e inovação para o ecossistema de pagamentos no país, além de beneficiar o comércio e estimular o consumo de forma direta. Outras plataformas nacionais podem adotar modelos de negócio similares, fomentando uma concorrência sadia no mercado”, segundo o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

A entidade concorda com o alerta de que o sistema de pagamentos digitais que está em operação no país poderá ter problemas no médio prazo se a intermediação dos pagamentos se concentrar em poucas empresas, porém, antes de adotar restrições como a suspensão de serviços, os eventuais riscos desse setor devem ser tratados de maneira cooperativa pelas agências reguladoras, promovendo a inovação e criação de múltiplas plataformas, de forma a garantir que as taxas e serviços fornecidos sejam acessíveis.

Entenda o caso
O Banco Central (BC) e o Conselho Administrativos de Defesa Econômica (Cade) fizeram a companhia suspender os serviços relacionados a transações de pagamentos por meio do aplicativo WhatsApp.

WhatsApp Pay foi anunciado no dia 15 de junho, com a novidade de que só iria ser testado no Brasil. Entretanto a Cade e o BC suspenderam suas atividades. O CADE ameaçou multar a empresa em R$500 mil por dia caso não suspendesse o WhatsApp Pay, alegando que os dois organismos Facebook e WhatsApp, representam riscos ao mercado e precisaria passar por avaliação antes de ser implementada.

De acordo com o BC o motivo para a decisão de suspender o WhatsApp Pay foi preservar um adequado ambiente competitivo, que assegure o funcionamento de um sistema de pagamentos interoperável, rápido, seguro, transparente, aberto e barato, conforme reportagem do InfoMoney.

A autoridade monetária afirma que a continuidade das operações poderia causar danos irreparáveis ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em relação à competição, eficiência e privacidade de dados. 

Segundo a Cade, a medida cautelar para suspender a operação de parceria entre Facebook e Cielo foi imposta para “mitigar potenciais riscos à concorrência”, por conta do tamanho das empresas envolvidas e o potencial de concentração de mercado gerados pela parceria.

“Esta Superintendência está convicta que há potencial ofensivo na operação e que se gerar efeitos imediatos no mercado concorrentes, poderão sofrer restrições nas suas atividades ou até sofrer um desvio relevante de demanda acarretando uma mitigação da competitividade, com reflexos para o consumidor”, afirmou o Cade na nota.

A preocupação foi destacada por conta que o WhatsApp é uma plataforma gigante no Brasil. O aplicativo de mensagens possui cerca de 90% dos celulares Androids, aproximadamente 70 milhões de usuários diários, distribuindo mensagens cerca de 1h30 de uso diário.

A Cielo segue sendo líder no setor, por mais que tenha sofrido com a maior concorrência do mercado e ter pedido participação nos últimos anos. Desta forma o BC e a Cade decidiram barrar o mecanismo de pagamento do WhatsApp. Contudo, ainda não se sabe se a decisão será revertida no curto prazo. 

Além da Cade, o Banco Central determinou que a Visa e a Mastercard suspendessem o início das atividades com o WhatsApp Pay. As duas bandeiras de cartões foram anunciadas como parceiras do projetos. A Visa e a Mastercard concentram a maior parte desse mercado. 

A decisão do Banco Central foi semelhante ao da Cade, para adequar o ambiente competitivo, que assegure o funcionamento do sistema de pagamento.

Bloqueio do WhatsApp é criticado por fundadores do aplicativo e do Facebook

A determinação feita pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP), para que as operadoras de telefonia móvel bloqueiem o aplicativo WhatsApp por 48 horas, contadas a partir da madrugada desta quinta-feira no Brasil, foi alvo de críticas nas redes sociais pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

A medida foi também criticada pelo diretor executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum. O WhatsApp foi adquirido pelo Facebook em 2014.

Em sua página no Facebook, Zuckerberg lamentou o bloqueio do aplicativo para mais de 100 milhões de usuários brasileiros e disse estar trabalhando para reverter a situação. “Até lá, o Messenger do Facebook continua ativo e pode ser usado para troca de mensagens”, disse o empresário.

– Este é um dia triste para o país. Até hoje, o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online. Estou chocado sobre o fato de que nossos esforços para proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp pela decisão extrema de um único juiz, acrescentou.

Zuckerberg disse esperar que a Justiça brasileira reverta rapidamente essa decisão. “Se você é brasileiro, por favor faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo”, completou.

Também por meio do Facebook, Jan Koum disse estar “desapontado com a visão míope” que resultou no bloqueio do acesso ao aplicativo que, segundo ele, é “uma ferramenta de comunicação da qual tantos brasileiros passaram a depender”.  “É triste ver o Brasil se isolar do resto do mundo”.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o bloqueio foi imposto porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho deste ano.

No dia 7 de agosto, a empresa foi novamente notificada e foi fixada multa em caso de não cumprimento. Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da Internet, o que foi deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques.

Em fevereiro deste ano, o juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, determinou a suspensão do aplicativo Whatsapp em todo o território nacional, mas a decisão foi revogada por um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) confirmou o cumprimento da determinação judicial recebida na quarta-feira, e que não foi o autor do requerimento para o bloqueio do aplicativo. A decisão foi proferida em um procedimento criminal, que corre em segredo de Justiça.

A fim de burlar a decisão judicial, diversos usuários da rede social estão sugerindo a instalação de aplicativos que, ao adotar um IP alternativo com origem em outros países, possibilitam o funcionamento do WhatsApp.

Com informações do Correio do Brasil

Mídias Sociais: WhatsApp cresce e marcas querem marcar presença no aplicativo

O que os usuários tanto esperavam finalmente aconteceu. O WhatsApp ganhou uma versão que pode ser utilizada em computadores. Mas a felicidade de uns, ainda é a tristeza de outros.

Pois o serviço ainda é limitado aos usuários da plataforma em aparelhos com os sistemas Android, Windows Phone e BlackBerry. Nada de iPhone, por enquanto. No lançamento da nova funcionalidade, feita por sua página no Facebook, Jan Koum, fundador do WhatsApp, alegou incompatibilidade com a plataforma da Apple.

A chegada do maior serviço de mensagens instantâneas, com mais de 700 milhões de usuários no mundo, reacende outra dúvida: como as marcas podem se aproveitar do espaço — considerado por muitos uma rede social —, se a plataforma oficialmente não permite anúncios? A resposta já vem sendo dada, embora ainda incipientemente, por marcas como Mitsubishi Motors, Orloff, da Pernod Ricard, e Hellmann’s, da Unilever.

“Não podemos dizer ainda que as marcas utilizam o WhatsApp bem. A descoberta dos formatos ainda está no início”, diz Guilherme Jahara, diretor de Criação da F.biz, que criou recentemente uma ação para a Orloff. A marca convidou, pelo Facebook, seus seguidores a interagirem por WhatsApp com o personagem “Estagiário Sênior”.

“Não queríamos ser apenas uma marca no WhatsApp, só entramos quando percebemos que podíamos ser mais um amigo nas ‘rodas’. Os números já surpreendem: iniciamos no final de dezembro e já estamos com mais de 160 participantes”, diz Patrícia Cardoso, gerente de Marketing para Vodcas, Rum e Cachaça da Pernod Ricard Brasil.

A ação é uma extensão da campanha “In The House” e tem como objetivo proporcionar uma consultoria com conteúdo exclusivo para festas em casa, com dicas sobre a arrumação do ambiente, trilha sonora, convite, drinks, comidas, entre outras coisas.

Outra que já utiliza o WhatsApp para interagir com seus clientes — ou potenciais consumidores — é a Mitsubishi Motors. A montadora anunciou através de revistas, como a Veja, que as pessoas poderiam tirar suas dúvidas sobre o modelo Lancer pela plataforma.

“Deu supercerto, inclusive vendemos carros a partir da ação e fizemos inúmeros testes drives. A linha ainda está no ar. O Lancer foi um laboratório que deu tão certo, que estamos estudamos estender a ideia, e até criar um novo Serviço de Atendimento ao Cliente usando o aplicativo”, diz Fernando Julianelli, diretor de Marketing da Mitsubishi Motors do Brasil.

Já a Hellmann’s foi pioneira em ações de interação pelo WhatsApp. A marca lançou no ano passado o “WhatsCook”, serviço em tempo real que interage via WhatsApp com os usuários para ensinar receitas personalizadas.

“Vimos uma oportunidade de trazer uma solução divertida e personalizada para apresentar a variedade dos usos culinários da maionese”, conta Giovanna Gomes, gerente de Marketing de Hellmann’s.

Sócio-fundador da agência 14, Bruno Maia acredita que o caminho para o sucesso das marcas no WhatsApp é justamente esse: criar um canal de relacionamento com seus consumidores.

“Por ora, nos parece que esse é o melhor uso. Relacionamento e não exposição. Agora, se o WhatsApp vai cumprir a promessa de seguir sem publicidade, é difícil prever. Mas apostaria que nos próximos dois anos, pelo menos, isso não deve mudar”, diz ele, que cita como exemplo o caso da Ancar Ivanhoe, que usa a plataforma de mensagens instantâneas para atender às marcas que estão nos shoppings da rede. “Cada loja pode comunicar suas ações e acontecimentos do dia a dia”.

Outra alternativa, diz Sylvio Lindenberg, diretor de Integração Digital da agência Salles Chemistri, é voltar ao princípio da rede e oferecer para consumidores conteúdos que possam ser compartilhados entre seu círculo de amizades.

Empresa cria chip para WhatsApp
O empresário italiano Manuel Zanella, fundador da Zeromobile, lançou ontem o WhatsSim, um chip para celular, que permite o uso ilimitado do WhatsApp em 150 países, através de 400 operadoras. As informações são da PRNewswire.

O custo anual é de pouco mais de €10 (cerca de R$ 30) por ano. Mas o usuário pode apenas enviar e receber mensagens de texto. Para incluir outros formatos como vídeo, é preciso fazer recargas extras. Também não é possível fazer ligações. O chip pode ser comprado, inclusive no Brasil, por cerca de R$ 15 no site da operadora. O objetivo, disse Zanella, é oferecer roaming de baixo custo para quem viaja com frequência.

Com informações do Brasil Econômico