Coronavírus – Vacina da pólio será testada para o Covid-19 em SC

Um grupo de médicos e professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário de Florianópolis pretende avaliar o uso da vacina contra poliomielite para prevenção e redução dos sintomas da Covid-19. Os testes começam já em junho com 300 profissionais da saúde da Grande Florianópolis. Até agora, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) é a única financiadora do projeto ao destinar quase R$ 100 mil via edital de fomento.

Segundo o coordenador do estudo, o médico e professor Edison Fedrizzi, o objetivo é encontrar uma solução emergencial para a doença, já que uma vacina específica para a Covid-19 pode demorar mais de um ano para ser desenvolvida. A ideia inicial da equipe foi mapear entre as imunizações já conhecidas alguma que pudesse ajudar no combate à doença. “Nessa avaliação, o que nós observamos é que há vacinas no mercado que podem nos dar proteção por certo tempo, criando uma barreira protetora nas vias respiratórias”, explica.

Entre as vacinas encontradas com esse perfil estão a BCG, a do sarampo e a da poliomielite. Todas têm em comum o uso de micro-organismos vivos, de forma atenuada, para que o corpo possa reagir e criar imunidade. Estudos com a BCG já foram registrados nos Estados Unidos para avaliar o impacto contra o novo coronavírus e a Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza testes com a do sarampo. Mas, conforme Fedrizzi, ainda não há nenhuma pesquisa em andamento envolvendo a imunização contra a poliomielite.

Como funciona a pesquisa
Os profissionais da saúde foram escolhidos como público-alvo nesta primeira fase por causa da exposição do grupo à contaminação. Inicialmente, serão acompanhados 300 voluntários. Metade receberá a vacina e a outra, um placebo. A partir daí, cada um deles será testado periodicamente para saber quem pegou a doença e como foram os sintomas. Para isso, serão realizados dois tipos de testes: o rápido para confirmar a contaminação e o sorológico para saber se houve produção de anticorpos.

Os trabalhos serão realizados no Centro de Pesquisa do Hospital Universitário de Florianópolis e devem se estender ao longo de 2020. Mas a expectativa é divulgar os primeiros dados em três ou quatro meses.  Já em seis meses será possível ter um resultado final.

Segundo Fedrizzi, o objetivo agora é confirmar se a vacina será capaz de garantir imunidade inata, prevenindo a contaminação contra a Covid-19 pelo período de quatro a 10 semanas após a imunização. Em seguida, teria o efeito de estimular a produção de anticorpos, capazes de reduzir os sintomas da doença. “Por enquanto, são hipóteses muito bem embasadas. Agora vem a verificação”, esclarece o médico.

Financiamento
O estudo contará com quase R$ 100 mil aprovados em edital de combate à Covid-19, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). Na mesma chamada, foram selecionados outros quatro projetos envolvendo a ativação de um novo laboratório para realização de testes na Serra catarinense, a criação de um teste rápido com resultados mais seguros, o desenvolvimento de um sistema de telemedicina e o mapeamento do genoma do vírus e a propagação em Santa Catarina, totalizando quase R$ 500 mil em investimento.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o Governo do Estado tem direcionado um grande esforço no enfrentamento à Covid-19, especialmente em ações ligadas à Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). “A fundação tem buscado no ecossistema de CTI propostas capazes de auxiliar nesse momento difícil. Temos desafiado pesquisadores e empreendedores e, sem surpresa, temos recebido excelentes propostas”, explica.

O resultado do edital 06/2020 da Fapesc para pesquisas no combate à pandemia e seus efeitos pode ser conferido diretamente no site da fundação www.fapesc.sc.gov.br. Lá também estão disponíveis as empresas selecionadas na chamada pública 07/2020 com soluções de aplicação imediata contra o novo coronavírus.

Balneário Camboriú quer medir a intenção de viagem dos turistas ainda em 2020

A Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú (Sectur) lançou nessa terça-feira (12) uma pesquisa eletrônica com intuito de conhecer a intenção de viagem dos turistas, após a regularização de viagens por conta da pandemia. “Como o primeiro destino turístico do Estado a lançar, o foco é dar o suporte para a tomada de decisões da secretaria e do trade turístico da cidade.” conta o secretário de Turismo Valdir Walendowsky. 

A pesquisa pretende medir a intensidade das viagens assim que forem liberadas, bem como as novas rotinas adotadas pelos turistas quanto às medidas preventivas. Para a secretaria, todas as informações repassadas ajudarão na ação de retomada do turismo na cidade.

Os turistas irão responder perguntas como: quando desejam voltar a Balneário Camboriú; quais os critérios de segurança importantes para poderem retornar à cidade; período que ficará na cidade assim que vier; entre outros pontos importantes. A pesquisa já pode ser acessada por meio deste link.

Setor do Turismo em SC aposta em retomada somente em 2021, mostra pesquisa da Santur

Como uma das atividades econômicas mais importantes do estado, a retomada do turismo é esperada, por parte do empresariado catarinense, para o 2021. É o que aponta a pesquisa da Agência de Desenvolvimento do Turismo (Santur), realizada no mês de abril com mais de 800 empresas e entidades de classe. De acordo com os dados levantados, 24% dos entrevistados acreditam quanto a uma retomada mais intensa das atividades do Turismo ainda em 2020, embora na opinião da maioria (52%) a recuperação dos negócios deve ocorrer com mais força só no próximo ano.

A pesquisa, direcionada a empresários do setor em todas as regiões catarinenses, foi desenvolvida para mensurar os impactos da pandemia da Covid-19 no turismo, com informações colhidas entre 15 e 20 de abril de 2020. Para o presidente da Santur, Leandro Mané Ferrari, a relevância desse trabalho está justamente nos dados que irão auxiliar a Santur a nortear ações, de forma conjunta com o trade, para a retomada das atividades turísticas no estado.

– Teremos mais detalhes sobre os impactos causados pelo coronavírus no turismo. As respostas colhidas junto ao trade nos trazem informações para que possamos ser mais assertivos nas ações que estão sendo tomadas em conjunto com o Conselho Estadual de Turismo (CET) e com o trade das diferentes regiões de Santa Catarina – destacou Mane Ferrari.

Participantes e dados da pesquisa
Participaram do estudo, coordenado pela Diretoria de Estudos e Inovação/Santur com apoio da Rede Brasileira de Observatórios do Turismo, empresas de diferentes portes e segmentos. Por meio de um formulário eletrônico foram levantadas informações como tempo de atuação, volume de atendimento, preços praticados, número de funcionários e quais medidas as empresas vêm tomando para minimizar o impacto gerado pela pandemia.

Responderam o formulário 866 empresas com registro no Cadastur (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos) e entidades de classe de diferentes segmentos, como meios de hospedagem, agências de viagens, alimentação, transporte, eventos e empreendimentos de lazer. Metade são microempresas e 23% são microempreendedores individuais (MEI).

Pelo tempo de atuação no mercado, 44% dos participantes têm mais de 10 anos, 27% têm entre 4 e 10 anos e 29% têm menos de três anos de existência. Maduras, consolidadas ou recentes, a maioria sofreu algum impacto com as medidas de isolamento necessárias para diminuir a velocidade de contágio do coronavírus. 

Com a redução de atividades em virtude da pandemia, 35% declararam ter capital de giro suficiente para se sustentar por até dois meses, 31% pelo prazo de um mês e 21%, até quatro meses. Apenas 1% dos participantes avaliaram que a pandemia não impactou o negócio.

Entre outras questões analisadas, o estudo também buscou saber quais as principais medidas foram ou poderão ser adotadas pelos empresários para mitigar prejuízos decorrentes da Covid-19. Nesse quesito, foram destacadas a renegociação de despesas fixas, o financiamento e/ou empréstimo bancário, o adiamento de investimentos e de novos projetos e a remarcação e/ou adiamento de serviços.

Covid-19 – Instituto Americano de Física repercute estudo da Udesc Joinville (SC)

Um artigo científico sobre a evolução da Covid-19, produzido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Joinville em conjunto com outras duas universidades, foi divulgado pelo Instituto Americano de Física. O estudo, publicado na Revista Chaos: An Interdisciplinary Journal of Nonlinear Science; baseia-se em números reais, obtidos até 27 de março, no Brasil, Japão, Estados Unidos, na China, França, Alemanha, Itália, Coréia do Sul e Espanha.

“Decidimos usar nossa experiência para realizar análises numéricas extensas usando a série em tempo real dos casos cumulativos confirmados de Covid-19, a fim de procurar respostas sobre a disseminação desse patógeno”, explicou o professor da Udesc Joinville, Cesar Manchein.

Segundo o artigo, medidas de quarentena mais suaves são ineficientes em achatar curvas em comparação com diretrizes de isolamento mais rígidas. “Nossos resultados mostram que uma estratégia eficiente para evitar o aumento do número de indivíduos infectados por coronavírus combina duas ações: um alto nível de distância social e um número significativo de testes para identificar e isolar indivíduos assintomáticos. A combinação das duas ações é, essencialmente, a estratégia usada na Coréia do Sul”, disse à publicação, o coautor do estudo, professor Rafael da Silva, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Também participam da pesquisa o doutorando Eduardo Brugnago e o professor Marcus Beims, da UFPR; e o professor Carlos Mendes, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os pesquisadores planejam continuar aplicando dados reais para aperfeiçoar o estudo.

Celesc anuncia investimentos de R$ 1,2 bi em 2020

Nesta segunda-feira (03), o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, apresentou o orçamento previsto para investimentos e custeio da Companhia em 2020, que soma R$ 1,2 bilhão. O dinheiro será aplicado em investimentos nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, além do custeio das atividades operacionais e de apoio, de projetos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e Eficiência Energética.

“A aplicação dos recursos foi planejada de forma estratégica para atender o crescimento do mercado na área de concessão da Celesc, manter e melhorar os serviços e indicadores da Empresa. Para isso, cerca de R$ 354 milhões serão destinados à compra de materiais e à contratação de serviços, enquanto R$ 833 milhões do capital serão destinados à construção, ampliação e modernização de subestações (no Sistema de Alta Tensão) e ampliação e melhorias nas redes dos sistemas de Média e Baixa Tensão. Também daremos continuidade ao Programa Celesc Rural — que substitui redes monofásicas por redes trifásicas e instala cabos protegidos, com benefício direto aos produtores catarinenses, responsáveis por cerca de 30% do PIB estadual”, conta o presidente da Celesc.

Ainda dentro do montante destinado a investimentos no sistema em todo o estado, R$ 529 milhões são referentes a recursos próprios e de mercado, e R$ 304,2 milhões provém de empréstimo firmado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aplicados na ampliação, operação, modernização e manutenção do sistema elétrico, conforme previsão a seguir:

·         R$ 140,3 milhões no sistema de alta tensão (construção, ampliação e modernização de subestações + implantação de Linhas de Distribuição);

·         R$ 288,5 milhões no sistema de média e baixa tensão (construção de alimentadores e extensão de redes, incluindo R$ 51 milhões destinados ao programa Celesc Rural);

·         R$ 152 milhões em máquinas e equipamentos para medição e manutenção do sistema elétrico;

·         R$ 80,8 milhões em Geração e Novos Negócios (obras de ampliação do parque de geração própria, parceria para novos negócios);

·         R$ 107,4 milhões na expansão comercial (ligação de novas unidades consumidoras, aquisição de medidores e walk-by para medição à distância);

·         R$ 64,3 milhões para suporte da operação (TI, frota de veículos, edificações, itens de segurança).

Os investimentos no sistema de distribuição incluem, entre outras ações, a ampliação do parque gerador da Empresa, em iniciativas como o aumento da potência instalada na usina Celso Ramos, no município de Faxinal dos Guedes, que passará de 5,6 MW para 13,9 MW. A obra, em andamento, está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2021. Também estão sendo desenvolvidos, em fase inicial, os projetos de ampliação da usina Salto Weissbach, em Blumenau, da usina Maruim, em São José, e da Usina Salto Caveiras, em Lages.

Parte dos recursos será destinada à conclusão de quatro novas subestações, ampliação de 17 subestações e instalação de cerca de 1500 km de rede do Programa Celesc Rural. “Do orçamento previsto para o ano, R$ 42 milhões também serão investidos em projetos inovadores como os desenvolvidos pelas áreas de Pesquisa & Desenvolvimento e Eficiência Energética, que buscam promover fontes alternativas de energia elétrica”, afirma Cleicio.

Entre eles estão propostas aprovadas em Chamadas Púbicas, como as de Iluminação Pública Eficiente e as voltadas à área de Robótica; programas como o Bônus Eficiente, o Energia do Bem, o Banho de Energia e o Sou Legal, Tô Ligado; ampliação da rede de eletropostos para melhorar a mobilidade elétrica no estado; e treinamento e capacitação de profissionais utilizando Realidade Virtual.

Conheça abaixo os recursos previstos para cada região:

Núcleo Grande Capital – Florianópolis e região: R$ 80 milhões

– Destaque para a conclusão da Subestação Palhoça Caminho Novo, além da ampliação na capacidade das subestações Biguaçu e Ilha Sul (em Florianópolis) e de melhorias na Subestação Tijucas;

– Celesc Rural: Transformação de redes monofásicas para redes trifásicas.

Núcleo Alto Vale – região de Blumenau e Rio do Sul: 100 milhões

– Destaque para a ampliação da capacidade das subestações Blumenau Garcia, Blumenau Bairro da Velha e Ituporanga;

– Celesc Rural: Transformação de redes monofásicas para redes trifásicas e instalação de cabos protegidos.

Núcleo Norte – Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Mafra e região: 119 milhões

– Destaque para a ampliação da capacidade das subestações Mafra e Jaraguá do Sul Rio da Luz, e de melhorias na Subestação Joinville I;

– Celesc Rural: Transformação de redes monofásicas para redes trifásicas e instalação de cabos protegidos.

Núcleo Planalto – Lages e região: 57 milhões

-Destaque para a ampliação da capacidade da Subestação São Joaquim;

– Celesc Rural: Transformações de redes monofásicas para redes trifásicas.

Núcleo Meio Oeste – Joaçaba, Videira e região: 53 milhões

– Destaque para a ampliação da capacidade da Subestação Capinzal;

– Celesc Rural: Transformações de redes monofásicas para redes trifásicas.

Núcleo Sul – Criciúma, Tubarão e região: 37 milhões

– Destaque para a construção da Subestação Capivari de Baixo e ampliação da capacidade das subestações Laguna, Içara e de melhorias na Subestação Sombrio;

– Celesc Rural: Transformações de redes monofásicas para redes trifásicas.

Núcleo Leste – Itajaí e região: 59 milhões

– Destaque para o início das obras de construção das subestações Itajaí Salseiros II e ampliação da capacidade da Subestação Camboriú e de melhorias na Subestação Piçarras.

Núcleo Oeste – Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia e região: 74 milhões

– Destaque para a construção da Subestação Chapecó III – Santo Antônio e para a ampliação da Subestação São José dos Cedros;

– Celesc Rural: Transformações de redes monofásicas para redes trifásicas

Comércio – Confiança dos empresários do setor cresce 2,2%

PalavraLivre-confianca-empresarios-comercioO Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 2,2% na passagem de janeiro para fevereiro. É a segunda alta consecutiva do indicador ajustado sazonalmente, isto é, que leva em consideração as variações características de cada mês do ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec chegou a 80,2 pontos.

Apesar da alta na comparação mensal, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio continua em queda ao apresentar um recuo de 19,9% em relação a janeiro de 2015.

A avaliação de empresários é feita em uma escala de zero a 200 pontos, onde a pontuação abaixo de 100 pontos é considerada de pessimismo.

A alta mensal foi influenciada principalmente pela opinião dos empresários em relação ao momento atual, que melhorou 16,3%. Eles estão mais confiantes em relação ao desempenho da economia (35,7%), ao comércio (20,3%) e ao próprio negócio (9,5%).

As avaliações sobre investimentos também melhoraram em relação a janeiro (1,4%). Os entrevistados pretendem investir mais nas empresas (8,3%) e consideram mais adequados seus estoques (2,1%). Apesar disso, eles pretendem investir menos na contratação de funcionários (3,8%).

Os empresários estão menos otimistas em relação ao futuro do que estavam em janeiro (-0,7%), devido ao pessimismo em relação ao comércio (-1%) e ao seu próprio negócio (-1,6%). Mas eles melhoraram em 0,9% a expectativa em relação à situação da economia nos próximos meses.

Com informações do Correio do Brasil

Brics libera R$ 24 milhões para financiar projetos de pesquisa

PalavraLivre-financiamento-bricsOs países do Brics firmaram acordo para que seja criado um fundo de financiamento de projetos científicos conjuntos.

Os representantes do bloco (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) reuniram-se, na semana passada, em Pequim, onde ficou acertado montante de R$ 24 milhões para essas ações. Desse total, o Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão.

A primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016 e contará com a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, elogiou a decisão dos países.

“Nós queremos imprimir uma agenda muito ousada e bastante pretensiosa, uma agenda externa vigorosa do Ministério ao longo de 2016, buscando recursos no exterior, com diversos parceiros”, disse.

“Os países do Brics são parceiros privilegiados nossos, caminham em linha com a estratégia do governo brasileiro, do ponto de vista da geopolítica do País. E tivemos sorte, pois a nossa delegação está na China, reunida com representantes do Brics na área de ciência e tecnologia, e já temos uma proposta concreta de criação de um fundo de R$ 24 milhões para ser usado imediatamente em desenvolvimento de ações conjuntas em CT&I entre os países do bloco. Da nossa parte, estamos entrando com R$ 1,2 milhão”, completou Pansera.

Na capital chinesa, o CNPq foi representado pelo diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, Marcelo Morales. Ele explicou que os recursos proveniente do Brasil representam R$ 1 milhão para área de segurança cibernética e ciberdefesa e R$ 200 mil para área de prevenção e monitoramento de desastres naturais. “A reunião foi um sucesso”, avaliou.

A II Reunião de Agências de Fomento à CT&I e a I Reunião do Grupo de Trabalho sobre Financiamento à CT&I do Brics foram marcadas pela expectativa de que os editais conjuntos aprofundem a colaboração entre os países em pesquisas de excelência para o conhecimento global e para a criação de produtos e processos inovadores.

“A criação de um mecanismo dos países do Brics para o financiamento de pesquisa e inovação é um marco histórico extremamente auspicioso. A reunião na China foi um grande sucesso. A partir de agora, a ciência, a tecnologia e a inovação são elementos centrais da parceria estratégica entre nossas nações”, explica o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, Danilo Zimbres.

Por sua vez, o assessor especial do ministro Pansera, Daniel Alvão, disse que o acordo de Pequim reafirma o compromisso do governo brasileiro com CT&I para superação dos desafios.

“A estruturação do mecanismo de financiamento do setor de ciência, tecnologia e inovação do Brics é um acontecimento da maior relevância, pois reafirma a importância dada por seus países-membros à produção de conhecimentos científicos. Reafirma o compromisso do governo brasileiro e do MCTI com o incentivo à produção de ciência, tecnologia e inovação para a superação dos nossos desafios econômicos e sociais”, ressaltou.

Fonte: Portal Brasil, com informações do CNPq

Um em cada três brasileiros já comprou produtos contrabandeados

Um em cada três brasileiros admite já ter comprado produtos contrabandeados, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada hoje (25).

Ao menos 40% dos entrevistados disseram saber reconhecer um produto ilegal. O estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) ouviu 4 mil pessoas entre os dias 22 e 24 de abril.

Para 53% dos consumidores, a maior vantagem de um produto contrabandeado é o menor preço. Esse percentual chega a 76% entre aqueles que assumem ter adquirido mercadoria não legalizada. No entanto, 37% dos entrevistados não veem nenhuma vantagem na compra de itens contrabandeados.

A maioria (92%) acredita que a população deixaria de comprar produtos contrabandeados se os preços de venda legal fossem menores. Os produtos contrabandeados têm preços menores porque não pagam impostos na opinião de 89% dos consumidores.

Para 87% os valores mais baixos são possíveis porque esses itens não precisam se submeter às normas de fiscalização e 77% acreditam que os produtos têm qualidade inferior.

Com informações da EBC

Governo Dilma despenca na aprovação popular, segundo pesquisa da CNT

O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 31,3% da população segundo pesquisa divulgada, hoje (16), pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O número é inferior aos 54,2% registrados na pesquisa anterior, divulgada em junho, antes das manifestações. A avaliação negativa do governo é de 29,5% dos entrevistados.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 49,3% dos entrevistados. O dado mostra queda, em comparação a última pesquisa quando o percentual foi 73,7%. No total, 47,3% desaprovam a gestão de Dilma. Em junho, os que desaprovavam o governo eram 20,4% dos entrevistados.

A pesquisa registra que a queda na avaliação da atuação da presidenta Dilma ocorre após as manifestações públicas realizadas por todo o país “as quais foram motivadas, principalmente, por insatisfação elevada com a qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo e com a corrupção”, diz o texto.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 134 municípios de 20 estados, entre os dias 7 e 10 de julho. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

Da Ag. Brasil

Jornalismo: pesquisa de perfil do jornalista brasileiro será apresentada hoje (4/4) em Brasília

perfiljornalistaA Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lança nesta quinta-feira, 4 de abril, em entrevista coletiva à Imprensa, o relatório final da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”. A atividade será às 14h30, no Hotel Aracoara, em Brasília. O lançamento do relatório da pesquisa marca as atividades do Dia do Jornalista – 7 de abril.

A pesquisa é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor). Foi a primeira vez que se realizou uma pesquisa com jornalistas baseada num estudo prévio das dimensões da categoria – aproximadamente 145 mil profissionais – e com amostragem de todas as regiões do país.

Os resultados se baseiam em respostas de 2.731 jornalistas, de todas as unidades da federação e também dos exterior, a um questionário online. Com margem de erro inferior a 2%, foi desenvolvida com a participação voluntária dos profissionais.

Entre as características demográficas da categoria, o relatório aponta significativa expansão na presença feminina no fazer jornalístico. Segundo os dados da pesquisa, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Apesar disso, os homens são predominantes nos cargos de chefia.

Quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%), segundo os dados. Desses 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

De acordo com o levantamento, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja 24,2% são associados a entidades sindicais. Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

Estes e muitos outros dados serão apresentados aos participantes da Entrevista Coletiva, que contará com a presença de diretores da FENAJ, do FNPJ, da SBPJOR e de um dos coordenadores da pesquisa, o professor Samuel Pantoja Lima (da Universidade de Brasília, cedido ao Departamento de Jornalismo da UFSC). O relatório será publicado no livro “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”, em impressão pela Insular (Florianópolis).

O QUE: Entrevista Coletiva de lançamento nacional do relatório da pesquisa “Perfil do jornalista brasileiro”
ONDE: Hotel Aracoara (Salão Fernando Costa) – Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5, Bloco C Brasília – DF, Fone (61) 3252-5252
QUANDO: 4 de abril, quinta-feira, às 14h30

Da Fenaj