Jornalismo: pesquisa de perfil do jornalista brasileiro será apresentada hoje (4/4) em Brasília

perfiljornalistaA Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lança nesta quinta-feira, 4 de abril, em entrevista coletiva à Imprensa, o relatório final da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”. A atividade será às 14h30, no Hotel Aracoara, em Brasília. O lançamento do relatório da pesquisa marca as atividades do Dia do Jornalista – 7 de abril.

A pesquisa é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor). Foi a primeira vez que se realizou uma pesquisa com jornalistas baseada num estudo prévio das dimensões da categoria – aproximadamente 145 mil profissionais – e com amostragem de todas as regiões do país.

Os resultados se baseiam em respostas de 2.731 jornalistas, de todas as unidades da federação e também dos exterior, a um questionário online. Com margem de erro inferior a 2%, foi desenvolvida com a participação voluntária dos profissionais.

Entre as características demográficas da categoria, o relatório aponta significativa expansão na presença feminina no fazer jornalístico. Segundo os dados da pesquisa, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Apesar disso, os homens são predominantes nos cargos de chefia.

Quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%), segundo os dados. Desses 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

De acordo com o levantamento, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja 24,2% são associados a entidades sindicais. Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

Estes e muitos outros dados serão apresentados aos participantes da Entrevista Coletiva, que contará com a presença de diretores da FENAJ, do FNPJ, da SBPJOR e de um dos coordenadores da pesquisa, o professor Samuel Pantoja Lima (da Universidade de Brasília, cedido ao Departamento de Jornalismo da UFSC). O relatório será publicado no livro “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”, em impressão pela Insular (Florianópolis).

O QUE: Entrevista Coletiva de lançamento nacional do relatório da pesquisa “Perfil do jornalista brasileiro”
ONDE: Hotel Aracoara (Salão Fernando Costa) – Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5, Bloco C Brasília – DF, Fone (61) 3252-5252
QUANDO: 4 de abril, quinta-feira, às 14h30

Da Fenaj

Jogo incentiva aprendizado de história

Wellington Rutes, Éwerton Cercal e Matheus Ramos da Silva - Foto de Carlos Marciano

O ano é 1986, o solo é seco, os aliados de Euclides da Cunha foram derrotados e o protagonista é um historiador do futuro. Um personagem fora dos livros didáticos da  História do Brasil, mas fundamental no jogo que está em desenvolvimento pelo Núcleo de Aplicações Visuais (Navi) da Udesc Joinville. O projeto será apresentado nesta terça-feira, 27, no I Simpósio de Pesquisa em Games da UFSC, em Florianópolis.

Como o próprio nome diz, “Historiador do futuro: missão Canudos”, irá retratar o conflito (1896 a 1897) entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro. Porém, o protagonista não é um combatente, mas sim um pesquisador vindo do futuro, que se vê dentro do campo de batalha a fim de registrar o acontecimento. Curioso e sem compromisso com nenhum dos lados, ele resgatará aspectos tanto do lado militar quanto dos opositores, reescrevendo a história.

Embasado pelo conceito dos Jogos Sérios (formatos que trazem à tona assuntos de interesse amplo, podendo até ser de cunho social), a proposta do grupo é fazer um jogo que ensine de forma lúdica o fato histórico. “O nosso diferencial será permitir a interatividade e imersão. No comando do Historiador, o aluno irá coletar informações, escutar conversas, interagir com objetos, enfim, vivenciar o conflito”, ressaltou Éwerton Cercal, estudante de Ciência da Computação, que faz parte do grupo de desenvolvedores.

A base histórica que permeará o roteiro do jogo virá do livro “Os Sertões”, do jornalista Euclides da Cunha, além de seus escritos divulgados no jornal O Estado de São Paulo, quando na época o escritor presenciou parte desta guerra como correspondente do veículo. Neste sentido o projeto desenvolvido pelo Navi também trata-se de um Newsgame, ou seja, jogo que retrata acontecimentos, atuais ou não, difundidos na mídia jornalística.

Embora migre para o cenário e interaja com o ambiente, o personagem principal é um pesquisador que volta no tempo com a tarefa de compreender a história humana, porém sem alterar os acontecimentos propostos em “Os Sertões”. No entanto, o jogador poderá tirar suas próprias conclusões sobre o conflito, por conhecer os dois lados combatentes.

Para progredir no jogo o usuário terá que coletar informações dos exércitos, preencher formulários com os achados além de receber recompensas por tarefas bem sucedidas. “Isto fará com que o aluno assimile o conteúdo ali retratado, e somente passará de fase e receberá recompensas se responder corretamente aos questionamentos”, destacou Éwerton.

Programadores, game designers, modeladores e roteirista integram a equipe, formada por estudantes de três instituições e apoiada também por profissionais de outras áreas como professores de história que auxiliam para que o desenvolvimento do enredo esteja de acordo com os registros históricos do conflito. Ao todo, 12 pessoas trabalham diretamente com o projeto.

Por ser um projeto extracurricular o jogo ainda está em início de desenvolvimento, porém já tem a parte conceitual estruturada além dos avanços no roteiro, modelagens e personagens. A mecânica e ferramentas técnicas também estão definidas: a modelagem, texturização e animação 3D será feita na plataforma Blender. Já o motor que rodará o jogo nos computadores será desenvolvido no Unreal Development Kit (UDK).

“A princípio queríamos fazer um jogo on-line, com acesso pelo navegador. Mas devido a questões de segurança e outros problemas que poderiam surgir optamos por criar o jogo nessa plataforma e instalá-lo posteriormente nos computadores”, explicou Éwerton.
Ele destacou que a meta é finalizar o tutorial do jogo até a segunda quinzena de dezembro e desta forma testar as configurações de movimento e mecânica. Feito isso e já com a programação traçada, o próximo passo será criar a versão beta com a primeira fase do jogo. Esta deverá ficar pronta no início de 2013 e será testada com as turmas do ensino fundamental da Escola Celso Ramos.

“O início é a parte mais complicada, após os primeiros testes práticos na escola teremos um feedback do projeto e saberemos onde aprimorar. Com a parte técnica estruturada o trabalho tende a ficar mais rápido”, espera Éwerton  ressaltando que a partir de então o foco será na construção do enredo das próximas fases, até o conflito ser totalmente retratado no jogo.

Projetos inovadores serão premiados na Udesc Joinville

Casa controlada por Iphone, leitura em Braille com auxílio de Bluetooth e acionamento de aparelhos domésticos via internet. Estes são os três projetos finalistas do Prêmio Universitário Inovador, uma competição interna promovida pela Udesc Joinville para incentivar a inovação entre os estudantes.

Os projetos estarão em exposição, nesta quinta-feira (25) das 15h às 17h no hall do bloco E do campus da universidade. Eles serão avaliados por uma comissão técnica e a premiação acontecerá às 18h no auditório do mesmo bloco. O primeiro lugar receberá R$ 4 mil, o segundo, R$ 2 mil, e o terceiro colocado, R$ 1 mil.

O Prêmio integra a Semana da Inovação Tecnológica que prossegue até esta sexta-feira (26) com a realização de palestras e minicursos gratuitos sobre empreendedorismo e inovação. O evento é uma realização do Núcleo Estudantil de Inovação Tecnológica com o patrocínio das empresas Embraco, Whirpool e Bühler e apoio da Aiesec e Grupo PET / Udesc.

“É uma competição motivadora, pois nos incentiva a colocar em prática as nossas ideias e dar visibilidade a elas”, ressaltou Ronny Knock, estudante de engenharia elétrica que participa do projeto “Domótica: Controle sua casa”. O estudante de Engenharia Elétrica, Dimas Rafael Broering, compartilha da mesma ideia. “É uma excelente iniciativa da universidade pois fomenta a inovação e o espírito empreendedor”, ressaltou. Conheça os projetos que concorrem ao Prêmio Universitário Inovador:

Conversor texto/Braille para dispositivo móveis via Bluetooth
A proposta é auxiliar os deficientes visuais na leitura por meio do método Braille. Uma das grandes dificuldades deste público é o alto custo dos equipamentos, como impressoras que imprimem na linguagem. O projeto dos estudantes de Engenharia Elétrica, Guilherme Michels e Lucas Vinícius Souza, visa suprir exatamente esta carência.

Em uma espécie de caixa, seis pequenos eixos demarcam os pontos padrões da linguagem Braille. O deficiente posiciona o dedo sobre esses eixos e, pela conexão Bluetooth, podem ser enviados para este equipamento textos digitalizados. Em uma distância de até 30 metros, o sistema fará a leitura do material enviado e converterá as letras em sinais Braille, dessa forma o usuário irá, literalmente, sentir na pele o que está escrito.

De acordo com os estudantes, o preço de custo do equipamento deve sair em média R$ 200,00. “Há uma grande aplicabilidade. Ele pode auxiliar, por exemplo, professores que dão aulas para deficientes”, explicou Guilherme.

Domotic Center: sua casa inteligente
Eletrodomésticos, interruptores e até sistema de alarmes controlados pelo celular. Esta é a proposta do protótipo construído pelos estudantes Elias Mazzocio (Ciência da Computação), Dimas Rafael Broering (Engenharia Elétrica) e Giorgio Grotto (Administração – Esag). Dentro dos pilares de conforto, segurança e sustentabilidade o equipamento consiste em um módulo principal (que armazena as programações) um servidor (para onde as programações são enviadas via rádio frequência – Wireless e 3G) e um dispositivo móvel (celular com sistema Android, por exemplo).

Após tudo programado, apenas com o celular, o usuário poderá controlar vários equipamentos da casa como lâmpadas, eletrônicos e até sistemas de alarme, investindo cerca de R$ 500,00 por ambiente. “Nossa ideia é fornecer uma automação residencial com custos bem abaixo do mercado, além de que nosso sistema não comprometerá as instalações já existentes”, explicou Elias ressaltando que mesmo uma casa já construída poderá aderir à novidade, visto que o sistema não requer instalações complexas.

No âmbito da sustentabilidade, o projeto visa reduzir os gastos com energia elétrica, de forma que sensores ligarão os equipamentos apenas quando pessoas estiverem no local. “Colocando todos os controles da casa em um único aparelho, eliminaremos a necessidade do stand-by nos equipamentos eletrônicos, reduzindo as despesas”, reforçou Dimas.

Os garotos já instalaram o protótipo em alguns locais e até o fim do ano pretendem testá-lo em dez residências, de forma a terem um feedback e prosseguir avançando no projeto.

Domótica: Controle sua casa
Semelhante ao projeto anterior, a invenção dos estudantes de Engenharia Elétrica, Ronny Knoch, Adriano Pires e Emiliano Veiga (mestrando), possibilitará que o usuário controle os equipamentos da casa on-line com o diferencial do sistema “plug an play”. A base também é um servidor, um módulo de rádio frequência e um dispositivo móvel para acionar. No entanto, com uma simples programação, a pessoa poderá reorganizar o ambiente e, automaticamente, o sistema irá identificar essa alteração.

“Com nosso sistema o usuário terá visão de toda planta baixa da casa, podendo inserir ou deslocar seus equipamentos e instalá-los facilmente em outro local, sem prejudicar o acionamento por dispositivo remoto”, explicou Ronny. Como se tratam de projetos em amadurecimento não existe ainda uma projeção exata em relação aos valores. Estima-se que com investimento de aproximadamente R$1000,00, os estudantes possam oferecer aos interessados os equipamentos básicos e a manutenção. À medida que o usuário veja uma nova necessidade e queira criar novos sensores, por exemplo, eles também disponibilizarão estes serviços.

Clonagem de pele salva menina que teve 80% do corpo queimado

A sul-africana Pippie Kruger, de apenas três anos, já estava a ponto de ser desenganada, quando foi submetida a uma cirurgia inédita na África. A menina, que teve 80% do corpo queimado durante um incêndio ocorrido em sua casa, sobreviveu ao ter a pele removida e, posteriormente, reconstituída.

Durante o procedimento, feito pela primeira vez na África do Sul e no continente africano, dois pequenos pedaços da pele de Pippie, que não haviam sido afetados pelo fogo, foram retirados e clonados em um laboratório dos Estados Unidos. Hoje, após cinco paradas cardiorrespiratórias e 45 cirurgias plásticas, Pippie está de volta ao convívio familiar. Os médicos ficaram surpresos com a recuperação da menina.

“Trata-se de uma criança completamente diferente do que vimos quando chegou aqui. Às vezes, é difícil acreditar que é a mesma menina que quase perdemos”, disse o cirurgião plástico Ridwan Mia, responsável pelo procedimento. Após meses no hospital, a próxima etapa na vida de Pippie é recobrar a força dos músculos com a ajuda de um fisioterapeuta.

O tratamento de Pippie é visto como modelo em um país onde mais de 15 mil crianças são vítimas de incêndios todos os anos. “É fantástico. Todas as vezes que me sinto para baixo ou solitária, eu recebo a mensagem de alguém que diz ter se inspirado no caso da minha filha”, afirmou a mãe da menina, Anice Kruger.

Da BBC Brasil

Dilma: país precisa erradicar a pobreza e produzir ciência e tecnologia

Ao comentar o Programa Tecnologia da Informação Maior, lançado no dia 20 de agosto, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que o desafio do país é erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, produzir ciência e tecnologia, agregando valor à produção. “Esse é o caminho para o Brasil chegar à economia do conhecimento e se encaminhar cada vez mais para ser uma grande nação”, ressaltou.

No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a previsão de investimentos chega a R$ 500 milhões voltados para o estímulo ao desenvolvimento e à produção de softwares no país. Segundo Dilma, o Brasil conta com quase 9 mil empresas que desenvolvem softwares, mas o objetivo do governo é ampliar esse número.

“Por isso, vamos investir nas pequenas empresas de tecnologia, que geram muitos empregos – principalmente contando com jovens que têm uma imensa capacidade de criar. Uma das medidas mais importantes desse programa é que nós vamos oferecer cursos para 50 mil trabalhadores do setor de tecnologia da informação.”

A presidenta também destacou medidas lançadas dentro do programa de política industrial Brasil Maior para fortalecer e ampliar a indústria de tecnologia da informação. Uma das ações trata da redução do valor que as empresas de softwares e de tecnologia da informação pagam à Previdência (desoneração da folha de pagamento).

“Ela é importante porque reduz o custo do trabalho e aumenta a competitividade das empresas”, disse. “Nós também reduzimos os impostos para as empresas que queiram produzir semicondutores e tablets no Brasil”, completou.

Dilma comentou ainda os resultados da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ocorrida na semana passada no Rio de Janeiro. Ao todo, mais de 18 milhões de alunos de 44 mil escolas públicas de todo o país participaram da competição – 500 deles foram premiados.

“A matemática é o primeiro passo para o desenvolvimento científico e para a inovação tecnológica, porque é a base de todas as ciências e é fundamental para o aprendizado das engenharias, da física, da tecnologia da informação, da ciência dos computadores, por exemplo. A matemática ajuda a despertar o interesse dos nossos jovens pela ciência e pelo conhecimento.”

Da Ag. Brasil

Udesc Joinville avança no setor de pesquisa

Nos últimos 10 anos, a produção científica na Udesc Joinville aumentou cerca de 1000%. Conforme o Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Luiz Coelho, de apenas um artigo publicado em 1995, o número passou para 232 em 2011. Evolução também no número de cursos strictu-senso. De 1995 a 2011, o aumento foi de 700%. Nota-se também um rápido crescimento nos últimos cinco anos.

Atualmente, existem seis mestrados e um doutorado. Além disso, mais dois cursos de pós-graduação (Mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas e Doutorado em Engenharia Elétrica) já foram aprovados no Conselho Universitário e aguardam apenas a aprovação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Se aprovados, iniciam as atividades em 2013.

“A médio e longo prazo caminhamos na Udesc Joinville para termos um curso de pós-graduação ligado a cada curso de graduação, certamente isto é um processo de construção, e quando atingido temos convicção que estaremos próximos de um ideal de Universidade. Costumo dizer que em 10 anos, isto pode ser realidade aqui na Udesc Joinville.”, prevê Coelho.

Somando-se os alunos regulares e os especiais tem-se quase 200 alunos matriculados na pós-graduação strictu-senso no CCT. Certamente assim que o mestrado de Engenharia Mecânica e o de Ciências da Computação atingirem um maior tempo de funcionamento este número irá crescer. Pode-se dizer, em perspectiva, que brevemente teremos uma relação de um aluno pós strictu-sensu para cada 10 alunos de graduação, em alguns anos. Ressalta-se que ainda temos a perspectiva de abertura de diversos cursos de pós-graduação no CCT-UDESC. Num horizonte de 10 anos, se cada curso de graduação tiver um mestrado e doutorado, a relação acima pode ter maior valor numérico.

Em relação a quantidade de mestres formados pela Udesc Joinville, novamente, se analisarmos em perspectiva estes números, teremos em alguns anos uma relação de um mestre ou doutor formado para 6 alunos de graduação formados por ano. Em ambos os casos, tanto no crescimento de cursos de mestrado/doutorado como no número de formandos na pós, a Udesc tem tido papel proativo por meio de seus programas de capacitação de docentes, programas de bolsas institucionais e mais recentemente através de investimentos em infraestrutura.

Segundo Luiz Coelho, a Pós-Graduação cresceu cerca de 100% na Udesc Joinville nos últimos quatro anos, quando na região Sul cresceu em torno de 20%. Só em 2011, a Udesc Joinville formou 40 mestres, número bastante significativo se comparado ao registrado em 1998, que foi de apenas dois. De lá pra cá, o crescimento vem sendo gradativo. “Pode-se dizer que nosso papel na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação está sendo muito bem conduzido. Em parceria com outras Instituições da região iniciamos as atividades do Inovaparq em 2010, onde a iniciativa privada, academia e Estado estão presentes, formando o que os especialistas chamam de tríplice hélice da Inovação.

Temos cada vez mais interagido com o setor produtivo/estatal e agência de fomentos através de prestações de serviços e projetos de grande aporte fincanceiro (FAPESC, FINEP, CNPq, CAPES, ELETROSUL, CELESC, AEB, WEG entre outros), e nosso Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) está cada vez mais estruturado para o futuro que se desenha.”, analisa Coelho.

Adesivo inspirado nos pés das lagartixas é realidade

Depois de anos de pesquisas, a promessa de um super adesivo inspirado nos pés das lagartixas parece ter finalmente se cumprido. O produto foi batizado de GeckSkin, uma união dos termos gecko(lagartixa) e skin (pele). O protótipo do material é capaz de sustentar mais de 300 quilogramas em um vidro liso, pode ser retirado com um puxão na direção adequada, sem deixar qualquer vestígio, e pode ser reaplicado inúmeras vezes.

Adesivo seco reversível
A alta capacidade, a reversibilidade e o fato de operar inteiramente a seco, transformam o super adesivo em uma opção para a fixação de aparelhos de TV ou monitores de computador nas paredes, afirmam os pesquisadores, de olho em um nicho de mercado.

Mas a verdade é que o adesivo seco e super forte poderá ser utilizado em uma gama virtualmente inumerável de situações.

“Nosso protótipo da Geckskin tem cerca de dez centímetros quadrados e conseguiu manter até 317 quilogramas presos a uma superfície de vidro liso,” disse Alfred Crosby, membro da equipe. A capacidade do adesivo medida no experimento foi de (29.5 N cm-2).

Outra vantagem incomparável do novo adesivo é que ele pode ser retirado com um leve puxão, e ser reaplicado e retirado tantas vezes quantas sejam necessárias, sem deixar nenhum resíduo – exatamente como os pés das lagartixas.

Complexidade de lagartixa
Tentativas anteriores de reproduzir artificialmente a enorme capacidade adesiva dos pés das lagartixas baseavam-se nos pêlos microscópicos, que grudam com base nas forças de van der Waals. Mas ninguém teve sucesso até agora em reproduzir essas estruturas em larga escala.

Crosby e seus colegas afirmam que os pêlos não são necessários para explicar o poder de adesão dos pés das lagartixas. Segundo eles, é necessário levar em conta a complexidade do pé inteiro da lagartixa, o que inclui tendões, ossos e pele, que trabalham em conjunto para gerar a adesão reversível.

“É um conceito que não foi levado em conta em outras pesquisas e estratégias de projeto, um conceito que vai abrir novas avenidas de pesquisa na adesão reversível,” disse Crosby.

Biomimetismo
O protótipo consiste em um adesivo integrado com uma espécie de almofada, simulando a parte mole do pé da lagartixa, tudo sobre um tecido firme, que permite que o adesivo seja forçado sobre a superfície, para maximizar o contato.

Além disso, como no pé do animal, essa pele artificial de lagartixa é tecida em um tendão sintético, “um desenho que desempenha um papel crucial na manutenção da firmeza e da liberdade rotacional,” escrevem os cientistas.

Do site Inovação Tecnológica

Negros recebem quase 40% menos por hora de trabalho do que demais camadas da população

Os negros – parcela da população que inclui pretos e pardos – recebem por hora, em média, 60,4% do pago às demais camadas populacionais. Essa é uma das conclusões do estudo divulgado hoje (17) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A pesquisa Negros no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de São Paulo mostra que um negro ganha, em média, R$ 5,81 por hora trabalhada, contra R$ 9,62 pagos a outros trabalhadores.

O principal motivo dessa desigualdade, segundo o estudo, é que a inserção dos negros no mercado de trabalho ocorre principalmente nas ocupações menos especializadas e pior remuneradas. Em 2010, 10,8% da população negra economicamente ativa trabalhavam como empregados domésticos. Entre a população que se declara branca e amarela, essa proporção é 5,7%.

Na construção civil, estavam empregados 8,8% dos negros inseridos no mercado de trabalho e 5% dos não negros. Segundo o estudo, esses setores são exatamente aqueles em que predominam postos de trabalho com menos exigências de qualificação profissional, menor remuneração e relações de trabalho mais precárias. “Por isso, menos valorizados socialmente”.

O serviço público absorve uma proporção maior de ocupados não negros (8,4%) do que de negros (6,2%). O fato de ser uma carreira que requer a aprovação em concurso público mostra, de acordo com a pesquisa, a falta de acesso dos negros ao ensino de qualidade.

A diferença também é grande no grupo que incluiu desde profissionais autônomos de nível universitário até donos de negócios familiares. O percentual de negros ocupados nessas atividades é 3,9%, contra 9% entre os não negros. “Dispor de riqueza acumulada que permita montar um negócio ou ter nível superior de escolaridade provavelmente são os fatores que explicam a exclusão de grande parte dos negros.”

Novo método para tratamento de diabetes pode ter sido descoberto

Um novo tratamento para o diabetes pode ter sido encontrado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que encontraram um mecanismo molecular responsável por fazer o número de celulas produtoras de insulina diminuir conforme a pessoa vai envelhecendo. Alterando esse funcionamento, os pesquisadores esperam poder solucionar o problema da falta da substância em pessoas que tem diabetes.

Por enquanto os testes só foram realizados em camundongos, mas de acordo com os cientistas o mecanismo descoberto existe tanto nos roedores quanto nos humanos. O professor da universidade, Seung Kim, e autor principal do artigo da pesquisa divulgada, acredita que poderá ser desenvolvido esse novo tratamento. A insulina é responsável por permitir a entrada de glicose (açúcar) nas células para que seja gerada a energia no corpo.

SRDZ

Brasileiros acreditam que a cor da pele influencia no mercado de trabalho

A maioria dos brasileiros acredita que a raça exerce influência na vida das pessoas, principalmente em relação ao mercado de trabalho, conforme pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (22/07). Um estudo com dados regionais da subseção Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Químicos do ABC exemplifica um pouco deste cenário.

A “Pesquisa das características étnico-raciais da população: um estudo das categorias de classificação de cor ou raça” foi realizada em 2008, em 15 mil domicílios dos Estados do Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. O IBGE adotou as seguintes categorias de classificação de raça: branca, preta, parda, amarela e indígena, além de morena e negra.

De acordo com o resultado, 63,7% dos entrevistados avaliaram que a cor ou raça influencia em suas vidas, principalmente entre os pesquisados do Distrito Federal (77%) e São Paulo (65,4%). Em todos os Estados, por sinal, mulheres e pessoas, entre 25 e 39 anos, se sobressaíram nessa resposta.

Entre as situações nas quais a cor ou raça têm maior influência, o trabalho aparece em primeiro lugar (71%), seguido pela relação com a polícia/justiça (68,3%), o convívio social e a escola (59,3%).

A atendente de telemarketing Juliana Arruda, 19 anos, também acredita que a cor influencia em sua vida. “Infelizmente, ainda existe muito preconceito e eu percebo que já perdi muitas oportunidades de emprego por ser negra”, disse.

Já o analista de suporte, Daniel Fonseca, 26 anos, acredita que o preconceito existe, mas não percebe a influência negativa. “Em toda entrevista de trabalho eu era praticamenteo único negro e sempre fui contratado. O preconceito está na cabeça das pessoas. E, para mim somos iguais, o preconceito existe é claro, mas, isso não me atinge de maneira positiva ou negativa”.

Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego da subseção do Dieese do Sindicato dos Químicos do ABC e da Fundação SEADE baseada na última década na Região do ABCD ajudam a ilustrar o cenário do mercado de trabalho na Região, aonde o trabalhador negro ainda recebe menos.

‘Este estudo demonstra que há desigualdade de remuneração. Os trabalhadores negros recebem, em média, R$ 1.024, ou apenas 63% do que recebem os trabalhadores não-negros na Região. Esta desigualdade era pior no início da década, negros recebiam, em média, apenas 58% da remuneração média de não-negros.’

ABCDMAIOR