Coronavírus em SC – Sinsej denuncia falta de transparência e cuidados com servidores em Joinville

O Sindicato dos Servidores de Joinville (SC) está denunciando a falta de transparência da Prefeitura em relação à pandemia do Covid-19, o coronavírus. Segundo o Sinsej, a Prefeitura de Joinville continua colocando em risco a saúde da população e dos servidores em serviços essenciais. Em comunicado enviado ao Palavra Livre, eles tem recebido várias denúncias como por exemplo, conceder apenas sete dias de atestado aos servidores que testam positivo para o novo coronavírus, que o governo municipal tem negado a testagem aos servidores que trabalham nos mesmos locais de outros positivados além de não comunicar os casos positivos aos usuários da rede.

A direção do Sinsej afirma que esses relatos chegaram de servidores que atuam no Hospital Municipal São José, na Secretaria de Assistência Social, Casa Abrigo Viva Rosa, Centro Pop e outros. O Sindicato diz ainda que em uma nova tentativa de diálogo sobre as condições de trabalho desses servidores, a diretoria do Sinsej enviou novo ofício à Secretaria de Saúde do município com pedido de informações em 72 horas sobre o número de profissionais da rede afastados em decorrência da contaminação de Covid 19, como também sobre a realização da testagem em todos os trabalhadores, em especial, nos que atuam no Hospital São José.

Devido à falta de respostas dos diversos ofícios enviados e falta de transparência, o Sindicato já protocolou até denúncia contra a administração municipal no Ministério Público de SC. Além de a cidade ser considerada, há semanas, o epicentro de Covid 19 em Santa Catarina, com maior número de casos da doença e de mortes o sistema de saúde está em colapso e não há mais leitos de UTI disponíveis no sistema público de saúde, colocando as pessoas em risco e somente com possibilidades de cuidados intensivos para a Covid 19 nos hospitais particulares.

Segue o restante do comunicado do Sinsej: “De que adianta contratação temporária de médicos plantonistas se não são tomados cuidados básicos com demais trabalhadores que estão na linha de frente de combate à pandemia ou em outros serviços essenciais? Como pensar e reiniciar as aulas no mês de setembro se não há um protocolo efetivo para conter o contágio do vírus na população ? Exigimos que a Prefeitura de Joinville aja com responsabilidade com a categoria e com a população de Joinville. A direção do Sinsej está firme em defesa dos servidores e aguarda a resposta do governo municipal sobre os questionamentos. A valorização pela qual lutamos passa pelo direito à vida de trabalhadores que não medem esforços para prestar serviços públicos com qualidade e segurança à população”, finaliza o comunicado.

Neste grave momento que a humanidade passa com o Covid-19, transparência e informação total é um dos remédios essenciais. Com a palavra a Prefeitura ou o MPSC>

Servidores de Joinville (SC) decidem, em assembleia, entrar em “estado de greve”

Os servidores de Joinville decidiram ontem (25/11) entrar em estado de greve. A decisão foi tomada em maciça assembleia realizada na sede do sindicato.

Uma nova assembleia, com paralisação, será realizada na próxima terça-feira (1/12), às 14 horas, na Sociedade Ginástica. A categoria protesta contra os cortes de direitos que vêm sendo anunciados desde a semana passada pela Prefeitura.

Em 20 de novembro, o prefeito Udo Döhler comunicou que cancelaria o vale-alimentação dos servidores durante alguns períodos de licença e afastamento. Além disso, seriam suspensas a possibilidade de converter um terço de férias em abono pecuniário, a indenização de licença prêmio e a cesta natalina.

Esta semana, uma portaria da Secretaria de Gestão de Pessoas aprofundou os cortes, estendendo o não pagamento de vale-alimentação para todos os períodos de afastamento, o que inclui licenças por motivo de saúde e por gestação, por exemplo.

Na noite de terça-feira houve uma reunião entre a direção do Sinsej e a equipe de governo. Döhler manteve sua posição e informou que também não será pago o abono para servidores que trabalharem durante o recesso de fim de ano da categoria.

A maior parte desses direitos consta no Estatuto dos Servidores e em outras leis municipais. Porém, o prefeito tenta retirá-los com uma portaria da secretaria.

Na terça pela manhã, ocorrerá nova audiência entre sindicato e o governo. “Esperamos que o prefeito reveja e reverta estas medidas”, disse o presidente do sindicato, Ulrich Beathalter.  “Não vamos aceitar que tirem nenhum direito nosso”.

O sindicalista explicou que, por meio de uma forte campanha publicitária, a Prefeitura tenta incutir na população a ideia de que estão sendo cortados benefícios de quem não trabalha.

No entanto, o que ocorre é a preservação dos privilégios dos servidores comissionados e a retirada de direitos da parte mais fragilizada da categoria, como os que estão afastados e doentes.

Ele convidou cada servidor a conversar com seus colegas de trabalho e participar da assembleia de terça. Nesta ocasião, serão avaliados os resultados da audiência com o governo.

Se não houver mudança na postura do Executivo, não está descartada a possibilidade de deflagração de greve geral da categoria.

Com informações do Sinsej

Governo Udo x Servidores: Reajuste com atraso e possível greve no Hospital São José

Negociação foi agendada, mas ataques continuam e São José entrará em greve. A Prefeitura de Joinville enviou ofício ao Sinsej comunicando que a diferença do reajuste salarial dos servidores, 2,5% retroativo a maio, será creditada na próxima sexta-feira (10/7).

Esse pagamento deveria ter sido feito no quinto dia útil do mês, mas a demora do Executivo em enviar um projeto à Câmara de Vereadores causou o atraso. Ao todo, a categoria terá 9% de reajuste parcelado em três vezes até dezembro.

Mesa permanente
No documento, o governo também oficializa o agendamento de uma reunião com o sindicato em 14 de julho, às 10h30. No final da Campanha Salarial 2015 ficou acordado que continuariam ocorrendo encontros mensais para negociação, prioritariamente sobre: 1) Regulamentação de adicional por formação e qualificação para todos os servidores. 2) Solução para o atendimento de saúde da categoria.

São José em greve
Na semana passada a administração do Hospital São José anunciou o corte do adicional de insalubridade para servidores de vários setores. Diante disso, os trabalhadores decidiram entrar em greve a partir de segunda-feira (12/7). Nesse dia, uma assembleia está agendada para 8h30, na entrada do hospital.

Com informações do Sinsej

Greve à vista? Conselheiros dos servidores municipais de Joinville (SC) indicam rejeição da proposta da Prefeitura

O Conselho de Representantes por Local de Trabalho dos servidores de Joinville reuniu-se na segunda-feira (18/5). Por unanimidade, a resposta da Prefeitura à Pauta de Reivindicações da categoria foi considerada absurda e inaceitável.

Após quatro reuniões de negociação, o prefeito Udo Döhler anunciou na tarde de ontem que pretende conceder o reajuste da inflação, de 8,34%, divididos em oito vezes, nas folhas de pagamento de maio a dezembro. Uma nova reunião entre sindicato e governo foi agendada para a manhã de 28 de maio.

Além deste item, ele apresentou apenas mais quatro propostas, que o Sinsej ainda não havia divulgado em seus meios de comunicação porque aguardava o envio de um documento oficial pela Prefeitura, o que até o momento não aconteceu:

1. Dispensa do registro do ponto biométrico na intrajornada dos Agentes Comunitários de Saúde – reivindicação específica do setor, que não constava na Pauta de Reivindicações da categoria.

2. Extensão da gratificação de alta complexidade ao setor de oncologia do Hospital Municipal São José – o item 9 das cláusulas econômicas da Pauta pedia a extensão a todos os servidores do hospital.

3. Fim da hora-termo no Magistério – reivindicação acordada em campanha salarial anterior que ainda não foi atendida pela Prefeitura.

4. Regulamentação do gozo da licença-prêmio em até seis meses após o requerimento – reivindicação acordada em campanha salarial anterior que ainda não foi atendida pela Prefeitura.

Orientação do Conselho
Os representantes da categoria sugerem aos servidores a rejeição da proposta da Prefeitura e a deflagração de Estado de Greve. Além disso, propõem a realização de uma nova assembleia no dia 29 de maio, às 9 horas, em frente à Prefeitura, para avaliação de uma possível nova proposta, que poderá ser apresentada pelo governo na reunião do dia 28.

A decisão final da categoria sobre a resposta da Prefeitura e os próximos passos da Campanha Salarial será definida na assembleia desta quarta-feira (20/5). Todos os servidores foram convidados a estarem presentes, na Câmara de Vereadores, às 19 horas.

Da Ass. Imprensa do Sinsej

Udo Döhler X Sinsej: Sindicato reafirma que Prefeitura pode dar aumento real

A novela entre o Prefeito de Joinville, Udo Döhler e os servidores municipais vai render muito em 2015. Pelo menos é o que se vê nas manifestações de ambas as partes. Agora, o Sindicato dos Servidores (Sinsje) volta à carga com nova nota à imprensa elencando fatos que, segundo eles, comprovam a condição financeira do executivo para dar aumento real aos mais de 12 mil servidores. Leia abaixo:

“Recentemente o prefeito de Joinville, Udo Döhler, alegou, por meio da imprensa local, que não poderia dar reajuste aos servidores em 2015. Nem mesmo a inflação o líder do Executivo cogitou. Tal afirmação, em tempos de início de Campanha Salarial, precisa ser esclarecida.

Há margem
Em 2013, a arrecadação do município foi de quase R$ 1,3 bilhão e os gastos com a folha de pagamento giraram em torno de R$ 601 milhões. Em 2014, entraram nos cofres do governo cerca de R$ 1,5 bilhão e o valor da folha ficou em R$ 688 milhões. Estes dados são do Tribunal de Contas de Santa Catarina e do Portal Transparência da Prefeitura.

Ou seja, houve uma elevação de 20,8% na arrecadação e de apenas 14% nos gastos com o salário dos trabalhadores da Prefeitura – não apenas com reajustes, mas também com a contratação de mais servidores.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que 54% da receita do município pode ser gasta com funcionários do Executivo, sendo considerado prudente manter-se em 51,3%. A Prefeitura de Joinville encerrou 2014 com esse índice em 46%.

Recuperação salarial
Desde 2010, o comprometimento do município vem variando bastante a cada ano, já tendo chegado a 54,90%, em 2011, e a 42,88%, em 2012. Neste período, os servidores conquistaram 7% de reajustes acima da inflação, o que iniciou a recuperação das perdas históricas da categoria.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo dados do Dieese, de 1995 a 2010 os trabalhadores da Prefeitura de Joinville acumularam uma perda salarial de aproximadamente 44%.

Sem alardes
O Sinsej entende que o aumento do número de servidores e de serviços públicos é natural e acompanha o crescimento da cidade. “Isso não representa motivo de alardes da Prefeitura na imprensa”, considera o diretor do sindicato Tarcísio Tomazoni Junior .

A categoria terá assembleia para discussão e elaboração de pauta da Campanha Salarial de 2015 no dia 31 de março. As reivindicações serão apresentadas ao prefeito ainda no início de abril. “O que de fato Udo Döhler precisa fazer é sentar e negociar com o sindicato, o que não acontece desde setembro de 2014”, ressaltou Tarcísio.

Sinsej reage às declarações do Prefeito Udo Döhler de “chance nula” para aumentos aos servidores

Com o título “Construir ou “queimar” as pontes?”, o Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville e Região (Sinsej) reagiu à entrevista do prefeito de Joinville (SC), Udo Döhler, a um diário da maior cidade catarinense de que a concessão de aumentos salariais aos servidores públicos não seria possível este ano. Ele usou a palavra “nula” para qualificar as chances de aumentos.

Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej, enviou o texto que segue abaixo, o que prenuncia dias para lá de nebulosos ao governo Udo, que não tem conseguido agradar nem a gregos, nem a troianos. Leia o texto do Sindicato:

Estampada na capa de jornal na data de hoje (12/6) está a declaração do prefeito Udo Döhler (PMDB) de que não há “margem para reajuste salarial”. Para ser mais preciso, o subtítulo da chamada diz que “a chance de conceder aumento aos 12 mil servidores neste ano é nula”. Estratégia da gestão para a Campanha Salarial deste ano ou mais uma trapalhada homérica da gestão municipal?

O próprio colunista Claudio Loetz reflete que “‘queimar pontes’, agora, impedirá acordos satisfatórios”. É uma reflexão justa e necessária. Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura sempre acusa seus servidores e o sindicato da categoria de ser inflexíveis. Mas o que pretende o governo com uma declaração como essa, a três meses da data-base?

Mais uma vez, a gestão do prefeito Udo Döhler se enrola num mar de contradições. Investiu pesado numa imagem de governo que dialoga, que ouve os anseios populares. Para se eleger, classificou o servidor público de “protagonista da gestão”. Incansáveis vezes, repetiu discursos de valorização dos servidores. Na vida real, não recebe o sindicato da categoria desde setembro do ano passado e mantém vários acordos das campanhas salariais anteriores sem aplicação.

Para piorar, em dois dias seguidos as capas dos jornais retratam mensagens diretas aos servidores, sem que em momento algum o governo tenha dialogado ou ouvido o conjunto da categoria. Na data de ontem, foi o anúncio de fusão e transformação de fundações em secretarias. Só a Secretaria de Educação incorporaria a Fundação de Esportes, a Fundação Cultural e o Turismo. Aparentemente, o Prefeito Udo Döhler quer transferir Arte, Esportes e Turismo para o financiamento da Educação, o Fundeb. Se já temos problemas imensos na rede regular de ensino, imagina com a absorção de mais custos.

Mas o comunicado mais irresponsável foi o de hoje. Sem qualquer dado concreto, baseando-se em suposta “dura realidade macroeconômica”, o prefeito anuncia de forma muito precipitada que não reajustará os salários dos servidores. Num ano em que a inflação tende a galopar, com todo o aumento das tarifas públicas e dos preços em geral, Udo Döhler antecipa que seus subordinados não poderão nem recompor seu poder de compra. Uma provocação insana, que somente consegue irritar os trabalhadores. Distante demais da intenção de “valorizar os protagonistas da gestão”.

Essa afirmação do prefeito contraria toda a lógica de sua propaganda. Udo Döhler encerrou o ano de 2014 gabando-se das contas do município, do feito de pagar as dívidas e estabilizar a vida econômica da Prefeitura. Menos de dois meses depois, na hora de começar a pensar em valorizar os servidores, o discurso muda completamente. Vale registrar que, de fato, as contas da Prefeitura vão de vento em popa. Há muitos anos o comprometimento da folha em relação à receita não está tão baixo. Depois dos picos de 50% no governo Carlito, baixou para a casa dos 46% na gestão Udo.

Se o recente anúncio do Prefeito é parte de sua estratégia para as negociações deste ano, Udo Döhler comete um erro colossal. Ao invés de amedrontar os servidores, consegue apenas irritar mais ainda uma categoria que já pena com muitos ataques e falta de cumprimento de promessas. Se foi mais um “deslize” da sua comunicação, esperamos que a divulgação seja corrigida.

Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej”

Sinsej: Reunião com a Prefeitura trouxe poucos avanços

Os diretores do Sinsej reuniram-se na manhã de ontem (17/7) com a equipe de governo para o que deveria ser mais um dos encontros da mesa de negociação permanente. Porém, como o prefeito Udo Döhler participou apenas de um curto período da reunião, a maior parte da pauta não teve respostas conclusivas.

Projetos dos acordos de greve

Na reunião, a procuradoria apresentou uma minuta de projeto de lei que estende a gratificação de Pronto Atendimento a todos os servidores destes locais, regulamenta as horas termo dos professores, prevê a penalização da Prefeitura quando há acúmulo de três períodos de férias e permite a liberação de mais dois servidores para dirigir a entidade sindical. Todos estes temas foram agrupados em um só projeto.

Além disso, foram entregues outras duas minutas, prevendo o desconto de 50% na passagem de ônibus para professores do quinto ao nono ano do Ensino Fundamental e concedendo o abono que compensará o parcelamento do reajuste de 2013, a ser pago em 20 de janeiro de 2014.

O Sinsej pediu modificações em alguns artigos e os projetos serão reapresentados em nova reunião agendada para a próxima terça-feira (23/7). Assim que os documentos forem finalizados o sindicato vai disponibilizá-los no site.

Vale-alimentação

O sindicato cobrou ainda o pagamento do valor do vale-alimentação retroativo a maio. A secretária de gestão de pessoas, Rosane Bonessi, afirmou que o entendimento da Prefeitura é que o crédito no final de maio referia-se a abril e, portanto, o reajuste acordado ainda não incidia sobre ele. O sindicato é totalmente contrário a esta interpretação, mas sem a presença do prefeito, nada foi decidido. Na próxima terça-feira, o assunto será novamente pautado.

Adicional noturno

A elevação do adicional noturno é uma das reivindicações prioritárias do setor de saúde da Prefeitura. Com o pagamento dobrado do sétimo dia de trabalho, que está previsto no Estatuto dos Servidores e passou a ser pago depois da greve deste ano, quem cumpre jornada à noite passou a ganhar menos do que quem trabalha de dia. Esta situação é ilógica e desrespeita a própria Constituição Federal. Porém, mesmo reconhecendo a importância do tema, também pela ausência do prefeito na reunião, os secretários presentes não responderam nada.

Além do encontro agendado na próxima terça, que deve tratar prioritariamente da finalização dos projetos do acordo de greve, uma nova rodada de negociação deve acontecer em agosto. O sindicato não abrirá mão de nenhuma das reivindicações elencadas.

Sindicato diz “não” ao aumento da carga horária na Prefeitura de Joinville (SC)

Frente à frente, dois descendentes de alemães, em lados opostos. Foto do ND Joinville, Rogério Souza Jr.

Como já era esperado, o prefeito Udo Döhler terá muito trabalho com os servidores municipais de Joinville (SC). Em nota publicada no site do Sindicato dos Servidores, o presidente Ulrich Beathalter, já avisa que não aceitarão o aumento da carga horária porque a iniciativa já está “consolidada” entre os mais de 11 mil servidores. Além dos abacaxis deixados pela gestão Carlito, Udo terá pela frente um osso duro de roer: o Sindicato dos Servidores. Confira a nota de Ulrich:

Não ao aumento da carga horária
Por Ulrich Beathalter

O ano começa com muitas novidades. Não bastasse o atraso no pagamento dos salários e mais um parcelamento de dívidas com o Ipreville, estamos lidando também com a possibilidade de aumento da jornada de trabalho na Estratégia Saúde da Família.

Na quarta-feira passada reunimos um grupo de servidores desse setor para debater a questão. Ocorre que há 18 anos, desde que o Programa Saúde da Família foi implantado em Joinville, os servidores cumprem jornada de 7 horas diárias. São 18 anos em que esses trabalhadores têm sua vida organizada a partir desse horário. Compromissos familiares, escolares e até outros vínculos empregatícios estão agendados e vêm sendo cumpridos nos intervalos ou fora deste período de 7 horas cumpridas nos Postos de Saúde.

Aí, de repente, o governo determina que, da noite para o dia, centenas de trabalhadores passarão a cumprir uma hora a mais de expediente – e sem qualquer compensação financeira para isso. É um impacto muito grande na vida desses trabalhadores.

Por isso o sindicato orienta os servidores da Estratégia Saúde da Família a refletir sobre a questão. É impossível se conformar com essa mudança, sem contestar e argumentar com as razões apresentadas pela Prefeitura. Independente do edital do concurso que fizemos, independente do conteúdo do termo de posse assinado, existe uma prática consolidada por mais de 18 anos. Em qualquer lugar, principalmente na iniciativa privada, não se aumenta a jornada de trabalho de alguém sem prover o aumento proporcional nos vencimentos desse trabalhador. Por que agora seria diferente?

Na próxima semana reuniremos novamente os servidores da Estratégia Saúde da Família. Até lá deveremos ter respostas a consultas feitas ao Ministério do Trabalho e ao Ministério da Saúde. De qualquer forma, será coletivamente que os trabalhadores decidirão como o sindicato vai se dirigir ao governo para negociar essa questão.

Não se pode aceitar tranquilamente o aumento de jornada de trabalho. Ainda mais na saúde, num momento em que o Brasil todo discute a redução da jornada de trabalho da enfermagem para 30 horas semanais. Inclusive projeto de Lei já tramita no Congresso referente a esse tema.

Aguardamos todos os servidores da ESF no sindicato, na próxima semana.

Sinsej comemora conquistas para calendário escolar 2013

Os professores da rede municipal de Joinville conquistaram o melhor calendário escolar da história do setor. Finalmente, após três anos de luta, prevaleceu a tese do Sinsej de que todos os dias de serviços prestados à escola são “dias de efetivo trabalho escolar”, incluindo-se conselhos de classe e reuniões pedagógicas. Essa interpretação resultou em uma programação de 200 dias letivos e 800 horas, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Os calendários finais – que programam as datas letivas do próximo ano para Educação Infantil e Ensino Fundamental – foram apresentados à categoria em assembleia na sexta-feira (26/10). Para chegar a eles, houve duas rodadas de negociação entre o Sinsej e a Secretaria de Educação.

Avanços no calendário do Ensino Fundamental
Pela primeira vez em muitos anos o retorno ao trabalho após as férias de verão será depois do feriado de Carnaval, no dia 14 de fevereiro. Historicamente, os professores retornavam no primeiro dia útil deste mês. Outro avanço foi a consolidação dos 15 dias de recesso em julho, que outrora sofreram ataques, com tentativas de impor aos trabalhadores dias de formação neste período. Também foram programadas seis reuniões pedagógicas, ampliando a proposta inicial da Secretaria de realizar apenas três.

Além disso, o calendário 2013 encerrou a imposição de trabalho aos sábados. Cada unidade escolar passa a ter autonomia para decidir a data e a forma de realização do Dia da Família na Escola. A orientação do Sinsej é de que os trabalhadores tencionem em seus locais de trabalho para que essas atividades aconteçam durante a semana.

O feriado do Dia dos Professores, em 15 de outubro, que cairia em uma terça-feira, foi antecipado para o dia 14, possibilitando a emenda com o fim de semana. O feriado do Dia do Servidor Público, em 28 de outubro, também já está garantido.

Avanços no calendário da Educação Infantil
A grande conquista deste setor foi a isonomia com o Calendário do Ensino Fundamental. As datas de início e fim do ano letivo, bem como a carga de trabalho, foram igualadas entre os professores de Escolas e de CEIs (incluindo ou auxiliares de educadores).

Os plantões de janeiro e de julho serão feitos pelos novos contratados, que ainda não tenham cumprido o período aquisitivo de férias. No início do ano, apenas três CEIs ofertarão este serviço (ver no calendário abaixo). A Semana da Educação Infantil, programada para agosto, termina em um sábado, mas o trabalhador que participar terá direito a negociar uma folga durante a semana.

 

Manter a mobilização
O Calendário Escolar não possui valor de lei. Ele é um ato administrativo da Secretaria de Educação. Por isso, a categoria precisará manter-se alerta e mobilizada para garantir o efetivo cumprimento do acordo, principalmente porque em 2013 haverá troca de governo. Também o Sinsej passará por eleições no início de 2013, mas no que depender da atual gestão, o sindicato estará firme ao lado da categoria para garantir o cumprimento de mais esta conquista.

Do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville – Sinsej

Grevistas rejeitam, mais uma vez, a proposta da Prefeitura de Joinville (SC)

Os servidores públicos municipais de Joinville rejeitaram mais uma proposta da Prefeitura, apresentada nesta segunda-feira. A nova proposta manteve a intenção de reajuste de 8% parcelado (2% em outubro, 2% em novembro e 4% em janeiro) e sugeriu evitar o desconto dos dias de paralisação com banco de horas, para compensar. Os servidores, por quase unanimidade, não aceitaram.

Durante a assembleia, os servidores optaram por montar uma contraproposta, que deve ser apresentada e apreciada pela Prefeitura ainda nesta segunda. A reivindicação é de que seja respeitada a data base da categoria (maio) e que o aumento seja de 8%, sem parcelamento. Além disso, os grevistas pedem o abono dos dias parados.

Do AN On Line