Pastoral Antialcoólica, exemplo de cidadania e organização popular

Trabalho voluntário da Pastoral é modelo para a sociedade

Na noite de fria de ontem, segunda-feira, em Joinville (SC), atendi convite do amigo, microempresário e líder comunitário do bairro Fátima, Luiz Carlos Salles, e participei da minha primeira reunião da Pastoral Antialcoólica onde a entidade foi fundada em 1994 – Igreja São João Batista. Apesar do frio intenso, intensa era também a receptividade e o acolhimento que as cerca de 50 pessoas presentes ofereciam a cada um que chegava.

Em cada rosto e olhar, a prova de que não existe o impossível em nossas vidas, se quisermos sair de determinada situação que nos aflige, maltrata ou desagrada. Os cabelos grisalhos de homens e mulheres – sim, havia mulheres também! -, o sorriso de pessoas jovens, de adolescentes e gente de meia-idade, esbanjava alegria por estar ali, comemorando mais um dia sem álcool, mais um dia de sobriedade.

Tudo na Pastoral é feito com método. Desde a hora de inicio, passando pelo silêncio respeitoso a quem está testemunhando sua vida e sofrimento, até o tempo máximo de falação, e chegando à comemoração final com café, água e refrigerante, a organização é perfeita, e a participação é motivada e quase exigida de todos que frequentam.

Fui acolhido com carinho, e apresentado por Salles como um apoiador antigo da Pastoral, coisa que até eu não lembrava mais de ter feito em alguma época. Escrevi projetos, abri caminhos para a criação da logomarca, e outras coisas que meu amigo e fundador da Pastoral me fez lembrar. Agradeci a oportunidade de estar ali, e destaquei que já perdi um irmão por conta do álcool, e sei o que ele causa nas famílias, para a saúde de todos, para a sociedade. E passei a ouvir a reunião, e observar o belo trabalho que fazem.

Emocionou a todos os testemunhos de pessoas que receberam medalhas por três, seis meses, sete anos e até 16 anos de sobriedade. Principalmente quando uma menina e um menino adolescentes falaram sobre a vida que recomeçava com seu pai sem beber álcool, a paz voltando ao lar, e a luta que empreenderam junto com a mãe e uma vizinha para salvar sua família. Simplesmente maravilhoso ver aquilo. Esquenta o coração de qualquer um.

A Pastoral Antialcoólica tem hoje 21 núcleos pela cidade, que certamente ajudam muito na redução de crimes familiares, acidentes e internações, um forte apoio na saúde pública e assistência social na maior cidade catarinense. Um trabalho sério, religioso por ser ligado à Igreja Católica, mas aberto a todas as denominações religiosas – aliás, até um membro da Igreja do Evangelho Quadrangular estava recebendo a medalha – que mostra onde pode chegar um povo se existir vontade, união e determinação.

Exemplos como esse existem em todas as áreas, e devem ser motivados, apoiados e financiados, porque rendem frutos poderosos para a reconstrução da família e da sociedade, tão atacadas que são pelo consumismo, modismos e mudanças culturais de nossos tempos. Parabéns a todos e todas que me receberam tão bem na noite fria de inverno, vocês são as pessoas que realmente fazem a diferença! Continuem esse belo trabalho, e contem com este Blog para divulgar suas atividades.

Perda de memória ou Alzheimer?

A doença de Alzheimer, conhecida pela perda progressiva de memória, é temida por grande parte das pessoas que geralmente confunde esse tipo de distúrbio com outros problemas de memória, comuns aos idosos. Segundo a neurologista do Hospital Santa Cruz, Viviane Zétola, só 5% dos casos na terceira idade são diagnosticados como “puros”, ou seja, a maior parte das pessoas são acometidas pelo tipo “misto” do distúrbio, que integra o Alzheimer a outras doenças cerebrovasculares, como o infarto cerebral.

 “Precisamos ter em mente que perda de memória não é sinônimo de Alzheimer. Geralmente os portadores da doença no seu estado puro perdem as funções gradativamente e não conseguem realizar simples atividades rotineiras. Já os problemas relativos a esquecimento são constatados com o avançar da idade e podem ter a ver com déficit de atenção e falta de concentração, normalmente causados pelo estresse, doenças vasculares cerebrais, distúrbios na tireóide ou déficit de vitamina B12, por exemplo”, alerta a especialista.

Segundo a neurologista, para afirmar que alguém é portador de Alzheimer é necessário que haja um comprometimento associado à outra função cerebral, como problemas na linguagem, no comportamento, no senso crítico e de julgamento ou na orientação espacial. Além disso, devem ser realizados exames específicos, como o de imagem cerebral e testes de linguagem, feitos por profissionais especializados.

Prevenção

Apesar da medicina ainda não ter encontrado a cura para a doença, a especialista acredita que a prática de atividades físicas adequadas pode ter influência para evitar ou retardar o aparecimento do Alzheimer. “A adoção de uma alimentação saudável, evitando comidas gordurosas e bebida alcoólica, atrelada ao hábito de manter-se ativo no contexto cultural, por meio de leituras ou atividades sociais e manuais, contribuem com a qualidade da memória e com a saúde cerebral”, explica a neurologista.

No entanto, se você possui algum caso de portador de Alzheimer na família, é importante procurar acompanhamento médico para evitar acidentes e estresse familiar e emocional. “A contratação de cuidadores familiarizados com a doença pode ser uma boa opção para o paciente. Além disso, é imprescindível o uso de medicação adequada e manter os idosos socialmente ativos, para aumentar a qualidade de vida do portador”, ensina a especialista.

Representante da região participa do Seminário Internacional de Defesa Civil

O coordenador Regional da Defesa Civil – Regional Norte SC, Antônio Edival Pereira, participa até esta quarta-feira (13) do Seminário Internacional sobre Gestão Integrada de Riscos e Desastres – Uma nova perspectiva para a Defesa Civil Nacional, em Brasília. O evento tem como objetivo debater e trocar experiências nacionais e internacionais. O seminário começou na segunda-feira (11) e conta com palestras e mesas temáticas com 52 palestrantes.

Na terça-feira (12), nove especialistas internacionais destacaram o trabalho na gestão de risco, a prevenção de deslizamentos de terra e técnicas para conter as enchentes.

Já nesta quarta-feira (13) foi reservado para mesas temáticas com representantes das defesas civis de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Roraima e Mato Grosso.

Na opinião do coordenador Regional da Defesa Civil – Regional Norte SC, Antônio Edival Pereira, a troca de experiências é um dos muitos aspectos positivos do seminário. “Eventos como estes são importantes para a formulação de protocolos de ações que indiquem rápida e eficazmente o caminho a tomar na construção de políticas públicas, priorizando o preparo e a prevenção”, destaca Edival.

Ele complementa dizendo que é preciso a sensibilização do poder público e da população acerca da importância do preparo no enfrentamento das catástrofes.

Evento na Região Norte
Nesta sexta-feira (15), acontece o 2º Seminário Regional de Defesa Civil, que nesta edição será realizado em São Francisco do Sul. Cerca de 200 profissionais vão participar da programação no Cine Teatro X de Novembro, no Centro Histórico de SFS.

Mais informações e inscrições pelos telefones (47) 3431-2835 / 9945-5104 (Edival)