Mestrado em Química será oferecido pela Udesc Joinville (SC) a partir de agosto

Aulas iniciam em agosto deste ano
Aulas iniciam em agosto deste ano

Após a autorização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no final do ano passado, a Udesc Joinville oferecerá seu 12º curso de pós-graduação stricto sensu. O Mestrado Acadêmico em Química Aplicada é o terceiro do Estado e o primeiro da região norte de Santa Catarina.

O processo seletivo, para o preenchimento de 15 vagas, ocorrerá em maio. Os candidatos deverão realizar a inscrição pela internet, apresentar currículo e fazer uma prova escrita. A previsão é de que as aulas iniciem em 8 de agosto. O curso é gratuito e ainda há possibilidade de bolsa de estudos para os primeiros colocados.

Para a coordenadora do mestrado, Marcia Margarete Meier, a implantação do curso criará novas perspectivas para os profissionais da área.

“Além de químicos, podem se inscrever engenheiros químicos e sanitaristas, engenheiros de plásticos e de alimentos, farmacêuticos, bioquímicos, entre outros”, destaca.

Mais informações podem ser obtidas na página www.cct.udesc.br ou pelos telefones (47) 3481-7913 e (47) 3481-7691.

Basf e Shell oferecem apenas R$ 52 milhões pelas vidas contaminadas, vergonhoso…

A Raizen Combustíveis S. A. (Shell) e BASF S.A. apresentaram nesta quinta-feira, 14, durante audiência de conciliação, uma proposta de indenização aos trabalhadores contaminados por poluentes organoclorados em uma fábrica de praguicidas em Paulínia/SP. Segundo o TST, processo é a maior causa trabalhista em tramitação hoje na JT, com uma indenização por danos morais coletivos estimada em mais de R$ 1 bi. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

As empresas se comprometeram a fornecer tratamento de saúde vitalício aos trabalhadores e seus dependentes, ao pagamento de indenizações individuais por danos morais no valor global de R$ 52 mi aos 884 beneficiários já identificados, além de indenização por danos morais coletivos a ser fixada. Após a apresentação da proposta e reuniões em separado do presidente do TST com as partes, ficou marcada nova audiência de conciliação para o próximo dia 28, quando trabalhadores e o MPT poderão apresentar contrapropostas.

Proposta
Para custear o tratamento médico vitalício das vítimas, as empresas propuseram a criação de um fundo com valor inicial de R$ 50 mi para custeio das despesas. Segundo a proposta, seria estabelecido, em comum acordo, um gestor de pagamentos responsável pelo recebimento e análise dos requerimentos, e o valor do fundo seria complementado sempre que necessário.

A discussão e a decisão de casos controversos ficariam por conta de uma junta médica formada por representantes das duas partes e um médico independente, e as vítimas continuariam a dispor de atendimento hospitalar de emergência.

As empresas também apresentaram proposta de indenização por danos materiais e morais por grupo familiar habilitado, incluindo o trabalhador e seus dependentes. O valor foi calculado conforme o período trabalhado nas empresas e abrange, também, trabalhadores autônomos e terceirizados. De acordo com as empresas, o valor médio da indenização é de R$ 120 mil por grupo familiar, atingindo, no máximo, R$ 330 mil.

Quanto à indenização por danos morais coletivos, fixada pela juíza da 2ª vara do Trabalho de Paulínia e estimada atualmente em R$ 1 bi, a empresa afirma que pretende pagar o valor em conformidade com a jurisprudência do TST.

Contaminação
O pano de fundo da ACP, proposta pelo MPT e por diversos sindicatos e associações de trabalhadores, é a contaminação do solo e dos lençóis freáticos da região da fábrica da Shell em Paulínia a partir da década de 70, que teria atingido toda a comunidade local. Em 2000, a fábrica foi vendida para a BASF e, em 2002, encerrou suas atividades e foi interditada pelo Ministério do Trabalho.

Do Migalhas