Gaeco deflagra operação na Secretaria do Meio Ambiente em Joinville (SC) com prisões, busca e apreensão

palavralivre-prisao-gaeco-joinville-sema-prefeitura-pmdbO Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre nesta terça-feira (8) 14 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e em São Paulo. A operação foi deflagrada na Secretaria do Meio Ambiente (Sema) da cidade catarinense.

Em nota, a prefeitura de Joinville informou que um fiscal do órgão, suspeito de práticas ilícitas, já foi preso. Segundo o Ministério Público, um mandado de prisão também foi cumprido em São Paulo. Informações da Câmara de Vereadores, onde o Gaeco também está agindo, dizem que o ex-presidente da Casa, vereador João Carlos Gonçalves (PMDB) foi preso e presta depoimento.

À tarde, o Gaeco às 15 horas, e a Prefeitura de Joinville às 16:30 horas vão dar entrevista coletiva sobre o caso.

Com informações do G1 e Redação Palavra Livre. Fotos G1 e A Notícia

Udo Döhler é reeleito prefeito em Joinville (SC)

Udo Döhler (PMDB) foi reeleito prefeito de Joinville em votação de segundo turno neste domingo (30). A vitória dele foi confirmada por volta das 18h20.

Com a apuração completa às 18h45, Udo teve 171.217 dos votos válidos, o que corresponde a 55,60%. Darci de Matos (PSD) teve 136.702 votos, o que corresponde a 44,40%.

Após o resultado, Udo Döhler afirmou: “Nós, nesse segundo turno, tivemos a oportunidade de mostrar mais de perto para a população e para o eleitor todas as obras que nós realizamos ao longo dos nossos quatro anos de gestão e, sobretudo, detalhar as nossas propostas. Isso vai permitir com que, lá adiante, a cidade de Joinville possa usufruir de dias melhores, mais seguros, mais tranquilos. O nosso compromisso é transformar a cidade de Joinville na melhor cidade para se viver desse país”.

Udo Döhler concorreu pela coligação “Juntos no rumo certo” (PMDB / PV / PC do B / PT do B / PSC / PTC / PROS / PTB) e tem como vice-prefeito Comandante Coelho (PMDB).
Raio-X Joinville (Foto: Arte/G1)


Propostas

Durante a campanha, Udo Döhler afirmou que vai aumentar o atendimento à saúde e educação, com a ampliação de cursos técnicos profissionalizantes, ampliar o saneamento básico e a infraestrutura de ruas.

Histórico
Udo Döhler é o atual prefeito de Joinville. Começou a carreira política em 2011, quando se filiou ao partido. Aos 74 anos, é advogado de formação e empresário do ramo têxtil. É natural de Joinville e foi presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) por cinco vezes.

Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Udo Döhler declarou como bens um terreno, ações, fundos, títulos de clube, poupança e aplicações, no valor de R$ 11.375.509,62. O plano de governo do candidato pode ser acessado no site do Tribunal.

Resultado completo das eleições para prefeito em Joinville
Udo Döhler – 171.217 (55,60%)
Darci de Matos – 136.702 (44,40%)
Nulos – 18.113 (5,43%)
Brancos – 7.340 (2,20%)

Darci de Matos agradece os votos
Após o fim da apuração, Darci de Matos afirmou: “Eu aceito o resultado das urnas e eu só tenho a agradecer as pessoas, as mais de 134 mil pessoas que acreditaram no nosso projeto, que votaram em mim. Eu volto para a Assembleia [Legislativa] e vou continuar, como deputado estadual, trabalhando muito por Joinville. E, principalmente, pelas pessoas que acreditaram no meu projeto e principalmente aqueles que têm menos, as pessoas mais simples, as pessoas dos bairros”.

Com informações do G1

Michel Temer (PMDB) faz piada com a situação dos desempregados brasileiros

palavralivre-michel-temer-ironiza-desempregadosNão bastasse tudo, o Brasil acaba de ganhar, com algum atraso, um simulacro de Maria Antonieta. Não me refiro a Marcela Temer, que, aliás, anda desaparecida, mas ao marido.

Michel Temer conseguiu fazer piada com as centrais sindicais que protestavam contra a flexibilização dos direitos trabalhistas em frente ao Palácio do Planalto.

Num discurso em que falou da proposta que elevou de 60 para 120 meses o prazo para parcelamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas, fez uma ironia tacanha e quase psicótica.

Os manifestantes “aplaudem este grande momento do governo federal”. Era coisa bem diferente do que ocorria no auditório, onde os circunstantes distribuíam “palavras de incentivo e aplausos entusiasmados”.

Arrematou com uma tirada: “Quem sabe, quando os senhores saírem, convidam aqueles que estão lá fora. Se não têm emprego, quem sabe arruma emprego. Acho que é uma fórmula muito adequada”.

O desemprego bateu em 11,8% no terceiro trimestre, segundo o IBGE. São 12 milhões de pessoas, 437 mil a mais do que no segundo trimestre, um crescimento de 3,8%. Cabe piada?

Nunca se comprovou que a frase que imortalizou Maria Antonieta fosse dela. “Se não têm pão, que comam brioches”, teria dito a rainha da França ao cocheiro que lhe contou por que as pessoas nas ruas pareciam desgraçadas.

Em 1793, ela perdeu a cabeça. Nosso Carlos Magno, apesar de não ter pescoço, está no caminho.

Por Kiko Nogueira do Diário do Centro do Mundo

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #4 – Notas Políticas

palavralivre-eleicoes-udo-darci-colombo-pmdb-psd-apae-votos-com-a-palavraHá pouco mais de uma semana do segundo turno nas três maiores cidades catarinenses, Joinville, Blumenau e Florianópolis, os cenários mostram grandes incertezas. Pelo andar das carruagens, as melancias do PP, PSD, PSB estão mais próximas, enquanto as do PMDB, PSDB mais alinhadas. Em jogo o comando de Santa Catarina em 2018.

Baixarias
Na campanha de Joinville, onde Darci de Matos (PSD) disputa o segundo turno com o atual prefeito Udo Döhler (PMDB), as baixarias andam a mil nas redes sociais. Fakes, páginas falsas, e até cargos comissionados da prefeitura de Joinville andam a disparar coisas inimagináveis, contra quem é contrário, gente comum, e até contra o governador. Pilantra é a palavra mais leve. Processos à vista.

Confronto aberto
Com a entrada do governador Raimundo Colombo (PSD) na campanha de Darci de Matos, o confronto entre PSD e PMDB se tornou inevitável. Udo Döhler (PMDB) começou a atacar o governo do estado, que segundo a propaganda peemedebista, não manda os remédios de alta complexidade, e também havia ignorado o apelo por verbas para a tão prometida ponte do bairro Adhemar Garcia. O troco veio, e abriu o rombo no casco da “coalizão” que reúne ambos no comando do Governo na Ilha.

Desmentido
Colombo apareceu em propaganda na tv com aquele seu jeito leve, como quem não quer dizer nada, mas disse. Que a Prefeitura de Joinville apresentou apenas uma empresa chinesa com um pré-projeto, e que não havia licitação, nem licença ambiental, tampouco obra em andamento. Por isso não podia ajudar. O PMDB está uma fera com o lageano, e identifica ação total do PSD e governador para vencer na maior cidade catarinense. Vejamos os próximos rounds.

PMDB e sua “Cunha”
A prisão de Eduardo Cunha, deputado do PMDB cassado em setembro, caiu como uma bomba nas campanhas peemedebistas no país, e claro, em Joinville (SC) também. Afinal, Cunha ajudou muita gente boa do PMDB catarinense, era muito bem visto pelos caciques do partido por estas bandas… até que caiu. Ambos começando com “C”, corrupção e cunha são sinônimos em matéria de política, e isso atinge em cheio o discurso anti corrupção, etc. Cunha virou uma bela pedra no sapato do partido na campanha.

Apae de Joinville com eleições
Uma das mais importantes entidades de assistência social, educação e saúde em SC, a Apae de Joinville também terá eleições em novembro próximo. Duas chapas devem se enfrentar, uma sob o comando da Criadora, outra com a Criatura. Heloisa Walter de Oliveira, ex-presidente da instituição deve enfrentar Jailson de Souza, atual presidente pelas mãos de Heloísa, de quem foi vice na gestão anterior.

Dura disputa
A eleição na Apae deve ser duríssima, pelo que já se vê nos bastidores com acusações de ambos os lados. O que se espera é que o processo corra sem maiores riscos para a imagem e atividades da instituição, responsável por atender 420 alunos e suas famílias diariamente com serviços essenciais para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Que a política tradicional não contamine um trabalho tão bonito e exemplar.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Eduardo Cunha (PMDB) diz que sua prisão é “absurda”

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), preso na tarde de ontem (19), divulgou nota em sua defesa antes de embarcar para Curitiba (PR) em um avião da Polícia Federal.

Nela chama de “absurda” a decisão do juiz federal Sérgio Moro de determinar sua prisão, e alega que é baseada em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse ainda que seus advogados tomarão “medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão”.

“Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal. A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar”, disse o ex-parlamentar em nota.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.

O processo foi aberto pelo STF, mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

MPF havia pedido a prisão
A ordem de prisão foi expedida pelo juiz federal Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, em resposta ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba. Na visão dos procuradores do MPF, a liberdade de Cunha representava risco ao andamento do processo, além de entenderem haver possibilidade concreta de fuga.

A disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade – Cunha é italiano e brasileiro – também foram argumentos usados pelos procuradores no pedido de prisão.

Eduardo Cunha teve o mandato cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados em 12 de setembro, perdeu foro privilegiado e teve parte dos processos remetidos à 13ª Vara Federal, em Curitiba.

Vestido com um terno cinza e sem algemas, Eduardo Cunha entrou no avião da Polícia Federal às 15h, em Brasília, acompanhado de cinco agentes à paisana. Cunha chegou por volta das 17h na capital paranaense.

Com informações da Ag. Brasil

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #3 – PMDB e PSD travam batalha por 2018

palavralivre-com-a-palavra-edicao-3-gean-angela-pmdb-psdHá tempos o casamento entre PSD e PMDB vem fraquejando diante das dúvidas de ambos sobre a lealdade e fidelidade dos enamorados. A desconfiança existiu desde que o então mestre de cerimônias do enlace, o ex-governador LHS, fechou acordo para que Raimundo Colombo fosse o governador da união, e depois quando da renovação das núpcias. Como o mestre se foi para o descanso, o casal que governa SC está em vias do divórcio.

Florianópolis
Na Ilha, onde de fato se decidem as articulações políticas para as maiores cidades catarinenses, a disputa está entre PMDB e PP, Gean Loureiro e Angela Amin. Ao lado de Gean, o PSDB. Ao lado de Angela, o PSD. No segundo turno Gean disparou depois que um magistrado decidiu decidir após 16 anos que Angela estaria inelegível por conta de ação no ano 2000. Daquelas coisas das bruxas que habitam Floripa. Mas, hoje, no STJ, o PP/PSD conseguiu derrubar a inelegibilidade de Angela. É possível que ela reaja, afinal, não se pode subestimar a força dos Amin na grande Florianópolis. Mas a virada é coisa muito difícil de acontecer, não impossível. Já em Joinville…

palavralivre-com-a-palavra-edicao-3-pmdb-psd-darci-udoJoinville
Darci de Matos (PSD) parecia que ficaria fora do segundo turno em dado momento da disputa. Udo Dohler (PMDB) crescia com a força da máquina da Prefeitura, e Tebaldi (PSDB) estava melhor colocado. Ao abrirem as urnas, eis que o deputado estadual do PSD conseguiu ir ao segundo turno contra o empresário poderoso do PMDB. Na primeira pesquisa Ibope, Udo sobre dois pontos apenas, enquanto Darci avança 17 pontos. Soado o alarme nos lados do manda brasa, o segundo turno começou mais duro, e o confronto será inevitável.

2018
Nos dois maiores colégios eleitorais de SC travam-se na verdade as prévias da disputa ao governo do estado em 2018. Se der PSD nos dois, o partido do governador Colombo conquista um poderio imenso para manter o comando administrativo e político do estado encabeçando a chapa com Gelson Merísio, ou indo de vice em composição com o PP, no qual o ex-governador Esperidião Amin, o deputado federal mais votado em 2014, desponta como nome forte novamente. Se der PMDB em ambos, o partido de Mauro Mariani, Pinho Moreira e Dario Berger ganha força, mesmo tendo perdido musculatura no planalto norte, região eleitoral do atual presidente do PMDB.

Temperatura
Pelo tom dos primeiros dias de campanha eleitoral na televisão, rádio e redes sociais no segundo turno em Florianópolis e Joinville, os embates serão da cintura para baixo. Nas redes sociais os posts e vídeos de uns contra outros proliferam com denúncias, números, ataques com presença de assessores, e claro, de fakes contratados para azucrinar a vida e campanha dos candidatos. Neste andar da carruagem, não haverá volta na convivência já turbulenta do casamento PSD-PMDB. O divórcio está decidido, falta apenas sacramentar no cartório das urnas no próximo dia 30 de outubro.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Moro finalmente aceita denúncia contra Eduardo Cunha (PMDB)

Cunha fala sobre a decisão do STF de afastá-lo da CâmaraO juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, decidiu ontem (13) dar prosseguimento à ação penal em que o ex-deputado Eduardo Cunha é réu pela suspeita de manter contas não declaradas na Suíça.

No despacho, o juiz concedeu prazo de dez dias para que a defesa de Cunha possa apresentar resposta à denúncia. Em junho, o Supremo abriu ação penal contra o ex-deputado, mas após a cassação do mandato de Cunha, o processo foi remetido para a Justiça Federal em Curitiba porque ele perdeu o foro privilegiado.

Com a decisão, Cunha virou réu e passou a responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na ação penal, Cunha é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de receber R$ 5 milhões de propina nas contas de seu truste, com o objetivo de ocultar a origem dos valores. Para o relator do processo, ministro Teori Zavascki, o ex-deputado é beneficiário e o verdadeiro controlador das contas na Suíça.

Durante o julgamento, a defesa de Cunha disse que o Banco Central (BC) nunca regulamentou a obrigatoriedade de declarar propriedade de um truste no exterior. A advogada Fernanda Tórtima, representante do deputado, acrescentou que, na Suíça, onde as contas atribuídas a Cunha foram encontradas, não há obrigação em declará-las.

Com informações da Ag. Brasil

Parecer sobre Eduardo Cunha (PMDB) será entregue hoje ao Conselho de Ética da Câmara

PalavraLivre-cunha-pmdb-cassacaoO parecer que pode apontar o futuro do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será entregue ao Conselho de Ética da Casa hoje (31), às 11h.

Quase seis meses depois do início das investigações pelo colegiado, o relator do caso, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), concluiu o relatório, que deve ser lido ainda nesta semana, mas só deve ser votado no próximo dia 9.

O texto será entregue ao presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA). Cunha é acusado de mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras quando negou a existência de contas no exterior em seu nome, o que caracteriza quebra de decoro parlamentar.

A partir da entrega do parecer, Araújo deve marcar uma reunião para a sua leitura. Como o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, não fica em Brasília e são necessárias 24 horas de antecedência para agendar uma sessão, a expectativa é de que o próximo encontro do conselho ocorra amanhã (1º) à tarde ou na quinta-feira (2).

Diante de todas as medidas adotadas ao longo do processo, classificadas por parlamentares contrários ao peemedebista como manobras protelatórias de aliados de Eduardo Cunha, a votação do relatório também deve se arrastar por todo o prazo permitido.

Isto significa que haverá pedido de vistas para uma análise mais aprofundada do texto de Rogério, tomando mais dois dias úteis para o início das discussões. Só depois de esgotados os debates, que podem se estender por mais de um dia, o parecer será votado e, se aprovado, será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com informações da EBC

Escândalo 2 – Parlamentares avisam que entrarão com ações contra Jucá

PalavraLivre-romero-juca-pmdbPartidos contrários ao impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff reagiram nesta segunda-feira ao conteúdo de gravações de conversas entre um dos principais articuladores do processo contra a petista, o ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Divulgadas no jornal de ultradireita de São Paulo, as conversas mostram o senador Jucá sugerindo que uma “mudança” de governo poderia resultar em um pacto com o Supremo Tribunal Federal para frear investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Na Câmara, o PSOL adiantou que elabora um pedido de prisão de Jucá sob o argumento de que o ministro tentou obstruir a Justiça. Segundo o presidente nacional da legenda, o sociólogo Luiz Araújo, e o líder do PSOL na Casa, Ivan Valente (SP), o documento será entregue diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda nesta semana.

Outro partido que está mobilizado é o PT. A sigla quer ter acesso a outras gravações e documentos relacionados ao mesmo assunto. O objetivo do partido de Dilma Rousseff é tentar usar estas informações para tentar anular o processo de afastamento da petista.

Paulo Pimenta (RS), vice-líder do PT na Câmara, disse que a gravação comprova que o “processo de impeachment foi motivado por uma articulação criminosa com forte presença na Câmara e no Senado”.

Apesar de admitir “absoluta perplexidade” com a gravação, Paulo Pimenta afirmou que não há surpresa no envolvimento de uma “organização criminosa” dentro do Parlamento que barganhava votos pelo impeachment em troca de proteção a deputados e senadores que fariam parte de um esquema de negociações de Medidas Provisórias, emendas e outras matérias na Casa, que “perceberam o risco de perder o poder”.

– Isto foi utilizado como moeda de troca para obtenção de votos – disse Pimenta, defendendo que a revelação comprova que havia uma tese de que a mudança de governo pudesse alterar o foco das investigações da Lava Jato.

Pimenta antecipou que setores do PT já estão consultando a área jurídica para tentar acessar outras gravações e informações relacionadas ao mesmo teor da conversa entre Jucá e Machado.

Para o deputado, os documentos que eram conhecidos desde março, se fossem divulgados à época, poderiam influência no resultado da votação na Câmara e no Senado que acabaram afastando Dilma do comando do Executivo, por 180 dias.

Senado
No Senado, Telmário Mota (PDT-RR) disse que ele, o presidente do PDT, Carlos Lupi e o senador Lasier Martins (PDT-RS) entrarão na terça-feira com uma representação no Conselho de Ética do Senado que pedindo a cassação do mandato do ministro do Planejamento e senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR).

Para os pedetistas, a situação de Jucá é a mesma que resultou na cassação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que foi gravado pelo filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, oferendo um plano de fuga e uma mesada em troca de o executivo não fazer acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

– Novamente nós estamos vivendo uma situação extremamente delicada no país que vem dessas crises: política, econômica e, mais uma vez, um senador da República está envolvido em tentar obstruir a Justiça brasileira. Então o procedimento do senador Jucá é igual ao do senador Delcídio e isso está nos impulsionando a entrar com uma representação no Conselho de Ética contra o mandato do senador Romero Jucá – disse.

Telmário ressaltou que neste caso, espera a mesma celeridade e interesse dados ao caso Delcídio do Amaral. – Do contrário, essa Casa passa a ter dois pesos e duas medidas e aqui nós não estamos para passar a mão na cabeça de ninguém. É muito grave o que o senador Jucá falou com o Machado. Ele tenta obstruir diz que precisava do impeachment para fazer um pacto com o Judiciário. O Judiciário não pode estar fazendo pacto com senadores envolvidos em corrupção em nenhuma situação – avaliou.

Até partidos aliados do governo Temer já pediram providências. O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (DEM-GO), lembrou que a sociedade brasileira saiu às ruas para conter um processo de corrupção e apoiar a Lava Jato.

– Se no decorrer deste momento problemas surgirem, deverão ser tratados com rigor. Qualquer denunciado tem a obrigação e o direito de se defender das acusações que recaem sobre ele. Mas esses atos individuais deverão ser tratados longe da administração pública para que a reestruturação e a credibilidade do governo não sejam comprometidas. Só assim teremos as mudanças necessárias e desejadas pela população – defendeu Caiado, acrescentando que o governo Dilma é um exemplo claro de perda de confiança da população por deixar que problemas individuais contaminem o governo.

Com informações do Correio do Brasil

 

Escândalo – Romero Jucá (PMDB) será exonerado nesta terça-feira (24)

PalavraLivre-juca-ex-ministro-planejamentoApesar de o ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciar que vai se licenciar da pasta para aguardar uma manifestação da Procuradoria-geral da República (PGR) sobre a conversa que teve com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre a Operação Lava Jato, Jucá será exonerado do cargo para reassumir o mandato no Senado e a portaria com a exoneração será publicada nesta terça-feira (24).

Irritado, Jucá disse que pretende voltar ao Senado para fazer “o enfrentamento” e evitar “babaquices” e manipulações da oposição, como o PT.

“Sou o presidente do PMDB, sou um dos construtores desse novo governo e não quero, de forma nenhuma, deixar que qualquer manipulação mal intencionada possa comprometer o governo. Portanto, enquanto o Ministério Público não se manifestar, aguardo fora do ministério o posicionamento. Se ele se manifestar que não há crime, que é o que acho, caberá ao presidente Michel Temer me reconvidar ou não”, disse Jucá.

Jucá avaliou que seu afastamento do ministério não vai prejudicar a aprovação da nova meta fiscal de R$ 170,5 bilhões. “A meta é uma meta de governo, que foi feita por mim e pelo ministro [da Fazenda, Henrique] Meirelles. É técnica, um dado de responsabilidade, e vamos aprovar a meta”.

Gravação
Romero Jucá voltou a negar que tenha cometido crime no diálogo que teve o ex-presidente da Transpetro. “A sangria é de um modo geral, sobre a questão política, econômica social. O governo estava sangrando, o país estava sangrando. Portanto, essa questão é geral, eu tenho dito isso em diversas entrevistas. Não se atenham a uma frase, se atenham ao contexto do que eu tenho dito em entrevistas nas páginas amarelas da Veja, na Isto é, na Época, na Folha de S.Paulo, no Roda Vida. Tenho debatido isso o tempo todo, não mudo um milímetro do que eu tenho dito”, argumentou Jucá.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, em conversa com Machado, Jucá sugere um “pacto” para tentar barrar a Operação Lava Jato. De acordo com o jornal, Machado afirma estar preocupado por acreditar que ele seria alvo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, devido a relação dele com a cúpula do PMDB. Machado já foi citado por delatores da Lava Jato.

Em resposta a Machado, Jucá diz que a solução tem que ser política. “Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa p… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse Jucá, segundo a reportagem.

Jucá durou apenas 12 dias no cargo de ministro do governo interino de Michel Temer (PMDB).

Com informações da Ag. Brasil