Comércio – Confiança dos empresários do setor cresce 2,2%

PalavraLivre-confianca-empresarios-comercioO Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 2,2% na passagem de janeiro para fevereiro. É a segunda alta consecutiva do indicador ajustado sazonalmente, isto é, que leva em consideração as variações características de cada mês do ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec chegou a 80,2 pontos.

Apesar da alta na comparação mensal, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio continua em queda ao apresentar um recuo de 19,9% em relação a janeiro de 2015.

A avaliação de empresários é feita em uma escala de zero a 200 pontos, onde a pontuação abaixo de 100 pontos é considerada de pessimismo.

A alta mensal foi influenciada principalmente pela opinião dos empresários em relação ao momento atual, que melhorou 16,3%. Eles estão mais confiantes em relação ao desempenho da economia (35,7%), ao comércio (20,3%) e ao próprio negócio (9,5%).

As avaliações sobre investimentos também melhoraram em relação a janeiro (1,4%). Os entrevistados pretendem investir mais nas empresas (8,3%) e consideram mais adequados seus estoques (2,1%). Apesar disso, eles pretendem investir menos na contratação de funcionários (3,8%).

Os empresários estão menos otimistas em relação ao futuro do que estavam em janeiro (-0,7%), devido ao pessimismo em relação ao comércio (-1%) e ao seu próprio negócio (-1,6%). Mas eles melhoraram em 0,9% a expectativa em relação à situação da economia nos próximos meses.

Com informações do Correio do Brasil

Brics libera R$ 24 milhões para financiar projetos de pesquisa

PalavraLivre-financiamento-bricsOs países do Brics firmaram acordo para que seja criado um fundo de financiamento de projetos científicos conjuntos.

Os representantes do bloco (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) reuniram-se, na semana passada, em Pequim, onde ficou acertado montante de R$ 24 milhões para essas ações. Desse total, o Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão.

A primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016 e contará com a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, elogiou a decisão dos países.

“Nós queremos imprimir uma agenda muito ousada e bastante pretensiosa, uma agenda externa vigorosa do Ministério ao longo de 2016, buscando recursos no exterior, com diversos parceiros”, disse.

“Os países do Brics são parceiros privilegiados nossos, caminham em linha com a estratégia do governo brasileiro, do ponto de vista da geopolítica do País. E tivemos sorte, pois a nossa delegação está na China, reunida com representantes do Brics na área de ciência e tecnologia, e já temos uma proposta concreta de criação de um fundo de R$ 24 milhões para ser usado imediatamente em desenvolvimento de ações conjuntas em CT&I entre os países do bloco. Da nossa parte, estamos entrando com R$ 1,2 milhão”, completou Pansera.

Na capital chinesa, o CNPq foi representado pelo diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, Marcelo Morales. Ele explicou que os recursos proveniente do Brasil representam R$ 1 milhão para área de segurança cibernética e ciberdefesa e R$ 200 mil para área de prevenção e monitoramento de desastres naturais. “A reunião foi um sucesso”, avaliou.

A II Reunião de Agências de Fomento à CT&I e a I Reunião do Grupo de Trabalho sobre Financiamento à CT&I do Brics foram marcadas pela expectativa de que os editais conjuntos aprofundem a colaboração entre os países em pesquisas de excelência para o conhecimento global e para a criação de produtos e processos inovadores.

“A criação de um mecanismo dos países do Brics para o financiamento de pesquisa e inovação é um marco histórico extremamente auspicioso. A reunião na China foi um grande sucesso. A partir de agora, a ciência, a tecnologia e a inovação são elementos centrais da parceria estratégica entre nossas nações”, explica o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, Danilo Zimbres.

Por sua vez, o assessor especial do ministro Pansera, Daniel Alvão, disse que o acordo de Pequim reafirma o compromisso do governo brasileiro com CT&I para superação dos desafios.

“A estruturação do mecanismo de financiamento do setor de ciência, tecnologia e inovação do Brics é um acontecimento da maior relevância, pois reafirma a importância dada por seus países-membros à produção de conhecimentos científicos. Reafirma o compromisso do governo brasileiro e do MCTI com o incentivo à produção de ciência, tecnologia e inovação para a superação dos nossos desafios econômicos e sociais”, ressaltou.

Fonte: Portal Brasil, com informações do CNPq

Um em cada três brasileiros já comprou produtos contrabandeados

Um em cada três brasileiros admite já ter comprado produtos contrabandeados, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada hoje (25).

Ao menos 40% dos entrevistados disseram saber reconhecer um produto ilegal. O estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) ouviu 4 mil pessoas entre os dias 22 e 24 de abril.

Para 53% dos consumidores, a maior vantagem de um produto contrabandeado é o menor preço. Esse percentual chega a 76% entre aqueles que assumem ter adquirido mercadoria não legalizada. No entanto, 37% dos entrevistados não veem nenhuma vantagem na compra de itens contrabandeados.

A maioria (92%) acredita que a população deixaria de comprar produtos contrabandeados se os preços de venda legal fossem menores. Os produtos contrabandeados têm preços menores porque não pagam impostos na opinião de 89% dos consumidores.

Para 87% os valores mais baixos são possíveis porque esses itens não precisam se submeter às normas de fiscalização e 77% acreditam que os produtos têm qualidade inferior.

Com informações da EBC

Governo Dilma despenca na aprovação popular, segundo pesquisa da CNT

O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 31,3% da população segundo pesquisa divulgada, hoje (16), pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O número é inferior aos 54,2% registrados na pesquisa anterior, divulgada em junho, antes das manifestações. A avaliação negativa do governo é de 29,5% dos entrevistados.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 49,3% dos entrevistados. O dado mostra queda, em comparação a última pesquisa quando o percentual foi 73,7%. No total, 47,3% desaprovam a gestão de Dilma. Em junho, os que desaprovavam o governo eram 20,4% dos entrevistados.

A pesquisa registra que a queda na avaliação da atuação da presidenta Dilma ocorre após as manifestações públicas realizadas por todo o país “as quais foram motivadas, principalmente, por insatisfação elevada com a qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo e com a corrupção”, diz o texto.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 134 municípios de 20 estados, entre os dias 7 e 10 de julho. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

Da Ag. Brasil

Jornalismo: pesquisa de perfil do jornalista brasileiro será apresentada hoje (4/4) em Brasília

perfiljornalistaA Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lança nesta quinta-feira, 4 de abril, em entrevista coletiva à Imprensa, o relatório final da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”. A atividade será às 14h30, no Hotel Aracoara, em Brasília. O lançamento do relatório da pesquisa marca as atividades do Dia do Jornalista – 7 de abril.

A pesquisa é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor). Foi a primeira vez que se realizou uma pesquisa com jornalistas baseada num estudo prévio das dimensões da categoria – aproximadamente 145 mil profissionais – e com amostragem de todas as regiões do país.

Os resultados se baseiam em respostas de 2.731 jornalistas, de todas as unidades da federação e também dos exterior, a um questionário online. Com margem de erro inferior a 2%, foi desenvolvida com a participação voluntária dos profissionais.

Entre as características demográficas da categoria, o relatório aponta significativa expansão na presença feminina no fazer jornalístico. Segundo os dados da pesquisa, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Apesar disso, os homens são predominantes nos cargos de chefia.

Quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%), segundo os dados. Desses 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

De acordo com o levantamento, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja 24,2% são associados a entidades sindicais. Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

Estes e muitos outros dados serão apresentados aos participantes da Entrevista Coletiva, que contará com a presença de diretores da FENAJ, do FNPJ, da SBPJOR e de um dos coordenadores da pesquisa, o professor Samuel Pantoja Lima (da Universidade de Brasília, cedido ao Departamento de Jornalismo da UFSC). O relatório será publicado no livro “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”, em impressão pela Insular (Florianópolis).

O QUE: Entrevista Coletiva de lançamento nacional do relatório da pesquisa “Perfil do jornalista brasileiro”
ONDE: Hotel Aracoara (Salão Fernando Costa) – Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5, Bloco C Brasília – DF, Fone (61) 3252-5252
QUANDO: 4 de abril, quinta-feira, às 14h30

Da Fenaj

Jogo incentiva aprendizado de história

Wellington Rutes, Éwerton Cercal e Matheus Ramos da Silva - Foto de Carlos Marciano

O ano é 1986, o solo é seco, os aliados de Euclides da Cunha foram derrotados e o protagonista é um historiador do futuro. Um personagem fora dos livros didáticos da  História do Brasil, mas fundamental no jogo que está em desenvolvimento pelo Núcleo de Aplicações Visuais (Navi) da Udesc Joinville. O projeto será apresentado nesta terça-feira, 27, no I Simpósio de Pesquisa em Games da UFSC, em Florianópolis.

Como o próprio nome diz, “Historiador do futuro: missão Canudos”, irá retratar o conflito (1896 a 1897) entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro. Porém, o protagonista não é um combatente, mas sim um pesquisador vindo do futuro, que se vê dentro do campo de batalha a fim de registrar o acontecimento. Curioso e sem compromisso com nenhum dos lados, ele resgatará aspectos tanto do lado militar quanto dos opositores, reescrevendo a história.

Embasado pelo conceito dos Jogos Sérios (formatos que trazem à tona assuntos de interesse amplo, podendo até ser de cunho social), a proposta do grupo é fazer um jogo que ensine de forma lúdica o fato histórico. “O nosso diferencial será permitir a interatividade e imersão. No comando do Historiador, o aluno irá coletar informações, escutar conversas, interagir com objetos, enfim, vivenciar o conflito”, ressaltou Éwerton Cercal, estudante de Ciência da Computação, que faz parte do grupo de desenvolvedores.

A base histórica que permeará o roteiro do jogo virá do livro “Os Sertões”, do jornalista Euclides da Cunha, além de seus escritos divulgados no jornal O Estado de São Paulo, quando na época o escritor presenciou parte desta guerra como correspondente do veículo. Neste sentido o projeto desenvolvido pelo Navi também trata-se de um Newsgame, ou seja, jogo que retrata acontecimentos, atuais ou não, difundidos na mídia jornalística.

Embora migre para o cenário e interaja com o ambiente, o personagem principal é um pesquisador que volta no tempo com a tarefa de compreender a história humana, porém sem alterar os acontecimentos propostos em “Os Sertões”. No entanto, o jogador poderá tirar suas próprias conclusões sobre o conflito, por conhecer os dois lados combatentes.

Para progredir no jogo o usuário terá que coletar informações dos exércitos, preencher formulários com os achados além de receber recompensas por tarefas bem sucedidas. “Isto fará com que o aluno assimile o conteúdo ali retratado, e somente passará de fase e receberá recompensas se responder corretamente aos questionamentos”, destacou Éwerton.

Programadores, game designers, modeladores e roteirista integram a equipe, formada por estudantes de três instituições e apoiada também por profissionais de outras áreas como professores de história que auxiliam para que o desenvolvimento do enredo esteja de acordo com os registros históricos do conflito. Ao todo, 12 pessoas trabalham diretamente com o projeto.

Por ser um projeto extracurricular o jogo ainda está em início de desenvolvimento, porém já tem a parte conceitual estruturada além dos avanços no roteiro, modelagens e personagens. A mecânica e ferramentas técnicas também estão definidas: a modelagem, texturização e animação 3D será feita na plataforma Blender. Já o motor que rodará o jogo nos computadores será desenvolvido no Unreal Development Kit (UDK).

“A princípio queríamos fazer um jogo on-line, com acesso pelo navegador. Mas devido a questões de segurança e outros problemas que poderiam surgir optamos por criar o jogo nessa plataforma e instalá-lo posteriormente nos computadores”, explicou Éwerton.
Ele destacou que a meta é finalizar o tutorial do jogo até a segunda quinzena de dezembro e desta forma testar as configurações de movimento e mecânica. Feito isso e já com a programação traçada, o próximo passo será criar a versão beta com a primeira fase do jogo. Esta deverá ficar pronta no início de 2013 e será testada com as turmas do ensino fundamental da Escola Celso Ramos.

“O início é a parte mais complicada, após os primeiros testes práticos na escola teremos um feedback do projeto e saberemos onde aprimorar. Com a parte técnica estruturada o trabalho tende a ficar mais rápido”, espera Éwerton  ressaltando que a partir de então o foco será na construção do enredo das próximas fases, até o conflito ser totalmente retratado no jogo.

Projetos inovadores serão premiados na Udesc Joinville

Casa controlada por Iphone, leitura em Braille com auxílio de Bluetooth e acionamento de aparelhos domésticos via internet. Estes são os três projetos finalistas do Prêmio Universitário Inovador, uma competição interna promovida pela Udesc Joinville para incentivar a inovação entre os estudantes.

Os projetos estarão em exposição, nesta quinta-feira (25) das 15h às 17h no hall do bloco E do campus da universidade. Eles serão avaliados por uma comissão técnica e a premiação acontecerá às 18h no auditório do mesmo bloco. O primeiro lugar receberá R$ 4 mil, o segundo, R$ 2 mil, e o terceiro colocado, R$ 1 mil.

O Prêmio integra a Semana da Inovação Tecnológica que prossegue até esta sexta-feira (26) com a realização de palestras e minicursos gratuitos sobre empreendedorismo e inovação. O evento é uma realização do Núcleo Estudantil de Inovação Tecnológica com o patrocínio das empresas Embraco, Whirpool e Bühler e apoio da Aiesec e Grupo PET / Udesc.

“É uma competição motivadora, pois nos incentiva a colocar em prática as nossas ideias e dar visibilidade a elas”, ressaltou Ronny Knock, estudante de engenharia elétrica que participa do projeto “Domótica: Controle sua casa”. O estudante de Engenharia Elétrica, Dimas Rafael Broering, compartilha da mesma ideia. “É uma excelente iniciativa da universidade pois fomenta a inovação e o espírito empreendedor”, ressaltou. Conheça os projetos que concorrem ao Prêmio Universitário Inovador:

Conversor texto/Braille para dispositivo móveis via Bluetooth
A proposta é auxiliar os deficientes visuais na leitura por meio do método Braille. Uma das grandes dificuldades deste público é o alto custo dos equipamentos, como impressoras que imprimem na linguagem. O projeto dos estudantes de Engenharia Elétrica, Guilherme Michels e Lucas Vinícius Souza, visa suprir exatamente esta carência.

Em uma espécie de caixa, seis pequenos eixos demarcam os pontos padrões da linguagem Braille. O deficiente posiciona o dedo sobre esses eixos e, pela conexão Bluetooth, podem ser enviados para este equipamento textos digitalizados. Em uma distância de até 30 metros, o sistema fará a leitura do material enviado e converterá as letras em sinais Braille, dessa forma o usuário irá, literalmente, sentir na pele o que está escrito.

De acordo com os estudantes, o preço de custo do equipamento deve sair em média R$ 200,00. “Há uma grande aplicabilidade. Ele pode auxiliar, por exemplo, professores que dão aulas para deficientes”, explicou Guilherme.

Domotic Center: sua casa inteligente
Eletrodomésticos, interruptores e até sistema de alarmes controlados pelo celular. Esta é a proposta do protótipo construído pelos estudantes Elias Mazzocio (Ciência da Computação), Dimas Rafael Broering (Engenharia Elétrica) e Giorgio Grotto (Administração – Esag). Dentro dos pilares de conforto, segurança e sustentabilidade o equipamento consiste em um módulo principal (que armazena as programações) um servidor (para onde as programações são enviadas via rádio frequência – Wireless e 3G) e um dispositivo móvel (celular com sistema Android, por exemplo).

Após tudo programado, apenas com o celular, o usuário poderá controlar vários equipamentos da casa como lâmpadas, eletrônicos e até sistemas de alarme, investindo cerca de R$ 500,00 por ambiente. “Nossa ideia é fornecer uma automação residencial com custos bem abaixo do mercado, além de que nosso sistema não comprometerá as instalações já existentes”, explicou Elias ressaltando que mesmo uma casa já construída poderá aderir à novidade, visto que o sistema não requer instalações complexas.

No âmbito da sustentabilidade, o projeto visa reduzir os gastos com energia elétrica, de forma que sensores ligarão os equipamentos apenas quando pessoas estiverem no local. “Colocando todos os controles da casa em um único aparelho, eliminaremos a necessidade do stand-by nos equipamentos eletrônicos, reduzindo as despesas”, reforçou Dimas.

Os garotos já instalaram o protótipo em alguns locais e até o fim do ano pretendem testá-lo em dez residências, de forma a terem um feedback e prosseguir avançando no projeto.

Domótica: Controle sua casa
Semelhante ao projeto anterior, a invenção dos estudantes de Engenharia Elétrica, Ronny Knoch, Adriano Pires e Emiliano Veiga (mestrando), possibilitará que o usuário controle os equipamentos da casa on-line com o diferencial do sistema “plug an play”. A base também é um servidor, um módulo de rádio frequência e um dispositivo móvel para acionar. No entanto, com uma simples programação, a pessoa poderá reorganizar o ambiente e, automaticamente, o sistema irá identificar essa alteração.

“Com nosso sistema o usuário terá visão de toda planta baixa da casa, podendo inserir ou deslocar seus equipamentos e instalá-los facilmente em outro local, sem prejudicar o acionamento por dispositivo remoto”, explicou Ronny. Como se tratam de projetos em amadurecimento não existe ainda uma projeção exata em relação aos valores. Estima-se que com investimento de aproximadamente R$1000,00, os estudantes possam oferecer aos interessados os equipamentos básicos e a manutenção. À medida que o usuário veja uma nova necessidade e queira criar novos sensores, por exemplo, eles também disponibilizarão estes serviços.

Clonagem de pele salva menina que teve 80% do corpo queimado

A sul-africana Pippie Kruger, de apenas três anos, já estava a ponto de ser desenganada, quando foi submetida a uma cirurgia inédita na África. A menina, que teve 80% do corpo queimado durante um incêndio ocorrido em sua casa, sobreviveu ao ter a pele removida e, posteriormente, reconstituída.

Durante o procedimento, feito pela primeira vez na África do Sul e no continente africano, dois pequenos pedaços da pele de Pippie, que não haviam sido afetados pelo fogo, foram retirados e clonados em um laboratório dos Estados Unidos. Hoje, após cinco paradas cardiorrespiratórias e 45 cirurgias plásticas, Pippie está de volta ao convívio familiar. Os médicos ficaram surpresos com a recuperação da menina.

“Trata-se de uma criança completamente diferente do que vimos quando chegou aqui. Às vezes, é difícil acreditar que é a mesma menina que quase perdemos”, disse o cirurgião plástico Ridwan Mia, responsável pelo procedimento. Após meses no hospital, a próxima etapa na vida de Pippie é recobrar a força dos músculos com a ajuda de um fisioterapeuta.

O tratamento de Pippie é visto como modelo em um país onde mais de 15 mil crianças são vítimas de incêndios todos os anos. “É fantástico. Todas as vezes que me sinto para baixo ou solitária, eu recebo a mensagem de alguém que diz ter se inspirado no caso da minha filha”, afirmou a mãe da menina, Anice Kruger.

Da BBC Brasil

Dilma: país precisa erradicar a pobreza e produzir ciência e tecnologia

Ao comentar o Programa Tecnologia da Informação Maior, lançado no dia 20 de agosto, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que o desafio do país é erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, produzir ciência e tecnologia, agregando valor à produção. “Esse é o caminho para o Brasil chegar à economia do conhecimento e se encaminhar cada vez mais para ser uma grande nação”, ressaltou.

No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a previsão de investimentos chega a R$ 500 milhões voltados para o estímulo ao desenvolvimento e à produção de softwares no país. Segundo Dilma, o Brasil conta com quase 9 mil empresas que desenvolvem softwares, mas o objetivo do governo é ampliar esse número.

“Por isso, vamos investir nas pequenas empresas de tecnologia, que geram muitos empregos – principalmente contando com jovens que têm uma imensa capacidade de criar. Uma das medidas mais importantes desse programa é que nós vamos oferecer cursos para 50 mil trabalhadores do setor de tecnologia da informação.”

A presidenta também destacou medidas lançadas dentro do programa de política industrial Brasil Maior para fortalecer e ampliar a indústria de tecnologia da informação. Uma das ações trata da redução do valor que as empresas de softwares e de tecnologia da informação pagam à Previdência (desoneração da folha de pagamento).

“Ela é importante porque reduz o custo do trabalho e aumenta a competitividade das empresas”, disse. “Nós também reduzimos os impostos para as empresas que queiram produzir semicondutores e tablets no Brasil”, completou.

Dilma comentou ainda os resultados da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ocorrida na semana passada no Rio de Janeiro. Ao todo, mais de 18 milhões de alunos de 44 mil escolas públicas de todo o país participaram da competição – 500 deles foram premiados.

“A matemática é o primeiro passo para o desenvolvimento científico e para a inovação tecnológica, porque é a base de todas as ciências e é fundamental para o aprendizado das engenharias, da física, da tecnologia da informação, da ciência dos computadores, por exemplo. A matemática ajuda a despertar o interesse dos nossos jovens pela ciência e pelo conhecimento.”

Da Ag. Brasil

Udesc Joinville avança no setor de pesquisa

Nos últimos 10 anos, a produção científica na Udesc Joinville aumentou cerca de 1000%. Conforme o Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Luiz Coelho, de apenas um artigo publicado em 1995, o número passou para 232 em 2011. Evolução também no número de cursos strictu-senso. De 1995 a 2011, o aumento foi de 700%. Nota-se também um rápido crescimento nos últimos cinco anos.

Atualmente, existem seis mestrados e um doutorado. Além disso, mais dois cursos de pós-graduação (Mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas e Doutorado em Engenharia Elétrica) já foram aprovados no Conselho Universitário e aguardam apenas a aprovação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Se aprovados, iniciam as atividades em 2013.

“A médio e longo prazo caminhamos na Udesc Joinville para termos um curso de pós-graduação ligado a cada curso de graduação, certamente isto é um processo de construção, e quando atingido temos convicção que estaremos próximos de um ideal de Universidade. Costumo dizer que em 10 anos, isto pode ser realidade aqui na Udesc Joinville.”, prevê Coelho.

Somando-se os alunos regulares e os especiais tem-se quase 200 alunos matriculados na pós-graduação strictu-senso no CCT. Certamente assim que o mestrado de Engenharia Mecânica e o de Ciências da Computação atingirem um maior tempo de funcionamento este número irá crescer. Pode-se dizer, em perspectiva, que brevemente teremos uma relação de um aluno pós strictu-sensu para cada 10 alunos de graduação, em alguns anos. Ressalta-se que ainda temos a perspectiva de abertura de diversos cursos de pós-graduação no CCT-UDESC. Num horizonte de 10 anos, se cada curso de graduação tiver um mestrado e doutorado, a relação acima pode ter maior valor numérico.

Em relação a quantidade de mestres formados pela Udesc Joinville, novamente, se analisarmos em perspectiva estes números, teremos em alguns anos uma relação de um mestre ou doutor formado para 6 alunos de graduação formados por ano. Em ambos os casos, tanto no crescimento de cursos de mestrado/doutorado como no número de formandos na pós, a Udesc tem tido papel proativo por meio de seus programas de capacitação de docentes, programas de bolsas institucionais e mais recentemente através de investimentos em infraestrutura.

Segundo Luiz Coelho, a Pós-Graduação cresceu cerca de 100% na Udesc Joinville nos últimos quatro anos, quando na região Sul cresceu em torno de 20%. Só em 2011, a Udesc Joinville formou 40 mestres, número bastante significativo se comparado ao registrado em 1998, que foi de apenas dois. De lá pra cá, o crescimento vem sendo gradativo. “Pode-se dizer que nosso papel na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação está sendo muito bem conduzido. Em parceria com outras Instituições da região iniciamos as atividades do Inovaparq em 2010, onde a iniciativa privada, academia e Estado estão presentes, formando o que os especialistas chamam de tríplice hélice da Inovação.

Temos cada vez mais interagido com o setor produtivo/estatal e agência de fomentos através de prestações de serviços e projetos de grande aporte fincanceiro (FAPESC, FINEP, CNPq, CAPES, ELETROSUL, CELESC, AEB, WEG entre outros), e nosso Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) está cada vez mais estruturado para o futuro que se desenha.”, analisa Coelho.