Deborah Colker apresenta espetáculo “Tatyana” em Florianópolis com apoio da Petrobrás

A Companhia de Dança Deborah Colker, com o patrocínio da Petrobras, apresenta seu mais novo espetáculo, nas próximas sexta e sábado (15/6 e 16/6), em Florianópolis. Baseado no romance Evguêni Oniéguin, do russo Aleksander Puchkin, Tatyana conta a história do abastado jovem Oniéguin, que abandona as diversões da cidade para viver na propriedade rural de seu tio. Neste lugar, conhece a jovem Tatyana, que é rejeitada por ele após se declarar. Anos depois, com profundas transformações internas, o casal se reencontra.

O desafio da Cia. é de contar este clássico da literatura universal sem usar palavras, uma vez que a preocupação principal deste balé contemporâneo é traduzir sentimentos no lugar de narrativas. No espetáculo, Deborah insere Puchkin como um dos personagens, possibilitando que criador e criatura fiquem em um mesmo plano.

O livro, embora tenha sido escrito e ambientado na Rússia do século XIX, ultrapassa a barreira do espaço e tempo. Na montagem, não se encontra nada que prenda a história a um determinado período, como figurinos típicos. O cenário é constituído apenas de uma árvore metálica, onde os ramos são usados pelos personagens no desenvolver de seus sonhos e angústias.

O espetáculo Tatyana é um projeto patrocinado pela Companhia por meio do Petrobras Cultural. Desde a primeira edição, o Petrobras Cultural já teve oito edições, abrangendo 80 áreas de seleções públicas, destinando R$ 313 milhões a 1.319 projetos contemplados. Foram mais de 26 mil projetos inscritos, avaliados por 356 especialistas integrantes das comissões de seleção. Na edição 2011, foram contemplados 149 projetos de 18 estados, abrangendo 16 áreas, dentro das três linhas de atuação do Programa, que receberam uma verba total de R$ 52,9 milhões.

Serviço:

Data: sexta e sábado, 15 e 16 de junho de 2012 às 21h30 e 18h, respectivamente
Local: Teatro Governador Pedro Ivo (anexo ao Centro Administrativo de Governo, Rodovia SC- 401, km 5, n° 4600)
Para mais informações: Bilheteria (48) 3665-1630 – de seg a dom das 14h às 20h

Peça “A morte de Ofélia” esta semana no Teatro do Sesc em Joinville (SC)

O teatro do SESC Joinville recebe nesta semana a peça A Morte de Ofélia, uma parceria entre a atriz joinvilense Samantha Cohen e o diretor Jefferson Bittencourt. A temporada de estréia da peça contará com 12 apresentações no mês de junho em três diferentes espaços, sendo Teatro do SESC, Amorabi e Galpão da Ajote. A primeira apresentação ocorre na sexta-feira (15/06), às 20 horas, no Teatro do SESC. Entrada aberta a comunidade e gratuita.

O espetáculo apresenta uma das personagens mais fortes e enigmáticas de Hamlet, texto teatral mundialmente conhecido escrito por William Shakespeare. A Morte de Ofélia tem como tema central a personagem Ofélia, a jovem é manipulada por seu pai, Polônio, e rejeitada por seu noivo, Hamlet. Isolada em seu quarto sem compreender a sequência de acontecimentos a sua volta, é tomada pela loucura. Ofélia passa a ter alucinações e a imaginar que todos os fatos são, na verdade, frutos de suas inquietações e do seu processo de enlouquecimento.

Trancada em seu próprio quarto a jovem passa a ver e dialogar com espectros e vozes de Polônio, Laertes, Gertrudes, Cláudio, Hamlet e o fantasma do Rei. A situação é agravada quando a personagem descobre que seu pai foi assassinado por Hamlet.Após as apresentações em Joinville, o espetáculo segue para uma temporada na Noruega. Projeto de montagem da peça foi contemplado no Edital 2011, do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), da Prefeitura de Joinville.

Calendário de apresentações:

Teatro do SESC (Rua Itaiópolis, 470 – América)*

15/06 – 20h

16/06 – 19h e 20h30

17/06 – 20h

*Entrada Gratuita

 

Amorabi (Rua dos Esportistas, 510 – Itinga)*

22 e 23/06 – 20h

*Entrada Gratuita

Galpão de Teatro da AJOTE (Cidadela Cultural – Rua 15 de novembro, 1.383 – América)

29/06 – 20h

30/06 – 19h e 20h30

1º julho – 20h

Ingressos: R$10,00 inteira | Meia R$5,00

Serviço
O quê: Temporada de estréia da peça A morte de Ofélia
Quando: confira a programação
Informações: (47) 9912.7642 com Samantha Cohen

Apoio a cultura: inscrições para o Simdec encerram nesta sexta-feira (1/6)

Quem ainda não inscreveu seu projeto no Simdec, deve se apressar. As inscrições para o Edital de Apoio à Cultura e Mecenato Municipal 2012, do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), encerram nesta sexta-feira (1º de junho), às 17 horas. Os proponentes devem entregar o projeto encadernado e envelopado na sede da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), 3º andar nos fundos no Centreventos Cau Hansen.

Neste ano, o valor destinado ao Simdec é de R$ 3.848.000,00, sendo o recolhimento de 2,3% da arrecadação do ISS e IPTU de 2011. O Edital de Apoio vai distribuir o valor de R$ 1.154.000,00 investidos em 117 projetos, contemplados em 21 categorias. O recurso de R$ 1.924.00,00 do Mecenato Municipal será distribuído entre 74 projetos inscritos em uma das 17 áreas.

Para se inscrever, o proponente deve acessar o site do Simdec (www.simdec.com.br), onde irá encontrar todas as instruções para efetuar a inscrição. Há duas opções de formas de inscrição, sendo online ou presencial. Ao optar pela inscrição online, o proponente deve acessar o site do Simdec, onde será encaminhado ao Portal da Prefeitura Digital para efetuar o cadastro e em seguida, o preenchimento dos formulários para inscrição.

A inscrição online deve ser realizada até o dia 31 de maio. Após preencher o formulário do sistema online, o proponente deverá imprimir a inscrição e entregar em uma única via, encadernada em espiral, acondicionada em envelope lacrado eidentificado, até às 17 horas do dia 1º de junho, no setor do Simdec.

Na forma de inscrição presencial, a pessoa deverá preencher o formulário específico disponível no site do Simdec, ler o Edital ou a portaria do Mecenato e preencher o formulário para apresentação do projeto. O segundo passo é protocolar o projeto e os documentos encadernados, sendo entregue em envelope fechado e identificado no setor do Simdec, na sede da Fundação Cultural. As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de junho, até às 17 horas.

Os proponentes que ainda tiverem dúvidas, podem procurar a equipe do Simdec. O atendimento está sendo realizado diariamente, das 8h às 17 horas, na sede da Fundação Cultural. Mais informações pelo (47) 3433.2190 ou 3433.0127 no Simdec.

Serviço
O quê: Inscrições para o Simdec
Quando: até sexta-feira (1º de junho), às 17 horas
Onde: Fundação Cultural de Joinville
Av. José Vieira, 315 – 3º andar – Fundos do Centreventos Cau Hansen
Informações: (47) 3433.2190 ou 3433.0127 no Simdec

Simdec 2012 – Prefeitura apresenta novidades

A Fundação Cultural de Joinville (FCJ) divulgou nesta segunda-feira (16/04) o Edital de Apoio à Cultura e o Mecenato Municipal 2012, do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec). Neste ano, o valor destinado ao Simdec é de R$ 3.848.000,00, sendo o recolhimento de 2,3% da arrecadação do ISS e IPTU de 2011. As novidades do sistema ficam por conta da inscrição online e da inclusão das áreas de comunicação, design, intercâmbio cultural e formação em cultura.

O evento, realizado dentro da programação da 9ª Feira do Livro de Joinville, contou com a participação do Prefeito Carlito Merss, do diretor presidente da FCJ, Silvestre Ferreira, do secretário Adelir Stolf da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan) e da presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Ilanil Coelho. Além destes, participaram também os profissionais da área cultural da cidade. Este ano, o Edital de Apoio à Cultura recebeu o valor de R$ 1.154.000,00, recurso que será investido em 117 projetos contemplados de 21 categorias. O recurso de R$ 1.924.00,00 do Mecenato Municipal será distribuído entre 74 projetos inscritos em uma das 17 áreas.

As novas categorias e a destinação dos investimentos do edital e mecenato, foram  realizadas em parceria com o Conselho Municipal de Política Cultural. “O Simdec é o mais importante exemplo em Joinville de política pública, isso porque a iniciativa resulta da relação entre o Estado e a sociedade civil”, comenta a presidenta do Conselho, Ilanil Coelho. A tarefa árdua do Conselho em gerenciar os recursos entre as áreas, também foi mencionado pela presidente.

O novo formato de inscrição para o Simdec, realizado pelo Portal da Prefeitura Digital, foi desenvolvido pela equipe técnica da Seplan em conjunto com a equipe do Simdec, da Fundação Cultural e do Conselho. O secretário Adelir Stolf afirmou a importância do sistema online de inscrição por meio da Prefeitura Digital. “Esse sistema (inscrição online) é uma ferramenta democrática, onde os interessados terão a transparência no processo de inscrição e das informações”, concluiu o secretário. O cadastro realizado pelo proponente dará acesso a outros serviços da Prefeitura e demais secretarias no Portal. Num segundo momento,  as informações cadastradas no portal serão utilizadas no geoprocessamento, um levantamento de dados da área da cultura, que permite a análise de trabalhos, ações e profissionais em atuação na cidade.

De 2006 até 2011, o Simdec já contemplou 626 projetos, os quais foram investidos mais de 14 milhões de reais. Esse investimento repercute em ações de cidadania, educação e formação. Neste sentido, o presidente Silvestre Ferreira leu aos participantes uma carta enviada à direção da FCJ. A carta foi escrita pela mãe de uma aluna de um projeto contemplado na área de fomento para grupo de teatro. Na carta, a mãe conta como foi o processo de seleção para o curso, em qual sua filha foi escolhida entre 300 crianças. Ela comenta o quanto é importante para a sociedade projetos como este. Esse é um dos exemplos que o Simdec vêm proporcionando aos profissionais da cultura e a comunidade. Após a fala, Silvestre apresentou os recursos destinados ao Edital e Mecenato 2012.

O Prefeito Carlito Merss encerrou as falas dos participantes, comentando sobre a importância que o Sistema teve para sua gestão. “Nós herdamos o Simdec já com um bom formato, e percebemos que isso precisava ser melhorado. Por isso, elevamos o percentual do Sistema de 2% para 2,3% da arrecadação municipal e qualificamos a distribuição dos recursos com a inserção de outras modalidades. Temos que dar a possibilidade aos que ainda não foram contemplados e permanecer com os exemplos de sucesso”, disse o Prefeito.

O enecerramento da solenidade contou com a apresentação do projeto “Joinville Bate Lata”, ministrado pelo professor Gilmar Benedito dos Santos. O projeto foi contemplado no Mecenato Municipal 2011 do Simdec. As atividades do bate lata fazem parte do projeto “Mais Educação”, do Governo Federal. A apresentação teve a participação de 65 alunos da Escola Municipal Sadalla Amin Ganhem, onde o projeto é desenvolvido.

As inscrições para o Edital e Mecenato 2012 podem ser feitas a partir desta terça-feira (17/04) via site do Simdec (www.simdec.com.br) ou de forma presencial, entregando os documentos e o projeto na sede da Fundação Cultural de Joinville. O período de inscrição  se encerra no dia 1º de junho. O horário de atendimento do Simdec é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas, no 3º andar da sede da Fundação Cultural. Mais informações pelo (47) 3433.2190 com equipe do Simdec.

Mazzaropi 100 anos – Ele também contou a história dos transportes

O centenário de um gênio da simplicidade. Amácio Mazzaropi completaria 100 anos nesta segunda-feira. Com personagens simples e uma linguagem bem próxima do povo, registrou o cotidiano do País, inclusive nos transportes, mesmo sem ter esse objetivo. Reportagem de Adamo Bazani, CBN e Blog Ponto de Ônibus.

Tudo o que é genial, é simples. Por mais que o mundo se torne complexo, com um turbilhão de tecnologias, filosofias, pensamentos e sentimentos, é na simplicidade que aparecem as grandes respostas. O cineasta, ator de rádio, de TV, de circo, cantor, diretor, Amácio Mazzaropi é um exemplo disso. Mazzaropi que marcou a história do cinema nacional chegava até demonstrar uma espécie de despretensão pela sua simplicidade.

Seus textos, seus personagens, suas filmagens, com destaque as realizadas pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, mostravam o cotidiano. Os homens simples, as cenas do dia a dia, tudo o que fazia rir, mas de uma maneira não pesada, pensar também. Ao registrar o cotidiano, Mazzoropi expunha as contradições da sociedade. Quer mais crítica social que o um dos mais famosos filmes dele, “Tristeza do Jeca”?

Mas a simplicidade de Mazzaropi era tão superior ,que os ditos intelectuais do cinema da época não conseguiam entendê-la. Dificilmente ele era alvo de críticas positivas. Seu trabalho em sua época se dependesse das pretensas mentes pensantes estaria fadado ao fracasso. Mas isso não atingiu Mazzaropi, pois o povo o entendia e o prestigiava. Tanto é que ele jamais precisou de um tostão do INC – Instituto Nacional de Cinema, que era um órgão importante para a cultura, mas que acabou tendo o papel de provocar uma sangria de recursos públicos para obras que nada acrescentariam à cultura nacional.

Nesta segunda-feira, dia 09 de abril de 2012, Amácio Mazzaroppi, se estive vivo, completaria 100 anos. O cineasta do povo, diferentemente do que muitos pensam, não é natural do interior Paulista. Ele nasceu no bairro de Santa Cecília, em 09 de abril de 1912, bem no centro da cidade de São Paulo, que já nesta época dava ares de se tornar a metrópole conhecida dos dias atuais.Mas com dois anos de idade foi para Taubaté, no Interior de São Paulo, com o pai, o imigrante italiano, Bernardo Mazzaroppi, e a mãe a portuguesa, Clara Ferreira.

O dom artístico de Amácio Mazzaropi teve reflexo no seu avô, João José Ferreira, tocador de viola e animador de festas. O pequeno Mazzaropi ficava boa parte do tempo, quando não estava no colégio, nas festas e na casa do avô, em Tremembé, cidade também do interior Paulista. Na vida escolar, Mazzaropi se destacava em pequenas apresentações de teatro e fascinava professoras e colegas ao decorar poesias com facilidade. No ano de 1919 volta com a família para a Capital, mas em 1922 teve de regressar ao interior. Seu avô, o que despertou a veia pelas artes e o amor pela cultura caipira, havia falecido neste ano e todos precisavam ajudar os parentes.

A família abriu um pequeno bar, mas Mazzaropi começava a seguir os circos da região. Na época, quem trabalhava em circo não era bem visto pela sociedade. Era como se fosse um não trabalhador, um cigano, alguém envolvido até mesmo em promiscuidades. Essa era a imagem, mas não era a realidade completa. Os familiares de Mazzaropi se preocuparam com o envolvimento dele na vida circense. Então, ainda criança, ele foi mandado para morar com o tio, Domenico Mazzaropi, em Curitiba, no Paraná. Lá ele trabalhou na loja de tecidos da família. Mas a arte chamou Mazzaropi.

Com 14 anos, em 1926, voltou para São Paulo com o objetivo de seguir a carreira no circo. Logo em seguida, foi contratado pelo Circo La Paz. Mazzaropi foi um dos primeiros no País a fazer o que hoje virou moda: o stand up comedy. Nos intervalos das apresentações do faquir, subia ao picadeiro, e contava sozinho, causos e piadas. Fazia a platéia rir. Mas a vida no circo não era fácil e também não muito rentável. Sem poder se manter, voltou para a família em Taubaté, no ano de 1929.

No ano de 1932, a Revolução Constitucionalista, por parte do Governo Paulista, contra o Estado de Getúlio Vargas, proporcionou uma efervescência cultural muito forte. E neste cenário, Mazzaropi estréia sua primeira peça teatral: A herança do Padre João. A troupe de Mazzaropi percorria cidades do interior de São Paulo, mas com a morte de seu pai, já muito debilitado de saúde, em 08 de novembro de 1944, a situação financeira da família se complica de novo. Mazzaropi, no entanto, não desiste da vida artística e no mesmo ano vai trabalhar no Teatro Oberdan, com a peça “Filho de sapateiro, sapateiro é”. No elenco estava também Nino Nello.

Do teatro para o rádio
O rádio na época de Mazzaropi, de ouro na cultura brasileira, não era como hoje, que se limita a tocar músicas gravadas sempre compactuado com os interesses das gravadoras. O rádio desvendava talentos, tinha platéia, música ao vivo. E em 1946, a convite de Dermival da Costa Lima, da Rádio Tupi, começou a participar do programa Rancho Alegre, que ia ao ar aos domingos. No ano de 1950, o programa estreou na TV Tupi, e Mazzaropi estava lá.

Mas o marco maior de Mazzaropi ainda estava por vir: era o cinema. E o ano de 1952 foi o início desta trajetória. Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari estréia no cinema com o filme Sai da Frente, rodado nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Na Vera Cruz gravou outros dois filmes, mas com a situação financeira precária da Companhia, teve de procurar outras produtoras, até que em 1958 vende sua casa e monta a PAM – Produções Amácio Mazzaropi. O primeiro filme de sua produtora foi Chofer de Praça.

No ano de 1961 compra uma fazenda para rodar seus filmes e lá grava seu primeiro trabalho em cores, Tristeza do Jeca. Foram 32 filmes em sua carreira. O trigésimo terceiro, Maria Tomba Homem, não foi finalizado. Aos 69 anos, em 13 de junho de 1981, Mazzaropi morre no Hospital Albert Einstein, vítima de câncer na medula óssea. Mazzaropi deixava saudades, mas eternizava com suas filmagens simples o cotidiano do País.

E qual o motivo de um espaço que fala sobre ônibus estar lembrando de Mazzaropi? Ao relatar e registrar o cotidiano, mesmo sem esta intenção, Mazzaropi também contribuiria para a memória dos transportes, pois os transportes fazem parte do cotidiano do público e dos personagens de Mazzaropi, tanto no campo como na cidade.Ver filmes de Mazzaropi é também uma aula da história do setor.

Trens, bondes e vários modelos de ônibus que marcaram a evolução das carrocerias e chassis. Um desfile de jardineiras (ônibus rústicos sobre chassi de caminhões), veículos de madeira, os de carroceria de metal, iam aparecendo a cada obra de Amácio Mazzaropi. Modelos da Carbrasa, da Grassi, da Caio, ônibus sobre chassi FNM, Mercedes, Volvo foram gravados por Mazzaropi.

Talvez ele nunca soube disso e nem teve essa pretensão, pois o que é simples, parece despretensioso, mas a história dos transportes também têm muito a agradecer ao gênio da simplicidade, Amácio Mazzaropi.

Texto, pesquisa e reportagem: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes (fã de Mazzaropi e de tudo que é simples).

 

Curso gratuito de teatro no bairro Profipo em Joinville (SC)

O projeto “Ser ou não Ser” promove o curso de teatro para montagem do espetáculo “Muito barulho por nada”, de William Shakespeare, aos moradores do bairro Profipo. As aulas gratuitas de dramaturgia são voltadas para jovens acima de 14 anos, adultos e idosos, com o objetivo de proporcionar aos participantes mais uma forma de socialização. As aulas serão realizadas aos sábados, das 9h às 12h, na Escola de Educação Básica Alícia Bittencourt Ferreira. O curso teve início no dia 24 de março, mas os interessados podem se inscrever durante o mês de abril, na escola.

As aulas serão desenvolvidas tendo como base a peça “Muito barulho por nada”, considerado um dos textos mais hilariantes de Shakespeare. A peça conta a história de um homem e uma mulher igualmente inteligentes e bem articulados, rápidos em construir respostas espertas a todo tipo de afirmação ou pergunta. Nas falas dos personagens Beatriz e Benedito que se fundamenta a parte cômica da peça. Quando os dois se encontram, armam-se verdadeiros combates entre ambos. As aulas serão realizadas até o mês de dezembro, com uma apresentação da peça para a comunidade no final do curso.

O projeto “Ser ou não Ser” foi contemplado no Mecenato 2011 do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). O curso é uma realização do Grupo de Teatro “Os Navegantes da Utopia”, com apoio da E.E.B. Alícia B. Ferreira, Associação de Moradores do Profipo (Amopro), Espaço Cultural Casa Iririú e Grupo de Teatro Canto do Povo.

Serviço
O quê: Projeto “Ser ou não ser” – Curso de Teatro

Quando: aos sábados, das 9h às 12 horas

Onde: E.E.B. Alícia B. Ferreira

Rua Cidade de Pilões s/nº, esquina com rua Corumbá

(Próximo da praça de esportes no bairro Profipo)

Quanto: Gratuito

Informações: (47) 8444.9876 com Norberto Deschamps

Com Ass. Imprensa FCJ

Cultura: Amorabi sediará encontro dos pontos de cultura do norte de SC

A Amorabi – Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga abrirá suas portas para a realização do encontro que visa reunir representantes dos 10 Pontos de Cultura do Norte de Santa Catarina. Durante todo o dia os representantes dos Pontos dividirão as experiências positivas, as dificuldades enfrentadas e as metodologias utilizadas em cada projeto.

Além disso, também será pauta do dia a articulação de temas importantes para o desenvolvimento da Rede de Pontos de Cultura a nível estadual e questões mais específicas relacionadas ao convênio com Ministério da Cultura e Governo do Estado que está finalizando o 2º ano de execução.

Até o momento confirmaram presença representantes dos Pontos de Cultura: Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville; Federação das Associações Nikkeis de Santa Catarina e Amorabi, de Joinville; FECAMPO, de Campo Alegre; Grupo de Teatro Vivo, Sociedade Cultura Artística – SCAR e Movimento De Consciência Negra do Vale do Itapocu – MOCONEVI, de Jaraguá do Sul e a Matakiterani Associação Cultural, de Lages, como representante Estadual .

Agenda:
O quê: 2º Encontro dos Pontos de Cultura do Norte do Estado
Quando: sexta-feira, dia 02/03/2012
Horário: das 9h às 18h30
Local: Sede da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI
Rua dos Esportistas, 510 – Itinga, Joinville/SC
Telefone de contato: (47) 9912-7642 com Samantha, ou (47) 3465-2075.

Imperdível! TEATRO INVADE o Museu de Arte de Joinville nesta quarta-feira!

teatroApós o grande sucesso da Invasão Teatral realizada pela AJOTE – Associação Joinvillense de Teatro em outubro de 2010

Iniciamos 2011 lançando o documentário deste grande evento!
Dirigido por Fábio Porto o documentário traz trechos das apresentações, entrevistas com atores e público e um panorama geral deste evento,que invadiu muitos lugares de Joinville.
Patrocinado pelo Edital Estadual Elizabeth Anderle o documentário será distribuído para classe teatral, escolas, fundações culturais de todo o estado.

Para conferir o resultado basta INVADIR o jardim do MAJ
HOJE- QUARTA-FEIRA dia 23 Fevereiro, às 20h (MAJ – Museu de Arte de Joinville)
na Rua XV de Novembro, 1400.

A exibição do documentário acontecerá em forma de invasão no lado de fora do museu!
Em caso de chuva, a gente invade o MAJ!
Este lançamento é uma parceria da AJOTE com a Fundação Cultural de Joinville!

Esperamos todos vocês!!

Informações 3437-3087/99221575, com a produtora Daniele Soares!

Espetáculos em Joinville: falta divulgação e distribuição

Assisti no final de semana que passou a uma excelente comédia musical encenada pela Cia Atos de Teatro no Teatro Juarez Machado, com o nome de “À Brasileira”, que recomendo a quem puder assistir quando estiver em nova temporada. Muito bem encenada, muita música brasileira, figurino legal.

Agora, tinha pouca gente para um espetáculo como esse. Creio que seja a falta de divulgação mais direcionada e forte, e também a distribuição dos ingressos. Nos jornais havia dois números de telefone para contato em caso de interesse: nenhum deles atendeu a nossas ligações no sábado, dia da peça. Outro problema: vendas de ingressos somente em uma loja desconhecida e que fecha ao meio-dia, logo….

Fica aqui uma sugestão aos grupos de teatro e espetáculos em geral na maior cidade do estado. Criem o seu grupo de vendas de ingressos, com site específico de vendas, divulgação, oferecendo mais oportunidades a quem deseja assistir. Vejo que a cena cultural na cidade cresce a cada ano, mas a profissionalização na comunicação é necessária e fundamental.