Programa que tem como objetivo recuperar usuários de drogas fecha o mês com saldo positivo

Programa oferece hospedagem em hotéis da região da cracolândia, no centro da capital paulista, e pagamento de R$15 por dia de trabalho, com o objetivo do programa de recuperar usuários de drogas. Trezentas pessoas aceitaram participar.

Segundo dados do programa alguns usuários chegaram a reduzir o consumo de drogas de 50 a 70%, também reduziu o fluxo de dependentes químicos no entorno da região em cerca de 70%.

Além dos benefícios supracitados o programa também oferece refeições diárias e capacitação profissional. 90% dos indivíduos que se escreveram no programa participam regularmente das frente de trabalho.

Os que se mantiverem no programa vão começar a ser capacitados para outras frente de trabalho, como jardinagem, a previsão é para capacitar mais de 80 pessoas no próximo mês.

 

Com informações do EBC.

Mais Médicos contabiliza mais de 89 desistências da adesão ao programa

O Ministério da Saúde vai notificar amanhã (12) 89 profissionais do Programa Mais Médicos, que deixaram de comparecer às unidades de atendimento à qual foram destinados. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os médicos terão 48 horas para manifestar se permanecem ou deixam o programa. Caso não cumpram o prazo, serão desligados. São casos como o do médico cubano Ortelio Jaime Guerra, no qual não houve aviso formal de desistência.

Do total, 80 são médicos formados no Brasil, cinco estrangeiros inscritos individualmente e quatro são cubanos do acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A cubana Ramona Rodriguez não está na lista, já que amanhã a pasta publicará o desligamento formal dela. Além desses, 22 cubanos já se desligaram formalmente do programa.  “Comparando com experiências internacionais, é insiginificante o número de desistências”, avaliou o ministro. Ele disse que o importante é concluir o processo de desligamento formalmente para que o ministério possa suprir a ausência do médico.

Chioro anunciou ainda, em coletiva à imprensa na tarde de hoje (11), que na próxima quinta-feira (13) será publicado um conjunto de regras para deixar claro o processo de abandono do programa, especificando como o município vai notificar o Ministério da Saúde e quais os prazos para formalizar a desistência. Os médicos formados fora do Brasil, que desistirem do programa, terão o registro provisório cancelado, já que ele só é válido na atuação pelo Mais Médicos.

Também quinta-feira será publicada uma consolidação das regras a serem cumpridas pelos municípios que participam do Mais Médicos. As regras, que hoje fazem parte de três documentos, são relativas à alimentação, à moradia  e ao transporte, quando necessário, para os profissionais do programa.

Com a publicação, o ministério também dará o prazo de 15 dias para que os municípios se adequem às normas. Caso isso não aconteça, o município pode deixar de receber médicos da terceira etapa do programa e até ser descredenciado. Um município foi desligado do programa por não cumprir as normas [Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte].

Atualmente o Mais Médicos conta com a atuação de 6.658 profissionais em 2.166 municípios e 28 distritos indígenas. Com o encerramento do período de acolhimento dos médicos da terceira etapa, o programa deve receber mais 2.890 profissionais que atenderão alguns municípios que já têm médicos do programa, além de 1.113 municípios que ainda não receberam profissionais.

O governo pretende atender toda a demanda dos municípios que têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo e regiões consideradas vulneráveis.

Do EBC

Mais Médicos: Crescem notícias divulgando as condições precárias que os médicos cubanos precisam enfrentar

Cubanos do programa federal Mais Médicos, responsáveis pelo atendimento em unidades básicas de saúde nas periferias de grandes cidades e no interior do País, têm trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. Para driblar o atraso, eles improvisam repúblicas, vivem de cestas básicas, recebem “vale-coxinha” e pagam, do próprio bolso, a passagem de ônibus para fazer visitas do Programa Saúde da Família (PSF).

“Em Cuba, disseram que teríamos facilidades que não estamos encontrando aqui. Prometeram, por exemplo, que haveria um carro nas unidades para levar para as visitas domiciliares, mas isso não existe. Temos de pegar ônibus e pagamos a passagem”, diz uma médica cubana que atende em uma UBS da capital paulista.

Os médicos têm despesa extra de pelo menos R$ 24 com as tarifas. “Parece pouco, mas faz diferença porque recebemos só US$ 400, e o custo de vida aqui é alto”, afirma. A bolsa em torno de R$ 900, ante a de R$ 10 mil paga a profissionais de outras nacionalidades, foi um dos motivos apresentados por Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, para abandonar o programa, no Pará, na semana passada.

Os médicos reclamam também do vale-refeição. “São R$ 180 por mês, dá R$ 8 por dia de trabalho. Onde você almoça em São Paulo com esse dinheiro?”, pergunta um médico trazido por meio do convênio entre a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o governo federal e o governo cubano, que fica com a maior parte da bolsa.

Entidades médicas divulgaram neste domingo (9) carta de repúdio às condições de trabalho dos profissionais, cubanos ou não, que atuam no Programa Mais Médicos. O Conselho Federal de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos e a Associação Médica Brasileira alegam que o contrato fere direitos individuais e trabalhistas.

As entidades querem que todas as denúncias e os “indícios de irregularidades” no processo de contratação de intercambistas e de médicos brasileiros sejam apurados pelo Ministério Público Federal, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Supremo Tribunal Federal.

Os profissionais inscritos individualmente no programa recebem bolsa-formação no valor de R$ 10 mil para trabalhar na atenção básica de regiões carentes que não conseguem atrair médicos. Eles não têm vínculo empregatício com o Ministério da Saúde, pois, segundo a pasta, participam de uma especialização na atenção básica, nos moldes de uma residência médica.

Já os cubanos, que são 5.378 dos 6.600 profissionais do programa, chegam ao Brasil por meio de um acordo entre os governos dos dois países, intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O governo brasileiro faz o pagamento à Opas e a organização repassa para Cuba, que fica com parte da verba.

Fonte: Emaxe e EBC.

Denúncia: Joinville atende tuberculosos clandestinamente

Pacientes infectados por tuberculose em Joinville estão sendo atendidos irregularmente desde o final do ano passado pelo Programa de Controle de Tuberculose. A situação de risco foi detectada pela Vigilância Sanitária, que emitiu em novembro um auto de intimação à Unidade Sanitária de Joinville. Três meses depois, a orientação do órgão continua sendo ignorada, impondo risco de contágio para funcionários e população.

O problema foi identificado logo após a mudança do prédio da Unidade de Saúde da Rua Itajaí para a Rua Abdon Batista, em novembro de 2013. Fiscais da Vigilância Sanitária cobraram em 21 de novembro um alvará sanitário e um projeto de adequação para o ambiente. Além disso, proibiram o atendimento aos doentes, devido a problemas na ventilação e circulação de ar.

Apesar da restrição, os pacientes do programa continuam sendo recebidos, segundo denúncia do Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Joinville, Garuva e Itapoá (Sinsej). De acordo com a entidade, a equipe de médicos, enfermeiras e técnicos está sendo obrigada pela Secretaria de Saúde a atender clandestinamente o fluxo de enfermos.

Entre os doentes recebidos, há aqueles denominados “positivos”, que transmitem a tuberculose, e os pacientes “negativos”, que não apresentam risco de contágio. “Os trabalhadores nos procuraram expondo, inclusive, a detecção de novos transmissores, por meio do exame de ‘escarro’”, relatou o vice-presidente do Sinsej, Tarcísio Tomazoni Junior.

Tarcísio revelou que, como o atendimento está proibido, os médicos foram orientados a receitar remédios para 60 dias a pacientes infectados sem vê-los. Nesse prazo, haveria prometido a Prefeitura, o problema apontado pela Vigilância poderia ser resolvido. Haveria casos, inclusive, de recebimento de receitas sem consultas antes do recesso de final de ano.

Nesta quinta-feira, a Secretária de Gestão de Pessoas, Rosane Bonessi, recebeu um ofício do Sinsej alertando sobre a irregularidade. A entidade cobrou o imediato cumprimento do auto de intimação. A gerência da Unidade de Saúde anunciou algumas medidas para amenizar o problema, como o atendimento domiciliar de alguns pacientes. Porém, o sindicato considera a ação paliativa, cobrando o cumprimento da legislação e determinação da Vigilância.

Fonte:

Indústria de bebida é interditada de novo após usar água de poço sem autorização

Fiscais do Procon-RJ fecharam , na semana passada, a sede da Julivan Indústria e Comércio de Bebidas, em Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense. A empresa, que produz o guaraná natural Guaraplus, foi fechada, pela segunda vez, por utilizar água de poço na fabricação de seus produtos.

A empresa, cujas atividades foram suspensas pelo Procon em 25 de março do ano passado durante a Operação Paullinia Cupana (nome científico do guaraná), estava funcionando sem resolver suas pendências e sem pedir autorização de funcionamento. Os trabalhos foram novamente interrompidos pelos fiscais e a empresa foi autuada pelo descumprimento da interdição.

A Julivan Indústria e Comércio de Bebidas  também foi interditada no ano passado por utilizar água de um poço para a fabricação de seus produtos sem ter autorização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Ao retornar agora os fiscais identificaram que a água de poço continua sendo utilizada e não foi apresentada qualquer autorização do Inea.

“As pessoas sempre acreditam na impunidade, que nós não voltaremos aos locais que já fiscalizamos. Mas nós costumamos sempre acompanhar os resultados de nossas operações”, disse a secretária de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.

Procurada pela Agência Brasil, a Julivan Indústria e Comércio de Bebidas não quis se pronunciar sobre a interdição.

Do EBC

Cientistas conseguem reverter envelhecimento em ratos

Cientistas australianos e norte-americanos conseguiram reverter o envelhecimento muscular em ratos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e esperam poder realizar testes semelhantes com pessoas no fim de 2014, informou hoje (20) a imprensa da Austrália.

A equipe, liderada por David Sinclair, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), que desenvolveu o trabalho na Universidade de Harvard, criou um composto químico que poderá permitir que uma pessoa de 60 anos se sinta como uma de 20.

O produto deu maior energia aos ratos, tonicidade aos músculos, reduziu as inflamações e melhorou significativamente a resistência à insulina.

“Estudo o envelhecimento em nível molecular há quase 20 anos e nunca pensei constatar que o envelhecimento pode ser revertido. Pensava que teria sorte se conseguisse desacelerá-lo um pouco”, disse Sinclair, citado pela cadeia australiana ABC.

De acordo com o cientista, a investigação, publicada na revista Cell, permitiu verificar em ratos velhos, com problemas de saúde relacionados à idade, um retrocesso “em uma semana”.

A pesquisa favoreceu ainda a identificação de uma nova causa do envelhecimento, principalmente dos músculos, que é a comunicação entre os cromossomas do ADN do núcleo da célula e os do ADN das mitocôndrias, responsáveis por fornecer a maior parte da energia necessária à atividade celular. “O que descobrimos é que no processo de envelhecimento esses cromossomas não se comunicam”, informou Sinclair.

Para mudar essa situação, os investigadores usaram uma molécula que elevou nos ratos os níveis de nicotinamida adenina dinucleótido (NAD), que se mantém em níveis altos na idade jovem com dieta adequada e exercícios, mas diminui com o envelhecimento até 50%, como se verificou nos ratos.

Do EBC.

Teste rápido de HIV deve ser vendido nas farmácias a partir de fevereiro

Para facilitar o diagnóstico do HIV e antecipar o tratamento de pessoas que podem desenvolver a aids, o Ministério da Saúde deve autorizar a venda, em farmácias, de um teste rápido para detectar o vírus, a partir de fevereiro de 2014. Produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar R$ 8.

A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do ministério, Fábio Mesquita, durante evento hoje (1°), Dia Mundial de Luta contra a Aids, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o governo federal anunciou a antecipação do tratamento para pessoas com o HIV. Antes, somente pacientes com a doença desenvolvida recebiam medicamentos.

De acordo com o diretor, o teste rápido de HIV tem duas vantagens: “Uma delas é a confidencialidade. A pessoa vai à farmácia pega o teste e faz em casa, sem precisar ver um agente de saúde e dividir isso com ninguém. A segunda vantagem é a rapidez, não tem fila, não precisa ir ao posto, não precisa esperar o tempo que leva [para sair] o resultado de um exame normal”, esclareceu Mesquita.

Ao disponibilizar o teste rápido de HIV, vendido na internet por um laboratório americano por cerca de R$ 160, o ministério pretender iniciar o tratamento mais cedo e melhorar a qualidade de vida de pessoas com HIV, além de reduzir em cerca de 96% o risco de contágio, principalmente para parceiros fixos ou durante a gestação, quando o vírus pode passar da mãe para o bebê.

Dados do ministério apontam que cerca de 150 mil pessoas, de um total de 700 mil estimadas com a doença, não sabem que têm o vírus HIV. No Brasil, embora a prevalência de pessoas convivendo com o vírus seja considerada baixa para o conjunto da população (0,4%), a infecção é alta entre meninas entre 14 e 19 anos e meninos gays, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, grande parte dos casos de detecção de HIV em meninas ocorre durante o pré-natal. “Nessa faixa etária tem muita gravidez na adolescência, em situação vulnerável, por isso, descobrimos mais meninas que homens [com o vírus]”, disse. “Elas engravidam já infectadas”, reforçou. Os jovens são público-alvo da campanha contra a aids lançada ontem, 1 de Dezembro.

Fonte: Agência Brasil.

 

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil é em 23 de novembro

Dia 23 de novembro é a data nacional de Combate ao Câncer Infantil, instituída por lei, em 2008, com objetivo de estimular ações preventivas e educativas relacionadas ao câncer infantil. Em Santa Catarina, haverá uma série de ações no Hospital Infantil Joana de Gusmão, organizada pela Associação dos Voluntários da Saúde do HIJG. O “Novembro Dourado”, com a adoção do laço dourado que é a cor da fita da consciência do câncer infanto-juvenil, é uma das ações de conscientização.

Haverá ainda distribuição de material educativo alertando a comunidade para os sintomas da doença. No dia 24 de novembro, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, haverá um passeio ciclístico, corrida de 5km e de 10km, além de uma caminhada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.

Um panorama da situação no Brasil e em Santa Catarina O câncer em crianças e adolescentes é mundialmente considerado uma doença rara. Em Santa Catarina, assim como no Brasil, atinge de 1 a 3% das pessoas com idade entre um e 19 anos. No entanto, representa a primeira causa de morte por doença nessa faixa etária. Infelizmente o diagnóstico e o encaminhamento do paciente, muitas vezes, são feitos tardiamente, diminuindo assim, as chances de cura da doença.

Santa Catarina conta com quatro centros oncológicos de alta complexidade, com equipamentos e profissionais qualificados. Os centros de terapia oncológica estão distribuídos em Florianópolis, Joinville, Blumenau e Criciúma. A estrutura para o tratamento do câncer pediátrico realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada suficiente para atender toda a demanda do Estado.

As maiores dificuldades, no entanto, estão relacionadas ao diagnóstico precoce e ao encaminhamento do paciente em tempo hábil para os centros de tratamento. “Os sinais e sintomas do câncer infantil são inespecíficos, podendo ser confundidos com doenças comuns da infância. O diagnóstico precoce é influenciado por um conjunto de fatores, como a atenção da família à criança, a procura imediata por atendimento médico, a perspicácia e sabedoria do médico em considerar a possibilidade de câncer, estabelecendo o pronto diagnóstico e adequado encaminhamento, bem como pela rapidez na realização de exames que auxiliam no diagnóstico pelos municípios”, observa a coordenadora Administrativa do Serviço de Oncologia do Hospital Infantil Joana de Gusmão, a médica Tatiana El-Jaick Costa.

A coordenadora Técnica do Serviço de Oncohematologia do HIJG, médica Denise Bousfield da Silva, explica que, para que a criança receba um tratamento adequado e tenha maior taxa de cura, ela deve ser encaminhada para tratamento no estágio inicial da doença. “Os pediatras e clínicos dos municípios devem estar preparados e atentos a determinados sinais e sintomas inexplicáveis e persistentes, incluindo o câncer na sua hipótese diagnóstica”, destaca a pediatra, oncologista e hematologista.

Entre os sinais e sintomas relacionados ao câncer pediátrico são a anemia, dores ósseas e articulares, febre, emagrecimento, fraqueza persistente e inexplicável, sangramentos, cefaleia, vômitos persistentes e progressivos, transtornos na visão, pupila branca. Na pele podem ser percebidas adenomegalias (aumento dos gânglios), aumento de volume ou aparecimento de tumores pelo corpo, aparecimento de acne, pelos pubianos e voz mais grave antes da puberdade.

Muitas vezes, os pacientes são encaminhados para tratamento em estágios avançados da doença. Nesses casos, o tratamento precisa ser mais intensivo e tem menores chances de cura. A Coordenadora técnica do Serviço de Oncohematologia do HIJG destaca ainda que apesar de muitos pacientes serem encaminhados com a doença mais avançada, a taxa de sobrevida dos pacientes atendidos no HIJG foi de 75,7% nos últimos quatro anos.

Santa Catarina não tem demanda reprimida para o atendimento dos pacientes com câncer. No Estado, há quatro hospitais com centro oncológico pediátrico que prestam atendimento pelo SUS. Além do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, e do Hospital Infantil Doutor Jeser Amarante Faria, em Joinville, que são instituições públicas estaduais, há também tratamento contra o câncer nos hospitais Santo Antônio, em Blumenau, e no São José, em Criciúma, entidades filantrópicas credenciadas para atender pacientes com câncer pelo SUS.

Em casos pontuais, em que há necessidade da realização de transplante de medula óssea, os pacientes são encaminhados para outros Estados. O Hospital Infantil Joana de Gusmão atende, anualmente, uma média de seis crianças que precisam de transplante de medula, número considerado baixo. “De acordo com o Ministério da Saúde, para justificar a abertura de um centro específico para transplante de medula, esse número deveria ser maior”, argumenta Denise Bousfield, acrescentando que o centro especializado em transplante de Porto Alegre supre as necessidades de SC e do Rio Grande do Sul.

Hospital Infantil Joana de Gusmão
O Hospital Infantil Joana de Gusmão é referência no tratamento oncológico pediátrico em Santa Catarina e consegue atender de imediato toda a demanda do Estado que é encaminhada à unidade de saúde. O hospital conta com equipe multiprofissional, médicos com atuação clínica e cirúrgica, estrutura física hospitalar e ambulatorial, além da casa de apoio, localizada próximo ao hospital para o atendimento dos pacientes.

A instituição conta com 14 leitos para internação na Unidade de Oncohematologia e 20 leitos para administração de quimioterapia a nível ambulatorial. De acordo com a Coordenadora Técnica do Serviço de Oncohematologia do HIJG, em 2012 foram realizadas 6,846 mil consultas ambulatoriais, 6,595 mil quimioterapias sistêmicas (mais comum, através da corrente sanguínea), 545 quimioterapias intra-tecais (através de pulsão lombar para o tratamento de algumas leucemias e linfomas) e 483 procedimentos cirúrgicos. Denise informa ainda que no período de 2009 a 2012, 29,7% dos pacientes eram provenientes da Grande Florianópolis e 70,3% dos outros municípios do Estado. O serviço de radioterapia pediátrica para os pacientes do Hospital Infantil é realizado no Hospital de Caridade.

Hospital Infantil Jeser Amarante Faria atende o Norte do Estado O Centro de Oncologia Pediátrica do Hospital Infantil Doutor Jeser Amarante Faria, em Joinville, possui 20 leitos de internação. Na unidade são realizadas, em média, 130 consultas ambulatoriais, 365 quimioterapias e quatro cirurgias oncológicas por mês. Na região, o serviço de radioterapia, mais raro em crianças, é prestado pelo Hospital Municipal São José, também em Joinville.

Gilberto Pasqualotto, responsável técnico do serviço de oncologia do Jeser Amarante Faria, explica que a instituição atende plenamente crianças das regiões do Vale do Itajaí e todo Norte de Santa Catarina. “Tratamos crianças de várias regiões do Estado. Não temos fila de espera, o paciente chega à emergência e em poucos minutos é atendido”, esclarece Pasqualotto.

Hospital Santo Antônio, apoio na região de Blumenau O serviço oncológico pediátrico do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, realiza, por mês, 40 consultas, 12 sessões de quimioterapia e duas radioterapias. A instituição filantrópica também possui o serviço de cirurgia pediátrica.

A pediatra Marcela Barros e Sousa, chefe da oncologia pediátrica do hospital Santo Antônio, explica que o hospital atende crianças com câncer dos municípios de Blumenau, Gaspar, Ilhota, Luís Alves e Pomerode. “Possuímos um centro oncológico muito bem equipado, com profissionais preparados para atender toda a demanda da região e com capacidade para assistir mais pacientes”, destaca Marcela.

Hospital São José, tratamento oncológico no Sul de SC Desde fevereiro de 2012, o Hospital São José, em Criciúma, também atende crianças com câncer dos 27 municípios que fazem parte das Associações dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e da Região Carbonífera (Amrec). O hospital conta com oito leitos de internação, além de atendimento de quimio e radioterapia.

“Não temos demanda reprimida. Internações de urgência são feitas no mesmo dia. E quando os municípios agendam consulta, elas são marcadas para no máximo o dia seguinte”, enfatiza a pediatra Juliana Dal Ponte Bitencourt, uma das responsáveis pelo serviço de oncologia pediátrica do hospital, juntamente com a pediatra Adalisa Reinke.

O serviço de oncologia do São José possui uma equipe multidisciplinar com um fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira, psicóloga, nutricionista e dois pediatras especialistas em câncer infantil. Além disso, possui um serviço médico de apoio com um cirurgião pediátrico e um neurocirurgião.

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil é lembrado em 23 de novembro. A data visa estimular as ações educativas associadas à doença, promovendo debates e eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças e adolescentes com câncer, além de divulgar os avanços técnico-científicos na área.

Em comemoração a esse dia, uma série de ações estão sendo programadas pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão e pela Associação dos Voluntários da Saúde do HIJG. O “Novembro Dourado”, com a instituição do laço dourado que é a cor da fita da consciência do câncer infanto-juvenil, é uma das ações de conscientização.

Nesse dia ocorrerá a distribuição de material educativo alertando a comunidade para os sintomas da doença. No dia 24 de novembro, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, haverá um passeio ciclístico, corrida de 5km e de 10km, além de uma caminhada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.
Fonte: Secretária de Estado da Saúde.

Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil a partir de segunda-feira (04/11) para participar do Mais Médicos

Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil a partir da próxima segunda-feira (4) para participar do Programa Mais Médicos. Os profissionais, que vão desembarcar em quatro capitais (Brasília, São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte), ocuparão vagas ociosas da segunda etapa do programa, não preenchidas por candidatos brasileiros e demais estrangeiros. De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro grupo, formado por 2,6 mil médicos, chega ao país até 10 de novembro. Os 400 restantes, na semana seguinte.

A exemplo do que ocorreu com os profissionais que estão no Brasil, inicialmente eles vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa nas capitais dos estados onde devem atuar. A etapa terá início para o primeiro grupo (os 2,6 mil médicos) em 12 de novembro. Serão 1.872 profissionais em Brasília (DF), 300 em São Paulo (SP), 236 em Fortaleza (CE) e 192 em Belo Horizonte (MG). Mais 400 médicos chegarão a Vitória (ES) a partir de 11 de novembro e farão o curso em Guarapari, entre 18 de novembro e 4 de dezembro.

A aprovação nesta etapa é condição para todos os estrangeiros participantes do programa receberem o registro profissional provisório que lhes permite atender a população nas unidades básicas de Saúde. Após as três semanas de avaliação, os profissionais ficam em treinamento por mais uma semana nos estados onde trabalharão. No período, eles estudam as doenças mais comuns da região e conhecem a estrutura hospitalar e de emergência da rede pública.

Segundo o ministério, a previsão é que o novo grupo de cubanos comece a fazer os atendimentos nos municípios em dezembro. Os profissionais cubanos participam do Mais Médicos por meio de um termo de cooperação firmado entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde em agosto de 2013.

Com a chegada de mais esse grupo, o programa fechará 2013 com mais de 6.600 profissionais, ampliando a cobertura para 22,7 milhões de pessoas. A meta do governo federal é atender a demanda por 12.996 médicos até março de 2014. Novas seleções serão abertas em 2013. Atualmente, 3.664 profissionais participam do Mais Médicos, sendo 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros. Eles atendem à população de 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria no Norte e no Nordeste. Os profissionais recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo, pagos pelo Ministério da Saúde. Os municípios são responsáveis por garantir alimentação e moradia.

Sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em outubro, a Lei do Mais Médicos transferiu para o Ministério da Saúde a competência pela emissão dos registros dos profissionais estrangeiros e brasileiros formados no exterior. A responsabilidade sobre a fiscalização da atuação dos médicos foi mantida com os conselhos regionais de Medicina. O documento foi concedido a 1.949 médicos estrangeiros participantes do programa nas últimas duas semanas e, neste sábado, foi publicada portaria no Diário Oficial da União para emissão do documento para mais 565 profissionais, distribuídos em 336 municípios e seis distritos indígenas. Outros nomes serão publicados na próxima semana.

Lançado em 8 de julho, por meio de medida provisória, o Mais Médicos faz parte dos esforços do governo federal para melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.

Fonte: Agência Brasil.

Conheça as regras básicas para começar bem o dia de trabalho

O final de semana está acabando e é quase impossível evitar os pensamentos sobre a segunda-feira e os inconvenientes naturais de um ambiente de trabalho. O que você não deve saber é que com pequenas mudanças no dia a dia pode-se tirar tudo isso de letra.

As dicas a seguir são sugestões do Drº Artur Zular¹, médico conceituado e profundo conhecedor sobre a temática de qualidade de vida e geradores de estresse. Aos que tem problemas em iniciar bem o dia de trabalho vale a pena a leitura.

Iniciar o dia fazendo uma oração, independente de sua religião, ou ouvindo alguma música que lhe traga boas recordações, por exemplo, são grandes auxílios para possibilitar-se ter um bom dia. O pensamento positivo é peça indispensável.

Não iniciar o dia com pressa também é importante, mesmo que precise acordar uns minutinhos mais cedo para ter tempo de se arrumar e tomar o café da manhã sem pressa; você perceberá que os minutos que perdeu de sono, ganhou em bem estar durante o dia.

Chegar correndo, suado e atrasado não são boas ideias, além de causar estresse, ainda passa uma péssima impressão aos superiores, portanto, não tenha pressa, mas seja responsável, programe quanto tempo você leva para fazer as necessidades matinal e acorde em um horário que te possibilite cumpri-las.

Planejamento é um aspecto fundamental, primeiramente, veja as tarefas que ficaram acumuladas da semana anterior e as conclua, depois vá cumprindo as tarefas do dia de acordo com as prioridades, tendo em mente que no decorrer do dia pessoas podem pedir sua ajuda.

Portanto a palavra “enrolar” não deve estar no vocabulário de quem deseja ter um bom dia de trabalho. Se você sabe que deve desempenhar determinada tarefa, faça assim que possível, não crie desculpas para deixar para depois. É mais gratificante descansar quando não se tem compromissos a fazer, ao invés da sensação de consciência pesada, se tem a de dever cumprido.

Lembre-se, como você inicia seu dia pode ditar como serão suas próximas oito horas, criar “rituais” para começar bem o dia é essencial para seu trabalho.

 

Com informações de Exame / Sua Carreira.

 

¹- Médico com residência em Clínica Médica, Cardiologia e especialização em Medicina Psicossomática, Artur Zular é Mestre em Gerontologia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Na área da Saúde, atua como Diretor Científico do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – Regional São Paulo. Atua também na área de Recursos Humanos, como Coordenador do GEPE (Grupo de Estudos em Gestão de Pessoas) e Consultor Científico do Instituto Qualidade de Vida. É Professor de cursos de Pós-graduação em Psicologia, Medicina Psicossomática e Gestão de Pessoas, em instituições como o COGEAE/PUC-SP (Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da PUC), IQV (Instituto Qualidade de Vida), ABMP (Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude) e NEPPHO (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Psicologia Hospitalar). Trabalha ainda como Coach e Consultor Empresarial, além de ser autor do livro “Sucesso Sem Stress”, da Editora Best Seller, e coautor de “Stress e Qualidade de Vida no Trabalho”, lançado pela Editora Atlas.