Covid-19 – Comitê de Solidariedade é criado por movimentos populares em Joinville (SC)

Diante da crise provocada pela pandemia da Covid-19, organizações populares, sindicatos, associações de moradores, coletivos sociais, políticos, culturais e de defesa dos direitos humanos se uniram e lançaram na semana passada o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus.

Apesar de ter sido lançado apenas na quinta-feira, 14 de maio, o comitê e as entidades envolvidas já se organizam e articulam ações há um mês. Neste período, o comitê já articulou a arrecadação e a doação de uma tonelada de alimentos não perecíveis entre as entidades que integram o coletivo. Agora, com o lançamento oficial, o comitê pretende ampliar estas ações em Joinville.

No comitê, há organizações que realizam campanhas de solidariedade e outras com demandas de segmentos que não têm acesso aos auxílios do governo, como associações de moradores, conselhos comunitários e coletivos sociais.

Conforme o manifesto de lançamento do comitê, seu objetivo é “compartilhar informações sobre arrecadação de recursos que cada entidade está organizando por meio de suas campanhas de solidariedade, tais como cestas básicas, materiais de higiene e de limpeza e itens de proteção à saúde”. Ou seja, o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus não substitui as campanhas já realizadas, mas serve como apoio das entidades, articulando as arrecadações e doações e ampliando a divulgação das ações.

As organizações que integram o comitê e seus representantes também auxiliam na questão logística das ações em Joinville. Na quinta-feira (14), por exemplo, foi feito o transporte de algumas doações para a comunidade indígena Piraí, em Araquari. As entidades também disponibilizam seus espaços físicos para receber e armazenar as doações.

Articular a luta por direitos
Ainda de acordo com o manifesto de lançamento, o comitê tem o objetivo de articular a luta por direitos, durante e depois da pandemia do Coronavírus. “Para além das iniciativas de solidariedade, o Comitê Popular Solidário de Joinville contra o Coronavírus pretende articular ações para pressionar o poder público sobre a promoção e garantia de direitos da população nas áreas sanitárias, de saúde pública, de proteção da classe trabalhadora, de segurança alimentar das comunidades e populações em situação de vulnerabilidade”, conclui o manifesto.

Adesão de novas organizações
Outras entidades podem participar do comitê, insrevendo-se num formulário disponibilzado pelo coletivo. O comitê publica suas ações no Facebook e no Instagram, além de ter uma conta no Medium.

Medium: medium.com/@comitesolidariojoinville/
Facebook: facebook.com/ComiteSolidarioJoinville/
Instagram: instagram.com/comitesolidariojoinville/
Formulário: https://forms.gle/5dyUhJJszMGQJaNP8

Bilhetes levam carinho a pacientes com Covid-19 em Lages (SC)

Uma ação de humanismo e sensibilidade chama a atenção na ala de internamento para os pacientes com o novo Coronavírus no Hospital Tereza Ramos de Lages. Bilhetes com mensagens de força e inspiração foram colocados para dar um pouco de alento às pessoas atingidas pelo vírus.

A iniciativa partiu da enfermeira responsável pela ala, Raiza Ciceri, que notou o quão difícil foi para os pacientes lidar com o isolamento imposto. No início, não eram permitidos nem objetos pessoais como telefones celulares. Além disso, o contato dos profissionais da saúde com os pacientes é o mínimo. “É muito difícil não poder tocar no paciente, não poder pegar na mão. Eles sentem isso”, conta a enfermeira do HTR, Thayse Alves.

“Já estão passando por um período complicado, sem família, sem contato, então surgiu daí a ideia da nossa enfermeira do setor o amenizar o sofrimento e humanizar o atendimento”, diz Thayse, que completa: “Tem sido muito legal. Eles se emocionam e nós também. É tão simples, mas é gratificante”, comenta a enfermeira.

Há quem diga que após o Coronavírus poderemos nos transformar em uma sociedade melhor. O que você pensa sobre isso? É possível?

Solidariedade: Vamos ajudar a Pietra e sua família na luta contra o câncer?

Pietra luta contra o câncer como gente grande, mas precisa de gente grande para ajudar ela e a família!
Pietra luta contra o câncer como gente grande, mas precisa de gente grande para ajudar ela e a família!

Pietra de Souza Dallamico tem apenas três anos de idade, mas luta como gente grande contra o câncer. Desde janeiro deste ano vem lutando contra a doença.

Seu primeiro diagnóstico foi câncer próximo de um dos rins, onde logo em seguida foi feita a retirada. Contudo, após 17 dias o câncer voltou.

Atualmente Pietra está internada na ala oncológica do Hospital infantil de Joinville submetendo-se a tratamento de quimioterapia.

O pai, Rodrigo Dallamico, é motorista de caminhão e nem sempre pode estar a trabalho para poder acompanhar a filha. A mãe, Sirlene Hoffmann não pode trabalhar pois fica com Pietra 24 horas por dia no hospital.

O casal tentou auxílio do INSS, mas foi negado. A família tem mais uma filha de um ano. Com todo esse quadro, as dificuldades para a sobrevivência são grandes.

As principais dificuldades da família: pagam aluguel no bairro Vila Nova em Joinville (SC) – R$ 710,00, precisam comprar fraldas para as duas meninas (EX e GG) leite, alimentos, roupas e o que as pessoas quiserem ajudar.

Para ajudar nesta batalha de Pietra, várias pessoas tem se colocado em auxilio, buscando doações, entre outras coisas. Jéssica Panqueves, bacharel em direito, conheceu o drama da família e, sensibilizada, decidiu promover uma rifa.

A intenção de Jéssica é auxiliar a família a pagar o aluguel por no mínimo 3 meses. Ela está vendendo bilhetes da rifa/ação entre amigos, no valor de apenas R$ 2,00 o bilhete. Os prêmios são dois kits do Boticário. O sorteio ocorrerá dia 31/10.

Segundo ela, quem quiser ajudar a vender pode conseguir os blocos com ela. E quem quiser comprar também. A família sabe do apoio e está apoiando o trabalho voluntário de Jéssica. Os contatos são os seguintes: Sirlene (47) 9989 4741 – mãe da Pietra e Jéssica Panqueves (47) 9922.8228.

Aos amigos da imprensa e mídia em geral solicito apoio na divulgação, matérias, para que consigamos arrecadar não só o dinheiro com a rifa, mas também leite, fraldas e outros materiais para a Pietra e família.

A ação de divulgação do Palavra Livre é voluntária, contamos com sua ajuda, doação e apoio!

Frei Betto recebe prêmio da Unesco por contribuição à paz

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu, na última sexta-feira (11), Frei Betto para receber o Prêmio José Marti 2013. A premiação reconhece sua “contribuição à construção de uma cultura de paz universal e a justiça social e os direitos humanos na América Latina e no Caribe”, de acordo com a organização.

A Unesco informou em comunicado que Frei Betto foi escolhido após recomendação de um júri internacional. Frei Betto (Belo Horizonte, 1944) foi eleito por seu trabalho como educador, escritor e teólogo, por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão e por sua promoção da cultura de paz e dos direitos humanos”, detalhou a organização.

Frei Betto é autor de mais de 50 livros traduzidos para vários idiomas. Ele ingressou na ordem dos dominicanos aos 20 anos de idade, quando estudava jornalismo. Durante a ditadura militar, foi preso duas vezes: a primeira em 1964, que o levou a deixar a universidade, e a segunda entre 1969 e 1973, por colaborar com a organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional (ALN). Quando recuperou a liberdade, trabalhou durante cinco anos em uma favela da cidade de Vitoria (ES).

Durante a década de 1980, foi consultor sobre as relações Igreja-Estado de vários países. Na década seguinte, integrou o conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos. Adepto à Teologia da Libertação e militante de movimentos pastorais e sociais, foi assessor especial do ex-presidente Lula, entre 2003 e 2004, e coordenador de Mobilização Social do programa “Fome Zero”.

Premiação
A entrega do prêmio será no dia 30 de janeiro em Havana, Cuba, durante a realização da terceira Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo. A data marca o 160º aniversário do nascimento de José Martí.

A premiação foi criada em 1994 e reconhece “contribuições extraordinárias de organizações e de indivíduos à unidade e a integração da América Latina e do Caribe baseada no respeito das tradições culturais e nos valores humanistas”.

O último vencedor foi o analista político argentino Atilio Alberto Borón, por sua contribuição à unidade e integração dos países da América Latina e do Caribe e por sua contribuição ao estudo e a promoção do pensamento do apóstolo da independência de Cuba.

Do Brasil de Fato

 

Projeto Universidade Solidária promove arrecadação de alimentos

O Dia da Solidariedade, comemorado nesta terça-feira (14), dará o pontapé inicial das ações do projeto Universidade Solidária na Católica de Santa Catarina em Jaraguá do Sul e Joinville. Acadêmicos, funcionários e professores podem depositar doações de alimentos não-perecíveis em pontos de coleta na Biblioteca Padre Elemar Scheid e na Cantina da unidade de Jaraguá do Sul, e no corredor principal da unidade Centro em Joinville.

O projeto Universidade Solidária foi idealizado com a intenção de arrecadar junto à comunidade acadêmica alimentos não perecíveis e destiná-los a famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas nas Pastorais da Comunidade Santa Clara, no bairro Rau, e na Paróquia São Judas Tadeu, no bairro Água Verde, em Jaraguá do Sul. Em Joinville, as doações serão repassadas à ADIPROS – Associação Diocesana de Promoção Social, que se responsabilizará de organizar as doações às famílias cadastradas.

O programa foi dividido em duas frentes: a de arrecadação e distribuição dos donativos às pastorais parceiras, que é coordenada pela Pastoral da Instituição, e a de organização das cestas básicas, que será feita por acadêmicos sob a responsabilidade do Projeto Comunitário.

Segundo Marcos Oliari, responsável pela Pastoral da Católica SC, a Instituição também fará contribuições mensais ao Projeto. “A Católica também está fazendo a sua parte doando todos os meses cinco itens alimentícios para compor as cestas básicas. Queremos dar o exemplo e estimular a participação e contribuição da comunidade acadêmica”.

De acordo com a comissão organizadora do projeto Universidade Solidária, os itens de maior necessidade de doação são: leite em pó, café, azeite, açúcar, farinha de mandioca, trigo, macarrão, polenta, arroz e feijão. A intenção é atender com os donativos de 5 a 6 famílias dessas pastorais.

Toda segunda terça-feira de cada mês acontecerá o Dia da Solidariedade, como forma de intensificar as doações junto à comunidade acadêmica. “Por isso, enviaremos e-mails marketing aos alunos e funcionários para reforçar a ação. Mas as doações poderão ser feitas durante todo o mês, pois as caixas ficarão todos os dias expostas”, acrescenta Marcos. O Núcleo de Projetos Comunitários também será responsável por enviar acadêmicos às pastorais para auxiliar na organização das cestas básicas e roupas, e também realizar a entrega dos alimentos às famílias selecionadas pelas pastorais.

Mais informações pelos telefones (47) 3275-8330 e (47) 3275-8305, ou através do e-mail projetocomunitario@catolicasc.org.br

A quem possa interessar: Tenho luz própria e não tenho padrinhos

Nasci pelas mãos de uma parteira na rua João Pinheiro, bairro Floresta, no tempo em que nem rua era, apenas uma “picada” no meio de uma região ainda tomada por muita vegetação. Me criei por entre ruas de chão batido, saltando valas à céu aberto, jogando bola em campinhos com grandes amigos. Não éramos pobres, mas também não tínhamos posses. A primeira casa, de madeira, deu lugar a outra de alvenaria construída a duras penas por meu pai, Zeny Pereira da Costa, um homem lutador, trabalhador, que saiu do mato da rua Santa Catarina para ganhar o mundo em Joinville (SC), no “centro”, como diziam os mais velhos.

Estudou até a terceira série, mas sabia fazer mais contas que qualquer um hoje com calculadoras. De tão honesto, chegou a ser chefe de custos da antiga Cipla, nos tempos do senhor João Hansen Júnior. Respeitado, se aposentou por estresse, chegou a ter um bar onde o ajudei por seis anos, até que nos deixasse por conta de um câncer há 23 anos. Meu pai morreu cedo, mas deixou o maior legado para mim e meu irmão: honestidade. A ele devo parte da minha personalidade forte, que não aceita injustiças, nem acusações infundadas. Devo-lhe meu eterno respeito e gratidão!

Minha mãe, dona Isolde da Costa, me trouxe ao mundo e graças a Deus ainda vive entre nós, dando aulas como quando exerceu o ofício ao lecionar no Colégio Estadual João Colin no velho Itaum, berço de tantas histórias da velha Manchester Catarinense. Nascida em Ilhota, veio para Joinville ainda pequena. Ajudava minha vó, Mercedes e meu avô, Helmuth, a manter a casa. Estudou na escola São Vicente de Paula, hoje Santos Anjos, mas nos tempos de internato, com as freiras de chapelão branco. Formou-se professora e ensinou milhares de joinvilenses até se casar com meu pai no final dos anos 1960. Cuidou de quatro filhos do primeiro casamento de meu pai, deste que vos escreve e meu irmão Zeny Júnior, este com deficiência intelectual. Dela aprendi a ser bom, a ser solidário, a estudar sempre. Devo a ela a paciência que tive, e tenho até hoje com os percalços da vida.

Os leitores podem estar perguntando: afinal, do que o blogueiro quer falar? Já lhes digo. Brinquei muito, quis ser jogador de futebol – e era bom jogador! – mas não cheguei lá. Estudei no Colégio Cenecista José Elias Moreira, hoje Colégio Elias Moreira moderníssimo e para quem pode pagar caro. Naqueles tempos de Gonçalo Nascimento, Lauro Lorenzi, dona Elza, dona Tania e tantos ótimos professores, recebi muitos “honra ao mérito”, espécie de diploma para quem tirava notas acima de nove. Cheguei firme ao segundo grau, hoje ensino médio. Mas aí o começo da vida profissional trabalhando inicialmente no bar do Zeny fez as notas caírem um pouco, e a vontade de jogar e vencer jogos escolares (ganhei vários) fizeram as notas caírem um pouco, nada que impedisse minha formatura lá por 1985.

No bar de meu pai fiz minha primeira faculdade. Sim, porque o que se aprende atendendo várias pessoas de diversas idades, problemas, histórias, é fantástico! Trabalhei muito e muitos dias até domingos. Fiz sorvete e picolé, limpei muita calçada e balcão, abasteci muitos freezers. Vendi muito bolachão de mel, balas, bolinhos de carne, ovos na conserva, pastéis, refrigerantes. Depois fui aprender contabilidade ao ser auxiliar de escritório do senhor Norberto Rudnick, que tinha um escritório na rua Santa Catarina, também no bairro Floresta, zona sul da cidade. Ali fiz escrita fiscal, faturamento, datilografei – isso mesmo, não tinha computador não! – atendimento aos clientes, e saí para uma nova oportunidade na então Elmo Contabilidade do senhor Carlos Viertel. Ficava na esquina das ruas Princesa Isabel com dona Francisca, no centro.

Lá me descobri líder de equipes, cuidando do atendimento ao cliente e abrindo empresas junto à Junta Comercial do Estado. Revolucionei o setor que supervisionava, com salto de qualidade imenso. Era jovem e queria mais. Já tinha entrado em duas faculdades e terminado nenhuma. Pesado demais para pagar. Em companhia de mais três amigos, incentivado por um dos sócios da Elmo, abrimos então a Meta Organização Contábil. Comigo ficou a parte de marketing, relações pública, atendimento. Até que pela primeira vez abertamente senti o que é ser traído, o famoso puxão de tapete. Saí da sociedade buscando meus direitos na Justiça com o grande doutor Adauto Virmond Vieira, hoje aposentado.

Enquanto isso, enveredei por multinacionais Coca Cola, Pepsi Cola, Belco, onde conheci mais vezes os fantasmas dos traidores, do ciúme por não terem a mesma capacidade, ou o mesmo vigor que eu tinha para empreender novidades, ações. De todas eu superei e recomecei. Jamais desisti do que meu pai me dizia: seja honesto. Nessa época acabei entrando de vez na assessoria política pelas mãos do amigo Ademir Machado, então vereador pelo PMDB. Já havia apoiado o amigo na primeira eleição dele em 1992, depois em 1996, 1998. A partir daí meus contatos e trabalho com a comunicação, imprensa e marketing foram o carro chefe da minha carreira. Continuei a ser surpreendido com sacanagens de toda ordem. Mas passei por todas elas em passagens por Câmara de Vereadores (três passagens se não me engano), Conurb, Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura de Joinville, Câmara dos Deputados, Secretaria de Infraestrutura do Estado de Santa Catarina, e hoje dono do meu nariz como consultor e assessor independente.

Escrevo todas essas passagens para mostrar que tenho luz própria, que lutei, e luto por minha vida. Conquistei meu lugar no mercado de trabalho e na sociedade trabalhando duro, superando reveses, adversidades, separação conjugal, calotes financeiros, traições de companheiros, estudando muito, mostrando competência em todos os lugares por onde passei, em serviços que prestei para personalidades, empresas, governo, legislativo, executivo, entidades sindicais como o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região. Jamais tive heranças de meus pais para que pudesse sobreviver vendendo os bens, vivendo de aluguel ou o que quer que seja. Jamais me vendi ao dinheiro, nunca tive padrinhos que me colocassem em cargos públicos permanentes, para que depois me aposentasse com gordos salários pagos pelo contribuinte. Jamais desisti. Não tenho bens materiais, trabalho duro desde os 15 anos e me orgulho de ser uma pessoa que tem como bens a honra, honestidade, competência, caráter, solidariedade, sensibilidade, amigos, muitos amigos, milhares deles. E poucos, muito poucos inimigos, e alguns adversários. Paguei o preço, alto preço, mas tenho minha liberdade e minha paz.

Além de nunca ter ganho um cargo público vitalício, e dele me utilizar para galgar posições e conquistar muito dinheiro exatamente por ser honesto e muito trabalhador, jamais pude viajar de férias todos os anos, quem dirá até quatro vezes ao ano como muitos, e até para o exterior na mesma proporção. Mas viajei sim, por esse Brasil afora com trabalhadores nas lutas por seus direitos em Brasília, Florianópolis, em ônibus por mais de 24 horas na ida e mais 25 horas na volta. Caminhei quilômetros ao lado de pessoas paupérrimas que lutam por um pedaço de terra para plantar, viver da terra. Comi quentinhas sentado com metalúrgicos, comerciários, operários da construção civil, mecânicos, de todos os setores. Mas também já estive com prefeitos, governadores, senadores, deputados estaduais, federais, empresários, sentando à mesa para negociar, almoçar, tratar de leis, da vida de milhares de pessoas com aqueles atos que se votam por ai afora. Muito me honra compreender todos esses momentos, saber conviver em todos os lugares, e com todas as pessoas. Ninguém é melhor que ninguém, somos todos seres humanos em busca da felicidade.

A quem possa interessar, repito: tenho luz própria, jamais tentei apagar a luz de outras pessoas para que a minha reinasse absoluta. Fiz exatamente ao contrário, e ainda faço e farei com que minha luz de trabalho, honra, capacidade, solidariedade, amizade e honestidade possa iluminar os caminhos de pessoas que precisam. De jovens que queiram entrar na carreira, no trabalho do jornalismo em todos os seus meandros e setores. Esse é o meu caminho. É minha decisão. Jamais tive padrinhos para me darem uma cadeira, um espaço em rádio, ou na tv. Não quis, nem precisei, porque conquistei meu  espaço com talento, competência e trabalho, muito trabalho! Faço minha vida  com alegria, fazendo milhares de amigos, e alguns poucos desafetos que não conseguem conviver com o sucesso dos outros. Sigo minha vida ao lado dos bons, porque só assim o mundo deixará de ser um lugar de brigas, violência, ódio, para ser um espaço de fraternidade, solidariedade, inclusão, amor, companheirismo.

E como já disse nas redes sociais, azar de quem fica à beira do caminho atirando pedras e vociferando porque enquanto os cães ladram, a caravana passa, e passará para um tempo melhor em que as pessoas aprendam de uma vez por todas que há espaço para todos. E que a cidade não é feudo de poucos, mas o lugar de viver para milhares, talvez milhões. Obrigado a todos e todas, esse é apenas um desabafo, porque a alegria de fazer o bem, e de fazer bem feito para o maior número de pessoas, é minha profissão de fé. Em memória do seu Zeny, da velha dona Isolde, e do meu amor por meus filhos Gabriel, Lucas, João Pedro, minha filhota Rayssa, e minha amada, minha luz, Gi Rabello. Que Deus nos ilumine hoje e sempre!

Café Beneficente em favor do Lar de Idosos Betânia

A 4ª edição do Café Beneficente em prol do Lar de Idosos Betânia, promovido pela Câmara Setorial de Empreendedoras da CDL Joinville, está marcado para o dia 26 de julho. O evento pretende arrecadar recursos para contribuir na manutenção desta importante instituição sem fins lucrativos.

A confraternização será às 15h30min, no Restaurante Família Holz, localizado na rua Saguaçu, 212 – bairro Saguaçu (anexo a AJAO e próximo ao Zoobotânico), em Joinville.

Os ingressos já estão à venda nas lojas associadas à Câmara Setorial de Empreendedoras da CDL Joinville: Atrevida Confecções (Centro), Auto Peças Juquinha (Iririú), Bazar Beija Flor (Centro), Cantinho da Dilce (Itaum), Cida Modas (América), Dide Modas – loja 1 e 2 (Boa Vista), Elegance Modas (Saguaçu), GM Modas (Santa Catarina), Isabel Modas (Floresta), Joyce Modas (Aventureiro), Magazine Brasília (Centro), Marulo Roupas e Acessórios (Centro), Moda Viva (Centro), Primavera Sport Center (Costa e Silva e Guanabara), Sedução Moda (Centro), Tiane Modas (Itaum), Vanessa Modas (Boa Vista) e Victhoria Magazine (Centro). Mais informações nos telefones (47) 3461-2515 (com Marcos ou Jéssica).

Da Ass. CDL Joinville

Estudantes recolhem mantimentos para doação

Cerca de 30 alunos da Escola Estadual Conselheiro Mafra, de Joinville, participam na quinta-feira, 12, de uma atividade em favor da solidariedade. Em dois períodos, às 08h30 e às 14h30, os estudantes irão armazenar mais de 50 quilos de arroz e feijão em garrafas pets. Os alimentos foram arrecadados pelas próprias crianças e serão doados para famílias carentes da cidade.

A ideia surgiu nas aulas da professora Sabrina Farias dos Santos, em duas turmas do 5º ano do ensino fundamental. “Lancei para os meus alunos essa proposta de ajuda humanitária e eles adoraram. Teve criança que pediu doação na vizinhança, aos amigos e parentes”, explica. Segundo Sabrina, a técnica de guardar os alimentos em garrafas pets contribui para a conservação dos mesmos.

Os mantimentos serão entregues no final do mês às unidades do Centro de Referência à Assistência Social (Cras). A iniciativa faz parte do projeto “Mãos que ajudam”, promovido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Brasil. Ao todo, serão ofertadas aproximadamente três toneladas de arroz e feijão, doadas por entidades, instituições religiosas, empresas privadas, entre outros.

Leite materno: Maternidade Darcy Vargas precisa de doações

A Maternidade Darcy Vargas, de Joinville, busca doadoras de leite humano para abastecer o Banco de Leite do hospital. A demanda é para atender a unidade neonatal, responsável por abrigar os bebês prematuros nascidos na maternidade. “Existem muitas mães que não podem amamentar. O leite materno alimenta e protege o recém-nascido de doenças como diarreia, infecções respiratórias, diabetes e alergias”, explica a pediatra neonatalogista, Maria Beatriz Reinert do Nascimento.

O departamento possui serviço de coleta, processamento e distribuição de leite humano. A Darcy Vargas conta com uma equipe de profissionais que vai até a casa das mães para recolher o material. As mulheres interessadas em doar, devem entrar em contato com o setor de Banco de Leite da maternidade, para receberem as orientações necessárias, através do telefone (47) 3461-5704. Segundo o diretor da maternidade, Fernando Marques, todo o leite materno recebido é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser distribuído aos bebês.

Da SDR Joinville

Perfil Carlos Roberto Nied – Um protético a serviço dos bombeiros

Paciência, concentração, habilidades manuais, senso estético e muita responsabilidade são algumas das características necessárias para ser um profissional protético dentário. Afinal, cuidar do sorriso não é somente por aparência, mas também para manter a sua saúde bucal em perfeitas condições. Carlos Roberto Nied sabe como poucos trabalhar nos bastidores com eficiência, discrição e no detalhe. Aos 53 anos de idade e 35 de profissão – “desde que comecei a freqüentar um laboratório de amigos”, relata – atuando no apoio aos dentistas, esses sim responsáveis por todos os detalhes da boca, dentes e demais necessidades, ele mantém desde 1985 o seu próprio laboratório no bairro Bom Retiro, onde mora bem próximo ao Morro do Finder.

Nied fala baixo e calmamente enquanto mostra os procedimentos para produzir uma prótese dentária perfeita. “O dentista manda o molde, e a partir daí se faz todo um processo que não pode ter erros. Uma dentadura, como se chama popularmente, se não for bem feita pode causar danos e sintomas desagradáveis”, ensina o veterano profissional. Antes de cair de cabeça na profissão ele passou pelo exército e também pelo estoque da Drogaria Catarinense. Trabalhou por quase 15 anos com os amigos. Uma sugestão de ter seu próprio negócio foi encampada e daí nasceu a Carony – Laboratório de Prótese Dentária que atende cirurgiões-dentistas de toda a cidade e região.

Carlos nasceu no Boa Vista e viu por muitos anos as milhares de bicicletas dos trabalhadores da Tupy cruzarem a frente de sua casa. “A rua era de barro e nossa diversão era acompanhar a passagem deles. Quando chovia aconteciam muitos tombos”, relembra. Casado com Maria Benildes dos Santos Nied há quase 31 anos – que completarão em novembro – Carlos é pai de quatro filhas e espera a chegada do primeiro neto para outubro próximo. A passagem pelo exército o marcou muito, e sua vontade sempre foi voltar a um convívio de apoio às pessoas, de servir à sociedade. Aí surgiu o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville.

Então, a partir de 1998 Nied passou a viver rotinas de treinamento de situações extremas, combate ao fogo, atendimento emergencial e muitos outros. “Aos sábados fazia treinamentos extras”, afirma o protético com uma cadencia ritmada na fala. Dedicado, ele participou de várias ações de combate a incêndios, atendimento de acidentados, inclusive o acidente que resultou na morte de um árbitro de futebol amador, recentemente. “Sempre é triste ver essas tragédias. Mas é preciso ajudar e me realizo fazendo isso, ajudando o próximo”, comenta. Magro, sempre gostou de jogar bola, e também estar e contato com a natureza, o que o levou também a praticar o “rapel”, palavra francesa que foi usada para batizar a atividade de descida por cordas, montanhismo, escaladas e afins.

“A necessidade de adrenalina e contato com a natureza me levou a essa prática que minhas filhas também faziam anos atrás. Desde 2000 eu pratico com amigos e grupos. Já estivemos no Castelo dos Bugres, em montanhas no planalto norte. É muito bom”, confirma Carlos. Com três das filhas já casadas e com a iminente chegada do neto, ele reafirma seu compromisso com o voluntariado nos bombeiros, de onde só quer sair quando chegar a hora de deixar esse mundo. “Faço com prazer em ser útil para a sociedade. Em dinheiro nao ganho nada, mas ganho muito em satisfaçao”, finaliza o protético joinvilense.

Publicado na seção Perfil do Jornal Notícias do Dia de Joinville (SC) em agosto de 2011.