Udo Döhler é reeleito prefeito em Joinville (SC)

Udo Döhler (PMDB) foi reeleito prefeito de Joinville em votação de segundo turno neste domingo (30). A vitória dele foi confirmada por volta das 18h20.

Com a apuração completa às 18h45, Udo teve 171.217 dos votos válidos, o que corresponde a 55,60%. Darci de Matos (PSD) teve 136.702 votos, o que corresponde a 44,40%.

Após o resultado, Udo Döhler afirmou: “Nós, nesse segundo turno, tivemos a oportunidade de mostrar mais de perto para a população e para o eleitor todas as obras que nós realizamos ao longo dos nossos quatro anos de gestão e, sobretudo, detalhar as nossas propostas. Isso vai permitir com que, lá adiante, a cidade de Joinville possa usufruir de dias melhores, mais seguros, mais tranquilos. O nosso compromisso é transformar a cidade de Joinville na melhor cidade para se viver desse país”.

Udo Döhler concorreu pela coligação “Juntos no rumo certo” (PMDB / PV / PC do B / PT do B / PSC / PTC / PROS / PTB) e tem como vice-prefeito Comandante Coelho (PMDB).
Raio-X Joinville (Foto: Arte/G1)


Propostas

Durante a campanha, Udo Döhler afirmou que vai aumentar o atendimento à saúde e educação, com a ampliação de cursos técnicos profissionalizantes, ampliar o saneamento básico e a infraestrutura de ruas.

Histórico
Udo Döhler é o atual prefeito de Joinville. Começou a carreira política em 2011, quando se filiou ao partido. Aos 74 anos, é advogado de formação e empresário do ramo têxtil. É natural de Joinville e foi presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) por cinco vezes.

Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Udo Döhler declarou como bens um terreno, ações, fundos, títulos de clube, poupança e aplicações, no valor de R$ 11.375.509,62. O plano de governo do candidato pode ser acessado no site do Tribunal.

Resultado completo das eleições para prefeito em Joinville
Udo Döhler – 171.217 (55,60%)
Darci de Matos – 136.702 (44,40%)
Nulos – 18.113 (5,43%)
Brancos – 7.340 (2,20%)

Darci de Matos agradece os votos
Após o fim da apuração, Darci de Matos afirmou: “Eu aceito o resultado das urnas e eu só tenho a agradecer as pessoas, as mais de 134 mil pessoas que acreditaram no nosso projeto, que votaram em mim. Eu volto para a Assembleia [Legislativa] e vou continuar, como deputado estadual, trabalhando muito por Joinville. E, principalmente, pelas pessoas que acreditaram no meu projeto e principalmente aqueles que têm menos, as pessoas mais simples, as pessoas dos bairros”.

Com informações do G1

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #5 – Na hora da verdade para Darci e Udo

palavralivre-udo-dohler-darci-de-matos-eleicao-joinville-prefeituraDomingo é dia de exercermos nosso direito como cidadãos e votar no segundo turno. Em Joinville, maior cidade catarinense, o segundo turno está entre Darci de Matos (PSD) e Udo Döhler (PMDB), atual prefeito.

Diferentemente do primeiro turno, onde oito candidatos disputaram o pleito, agora o embate tem sido acirrado, duro, com nível muito baixo por parte dos correligionários de ambos, principalmente nas redes sociais.

De fato, o deputado estadual Darci de Matos cresceu muito no segundo turno, enquanto Udo Döhler estagnou, algo natural diante de um segundo turno onde todos ficam igualados em tempo de televisão e nas inserções de tv e rádio. As propostas ficam mais claras, e as mentiras e falhas do adversário são mais e melhor exploradas.

As últimas pesquisas de instituto local dão vantagem acentuada ao deputado do PSD, uma virada que, se confirmada nas urnas no domingo, dará ao partido do governador uma vitória grandiosa que dará uma força política enorme rumo a 2018.

Já pesquisas de um instituto de fora mostram o atual prefeito ainda em vantagem. A diferença entre as duas é a base da pesquisa: uma, local, entrevistou mil e 1,2 mil pessoas. A outra o fez com 600 entrevistas. Os leitores decidem qual a que transmite maior credibilidade.

Após domingo, nada será como antes no consórcio firmado entre PSD e PMDB que governa Santa Catarina. As rusgas e faíscas em Joinville e Florianópolis refletirão nos próximos passos políticos dos principais partidos do estado. Meio de longe, o PSDB só espera para ver o rumo a seguir.

No domingo, vote consciente por sua cidade. Escolha um dos candidatos, vote, e depois fiscalize, cobre, exerça o seu direito e também dever de cidadão. Só assim melhoraremos a política.

Darci de Matos – 55 ou Udo Döhler – 15. Você decide o melhor para Joinville. Bom voto!

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #4 – Notas Políticas

palavralivre-eleicoes-udo-darci-colombo-pmdb-psd-apae-votos-com-a-palavraHá pouco mais de uma semana do segundo turno nas três maiores cidades catarinenses, Joinville, Blumenau e Florianópolis, os cenários mostram grandes incertezas. Pelo andar das carruagens, as melancias do PP, PSD, PSB estão mais próximas, enquanto as do PMDB, PSDB mais alinhadas. Em jogo o comando de Santa Catarina em 2018.

Baixarias
Na campanha de Joinville, onde Darci de Matos (PSD) disputa o segundo turno com o atual prefeito Udo Döhler (PMDB), as baixarias andam a mil nas redes sociais. Fakes, páginas falsas, e até cargos comissionados da prefeitura de Joinville andam a disparar coisas inimagináveis, contra quem é contrário, gente comum, e até contra o governador. Pilantra é a palavra mais leve. Processos à vista.

Confronto aberto
Com a entrada do governador Raimundo Colombo (PSD) na campanha de Darci de Matos, o confronto entre PSD e PMDB se tornou inevitável. Udo Döhler (PMDB) começou a atacar o governo do estado, que segundo a propaganda peemedebista, não manda os remédios de alta complexidade, e também havia ignorado o apelo por verbas para a tão prometida ponte do bairro Adhemar Garcia. O troco veio, e abriu o rombo no casco da “coalizão” que reúne ambos no comando do Governo na Ilha.

Desmentido
Colombo apareceu em propaganda na tv com aquele seu jeito leve, como quem não quer dizer nada, mas disse. Que a Prefeitura de Joinville apresentou apenas uma empresa chinesa com um pré-projeto, e que não havia licitação, nem licença ambiental, tampouco obra em andamento. Por isso não podia ajudar. O PMDB está uma fera com o lageano, e identifica ação total do PSD e governador para vencer na maior cidade catarinense. Vejamos os próximos rounds.

PMDB e sua “Cunha”
A prisão de Eduardo Cunha, deputado do PMDB cassado em setembro, caiu como uma bomba nas campanhas peemedebistas no país, e claro, em Joinville (SC) também. Afinal, Cunha ajudou muita gente boa do PMDB catarinense, era muito bem visto pelos caciques do partido por estas bandas… até que caiu. Ambos começando com “C”, corrupção e cunha são sinônimos em matéria de política, e isso atinge em cheio o discurso anti corrupção, etc. Cunha virou uma bela pedra no sapato do partido na campanha.

Apae de Joinville com eleições
Uma das mais importantes entidades de assistência social, educação e saúde em SC, a Apae de Joinville também terá eleições em novembro próximo. Duas chapas devem se enfrentar, uma sob o comando da Criadora, outra com a Criatura. Heloisa Walter de Oliveira, ex-presidente da instituição deve enfrentar Jailson de Souza, atual presidente pelas mãos de Heloísa, de quem foi vice na gestão anterior.

Dura disputa
A eleição na Apae deve ser duríssima, pelo que já se vê nos bastidores com acusações de ambos os lados. O que se espera é que o processo corra sem maiores riscos para a imagem e atividades da instituição, responsável por atender 420 alunos e suas famílias diariamente com serviços essenciais para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Que a política tradicional não contamine um trabalho tão bonito e exemplar.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #3 – PMDB e PSD travam batalha por 2018

palavralivre-com-a-palavra-edicao-3-gean-angela-pmdb-psdHá tempos o casamento entre PSD e PMDB vem fraquejando diante das dúvidas de ambos sobre a lealdade e fidelidade dos enamorados. A desconfiança existiu desde que o então mestre de cerimônias do enlace, o ex-governador LHS, fechou acordo para que Raimundo Colombo fosse o governador da união, e depois quando da renovação das núpcias. Como o mestre se foi para o descanso, o casal que governa SC está em vias do divórcio.

Florianópolis
Na Ilha, onde de fato se decidem as articulações políticas para as maiores cidades catarinenses, a disputa está entre PMDB e PP, Gean Loureiro e Angela Amin. Ao lado de Gean, o PSDB. Ao lado de Angela, o PSD. No segundo turno Gean disparou depois que um magistrado decidiu decidir após 16 anos que Angela estaria inelegível por conta de ação no ano 2000. Daquelas coisas das bruxas que habitam Floripa. Mas, hoje, no STJ, o PP/PSD conseguiu derrubar a inelegibilidade de Angela. É possível que ela reaja, afinal, não se pode subestimar a força dos Amin na grande Florianópolis. Mas a virada é coisa muito difícil de acontecer, não impossível. Já em Joinville…

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Darci de Matos (PSD) parecia que ficaria fora do segundo turno em dado momento da disputa. Udo Dohler (PMDB) crescia com a força da máquina da Prefeitura, e Tebaldi (PSDB) estava melhor colocado. Ao abrirem as urnas, eis que o deputado estadual do PSD conseguiu ir ao segundo turno contra o empresário poderoso do PMDB. Na primeira pesquisa Ibope, Udo sobre dois pontos apenas, enquanto Darci avança 17 pontos. Soado o alarme nos lados do manda brasa, o segundo turno começou mais duro, e o confronto será inevitável.

2018
Nos dois maiores colégios eleitorais de SC travam-se na verdade as prévias da disputa ao governo do estado em 2018. Se der PSD nos dois, o partido do governador Colombo conquista um poderio imenso para manter o comando administrativo e político do estado encabeçando a chapa com Gelson Merísio, ou indo de vice em composição com o PP, no qual o ex-governador Esperidião Amin, o deputado federal mais votado em 2014, desponta como nome forte novamente. Se der PMDB em ambos, o partido de Mauro Mariani, Pinho Moreira e Dario Berger ganha força, mesmo tendo perdido musculatura no planalto norte, região eleitoral do atual presidente do PMDB.

Temperatura
Pelo tom dos primeiros dias de campanha eleitoral na televisão, rádio e redes sociais no segundo turno em Florianópolis e Joinville, os embates serão da cintura para baixo. Nas redes sociais os posts e vídeos de uns contra outros proliferam com denúncias, números, ataques com presença de assessores, e claro, de fakes contratados para azucrinar a vida e campanha dos candidatos. Neste andar da carruagem, não haverá volta na convivência já turbulenta do casamento PSD-PMDB. O divórcio está decidido, falta apenas sacramentar no cartório das urnas no próximo dia 30 de outubro.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Opinião – Mude a política renovando geral, não reelegendo ninguém

PalavraLivre-eleicoes2016Eleições 2016 às portas, e os últimos acontecimentos da política joinvilense só reforçam minha tese desde o ano passado: não reeleja ninguém, renove geral!

Prefeito que se diz gestor, mãos limpas, que nega a política e os políticos, usando a máquina para, digamos, cooptar partidos com seus tempos de tv. Trocando secretarias por partidos, sem qualquer pudor, mostrando que faz política velha, atrasada, em nada favorável às mudanças que a população exige na política.

Vereadores que pensam apenas em manter a todo o custo os seus cargos, e para isso negando investigações do governo, ou criando investigações e comissões com amigos do poder para promover relatórios pífios, fracos, muristas, negando ao eleitor o direito de saber de fato se as acusações e denúncias são ou não são verdadeiras.

Por tudo isso, você que desejou a mudança desde 2013 nas ruas, e a cada ano se escandalizou com cada nova notícia de acordos espúrios, preste atenção nos fatos, nos atos de quem diz uma coisa, e faz outra totalmente diferente!

Faça seu papel de cidadão, e ajude a dar um ar novo à política, porque a política é o melhor instrumento para melhorar a vida das pessoas, mas se feita com ética, responsabilidade, de forma coletiva, para interesses coletivos.

Não reeleja nem prefeito, nem vereadores e tampouco quem já foi vereador, dê uma chance a Joinville!

* Por Salvador Neto, jornalista, editor do Blog Palavra Livre.

Prefeito se defende e diz que cortes de residentes não vai afetar a saúde em Joinville (SC)

PalavraLivre-udo-dohler-prefeito-joinville-corte-medicos-sao-joseO prefeito de Joinville, Udo Döhler convocou uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), na própria Prefeitura. O assunto foi os atendimentos realizados pelos médicos residentes no Hospital Municipal São José que, segundo ele não serão prejudicados na unidade.

Na semana passada, a Prefeitura de Joinville informou que foi suspensa temporariamente a matrícula de 38 residentes do primeiro ano (R1) da Residência Médica e Residência Odontológica do Hospital Municipal São José. A medida foi tomada para proporcionar uma redução de custos no valor de cerca de R$ 1,3 milhão no ano.

A estrutura de atendimento desse quadro será mantida com outros 18 residentes (R1), que têm seus vencimentos custeados diretamente pelo Ministério da Educação, conforme diz a Prefeitura.

Os residentes “R2” e “R3”, continuarão a atuar e a estudar na unidade hospitalar, assim como os médicos do corpo clínico que continuarão a atender os pacientes. A medida tem caráter emergencial e não é definitiva.

“O serviço de residência não será extinto. Não teremos prejuízos no atendimento porque temos um corpo clínico de médicos que continuará prestando os serviços à população, além dos demais residentes existentes”, ressaltou o prefeito Udo Döhler.

O prefeito explicou ainda que em 2012 o Hospital Municipal São José perdeu o credenciamento como hospital escola pelo Governo Federal. Por isso teve redução de repasses para manter parte da estrutura dos residentes.

Com informações da PMJ e fontes

Servidores de Joinville (SC) decidem, em assembleia, entrar em “estado de greve”

Os servidores de Joinville decidiram ontem (25/11) entrar em estado de greve. A decisão foi tomada em maciça assembleia realizada na sede do sindicato.

Uma nova assembleia, com paralisação, será realizada na próxima terça-feira (1/12), às 14 horas, na Sociedade Ginástica. A categoria protesta contra os cortes de direitos que vêm sendo anunciados desde a semana passada pela Prefeitura.

Em 20 de novembro, o prefeito Udo Döhler comunicou que cancelaria o vale-alimentação dos servidores durante alguns períodos de licença e afastamento. Além disso, seriam suspensas a possibilidade de converter um terço de férias em abono pecuniário, a indenização de licença prêmio e a cesta natalina.

Esta semana, uma portaria da Secretaria de Gestão de Pessoas aprofundou os cortes, estendendo o não pagamento de vale-alimentação para todos os períodos de afastamento, o que inclui licenças por motivo de saúde e por gestação, por exemplo.

Na noite de terça-feira houve uma reunião entre a direção do Sinsej e a equipe de governo. Döhler manteve sua posição e informou que também não será pago o abono para servidores que trabalharem durante o recesso de fim de ano da categoria.

A maior parte desses direitos consta no Estatuto dos Servidores e em outras leis municipais. Porém, o prefeito tenta retirá-los com uma portaria da secretaria.

Na terça pela manhã, ocorrerá nova audiência entre sindicato e o governo. “Esperamos que o prefeito reveja e reverta estas medidas”, disse o presidente do sindicato, Ulrich Beathalter.  “Não vamos aceitar que tirem nenhum direito nosso”.

O sindicalista explicou que, por meio de uma forte campanha publicitária, a Prefeitura tenta incutir na população a ideia de que estão sendo cortados benefícios de quem não trabalha.

No entanto, o que ocorre é a preservação dos privilégios dos servidores comissionados e a retirada de direitos da parte mais fragilizada da categoria, como os que estão afastados e doentes.

Ele convidou cada servidor a conversar com seus colegas de trabalho e participar da assembleia de terça. Nesta ocasião, serão avaliados os resultados da audiência com o governo.

Se não houver mudança na postura do Executivo, não está descartada a possibilidade de deflagração de greve geral da categoria.

Com informações do Sinsej

Udo Döhler X Sinsej: Sindicato reafirma que Prefeitura pode dar aumento real

A novela entre o Prefeito de Joinville, Udo Döhler e os servidores municipais vai render muito em 2015. Pelo menos é o que se vê nas manifestações de ambas as partes. Agora, o Sindicato dos Servidores (Sinsje) volta à carga com nova nota à imprensa elencando fatos que, segundo eles, comprovam a condição financeira do executivo para dar aumento real aos mais de 12 mil servidores. Leia abaixo:

“Recentemente o prefeito de Joinville, Udo Döhler, alegou, por meio da imprensa local, que não poderia dar reajuste aos servidores em 2015. Nem mesmo a inflação o líder do Executivo cogitou. Tal afirmação, em tempos de início de Campanha Salarial, precisa ser esclarecida.

Há margem
Em 2013, a arrecadação do município foi de quase R$ 1,3 bilhão e os gastos com a folha de pagamento giraram em torno de R$ 601 milhões. Em 2014, entraram nos cofres do governo cerca de R$ 1,5 bilhão e o valor da folha ficou em R$ 688 milhões. Estes dados são do Tribunal de Contas de Santa Catarina e do Portal Transparência da Prefeitura.

Ou seja, houve uma elevação de 20,8% na arrecadação e de apenas 14% nos gastos com o salário dos trabalhadores da Prefeitura – não apenas com reajustes, mas também com a contratação de mais servidores.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que 54% da receita do município pode ser gasta com funcionários do Executivo, sendo considerado prudente manter-se em 51,3%. A Prefeitura de Joinville encerrou 2014 com esse índice em 46%.

Recuperação salarial
Desde 2010, o comprometimento do município vem variando bastante a cada ano, já tendo chegado a 54,90%, em 2011, e a 42,88%, em 2012. Neste período, os servidores conquistaram 7% de reajustes acima da inflação, o que iniciou a recuperação das perdas históricas da categoria.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo dados do Dieese, de 1995 a 2010 os trabalhadores da Prefeitura de Joinville acumularam uma perda salarial de aproximadamente 44%.

Sem alardes
O Sinsej entende que o aumento do número de servidores e de serviços públicos é natural e acompanha o crescimento da cidade. “Isso não representa motivo de alardes da Prefeitura na imprensa”, considera o diretor do sindicato Tarcísio Tomazoni Junior .

A categoria terá assembleia para discussão e elaboração de pauta da Campanha Salarial de 2015 no dia 31 de março. As reivindicações serão apresentadas ao prefeito ainda no início de abril. “O que de fato Udo Döhler precisa fazer é sentar e negociar com o sindicato, o que não acontece desde setembro de 2014”, ressaltou Tarcísio.

Opinião: O chororô do prefeito Udo Döhler – Parte 2

Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler
Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler

Continuando a análise da entrevista do prefeito Udo Döhler ao jornalista Claudio Loetz em A Notícia do último final de semana (17 e 18 maio), (a primeira parte leia clicando aqui) vamos a mais alguns pontos destacados pelo Prefeito, e continuando de trás para frente:

Saúde: para o Prefeito, investir 35% da receita da Prefeitura na saúde é demais. Gostaria de ouvir uma novidade, do tipo, vamos fazer isso para resolver, aquilo para agilizar, etc. Cobrar a diferença do Estado? Isso é discurso velho, vem do seu eleitor maior o senador LHS, mas nem ele conseguiu. Joinville aguarda o choque de gestão na saúde que realmente reduza as filas nas cirurgias e especialidades, e não via Cooperfield, sumindo com listas já existentes.

Oposição e Travas: Para Udo Döhler, a oposição de dois, sim, dois vereadores trava o desenvolvimento da cidade. Seria infantilidade acreditar em tamanha baboseira. Um governo que não consegue por na rua licitações do estacionamento rotativo, dos radares, do aluguel de máquinas para atender o povão nos bairros, etc, etc, não pode colocar a culpa também em dois vereadores. E quando ele diz que só deve explicações à população, ele esquece que os vereadores são legítimos representantes do povão! Sim, eles merecem respeito, ser ouvidos, atendidos. Porque conversa para fotografias e mídia não resolve a vida nos bairros e na saúde, por exemplo.

Santos Dumont: uma miragem que o governador Colombo vende para Joinville via gastos exorbitantes com dinheiro publico em publicidade é ampliado pelo prefeito Udo. A obra não anda, e nem vai andar com falta de vontade política que sempre existe na Ilha em relação a Joinville. De compromissos assinados pelo Governo do Estado o inferno SC está cheio! As obras previstas para estarem prontas em 2010 são as mesmas que saem agora à conta gotas na cidade. Ou seja, parceria que atende a não sabemos quem, porque o povão nada vê de fato.

Máquinas da Prefeitura/Estômago: Udo reclama da complexidade das licitações das máquinas para as subprefeituras. Impugnação de concorrência é algo normal, do jogo no setor público. Aí ele deixa outra pista sem nomes, diz que tem de acabar com o clientelismo. Quem são os clientelistas Prefeito? A incompetência na realização das licitações já chegou a virar piada, pois nenhuma acontece! E o povão nos bairros, vai ficando até sem a patrolinha nossa de cada dia! Os loteamentos da zona sul que o digam, pois foram até para a TV nos programas de campanha e hoje já não são mais prioridades.

Licenciamentos: segundo o Prefeito, não faz sentido fiscalizar instalação elétrica, hidráulica, etc. Ou seja, a lógica é deixar tudo para o “privado”, resolver. Assim ele quer acabar com a Fundema, órgão que emite os licenciamentos na cidade, e com isso ganhar agilidade. Será? A legalidade é altamente necessária, e o que se precisa é dar condições de trabalho a fiscais e ao órgão fiscalizador, seja qual ele for. A lógica capitalista não pode se sobrepor à lógica do coletivo.

Desvios de conduta: essa declaração de Udo mexeu com os brios do funcionalismo público municipal, cerca de 12 mil servidores. Quer dizer que há tantos desvios de conduta, eufemismo para evitar a palavra corrupção ou algo parecido talvez, que é uma das tarefas que mais complicar a vida do Prefeito? A generalização é maléfica e põe sobre toda uma categoria uma suspeição que consideramos exagerada e injusta. Corrupção há na área pública e também privada. Aliás, só há corrupção na área pública por grandes interesses privados. E a pergunta que fica é se a centralização das licitações dá resultado, porque até agora nada saiu para valer e a cidade se afunda no marasmo?

Empresariado: como nunca foi total a adesão ao seu nome no meio empresarial, leia-se Acij, onde Udo já foi várias vezes presidente, agora a coisa piorou e o Prefeito admite na entrevista. Mas não diz como vai amenizar o mal estar com o governo lento e desarticulado. Enfim, a gestão e o gestor estão em Xeque também nos apoiadores.

Desenville: aqui um tiro no órgão colegiado criado por LHS no final da década de 1990 no qual inclusive Udo participava ativamente. Diz que não é prioritário, e que precisa ser refeito. O que pensará o senador que foi pedir votos nas ruas para ele? Suas obras vão sendo pouco a pouco desconstruídas? Precisa ser refeito, diz o Prefeito, mas mais uma vez não diz como. E já estamos caminhando para o final do segundo ano de mandato.

Estacionamento Rotativo: vai esperar diz Udo, porque só é fonte de receita para a Prefeitura. Depende de plano de mobilidade urbana, que depende da consultoria contratada, que depende da LOT, que depende do Conselho da Cidade, da Câmara de Vereadores, etc, etc. Enquanto isso vivemos um caos no centro da maior cidade catarinense, pois não há vagas nas ruas e sequer nos estacionamentos pagos! Os engarrafamentos em qualquer horário já estressam motoristas o dia inteiro, e nada se faz. A gestão de Udo Döhler não decola, não mostra a que veio, é om Boeing pesadão que ainda está tentando taxiar.

Finalizando a análise que faço da entrevista que era para ter sido estratégica, mas virou um tiro no pé, penso que ainda dá tempo do prefeito Udo acertar, mas não da forma como conduz a administração. Centralizador, autoritário, sem o traquejo político necessário para a conversa popular que fortalece o Prefeito, com um secretariado engessado e fraco em vários setores, cada vez mais se fechando e se isolando dos gritos da sociedade, o governo tende a piorar.

A tentativa de vender a imagem de que Udo não governa porque a Justiça não deixa, porque os vereadores oposicionistas não deixam, porque a corrupção dos servidores e a burocracia não deixam, porque o Badesc não deixa, porque os opositores ao seu projeto da LOT não deixam, porque o povo reclama muito das ruas esburacadas, os empresários reclamam, enfim, todos não deixam, fez água antes do barco partir.

A tarefa da gestão pública não é simples como um passe de mágica, ou uma canetada em uma mesa de empresa. Há que se ter habilidades, diálogo, articulação politica, e trabalhar muito. O que não quer dizer acordar de madrugada, mas sim ser eficiente no tempo em que estiver comando o time. Isso se chama gestão eficaz, e não infelizmente isso que vemos em Joinville hoje.

Oremos e cobremos, quem sabe algo muda urgentemente. Se não mudar, temos de mudar no voto, pois assim manda a democracia.

* Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Opinião: O chororô do prefeito Udo Döhler – Parte 1

Criador e criatura... por Sandro Schimidt
Criador e criatura… por Sandro Schmidt

O comandante do time jamais pode jogar a toalha. Um grande líder não pode jamais fraquejar diante dos obstáculos que surgem à sua frente, sob pena de irradiar desmotivação a todo o time que espera dele exatamente o contrário: motivação, coragem, criatividade, ousadia, e claro, otimismo. A entrevista do prefeito de Joinville (SC), o empresário Udo Döhler, ao jornalista Claudio Loetz no jornal A Notícia foi um desastre sob qualquer ponto de vista. Acertou as canelas dos servidores, de aliados, de apoiadores, e do povo que o esperava ansioso dos bairros para o centro, cuidando da cidade. Sob o ponto de vista da gestão então, jogou toda a imagem construída como gestor no latão do lixo. E se mostra isolado, o que em política é péssimo.

Como observador atento e crítico, comentarei aqui todas as pequenas falas de Udo na reportagem que antecedeu a deflagração da greve dos servidores municipais nesta segunda-feira. Reunidos em assembleia geral no final da tarde desta segunda-feira (19), os servidores anunciaram a paralisação. E começo de trás para frente. Vamos lá?

Pavimentação: diz ele que a pavimentação não é essencial. Na campanha não era esse o discurso, está no seu caderninho que faria 300 km. Fez mais ou menos seis. E agora diz claramente que pavimentação não é essencial, deixando o povão dos bairros a ver a poeira invadir os olhos com sol, e a lama sujar suas roupas junto com buracos e tudo o mais quando chove. E a culpa é de quem? Do Badesc. Badesc não é Colombo, Governo do Estado, parceirão? Hummm… Povão, esqueça o Udo 15 da campanha… esqueça o asfalto e aguarde 2016.

Hospital São José não dá conta: o Prefeito diz que não dá conta de atender a saúde gastando 35% do orçamento em saúde. Mas ele dizia na campanha que havia dinheiro, faltava era gestão. Então agora faltam os dois, porque o problema existe há décadas. E olha que ele comanda o Hospital Dona Helena há mais de 40 anos! Sabe bem o que é gerir saúde, ou pelo menos, gerir a saúde com dinheiro privado. Mas a gestão pública é outra coisa. E bem diferente.

Lei de Ordenamento Territorial (LOT): neste quesito então ele diz que esqueçamos uma cidade ordenada, organizada democraticamente, porque está tudo judicializado. Porque está judicializado? Porque o diálogo inexiste, e se existisse, quando se exaurissem todas as tentativas, haveria que se ter coragem de encarar a decisão de frente. Não dá é para empurrar a culpa a quem defende seus direitos e busca o debate na democracia. Goela abaixo é que os atores sociais não aceitam mais. Esse tempo passou.

Licitação do Transporte Coletivo/Corredor de Ônibus: só no governo Udo já são dois adiamentos da licitação, e desculpe, por pura falta de vontade político que já vinha desde o governo Carlito. Ou seja, nesta área mudamos para nada mudar até agora. Na entrevista Udo volta a prometer. Mas isso só é mais retórica. De fato é o que vemos, nada de a primeira licitação do transporte coletivo da maior cidade catarinense acontecer. E a cidade continua parada no tempo.

Auditoria Voluntária: essa é novidade no mercado profissionalizado da auditoria, a parceria com empresas locais (quais seriam?) para fazer voluntariamente (?) auditoria no Hospital São José. Isso é possível? Que tipo de auditoria seria, jurídica, contábil, qual? Duvido muito. E tem mais auditoria voluntária tem qual segurança e credibilidade? E a questão ética, não conta? Vamos parar de sonhar e fazer de fato o que é preciso. Do alto da experiência do Prefeito na gestão da saúde, essa foi de amargar. Onde anda o profissionalismo da gestão?

Serviço Público/Resistências: “é grande a reação por quem quer manter a lentidão e a burocracia”. Quem quer manter a lentidão e a burocracia, os servidores públicos? Quem são eles, porque como mandante maior da cidade o Prefeito tem o dever de nominar, dar nome aos lentos e burocratas que impedem a mudança. Quanto à informatização, essa está para lá de velha, e está muito atrasada. Inclusive no governo Udo.

Clique aqui e leia a parte 2 da opinião “O chororô do prefeito Udo Döhler”.

* Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre.