TCE/SC aprofunda investigações sobre a obra do Rio Mathias em Joinville (SC)

A oposição denunciou e o Tribunal de Contas de SC decidiu realizar audiência com o prefeito Udo Döhler (MDB), o secretário de Administração e Planejamento, Miguel Bertolini, e a servidora municipal Carla Pereira.

Autodenominado de Bloco dos Independentes os vereadores Iracema do Retalho (PSB), Mauricio Peixer (PL), Ninfo König (PSB), Odir Nunes (PSDB) e Rodrigo Fachini (MDB) pediram a ação ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina no dia 27 de setembro de 2019, a fim de reforçar a solicitação de auditoria nas obras de macrodrenagem do Rio Mathias.

Em novembro foi realizada inspeção das obras pela equipe de auditores do TCE/SC na qual foi observado que os serviços estavam sendo executados sem o devido isolamento, oferecendo risco aos pedestres, além de ser verificado frentes de trabalho onde não haviam serviços sendo realizados e situações inadequadas como de materiais depositados em vias públicas sem qualquer isolamento.

Ao aprofundar a investigação sobre as obras que se arrastam há anos na maior cidade catarinense, o TCE sinaliza que encontrou indícios que necessitam de explicações por parte do Governo Udo Döhler (MDB). A oposição comemora.

Cheias em Joinville: Prefeitura promove audiência pública sobre obras no Rio Mathias no dia 10 de setembro

A Prefeitura de Joinville, por intermédio da Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplan), confirmou para o dia 10 de setembro a audiência pública para apresentação das obras previstas no projeto de controle de cheias do rio Mathias, na área central da cidade.

O local da audiência será o auditório da Mitra Diocesana, na rua Jaguaruna, 147, no centro. A Prefeitura vai apresentar justificativa técnica, descritivo técnico e operacional, principais interferências, cronograma de obras e orçamento.

A bacia do rio Mathias foi a primeira área ocupada de Joinville. Existem registros do problema de enchentes no local há mais de 100 anos.

As enchentes na bacia do rio Mathias são causadas, na avaliação dos técnicos, por dois componentes: a primeira é provocada pela variação de nível do rio Cachoeira, que sofre o efeito da maré na baia da Babitonga; e a segunda, provocada pela capacidade insuficiente da calha do rio, que se torna nula em periodos de maré alta.

O sistema de controle de cheias prevê a construção de galerias de desvio “by pass”, conduto forçado, implantação de comportas de maré, estação de bombeamento, galeria reservatório de detenção e muro de proteção. Com previsão de investimento de R$ 75 milhões, a obra deve ser concluída em 24 meses, com o início previsto para este ano.

Da PMJ