Mulheres e Literatura – Livro “Elas contam”, escrito por oito mulheres, será lançado dia 8 de março

Convite (Livro)O projeto nasceu com Nilza Helena da Silva Vilhena e a ideia foi aceita e fomentada por Ana Janete Pedri, lá em 2013. O desejo sempre foi publicar um livro com autoria de mulheres, contando histórias de mulheres, mas que não fosse somente para mulheres.

O tempo passava e, por vários motivos, o desejo não se realizava. Até que no final de 2015,  um time de 8 mulheres se formou e, com ele, a ideia de lançar o livro no dia 08 de março – quando se comemora o dia da mulher.

O grupo de escritoras ficou assim definido: Ana Janete Pedri, Elizabeth A. C. M. Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.

O critério utilizado foi observar a similaridade de escrita, de trajetória e de sentimentos, bem como, a disponibilidade das escritoras para abraçar esse projeto, até porque ele utilizaria (e utilizou) recursos próprios.

As outras mulheres que vieram reforçar o grupo e fechar o “8” foram: a artista plástica Tania Cotrim, que assumiu a capa e as fotos; a escritora, doutora em Geografia Urda Alice Kruger, que cuidadosamente preparou as orelhas do livro e a Profa. Dra.Taiza Mara Rauen Moraes, que com gentileza ímpar, cuidou do prefacio do, enfim materializado,   “ELAS CONTAM”.

Curiosidades sobre o projeto:

  • A artista plástica Tania Cotrim fez o trabalho de capa com um fragmento de sua obra “8 metros de galáxias”, onde apresenta a feminilidade em formas arredondadas ressaltando o universo criador das mulheres.
  • O lançamento será dia 08 de março, no Petit Jardin – Café e bistro, dirigido pela querida Juni Schlichting e terá a participação da artista jaraguaense Bel Bandeira, apresentando trabalhos de grandes escritoras em performance que envolverá interpretação e música.
  • A noite de autógrafos em Joinville está sendo organizada pela Mari Silveira – promoter do Capitão Space Batataria e Pizzaria e o momento contará com a participação de um cantora, trazendo, mais uma vez a presença da mulher para esse trabalho.

“Não temos dúvidas de que a energia da MULHER atraiu todas essas almas de diferentes artes para a realização do ELAS CONTAM. Talvez porque ele seja do bem, talvez porque o idealizamos com o coração… Não sabemos, mas está aí e o leitor será seu possuidor agora”. (Nilza Helena da Silva Vilhena).

Sobre as escritoras:
As escritoras, na maioria catarinenses, já têm outras obras publicadas, individualmente e em antologias, e participam ativamente dos movimentos literários da região.

ELIZABETH A. C. M. FONTES – Nasceu em Leopoldina, MG (1965), radicada em Joinville, SC, desde 1999. Bacharel em Piano e Licenciada em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Lorenzo Fernandez (RJ). Pós-graduada em Arte Educação (CEPEMG) e em Arte Terapia (INPG). Musicista, compositora e escritora. Acadêmica honorária da ALASFS – Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul, SC. Membro da “Associação das Letras” e “Confraria do Escritor”, Joinville, SC.

Publicou os livros História de uma Aquarela (Ed.Panamericana, Bogotá, 2013) e Sobre os jardins (Ed. Univille, Joinville, 2014). Com outros autores, participou das antologias Saganossa – outras histórias, Letras associadas 1, Letras associadas 2 e Rede das letras, publicadas pela Associação das Letras (2015). beth.fontes@gmail.com.

MARLETE CARDOSO – Nasceu em Itajaí – SC (1961), radicada em Joinville desde menina. Professora graduada em Pedagogia com pós-graduação em Interdisciplinaridade pela Univille. Membro fundadora da Confraria do Escritor e Associação das Letras.  Autora de Coração Guarani (a ser publicado em 2016). Com participações em jornais, em antologias da Letras da Confraria e de A Ilha Supl. Lit. de Florianópolis. Leitora e escritora por amor às ideias! marlete.cardoso@hotmail.com.

ANa JANETE PEDRI – Nasceu em Jaraguá do Sul, SC (1958). Pós- graduada em Filosofia pela UGF. Três livros publicados: O amiguinho círculo, Amores caminhos e descaminhos, e Amores delicados. Quatro livros publicados em coautoria e mais de vinte participações em antologias. Acadêmico fundador da ALBSC Jaraguá do Sul, ocupando a cadeira 12. Acadêmico honorário da ALASFS. Membro da Associação das Letras (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Integra Panorama da Literatura Jaraguaense – (Loreno Luiz ZateliHagedorn, 2010) e a Literatura dos Catarinenses – (Celestino Sachet, 2012). E-mail: ana.janete@pedri.com.br.

NILZA HELENA DA SILVA VILHENA – Nasceu em Rio Negro, PR, nos idos de 1963. Desde 2004, adotou Santa Catarina como seu canto. É Funcionária Pública Federal, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Tecnologias e EAD – Educação a Distância. Membro da Associação das Letras e Confraria do Escritor (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Publicou um livro de contos intitulado Quinione em 2009 e, de lá para cá, tem participação em mais de dez antologias. “Por que contos? Para contar os múltiplos significados das existências, que merecem um olhar, um registro, um sentimento!”E-mail: nilzahelenas@yahoo.com.br.

ODENILDE NOGUEIRA MARTINS – Nasceu em Palmitos, SC (1957), radicada em Joinville há mais de trinta anos, considera-se joinvilense de coração. Graduada em Letras pela UNIVILLE – Professora de Língua portuguesa e Literatura. Pós-graduada em Interdisciplinaridade pelo IBPEX – UNIVILLE. Membro da Associação das Letras – Joinville. Publicações em jornais, antologias, miniantologias e o livro de contos Caso encerrado. E-mail: prof.odenilde@hotmail.com.

Serviço

Lançamento: Dia 08 de março – 20h, no “Petit Jardin – Café e Bistrô”, em Jaraguá do Sul

Rua Mal. Deodoro, 1233 – Centro

(participação Bel Bandeira)

Noite de autógrafos:

Dia 10 de março – 20 h, no “Capitão Space Batataria e Pizzaria”, em Joinville

                        Rua Marquês de Olinda, 3340 – Glória

Tarde de autógrafos:

Dia 12 de março – 15 h, na Livraria Blulivros, em Blumenau

Shopping Park Europeu – Rod. Paul Fritz Kuehnrich, 1600

Livro: ELAS CONTAM – Contos e crônicas
Editora Sucesso Pochet, 134 páginas
Autoras: Ana Janete Pedri, Elizabeth Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.
Preço do exemplar – R$ 25,00

Com informações das autoras

Minha Crônica: A vida e a morte no meio do caminho

Salvador Neto descreve o encontro com vida e morte  em sua caminhada diária
Salvador Neto descreve o encontro com vida e morte em sua caminhada diária

O despertador toca. Hora de começar a rotina. Acordar, fazer a filha acordar, escola à vista. Após a pressãozinha natural para ela não perder a hora do transporte escolar, vou ao meu ritual. Coloco o café para passar, arrumo a mesa, bebo minha água. Calço o tênis, e junto com ela vou ao portão esperar. Um beijo e lá vai ela, arrumadinha para sua viagem até a escola. É a vida desabrochando. E lá vou eu para a caminhada matinal de todos os dias.

A chuva que caiu forte a noite deixou poças de água em calçadas mal feitas, algumas com areia e barro vermelho a escorrer pelo asfalto debilitado das ruas do meu bairro. Carros vão e vêm, homens, mulheres, crianças caminham aos seus destinos, na frenética corrida do homem para garantir o sustento da família e buscar seu lugar no mundo. Mães levam seus filhos às creches, a pé, de bicicleta. O ar ainda limpo refresca o dia, e o céu ainda clareia mais um dia.

De repente vem do outro lado da rua aquele corredor, fones de ouvido pendurado às orelhas, em minha direção. É o José Eduardo, que há poucos meses quase alcançava um recorde, mas no peso: 157 quilos. Sorridente como poucos, o negro mulato estaca à minha frente com um bom dia de contagiar o mais pessimista dos mortais. Corria à verdureira que tinha ficado para trás em meu trajeto.

Conversamos sobre a mudança de hábitos que lhe deu de volta a qualidade de vida perdida. Conta-me sobre as dores que ainda sente com os exercícios, e com uma festa em que se passou um pouquinho no final de semana. Despedimos-nos, e lá foi ele comprar saúde e depois trabalhar. Na empresa ele motivou mudanças comportamentais e organizacionais com a atitude corajosa de enfrentar a perda da vida que fazia, aos poucos, com má alimentação e o sedentarismo. Eduardo não só mudou a ele mesmo, como muda os demais à sua volta.

Sigo meu roteiro, desviando da água barrenta de um cruzamento, olhando o entra e sai de padarias, bares, postos de gasolina. A cidade acorda aos poucos, e eu a admirar o pulsar dela por todos os espaços. Transpiro, respiro, observando os jardins, os telhados, o mato nos terrenos, os moradores de rua a falar sabe-se lá o que no banco da praça. E vem igreja, e passo o trilho do trem que trouxe e levou riquezas, e ainda leva o progresso. Semáforos não funcionam, a tempestade deixou alguns fora do ar. Nada de guardas a controlar, e cada um ordena seu caminho, combinando marchas e contra marchas no transito da urbanidade.

De repente encontro ambulâncias, duas. Luzes nervosas que não param de piscar. Pessoas aglomeradas na esquina de uma das escolas mais conhecidas, onde estudei até terminar o então segundo grau. Hoje mudada, nem paredes, nem telhados, nada lembra ela daqueles tempos. Chego mais perto e lá está. Envolta em pano branco uma pessoa estava caída na rua, encostada à parede de uma loja. Pergunto o que houve. Diz uma moça: ataque cardíaco, fulminante. Funcionária da escola, ela ia para o trabalho, e a vida parou ali. Na esquina do tempo, do seu tempo. Naquele chão jazia um corpo de mulher.

Outras vidas à olhar aquela vida que não mais estava ali. Apenas um corpo, inerte, pronto para ser colocado em uma maca fria. Sabe-se lá quem a perdeu. Quem vai chorar por ela? Teria pais, teria filhos? Seria avó, tia? Quantos amigos e amigas teria? Qual a história dela, os sonhos, os devaneios. Quantos problemas superou, quantos enfrentou e venceu, ou perdeu? E várias vidas a olhar para quem não mais está ali. Somente um corpo, estendido e coberto. Pensei: será que a via todas as manhas nas caminhadas? Quem sabe não nos olhamos? Será que nos percebemos, dissemos bom dia um ao outro? Mistérios da passagem por aqui.

Retorno ao roteiro mandando bos energias e pensamentos a quem foi, e a quem fica, e repasso a vida de José Eduardo, a minha mesma, e a daquela mulher sob o pano branco, agora apenas matéria. Vi a plenitude da energia de Eduardo, e a cada passada que dava pelas ruas, neste dia, repaginei a minha vida, minha infância e de quantas vezes passei por este caminho. Quantas vidas conheci, quantas já perdi. E reflito sobre a nossa experiência rápida nesta terra, onde caminhamos sem saber até quando nosso roteiro continuará a ser escrito. E do que perdemos com muitas mesquinharias, diferenças, ganancias, revoltas, vinganças, distancias.

Chego em casa, tomo meu café, sigo a vida. Porque é caminhando que nos encontramos todos os dias na efemeridade da vida, o grande mistério da nossa existência.

Escrito por Salvador Neto, jornalista, cronista, editor do Blog Palavra Livre, autor dos livros Na Teia da Mídia e Gente Nossa, além de outros textos publicados na antologia Saganossa (2014) e miniantologias da Associação Confraria das Letras, da qual é diretor de comunicação atualmente.

Opinião: Pena de morte, nunca!

Apenas para reflexão sobre as contradições
Apenas para reflexão sobre as contradições

Esta semana postei em minha página pessoal no Facebook um texto sobre a execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia. Publico no Palavra Livre para deixar registrada minha opinião e posição sobre tal barbárie. Segue:

“Defender a pena de morte é um ato de ignorância extremo. A vida é nosso bem maior, e defender a vida de todos os seres humanos é um dever de todos. Defender a morte de alguém é atacar a sí mesmo.

O que você não deseja para você, não deve servir para ninguém. Somos todos passíveis de errar, ou mesmo errar em momentos de grande emoção e tensão, ou errar por ser humano mesmo.

Defender a pena de morte para alguém é abrir as portas para a barbárie, e para um futuro que ninguém quer, mortes para todos os lados. Já chega de mortes.

Busquemos pois uma cultura de paz, de fato, e não só nos posts em redes sociais, na presença em templos, da boca para fora. Defendamos a vida, é isso que penso e defendo.”

Por Salvador Neto, editor.

Agradecendo mais um ano de vida

Dia-Gratidao1O que dizer de um dia como esse, 22 de maio? O dia que vim a este mundão para ver, viver e vencer? Só posso agradecer, e muito. Agradecer a Deus, o Criador de todas as coisas por ter me concedido a graça de vir de minha mãe, dona Isolde, e de meu saudoso pai, seu Zeny.

Agradecer pela vida, tudo que ela me ensinou. Das dificuldades, dos problemas, das alegrias, vitórias. Agradecer pela saúde, pela família, pelos trabalhos e projetos que tive e tenho, em todos os setores que as oportunidades me abriram, e eu abri também.

Agradecer pelos inúmeros amigos e amigas que tive e se foram; que tive e estão longe; que tive e se afastaram; que tive e me ajudaram, que tive e ajudei, que tenho, todos, virtuais, virtuais e físicos, amigos, tantos que me emocionaram com centenas de mensagens carinhosas que chegaram, que ainda chegam, e que chegarão! Nem tenho como agradecer a todos… muuuuitoooo obrigadooooo a todos!

Agradecer finalmente à quem acredita neste homem que ainda é criança, e que busca ser e fazer a verdade a cada dia de vida que é concedido. Que busca ser alguém melhor, fazer algo de bom sempre… Agradecer imensamente a minha esposa Gi Rabello, mulher que é luz em minha vida, parceira e amiga de todos os momentos, todos mesmo, que me faz feliz em plenitude, junto com a filhota Rayssa.

Obrigado, obrigado mesmo a todos e todas que ainda acreditam que o mundo possa ser mais humano, solidário, bastando para isso pequenos gestos, respeito e gentileza, honestidade e valores, pequenos gestos de carinho e atenção como recebi hoje, desde a primeira hora do dia!

Obrigado, sou grato por tudo que a vida me proporcionou até hoje! Abraços a todos e todas!

Crônica de uma conversa com seu Aron

aronMistérios da vida. Um dia escrevi sobre pessoas e suas histórias. E por tantas delas, conheci outras. Uma mais interessante que a outra. Cada uma me ensinando um pouco sobre a vida.

Uma dessas pessoas é Aron Slutzky. Aos 85 anos, poliglota, descendentes de russos e alemães, nos conhecemos por indicação do falecido ex-vereador Elmar Zimmermman, ao qual também tive a honra e o prazer de entrevistar.

Do nosso primeiro encontro, ficou uma amizade esplêndida. Vez ou outra ele me chama para um bate-papo cheio de história e vida. Para indicar livros, ou somente saber o que ando inventando.

Nesta sexta-feira esse pequeno imenso senhor me recebeu e me presenteou com um livro de Mary del Priore sobre o episódio histórico que envolveu Dilermando de Assis e Euclides da Cunha – Matar para não morrer. Adorei! Já tenho outro dela e que ganhei da minha Gi Rabello, coincidentemente esta semana pelo meu aniversário. Mistérios?

Aron é uma enciclopédia. Um homem do mundo sem sair de casa, ao lado do rio Morro Alto. Acompanhando mais um passo da história nas obras que prometem acabar com as enchentes que o incomodaram anos a fio.

Ganhei mais alguns anos, cerca de 60 anos, de conhecimento nesta manhã. Sou grato ao Criador por me dar tanto, e tantos amigos especiais como seu Aron. Hoje ganhei meu dia. E já tenho mais indicações de livros para ler e aprender mais sobre a nossa humanidade. Obrigado Aron!

A minha poesia no Blog – “Desabafo”

Sou por natureza uma pessoa otimista. Conheço de berço o que é preconceito, a não aceitação em família, a luta pelo carinho e amor em família, ou fora dela. Aprendi também desde pequeno, que há pessoas muito boas, que te acolhem sem você saber porque, e para quê naqueles dias. Crescendo a gente aprende os porquês, e sente na pele que a indiferença e a maldade estão muito mais nas pessoas do que parece. E há pessoas que jamais serão felizes, elas preferem a escuridão, o rancor, a raiva, o ódio, e fazer algo contra o outro dá mais prazer que amar, na concepção desses seres… humanos?

E aí você também aprende que é preciso sabedoria, tolerância, paciência, mesmo com traições e perdas sem explicação! E para sanar muito dessas dores, sim porque somos fortes à primeira vista, mas somos humanos, também choramos, sentimos e daí…. precisamos desabafar. Ontem por conta de algumas notícias, respostas, lembranças e saudades, escrevi esse poema em alguns minutos no Facebook. Sem nome, apenas palavras vindas do fundo da alma dolorida, cansada, que precisa jogar suas mazelas em algo, e então que seja no papel, ou na tela de computador, compartilhando sentimentos. Assim nasceu mais um poema, a que dei o nome agora de “Desabafo”, porque é isso mesmo, há que se desabafar às vezes, sem perder a ternura….

Espero que gostem, curtam, compartilhem, com vocês o desabafo…

Desabafo

Se saudade fosse veneno,
Há tempos que viria morrendo,
Pois aos poucos me dosam
Da torpe traição que me dão!

Eis que sigo em frente
Mas lá vem ela, a maldade
Sorrateira, voraz, inteira
Tentar acabar com minha vida, que besteira!

Não te cansas, não te esgotas?
De esconder-te por trás das portas?
Do uso do juízo, como faca
Apunhalando-me, como sempre, pelas costas?

Não, não vencerás não!
Porque tenho comigo a força e a razão
Vais embora saudade venenosa
Porque é vida que me espera, toda fogosa

É chão, é pó, é paixão
Combustíveis que movem meu coração
E não é a ingratidão, o fel, a língua maledicente
Que vão me ver por terra, demente!

Agradecer

Gratidão. É isso que sinto por mais um ano de batalhas vencidas e perdidas, de vida vivida intensamente em todos os aspectos. Gratidão. Como não ser grato pela saúde que tenho, pelos meus filhos, minha esposa e companheira Gi Rabello, pela minha Rayssa, pela saúde que minha mãe Isolde tem e, com isso, compartilha sua vida conosco? Como não ser grato pelo trabalho que tenho, pelas oportunidades vividas e que virão, pelos amigos que fiz, pelos que perdi, pelos que ainda virão? Como não agradecer as dificuldades, as dores que tive e tenho, as ingratidões, traições, erros ? Gratidão. Palavra que diz tudo. Sentimento que exprime o melhor do humano, e que atrai somente coisas boas.

Este ano tive perdas como todos tem, não é mesmo? No inicio dele me vi excluído de escrever em um jornal local os perfis que me davam um enorme prazer, pelo que traziam de humano, de vida, de dores e vitórias. O dinheiro não dava nem para as despesas, mas o prazer de ouvir as pessoas e suas histórias de vida, e transcrever o máximo em dois mil caracteres, valeu tudo! Mas depois lancei em companhia de Marco Schettert, pela segunda vez, o livro “Na Teia da Mídia – A Família Plocharski e o caso Maníaco da Bicicleta” na livraria Curitiba. Livro que conta uma história triste, real, que mostra o quanto podemos fazer mal a alguém por pressões, exibicionismo, ansiedade, pressa. Erros que custaram uma vida. Faz um ano que lancei o livro. Ganhei um novo filho, este livro, mas perdi uma grande amiga, personagem dele, neste ano.

Dona Marli Plocharski, mãe de Aluísio Plocharski, vítima dos erros da imprensa e da polícia, nos deixou em julho deste ano após longos anos de luta contra a depressão que o caso trouxe à família. Amiga de todas as horas, das mais ruins às mais alegres, visita esperada, ou o telefonema pedindo a nossa presença, e na presença a entrega do struddel, da sardinha recheada… de amor e carinho. Talvez tenha sido uma das grandes perdas da minha vida. O vazio que essa amizade deixou é irreparável. Estive na sua casinha de madeira no Atiradores, onde os pássaros cantavam muito entre nossas entrevistas. Falei com seu Ludovico, o viúvo, porque não posso deixar de agradecer. Sei que ele está sempre por lá, e por entre nós. Obrigado dona Marli, Deus e os anjos é que a tem em boa companhia.

Depois me chega um convite inusitado: vamos fazer um programa de TV? Roger Santos me veio com essa ao começar um novo projeto com a TV Babitonga Canal 9 da NET Digital. Pensei, ponderei, conversei. Nunca tinha feito televisão em frente às câmeras, sempre nos bastidores como assessor de imprensa. Topei. Estreei em 28 de junho com entrevista especial do prefeito Carlito Merss, no limite da lei eleitoral. No programa Xeque Mate já passaram várias personalidades, personagens que tem algo a dizer de relevante para a cidade e região. Agradecer, é isso, sempre agradecer. Creio que as pessoas gostaram, e espero continuar o Xeque Mate em 2013 se assim for o desejo das energias do universo.

E tem mais. Como bom geminiano, voltei às lutas eleitorais. A convite, entre tantos que recebi e neguei, da advogada Roberta Schiessl, produzi seu plano de comunicação para as eleições deste ano, onde teria como atribuição cuidar da comunicação. Acabei coordenando a campanha com a famosa “onda lilás”, que pensei ser um meio de tornar a candidata conhecida. Muitas dificuldades como toda campanha a vereadora, mas o resultado foi de quase dois mil votos, assustando adversários e a colocando como a mulher petista mais votada até hoje. Agradecer, sempre agradecer. Esta campanha mostrou novamente que sou um bom estrategista, e bom executivo. Agradecer sempre.

E durante todo o ano, muitas outras coisas boas aconteceram, projetos que empreendi como free-lance, vários deles. Mudamos o site do Sindicato dos Mecânicos a quem assessoro há anos, mantive atualizado e ativo este Blog Palavra Livre que vai completar cinco anos em abril de 2013. Interagi muito com meus artigos no Blog via Facebook e Twitter, estabelecendo novos amigos, colegas, negócios. Muitos dos quais acontecerão durante 2013, com a graça divina. Penso que o Criador sempre te dá algo de bom mesmo nos momentos mais agudos da vida. Cabe a nós perceber, e se utilizar da melhor forma das marcas que esses acontecimentos nos dão. Tenho exercitado muito isso. Gratidão. Agradecer é tudo.

Finalizo o ano feliz, com saúde e com sonhos e planos para realizar. Finalizo o ano agradecendo e sendo grato a tudo e a todos que tive a honra e o prazer de conhecer, ajudar, brigar, trabalhar, criar, viver. Agradeço principalmente à minha família na pessoa da minha amada Gi Rabello, mulher que sempre está ao meu lado para tudo, no amor, na dor, nas pressões, nas tristezas, nas chateações, nas viagens, nas alegrias, meu suporte leal e sincero que mudou minha vida para muito melhor há quatro anos. A ela o meu maior desejo de saúde, paz, sucesso e felicidades que é o mesmo que desejo à minha mãe Isolde e a minha filhota Rayssa. E que desejo aos meus filhos Gabriel, Lucas e João Pedro, mesmo distantes. Porque agradecer é preciso, viver não é preciso, viver é simplesmente…. viver!

Feliz Natal a todos e todas que acompanham este Blog comentando ou não o que divulgamos aqui. E que 2013 venha com muita luz, energias positivas, saúde, paz, sucesso e oportunidades! Boas Festas! O Blog Palavra Livre volta no próximo ano com novidades e ainda mais forte, abraços e até lá!

 

A quem possa interessar: Tenho luz própria e não tenho padrinhos

Nasci pelas mãos de uma parteira na rua João Pinheiro, bairro Floresta, no tempo em que nem rua era, apenas uma “picada” no meio de uma região ainda tomada por muita vegetação. Me criei por entre ruas de chão batido, saltando valas à céu aberto, jogando bola em campinhos com grandes amigos. Não éramos pobres, mas também não tínhamos posses. A primeira casa, de madeira, deu lugar a outra de alvenaria construída a duras penas por meu pai, Zeny Pereira da Costa, um homem lutador, trabalhador, que saiu do mato da rua Santa Catarina para ganhar o mundo em Joinville (SC), no “centro”, como diziam os mais velhos.

Estudou até a terceira série, mas sabia fazer mais contas que qualquer um hoje com calculadoras. De tão honesto, chegou a ser chefe de custos da antiga Cipla, nos tempos do senhor João Hansen Júnior. Respeitado, se aposentou por estresse, chegou a ter um bar onde o ajudei por seis anos, até que nos deixasse por conta de um câncer há 23 anos. Meu pai morreu cedo, mas deixou o maior legado para mim e meu irmão: honestidade. A ele devo parte da minha personalidade forte, que não aceita injustiças, nem acusações infundadas. Devo-lhe meu eterno respeito e gratidão!

Minha mãe, dona Isolde da Costa, me trouxe ao mundo e graças a Deus ainda vive entre nós, dando aulas como quando exerceu o ofício ao lecionar no Colégio Estadual João Colin no velho Itaum, berço de tantas histórias da velha Manchester Catarinense. Nascida em Ilhota, veio para Joinville ainda pequena. Ajudava minha vó, Mercedes e meu avô, Helmuth, a manter a casa. Estudou na escola São Vicente de Paula, hoje Santos Anjos, mas nos tempos de internato, com as freiras de chapelão branco. Formou-se professora e ensinou milhares de joinvilenses até se casar com meu pai no final dos anos 1960. Cuidou de quatro filhos do primeiro casamento de meu pai, deste que vos escreve e meu irmão Zeny Júnior, este com deficiência intelectual. Dela aprendi a ser bom, a ser solidário, a estudar sempre. Devo a ela a paciência que tive, e tenho até hoje com os percalços da vida.

Os leitores podem estar perguntando: afinal, do que o blogueiro quer falar? Já lhes digo. Brinquei muito, quis ser jogador de futebol – e era bom jogador! – mas não cheguei lá. Estudei no Colégio Cenecista José Elias Moreira, hoje Colégio Elias Moreira moderníssimo e para quem pode pagar caro. Naqueles tempos de Gonçalo Nascimento, Lauro Lorenzi, dona Elza, dona Tania e tantos ótimos professores, recebi muitos “honra ao mérito”, espécie de diploma para quem tirava notas acima de nove. Cheguei firme ao segundo grau, hoje ensino médio. Mas aí o começo da vida profissional trabalhando inicialmente no bar do Zeny fez as notas caírem um pouco, e a vontade de jogar e vencer jogos escolares (ganhei vários) fizeram as notas caírem um pouco, nada que impedisse minha formatura lá por 1985.

No bar de meu pai fiz minha primeira faculdade. Sim, porque o que se aprende atendendo várias pessoas de diversas idades, problemas, histórias, é fantástico! Trabalhei muito e muitos dias até domingos. Fiz sorvete e picolé, limpei muita calçada e balcão, abasteci muitos freezers. Vendi muito bolachão de mel, balas, bolinhos de carne, ovos na conserva, pastéis, refrigerantes. Depois fui aprender contabilidade ao ser auxiliar de escritório do senhor Norberto Rudnick, que tinha um escritório na rua Santa Catarina, também no bairro Floresta, zona sul da cidade. Ali fiz escrita fiscal, faturamento, datilografei – isso mesmo, não tinha computador não! – atendimento aos clientes, e saí para uma nova oportunidade na então Elmo Contabilidade do senhor Carlos Viertel. Ficava na esquina das ruas Princesa Isabel com dona Francisca, no centro.

Lá me descobri líder de equipes, cuidando do atendimento ao cliente e abrindo empresas junto à Junta Comercial do Estado. Revolucionei o setor que supervisionava, com salto de qualidade imenso. Era jovem e queria mais. Já tinha entrado em duas faculdades e terminado nenhuma. Pesado demais para pagar. Em companhia de mais três amigos, incentivado por um dos sócios da Elmo, abrimos então a Meta Organização Contábil. Comigo ficou a parte de marketing, relações pública, atendimento. Até que pela primeira vez abertamente senti o que é ser traído, o famoso puxão de tapete. Saí da sociedade buscando meus direitos na Justiça com o grande doutor Adauto Virmond Vieira, hoje aposentado.

Enquanto isso, enveredei por multinacionais Coca Cola, Pepsi Cola, Belco, onde conheci mais vezes os fantasmas dos traidores, do ciúme por não terem a mesma capacidade, ou o mesmo vigor que eu tinha para empreender novidades, ações. De todas eu superei e recomecei. Jamais desisti do que meu pai me dizia: seja honesto. Nessa época acabei entrando de vez na assessoria política pelas mãos do amigo Ademir Machado, então vereador pelo PMDB. Já havia apoiado o amigo na primeira eleição dele em 1992, depois em 1996, 1998. A partir daí meus contatos e trabalho com a comunicação, imprensa e marketing foram o carro chefe da minha carreira. Continuei a ser surpreendido com sacanagens de toda ordem. Mas passei por todas elas em passagens por Câmara de Vereadores (três passagens se não me engano), Conurb, Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura de Joinville, Câmara dos Deputados, Secretaria de Infraestrutura do Estado de Santa Catarina, e hoje dono do meu nariz como consultor e assessor independente.

Escrevo todas essas passagens para mostrar que tenho luz própria, que lutei, e luto por minha vida. Conquistei meu lugar no mercado de trabalho e na sociedade trabalhando duro, superando reveses, adversidades, separação conjugal, calotes financeiros, traições de companheiros, estudando muito, mostrando competência em todos os lugares por onde passei, em serviços que prestei para personalidades, empresas, governo, legislativo, executivo, entidades sindicais como o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região. Jamais tive heranças de meus pais para que pudesse sobreviver vendendo os bens, vivendo de aluguel ou o que quer que seja. Jamais me vendi ao dinheiro, nunca tive padrinhos que me colocassem em cargos públicos permanentes, para que depois me aposentasse com gordos salários pagos pelo contribuinte. Jamais desisti. Não tenho bens materiais, trabalho duro desde os 15 anos e me orgulho de ser uma pessoa que tem como bens a honra, honestidade, competência, caráter, solidariedade, sensibilidade, amigos, muitos amigos, milhares deles. E poucos, muito poucos inimigos, e alguns adversários. Paguei o preço, alto preço, mas tenho minha liberdade e minha paz.

Além de nunca ter ganho um cargo público vitalício, e dele me utilizar para galgar posições e conquistar muito dinheiro exatamente por ser honesto e muito trabalhador, jamais pude viajar de férias todos os anos, quem dirá até quatro vezes ao ano como muitos, e até para o exterior na mesma proporção. Mas viajei sim, por esse Brasil afora com trabalhadores nas lutas por seus direitos em Brasília, Florianópolis, em ônibus por mais de 24 horas na ida e mais 25 horas na volta. Caminhei quilômetros ao lado de pessoas paupérrimas que lutam por um pedaço de terra para plantar, viver da terra. Comi quentinhas sentado com metalúrgicos, comerciários, operários da construção civil, mecânicos, de todos os setores. Mas também já estive com prefeitos, governadores, senadores, deputados estaduais, federais, empresários, sentando à mesa para negociar, almoçar, tratar de leis, da vida de milhares de pessoas com aqueles atos que se votam por ai afora. Muito me honra compreender todos esses momentos, saber conviver em todos os lugares, e com todas as pessoas. Ninguém é melhor que ninguém, somos todos seres humanos em busca da felicidade.

A quem possa interessar, repito: tenho luz própria, jamais tentei apagar a luz de outras pessoas para que a minha reinasse absoluta. Fiz exatamente ao contrário, e ainda faço e farei com que minha luz de trabalho, honra, capacidade, solidariedade, amizade e honestidade possa iluminar os caminhos de pessoas que precisam. De jovens que queiram entrar na carreira, no trabalho do jornalismo em todos os seus meandros e setores. Esse é o meu caminho. É minha decisão. Jamais tive padrinhos para me darem uma cadeira, um espaço em rádio, ou na tv. Não quis, nem precisei, porque conquistei meu  espaço com talento, competência e trabalho, muito trabalho! Faço minha vida  com alegria, fazendo milhares de amigos, e alguns poucos desafetos que não conseguem conviver com o sucesso dos outros. Sigo minha vida ao lado dos bons, porque só assim o mundo deixará de ser um lugar de brigas, violência, ódio, para ser um espaço de fraternidade, solidariedade, inclusão, amor, companheirismo.

E como já disse nas redes sociais, azar de quem fica à beira do caminho atirando pedras e vociferando porque enquanto os cães ladram, a caravana passa, e passará para um tempo melhor em que as pessoas aprendam de uma vez por todas que há espaço para todos. E que a cidade não é feudo de poucos, mas o lugar de viver para milhares, talvez milhões. Obrigado a todos e todas, esse é apenas um desabafo, porque a alegria de fazer o bem, e de fazer bem feito para o maior número de pessoas, é minha profissão de fé. Em memória do seu Zeny, da velha dona Isolde, e do meu amor por meus filhos Gabriel, Lucas, João Pedro, minha filhota Rayssa, e minha amada, minha luz, Gi Rabello. Que Deus nos ilumine hoje e sempre!

Minha Crônica: “45”

Não, não é campanha política não gente! É que comecei a fazer umas contas aqui, assim, 1, 2, 3, 4… e já cheguei aos 45! Como um flashback, imagens, sons, momentos e vivencias que já tive me ocupam a mente por todos esses dias. Parece que foi ontem que estive no colo de meu tio Rui sem saber ao certo o que estava acontecendo, quando ele soltava foguetes em plena rua. Meu ouvido doía, e só depois vim a saber que era a comemoração pelo tri da seleção brasileira no México. Também me vejo a correr em frente à casa esperando minha mãe que não saía daquele quarto nunca! Pudera, ela estava trazendo ao mundo o meu melhor amigo, meu irmão Zeny Jr, que infelizmente não pôde contar os anos assim como faço aqui. Sua contagem parou no 33. Saudades.

Da casa de madeira, fogão a lenha e banho de banheira porque não tinha água encanada no bairro Floresta, lembro muito bem. As ruas de chão batido, valas enorme a céu aberto, e os campinhos onde jogávamos futebol com bolas de plástico furadas. Jogar peca (bolinhas de gude), pião e brincar de carrinho eram outros passatempos, além claro de chorar para ir com meu pai para suas caçadas e pescas na região do rio Piraí. Mas o futebol, esse sim sempre foi minha necessidade. Magrelo e até amarelo pela anemia, e com grandes crises de amidalite, sempre fui preterido, discriminado. Coisa que sempre tive de enfrentar aliás, até os dias de hoje. Mas assim mesmo, teimando, joguei pela minha escola e por várias equipes, sendo campeão em todas as modalidades. Perseverar é preciso, sempre.

Desses 45, aliás mais da metade deles, tive a dádiva de conviver com uma das almas mais caridosas, um anjo que ajudou a forjar minha personalidade e caráter: a dona Alcina Ribeiro, a quem apelidei quando bebê como “Táta”. Essa mulher foi também minha segunda mãe. Os dias mais felizes da minha vida passei em sua casa simples de madeira, meu refugio. Lá onde tinha o “guarda-comida”, o fogão a lenha onde assamos muitas lingüiças para comer com pirão d’água, onde as tardes pareciam não ter fim regidas por conversas do bem, da paz. Por entre pés de pitangas, carambolas, laranja-lima, goiabas, araçás e uma imensa cerejeira, brincava com latas e carretéis, criando um mundo só meu. Belos dias aqueles.

Com sua conversa franca, direta, e observando a simplicidade com que levava sua vida, ajudando crianças com seus chás para curar o “chiado”, ou “chiasso” ou ainda bronquite, e sempre pronta a ajudar quem precisava, inclusive minha mãe, Táta me inspirou a ser bom, sempre em qualquer circunstancia. Claro que nem sempre consegui, afinal a vida é dura. Mas creio que dos 45 uns 44 eu orgulhei a dona Alcina. Que Deus a tenha sempre em bom lugar. A perdi quando perdi também negócios em sociedade. Depois perdi meu pai, grande amigo e meu norte de seriedade e da coisa certa a ser feita. Casei, ganhei filhos maravilhosos. Depois perdi empregos, ganhei outros. Perdi meu irmão, companheiro. Casamento acabou. Filhos estão longe, por enquanto, acredito. Vida bem vivida.

Oportunidades peguei, aproveitei, venci a todos os obstáculos, e ainda os continuo vencendo, cada um a seu tempo, a seu modo. Encontrei o amor verdadeiro, empreendi, e continuo empreendendo tudo que meus instintos e sonhos me motivam. Vida plena é o que tive até aqui, mesmo que recheada de traições, puxadas de tapete, inimigos gratuitos, adversários duros, mais muito, muito mais amigos e amigas que fazem os 45 valerem à pena. Sinto que a vida só começa agora, novamente. Creio que esses 45 não são os do segundo tempo, mas apenas o início desse jogo maravilhoso que Deus nos concede, a vida. Um jogo em que não é o resultado que vale, mas sim todas as jogadas, bem ou mal sucedidas. O que vale é a construção de cada passo, cada emoção, cada momento. Eu de minha parte, só tenho a agradece a tudo ao Criador. E que venham mais 45!

* crônica para comemorar meus 45 anos completados este mês glorioso de maio.